Nenhum homem é uma ILHA isolada; cada homem é uma partícula do CONTINENTE, uma parte da TERRA; se um TORRÃO é arrastado para o MAR, a EUROPA fica diminuída, como se fosse um PROMONTÓRIO, como se fosse a CASA dos teus AMIGOS ou a TUA PRÓPRIA; a MORTE de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do GÉNERO HUMANO. E por isso não perguntes por quem os SINOS dobram; eles dobram por TI - John Donne
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Uma vida normal
E tudo isto porque falávamos, as três, de nós, mulheres e do quanto às vezes nos esquecíamos de cuidar de nós.
Foi então que a conversa foi parar aos ginásios ( e aqui tanto eu com a C. começamos a ficar boquiabertas) e aos namoricos que por lá graçam.
'Vocês não sabiam?! Há maridos a contratar detectives ou a fazerem esperas nos parques dos ginásios, porque as mulheres em vez de irem para o ginásio, passam para outro carro e saem com outros!'
'Ah!'-eram as nossas palavras, enquanto ela continuava:
'E os escândalos em algumas classes profissionais continuam (ela disse qual). Chegam a alugar quintas para fazerem swing.'
E a cada palavra dela as nossas bocas ficavam cada vez mais paralisadas, abertas.
'E os casos de mulheres que descobrem que os maridos as traem... com outros!'
Bom, ficamos completamente aparvalhadas com estas histórias e, confesso, não fosse ela se mais precisa do que o estou aqui a ser, não acreditava. Para mim isto são histórias das telenovelas dos nossos canais generalistas e nunca realidade.
Contou ainda a história de uma rapariga de 26 anos que se apresentava sempre com roupas de marca e carros de alta cilindrada. Dizia terem sido ofertas do marido. Tudo bem, se o marido não fosse um homem de 60 anos, que também já lhe tinha oferecido um apartamento de luxo e uns poucos de tratamentos estéticos! E também não fosse esse senhor marido de uma pessoa conhecida que não ela!
E o choque final, mesmo para a amiga da C., foi quando questionou a rapariga sobre os sentimentos dela pelo homem, ela se limitou a responder a frio: 'Claro que não gosto, mas nesta idade tenho é que me por bem na vida para depois ter uma vida boa e curtir... é um investimento no meu futuro!
Não fosse este blogue, um blogue onde 'palavrão não entra' e eu teria a palavra certa para classificar a dita!
E agora muita gente achará que estas situações são comuns.
Ok, eu e a C. somos 'troll'.
Mas ainda bem que assim é! Que bom é termos uma vida dita normal...
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Post Telegrama
Depois de muitas adversidades, essa colega, levou a maior bofetada que se pode levar da vida: a morte de um filho.
Estou contigo, M.. Tu és forte!
Tive de ir ao Saco de Boxe!
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Frida Kahlo
Simplesmente apeteceu-me falar dela.
Filha de um fotógrafo judeu e de uma mexicana mestiça, cedo começou a ter sinais de que a sua vida não seria um conto de fadas.
As suas longas e exóticas saias mexicanas, tornaram-se sua imagem de marca, fazendo moda na época. Poucos sabiam é que Frida as usava, para encobrir a atrofia numa das pernas provocada pela poliomielite aos seis anos de idade.
Há biografias que fazem alusão a um acidente de autocarro, que lhe provocou uma fractura na bacia. Como consequência dessa fractura ficou impedida de ter partos normais, pelo que foi aconselhada a não engravidar. Esse mesmo acidente fê-la desistir de um outro sonho: ser médica.
A obra, 'A Cama Voadora', pintado em 1932, retrata bem a dor de Frida pela incapacidade de ser mãe.
Casou com um artista, o muralista Diego Rivera, esteve grávida várias vezes, mas nunca foi mãe, as sequelas do acidente nunca lhe permitiram levar uma gravidez até ao fim.
A sua vida sentimental foi também muito atribulada. O seu casamento foi recheado de relacionamentos extra conjugais, tanto por parte dela como do marido. Ambos aceitavam essas relações, excepto as de Frida com outras mulheres. Frida era bissexual.
Dizem ainda, que teve uma relação com
Nas suas obras está quase sempre presente a arte e o folclore mexicano.
Sendo muitas auto-retratos, todas as suas obras são episódios marcantes da sua vida, daí o ter afirmado sobre a sua obra: pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade.
Frida foi encontrada morta em sua casa, em 1954. Apesar de a certidão de óbito atestar embolia pulmonar, por escritos dela, supõe-se que se tenha suicidado.
"Espero que minha partida seja feliz, e espero nunca mais regressar - Frida"
Nasceu e morreu no mês de Julho: 6 de 1907 e 13 de 1954
Frida pintou o quadro O Hospital Henry Ford, também conhecido como A Cama Voadora (1932). O quadro mostra a pintora deitada no leito do hospital, localizado em Detroit, EUA. Flutuando sobre o leito, pode ser visto um feto do sexo masculino, um caramujo e um modelo anatómico de abdómen e de pelve. No chão, abaixo do leito, são vistos uma pelve óssea, uma flor e um auto clave. Todas as seis figuras estão presas à mão esquerda de Frida por meio de artérias, de modo a lembrar os vasos de um cordão umbilical. O lençol sob Frida está bastante ensanguentado. Seu corpo é demasiadamente pequeno em relação ao tamanho do leito hospitalar, de modo a sugerir seu sofrimento e sua grande solidão.
Do olho esquerdo de Frida goteja uma enorme lágrima, simbolizando a dor de uma mãe pela perda do filho; a pelve óssea é um testemunho da causa anatómica da impossibilidade de ser mãe.
Para fazer este post para além de andar pela minha memória, andei por aqui e por aqui
Fica ainda uma imagem da Casa Azul, a sua casa familiar, que quatro anos após a sua morte foi transformada em museu.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
O Meio Termo!
-Eu já trabalho aqui há 17 anos! Mas atenção que ainda sou novo!
Bom a conversa era com uma senhora, não sei bem quem. O engraçado foi a necessidade dele de, por um lado mostrar maturidade profissional, mas por outro evidenciar que ainda era novo!
Será este o meio termo da vida?
domingo, 19 de outubro de 2008
Solidariedade
Em S. M
amede, pegado à casa onde eu morava, havia uma família em que um dos filhos tinha, o que nós dizíamos na altura, um atraso mental. Chamava-se António e todos lhe chamavam Tono. Nos períodos em que a mãe ia trabalhar, ele ficava pela rua, ou a brincar ou a fazer recados a quem lhe pedisse. Sempre que podia, tomava banho: de manhã, à hora do almoço, ao fim da tarde quando a mãe chegava, antes de se deitar... enfim banho para ele era sagrado!Com ele, muitas vezes andava um outro rapaz, o Fredo, que vivia num acampamento nas redondezas da vila. Esse, ao contrário do Tono, era alérgico à água. Muitas vezes era impossível chegar perto dele, tal era o cheiro a suor.
Um dia a mãe do Tono, desesperada com o gasto de água, perguntou-lhe: 'Para que estás sempre a tomar banho? É de manhã, é à hora do almoço, á à noite... Não podes tomar banho só de manhã e à noite?'
A resposta dele foi: 'Ó Mãe, tem que ser, não vês que alguns são pelo Fredo? É que ele não toma banho e eu tenho de tomar pelos dois!'
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Austrália, o Pesadelo de Viajar para a Terra de Sonho!
O email enviado por uma das pessoas:
Olá a todos,
Começou às 20h (de Portugal) de sexta feira e terminou às 15h (da Austrália) na segunda-feira. Para começar, fomos do Porto para Lisboa onde dormi apenas 4h num hotel mt bom e às 7h da manhã arrancamos para Londres (Heathrow).
Ao chegarmos a Londres, devido ao nevoeiro intenso, tivemos de aterrar no norte de Inglaterra e quase 2h depois levantamos voo novamente para Heathrow. Quanto aterramos em Heathrow, o nosso avião já tinha saído há uma hora para o nosso destino final. Estivemos 2h numa fila p conseguirmos outro voo p Melbourne e só nos puderam arranjar um voo daí a 6h numa companhia Tailandesa. Lá fomos nós p o terminal onde iria sair o nosso voo.
A imagem DSCF2907.JPG é do exterior do terminal que qnd entramos foi um choque, eram só asiáticos e árabes e parecia que ia rebentar uma guerra naquele local. Após tantas horas de espera naquele inferno de terminal prestes a "arrebentar", tivemos a boa noticia de que o nosso voo para Bangkok (Tailandia) estava atrasado .
O inferno nunca mais acabava e pelos vistos ainda estava a começar. O voo de Londres a Bangkok foi feito num 747 na classe "Ultra Económica" onde não havia nenhum sistema multimédia. Seguiram-se 12h de viagem onde conseguimos dormir umas 4h e as outras passamos num estado vegetativo.
Ao chegarmos à Tailandia, surpreendemo-nos com o aeroporto de lá, é simplesmente fantástico.
Estivemos 9h à espera do nosso voo com destino a Melbourne. A viagem de Bangkok a Melbourne foi bem melhor, o aviao já tinha sistema multimédia e ainda deu p ver uns filmes. Depois de 9h de voo, lá aterramos em Melbourne, tivemos um grande questionário e fomos revistados por cães (coitados dos animais que nos tiveram de farejar depois de 3 dias sem tomar banho). Seguimos para o local onde recebemos as nossas malas, mas fomos esperando, esperando, esperando... Até ficarmos só nós sozinhos e sem malas. Um mal nunca vem só. Lá fomos fazer a reclamação da bagagem perdida e informam-nos que as nossas malas se encontravam em Toronto!!!!!! Já estavamos tão martirizados que isto das malas nem nos afectou mt. Lá apanhamos um taxi e conseguimos chegar ao hotel. E o hotel, foi a gota de água, no meio da confusão e aquilo nem merecia 2 estrelas, se fosse em Portugal a ASAE fechava aquela espelunca.Mas a vista do hotel é fantástica ora vejam a imagem:
Temos vista para os outros quartos, não é maravilhoso?????? :(
Mas nem tudo é mau, deram-nos 100 dólares australianos (~50euros) para comprar-mos roupa e 100 dolares n chegou nem p um par de calças! >(
Já chega de coisas tristes o resto das fotos foram tiradas aki
e as londres1.JPG e londres2.JPG são da vista aérea de Londres onde se vê o London Eye e a outra foto é do palácio de Buckingham
Cumprimentos para todos vós
D.
Fantástico,não?
O regresso não deve ser pior... sim porque eles tem de regressar daqui a 3 semanas...
Oh, amigos, desejo-vos melhor sorte, aliás, alguma sorte!
Como diz o Nuno Markl: São coisas que acontecem!
terça-feira, 30 de setembro de 2008
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Voando entre a Realidade e a Ficção
Por causa da neve, em Novembro de 2005 , perdi um voo de ligação Paris-Stuttgart.
Das muitas aventuras que eu normalmente tenho quando viajo, esta foi a mais tudo!
A reacção dos meus colegas quando sabem que vou viajar é logo: 'Vamos lá ver o que acontece destas vez!'
Bom perdemos o avião e como era o último voo para Stuttgart, tivemos que passar uma noite em Paris, num hotel custeado pela Air France.
Das condições e da forma como fomos tratadas ( eu e a minha amiga), não vou falar desta vez… para além do normal nestes casos mas, fica para a próxima!
Eu e a minha amiga, uma senhora emigrante em Stuttgart, dois homens que iam a Stuttgart à Mercedes comprar carros e uma rapariga que estava a caminho dos EUA para se encontrar com o namorado.
Tudo começou, porque a rapariga, que se chamava Soraia, não tinha euros, não tinha saldo no telemóvel e o cartão que a Air France lhe havia dado para telefonar tinha sido 'comido' pelo telefone do hotel.
Um dos dois homens, o Mário, e o único com telemóvel, emprestou-lhe o telemóvel para que ela pudesse avisar a família. Ela ligou, mas ninguém atendeu, nem de Portugal, nem dos EUA.
Estávamos, então todos sentados no bar a falar da nossa aventura e das consequências do atraso, quando o telemóvel do Mário toca. Ele olha, não conhece o número, entrega-o à rapariga enquanto diz:
-Deve ser para si, não conheço o número…
A rapariga pega no telemóvel, atende e então:
-Sou a Soraia.
-…
- Não conhece nenhuma Soraia? Ah, pois, um momento.
Entrega o telemóvel ao Mário e diz:
-Não é para mim!
O homem decide atender e:
-Sim? Ah, és tu! Sim está aqui comigo… vou passar!
Passa o telefone ao amigo, enquanto diz:
-Afinal é para ti!
O segundo homem, olha para o número, fica pálido e diz:
-Mas é o número da minha mulher!
O amigo diz-lhe:
-Então atende!
Começa então o caricato da história:
- Ah, és tu filha! … a mãe, onde está? Ah, está a tomar banho!?
A cor do seu rosto ia alternando entrei o vermelho e o branco, conforme as respostas que recebia…
- Perdemos o avião para a Alemanha… estamos em Paris… foi por causa da neve.
-….
- Ah, sim está aqui muita gente… eu depois explico melhor. A mãe ainda está no banho?
-…
- Então não lhe digas nada. O pai vai-te comprar o carro. Queres o classe A? Não te preocupes, mas não digas nada à mãe… o pai leva-te o carro…
Desligou o telemóvel e, pálido, vira-se para o amigo:
-Espero que a rapariga não diga nada à mãe, senão estou tramado! Como é que a minha mulher vai acreditar que fomos à Alemanha comprar um carro?! … então liga-me e atende uma rapariga… de Paris!
Foi gargalhada geral…ele continuou:
- Não estou a brincar...
Realmente, é difícil de 'digerir' uma história destas! Vai para a Alemanha, passa uma noite em Paris e quem atende o telefone é uma rapariga...
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Heroínas do Nosso Mundo
A reportagem de ontem na SIC sobre Elvira Fortunato, fez-me pensar que há muitas 'Elviras' no nosso país. Mulheres simples, que para estarem onde estão percorreram um longo e, por vezes árduo, caminho.
Privei de perto com uma dessas mulheres. Uma mulher que me ajudou muito, numa altura da minha vida académica, em que eu não sabia como chegar ao que queria!
Ela foi fundamental nas minhas escolhas e no meu sucesso.
Ela ensinou-me que devemos aprender a pescar e não a pedir de comer!
Filha de pessoas humildes, aluna exemplar, que tirou a licenciatura garças a uma bolsa da Gulbenkien. Dizia ela muitas vezes que o mais pequeno deslize, significava o fim: tido tinha de ser feito à primeira e com uma elevada taxa de sucesso, caso contrário perdia a bolsa! Nunca perdeu a simplicidade, nem nunca escondeu as suas origens... pelo contrário sempre fez questão de as referenciar!
Dedicou toda a sua vida ao ensino, para o qual tem uma aptidão nata… com ela é tudo tão simples…
Perdi-lhe o rasto durante muitos anos. A vida tem destas coisas e há quinze anos atrás, bastava mudar de casa para perdermos o contacto das pessoas!
Um dia destes ao fazer uma pesquisa sobre a escola da terra onde nasci, descobri que ela é a presidente do conselho directivo. Apressei-me a enviar-lhe um email, ao qual ela respondeu…
A emoção ficou registada nos emails que trocamos… fique a saber que já é avó e continua a mesma amiga de sempre!
sábado, 6 de setembro de 2008
Os Filhos da Droga
Quem não se lembra do livro, que mais tarde virou filme 'Os Filhos da Droga'?Christiane F. tornou-se uma heroína dos jovens das décadas 80/90 graças ... à heroína!
Os jovens pediam os livros emprestados entre eles, os pais e professores incentivavam-nos a lê-lo e em algumas aulas conversava-se sobre o assunto.
Christiane F., entrou no mundo da droga aos 13 anos. Por arrasto, devido à necessidade de ter dinheiro para a droga, acabou na prostituição.
Depois de muita luta e sofrimento, a menina é tirada da rua, é tratada e fica livre da droga.
Exemplo de muita luta, de muita coragem e acima de tudo um alerta dos malefícios da droga... grande flagelo dessa época!
Nunca mais ouvi falar de Christiane F., até há uns dias atrás no JN, li um artigo de uma página, onde é relatada a sua vida depois da (não) cura! A menina, que se transformou em mulher, ficou rica, graças aos direitos da venda do livro e do filme, reformou-se, casou, teve um filho, separou-se, voltou à droga várias vezes e neste momento está doente a fazer tratamentos de hemodiálise e o tribunal tirou-lhe a custódia do filho por negligência!E foi a isto que chegou uma das heroínas da minha geração... afinal era uma heroína com pés de barro!
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
A Nuvem
-Ó Mãe, a avó está no céu?
-Está, filho…
-Então vou por os meus óculos e olhar para o céu!
-Olá Vó, estou aqui ( acenando). Ó Mãe, a Avó não responde!
-Ó Filho é porque a avó está numa estrelinha e a esta hora ainda não há estrelas…
-Não está nada, está naquela nuvem… põe os meus óculos que a vês!
Depois de a mãe por os óculos.
-Então, já vês? Manda-lhe um beijo.
A mãe dá um beijo na mão, abre-a e sopra na direcção da nuvem…
-Ó Mãe, porque é que sopraste?
-É para chegar mais rápido, Filho.
-Ó Mãe, porque não a vais visitar?
-Porque é muito longe e não se consegue lá chegar…
-Vai de avião! O pai disse que os aviões chegam às nuvens!
Adenda: A criança tem 3 anos!
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Com as Crianças Há Solução Para Tudo, Até Para...
-Mãe, tens saudades da tua mãe?
-Tenho filho, claro que tenho!
-E então porque não vais visitá-la?
-Ó filho, porque a minha mãe, tua avó morreu!
-E porque é que morreu?
-Porque estava doente...
-... então tinha uma madrinha para a curar(*)?
-Não filho...
-E tu tens saudades dela?
-Tenho sim...
-Então morre para ires ter com ela!
-Mas se eu morrer vou para longe de ti e depois tu tens saudades minhas!
-Eu quando tiver saudades tuas, também morro e vou ter contigo!
Difícil de digerir, né?
(*) A madrinha deste menino é médica


