quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Porto (Re)visitado, o motivo


Apesar de estar a sensivelmente cinquenta quilómetros do Porto, cidade que eu tanto amo, poucas são as vezes que lá vou. Uma, no máximo duas, vezes por mês. De todas as vezes é por um motivo específico e para além do que tenho a fazer só consigo mesmo ir ver o mar, indispensável...
De quase todas essas vezes o meu destino é a zona da Foz ou da Boavista e nunca da baixa, onde eu evito ir de carro por causa da escassez de estacionamento.
Por isso esta minha viagem ao Porto teve assim tanto valor para mim. Não fui porque o L foi ao médico, não fui porque fui à feira do Livro, não fui por nada, fui por tudo... simplesmente porque queria ver o que ficou para trás.
Muitas coisas não conseguiram chegar até hoje, outras chegaram e algumas recomendam-se.
Eu precisava de fazer esse inventário...
E nos próximos dias, prepare-se quem me visita porque o Porto vai ser a estrela da companhia.

Cenas (minhas) de um Casamento-II

Acabada a foto de grupo, fomos para os carros.
Depois desta cena lamentável, mas que acabou bem, seguimos para a quinta.
Não me perguntem onde é. Nestes dias de casamentos à ida a preocupação é a de não perder o carro da frente e à saída é seguir as instruções de alguém que conhece a zona para chegarmos até a uma estrada conhecida que nos traga a casa!
Uma quinta muito bonita com um lindo lago, onde fui chamada de 'emplastro'!
Estava a decorrer a sessão de fotos com os noivos e eu decidi ir para junto do lago. Estava a uma distância enorme dos noivos, muito atrás deles e muito mais ainda para a esquerda. Mais uma vez o senhor que manda nos casamento pára de tirar fotos e, 'a Senhora importa-se de sair daí?'-gargalhada geral e eu furiosa perguntei-lhe que lente tão boa tinha ele na máquina que consegui apanhar-me, estando eu tão à esquerda! Minutos antes tinha-nos mandado juntar mais para apanhar toda a gente!

Findas as fotos fomos para dentro e, estávamos já sentados, levantei-me para ir ao WC. Isto depois de um montão de gente ter ido. Mas não, tinha de ser quando eu estava no WC, que começa a música da entrada dos noivos!
Deixei-me lá ficar e quando cheguei à mesa fui gozada! É preciso ter azar!
´Hoje só estás onde não deves!'- comentário 'amoroso' do L.!

O resto da festa decorreu sem dramas... para mim. O Mr Bean que está dentro de mim deve-se ter cansado e adormeceu... o emplastro esse deve ter ido até ao Dragão!

Os noivos dançaram que nem dois principes.

Ela fez-me lembrar a imperatriz Sissi, de tão bonita e feliz que estava.
Foi dançar até não poder mais depois de trocar de sapatos. Não é meu costume trocar de sapatos, aliás, nem costumo levar de reserva, mas naquele dia lembrei-me e bem, pois a estrada do parque até ao salão era num paralelo muito irregular onde os tacões se metiam com facilidade e assim quando fui buscar a prenda ao carro, troquei, porque ia ser complicado guiar o L. e caminhar por lá fora com os tacões finos!

Pois, a prenda. A prenda foi um envelope com um postal muito engraçado, recheado, claro. E um conjunto de jantar da VA para duas pessoas, só para que ficassem com uma marca nossa. Adoraram até às lágrimas, deles e nossas. Foi lindo! Eles são lindos!

E pronto, viemos embora às 2 da manhã e no Domingo foi andar pela casa que nem zumbis... a idade não perdoa... já não é como antigamente, em que mesmo com directas, no dia seguinte não se tinha passado nada!


E o post vai longo. Compreendo que não o leiam até ao fim, mas eu queria, quero ficar com estas coisas todas ´guardadas' em mais que um sítio, ou não fosse este blogue o meu 'back up'!




Happy End ( algures na Escócia).
Façam o favor de serem felizes!

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No esperes toda la vida para conocerte a ti mismo.

Semana preenchida...

Como diria um amigo meu nos seu tempos áureos de juventude: esta semana tem sido de trânsito total!

Realmente não tenho parado nem em casa. Ainda não fui para a cozinha uma única vez, o que não lamento nem um pouco!

Ontem um churrasco com uns compadres, hoje um jantar com os outros.

E a vida é bela, só não sabe quem não anda nela!
(adaptação livre de quem está à procura de dois palito para segurar as pálpebras, tal é o sono).

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Un viaje de trabajo desatara un torbellino de emociones.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Porto (Re)visitado

Hoje fui ao Porto, de comboio.

Fui à procura das marcas do passado que ainda são presente. Outras não, só estão presentes na minha memória. A emoção foi muita e de muitas cores. Mas pronto, a vida é assim mesmo...
Muitos posts a fazer nos próximos dias sobre esta minha viagem, de comboio.
Magestic, Padaria Ribeiro, Leões, Lello, Aliados, Bolhão... tanto coisa revis(i)t(ad))o!

E como o que é bom acaba depressa, as fotos dos ultimos dias:


No parque de campismo

No parque de campismo

Com os amigos indianos


Com os amigos indianos


Em Lisboa (de novo)


END

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"Pronto estarás embarcado en una mision secreta del corazón."

terça-feira, 11 de agosto de 2009

O Pão em Selos

Este ano, os CTT finalmente, decidiram fazer uma emissão dedicada ao Pão. Já era mais que merecida, ou não fosse este o alimento preferido do povo português!
Não gostasse eu das duas coisas, pão e filatelia, fiquei muito satisfeita.
A emissão está bem conseguida, na minha opinião. Nada de deslumbrante, mas que retrata com fieldade o pão português: na minha opinião.



Selo de 0,32€: Pão de Centeio de Trás-os-Montes. O meu preferido, ou não andasse por aqui uma costelita dessa zona...

Selo de 0,32€: Pão de quartos da Beira Interior


Selo de 0,47€: Regueifa, da Beira Litoral. Que aqui em Braga insistem em chamar de 'rosca'!


Selo de 0,68€: Pão de Testa do Algarve. Confesso que não conheço.



Selo de 0,68€: Pão com Chouriço, do Ribatejo. Delicioso!



Selo de 0,80€: Pão da Mealhada, Beira Litoral. Impossível dissociá-lo a um bom pedaço de leitão!



Os Cinco da Enid


Levada por ela andei por castelos, casas assombradas, ilhas deserta, tuneis, quintas. Vivi também com saltimbancos e cientista. Tive um cão e fui muitas vezes apanhada por bandidos da pior espécie. Salvei muitas vezes crianças, velhinhas e até cientistas das mão de sequestradores...


Tinha nove anos e claro que foi os famosos Cinco. A doce Ana, a Zé Maria rapaz, o responsável Júlio e o desprendido David. Claro que o Tim, o cão era sempre uma personagem-chave no feliz desfecho da aventura.

E faz hoje anos que nasceu Enid Blyton, a mãe destes famosos Cinco. (lembrou-mo o Alberto no seu Outras Escritas)

Chegou ontem


O volume II da Fábrica de Histórias.

Desta vez tem 12 histórias escritas por mim... e já duas das escritas pelo Alberto.

Sensação boa...

Cenas (minhas) de um Casamento

Este dia vai ficar na minha memória como o dia em que me senti uma mistura de Mr Bean com emplastro.


Tudo começa com a roupa, sempre um elementos chave nestes acontecimentos. Eu sem arranjar um modelito de meu agrado, optei por levar pela terceira vez o mesmo vestido a um casamento: um vestido preto, comprado há dois anos, que estreei no casamento de um outro Ricardo.


Mas como diria Ivone Silva, aquela grande personalidade do mundo do espectáculo 'com um simples vestido preto nunca me comprometo!'

E assim foi, outros sapatos, outra carteira, outros colares e o mesmo xaile, o da bisavó para proteger do frio da noite.
Fui ao cabeleireiro de véspera fazer o trabalho de fundo e no dia voltei lá para o penteado e a maquilhagem.
Isto depois de , depois de antes ter calcorreado as ruas da cidade em busca de uma flor para o cabelo. Sim porque já que levava um vestido com três anos e um xaile com 150, alguma marca do presente teria de lá estar.
Até aqui a normalidade esteve presente. O pior veio depois do almoço, quando os colares não estava a assentar como eu havia idealizado, o fecho do vestido quase a rebentar. Não, não engordei, Foi só o fecho que ficou preso no forro do vestido!
Enquanto isso o L cirandava à minha volta, ora a perguntar pelo fato, ora pela camisa, pelos botões de punho, pelo relógio. E por falar em relógio, o tempo a passar e a começarmos a ficar atrasados! Nervos e sair de casa já com neura e com a sensação de que falta algo.
no carro, como se não bastasse o atraso, ainda ter de espera que o GPS localizasse os satélites para que a 'Catarina' me indicasse o caminho.
Antes tivesse a Catarina apanhado a gripe A e não saído de casa! Mandou-nos pela auto estrada e quando demos conta Guimarães estava para trás.

Coordenadas erradas! Com a Catarina encafuada no porta luvas, procurar a saída para Guimarães, seguir as indicações do hospital, depois centro e finalmente a Pousada de Santa Marinha. Fácil, não tivesse eu já lá passado três dia, de trabalho, mas inesqueciveis.

Chegamos 35 minutos atrasados, no preciso momento em que a noiva saia do carro. Para não incomodar e não estragar aquele momento único à noiva, deixei-me ficar parada a um canto até que ela entrasse na igreja. Poderia muito bem entrar depois...

O senhor que manda nos casamentos é que não pensou o mesmo e com a maior cara de pau, vira~se para nós e diz:'Entrem, nós temos tempo. Venham com calma!'. E pronto, que fazer? Acatar as 'ordens' dele! Ainda houve tempo para dar um aperto de mão apertadinho à noiva e entramos.

Entramos com o olhar de TODOS os presentes na igreja em nós! Era suposto entrar a noiva! Vá lá que não tocaram a marcha nupcial... só faltava!
Na tentativa de minimizar o efeito, sentamos-nos no primeiro banco que encontramos e deixamo-nos lá ficar quase sem respirar, sossegadinhos.
Pois, mas foi só até a noiva chegar ao altar porque depois decidimos, pelo carreiro junto à parede ir para junto dos nossos amigos que estavam mais à frente. Igreja escura, o L. a ver mal, só podia! O L. mandou uma joelhada num banco e mais uma vez, desta só quase, toda a igreja com os olhos postos em nós!

O casamento correu bem. Nós ficamos quietos e o padre era uma pessoa muito directa e sem papas na língua. Quando foi a troca das alianças, ironicamente, pediu autorização ao fotografo para o fazer:' Pode ser agora, ou tenho de esperar que se ponha a jeito?' A brincar, a brincar foi dizendo umas assim! É bem feito!
O coro surpreendeu pela positiva. Foi qualquer coisa de extraordinário, ou não fizesse parte dele um amigo nosso! Teve um momento do Pai Nosso cantado que ainda me arrepio só de pensar! Bom, muito bom, mesmo!

À saída... pois à saída, foi tudo normal.Os noivos saíram depois de passarem pela sacristia.. Atiramos flores e eu estava com sede. E como tinha uma garrafa de água, ainda fresca no carro, resolvi ir buscá-la. E fui. E quando voltei estavam todos nos degraus da igreja a tirar a foto de grupo, com o fotógrafo, mais uma vez, a mandar naquela gente e toda, como se fossem ovelhas num rebanho!
Deixei-me ficar do lado de cá da câmara até os meus amigos me verem e começarem a chamar por mim. Só tive tempo de por o dedo à boca a manda-los calar, não fossem os noivos aperceberem-se e aí sim, o noivo era menino para parar tudo e 'mandar-me' para lá!

Escrever este post está a ser também, uma aventura. Comecei-o no Domingo de manhã, peguei nele na segunda-feira à noite, o computador encravou, tive de o reiniciar e quando voltei às mensagens, muito ficou por gravar! Nem queria acreditar!
E como o post já vai longo e a hora também, deixo umas fotos e o resto para um outro dia, amanhã, quem sabe?O Penteado. Estava bonito, a foto é que nem por isso... tirada a mim própria, melhor era impossível!

A Igreja e o Céu, que estava de um azul perfeito!


A noiva a entrar ( ainda deu para tirar fotos!)

Os noivos



Os convidados à porta da Igreja e a Pousada ao fundo... recomendo uma noite lá... com jantar.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Era só o que me faltava!

Antes de lerem o texto que se segue, que fique claro que não nutro qualquer simpatia por futebol...


A professora dava aula aos seus alunos sobre as diferenças entre os ricos e os pobres.

Júlia levanta o dedo:
- Senhora, o meu pai tem tudo: televisão, telescópio, DVD...
- Tudo bem, diz a professora, mas será que tem uma lancha?

Júlia reflete e diz:
- Bem, não...

A professora disse
- Estás a ver? É como eu disse, não podemos ter tudo.

- Professora, disse o Artur, o meu pai tem tudo: ele tem TV, telescópio, DVD, lancha...
- Sim, responde a professora, mas será que tem um avião particular?
- Depois de refletir, Artur responde:
- Bem, não.
- Estás a ver, não se pode ter tudo na vida, disse a professora.

Joãozinho levanta o dedo e diz:
- O meu pai, senhora professora, agora tem tudo, pois no sábado passado, quando a minha irmã lhe apresentou o namorado que é BENFIQUISTA, o meu pai disse:

-ERA SÓ O QUE ME FALTAVA!!!!!!!!!!!

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"La sabiduría de quien menos lo esperas iluminará tu camino."

domingo, 9 de agosto de 2009

Com um simples vestido preto...


'Com um simples vestido preto nunca me comprometo'.



Lembrei-me dela hoje, ontem e muitas outras vezes.


Lembro sempre que vejo o Camilo na TV. Impossível não associá-la a ele. Inesquecível o Sabadabadú, o Allegro... Lembro.me da Olívia Costureira e da Olívia Patroa, lembro-mo daquele inesquecível par de bêbados, Agostinho e Agostinha...


E ontem lembrei-me porque era o dia do casamento do Ricardor e da Cindy, e porque na falta de opções me decidi por usar pela terceira vez um vestido preto... e não me comprometi, penso eu... pelo menos o resultado final agradou-me. Algumas horas mais tarde e hoje, por motivos menos bons também me lembrei, ao perdermos o nosso, já saudoso Raúl Solnado. A D. Ivone Silva também deixou muitas saudades...

Enfim!

Há pessoas para as quais ainda não foram inventados objectivos para as classificar, de tão estúpidas, burras, broncas e más que são!

Ontem no casamento eu tinha o carro mesmo junto à saída do parque da igreja, onde grande parte dos convidados haviam estacionado.
A estrada é bastante inclinada e de um paralelo muito irregular. Lembro-me de ter lá estado no Inverno e os senhores da Pousada recomendarem cuidado tanto na condução como na forma como deixávamos o carro travado.
Os convidados que tinha o carro no parque não estavam a conseguir sair porque um carro se tinha atravessado na entrada. O Senhor estava lá dentro, mas nada fazia. As pessoas esperavam e nada.
Entretanto veio um outro carro a subir dá sinal de querer entrar no parque. Começo a ver as luzes da marcha atrás acenderem, o carro a descer em vez de subir e a acabar em travagem.
Conclui que o condutor, um homem estava em apuros. Toda a gente se deve ter apercebido, menos o estupor do homem que queria entrar para o parque que não parava de chamar o homem de azelha e afins...

Pensei em ir ajudar, mas enquanto pensava se iria ou não.
Nestas coisas penso sempre duas vezes, pois a oferta de ajuda de um senhora a um cavalheiro numa situação destas, ainda está mal resolvida nos genes deles.
MAs pronto, eu até ia, só que enquanto eu tirava o cinto, o outro cromo resmungava, um amigo meu saiu do carro e foi ajudar o homem.

Para avaliar o desespero dele, o homem saiu do carro, deixou lá ficar tudo que era dele ( máquinas fotográficas e foi encostar-se ao muro.
O Pedro, o meu amigo tirou o carro, o palerma ao ver o Pedro sair do carro, deve ter-se sentido desconfortável com o tamanho dele e foi estacionar mais acima, onde tinha lugares para a produção de uma manhã na Citroen de carros iguais a dele!

Depois do carro estacionado, na descida, mas sem nada à frente, o Pedro ainda teve de ir procurar o dono do carro para lhe dizer onde o tinha estacionado, pois o homem nem quis saber... estava completamente desorientado! Coitado!

E o outro palerma não teve a (in)feliz ideia de vir ter connosco, para bem dele... só levava uma corrida até ao carro!

Sociedade mesquinha esta!

Até já Raúl


Decididamente foi um dia de muitas emoções. Do casamento dos meus amigos Ricardo e Cindy, onde fomos contagiados com a felicidade deles; à notícia da morte de
Raúl Solnado!
Sempre que alguém que ajudou a escrever a história da minha vida, parte, seja ele conhecido ou não, lembro-me das palavras de Manoel de Oliveira quando lhe perguntaram o que sentia aos 100 anos: 'Uma solidão muito grande, pois já partiram quase todos!'.
(não terão sido estas as palavras textuais, mas o conteúdo da mensagem...)

Do casamento falo mais logo.

sábado, 8 de agosto de 2009

Blogsitter (II)

Depois de ver que era possível e achar a ideia fantástica, investiguei mais um pouco sobre o assunto.
Encontrei este site : Blogsitter, the world first blogsitting agency.
Não experimentei, pois ainda não precisei, mas um dia destes, por curiosidade que seja, talvez o faça.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

É uma Princesa!

Digam lá se eu não tinha razão quando dizia que a Joaninha era linda!


É uma Princesa!

Amanhã há Casamento

E amanhã há casamento...
É o do Ricardo e da Cindy.
Vão casar neste sítio lindo, em Guimarães na igreja de Santa Marinha.



Pessoas lindas só podem casar em lugares lindos....


Começa a tornar-se hábito casamentos a 8 de Agosto! Quem serão os de 2010?

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"No te fuerces a aceptar opciones que no te convienen, busca una alternativa."

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Aniversário...

E porque ao longo destes meses de blogosfera se tem mostrado uma boa Amiga, neste dia especial, deixo aqui os meus votos de um Feliz Aniversário acompanhados de uma flor do meu jardim... não fosse estarmos no mundo virtual, dar-ta-ia, mas aqui temos de nos adaptar às condições...

Faz anos hoje - Crónica de Férias (1992) -(cont.)

Nestes dias fomos cinco. O Jonas apareceu de surpresa e esteve connosco durante este tempo. O tempo nesta altura dava para muito e muito fizemos, para além de uns banhos de praia ao final do dia: Porto Covo, Odemira, Sines, Cabo Sardão...

O acordar


As tarde de Suecada no bar do parque


O passeio a Porto Covo

Odemira

Cabo Sardão


Sines

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Rotinas: tens ou não?

Sou avessa à rotina, já o tenho dito por aqui. Ter semanas, dias e horas fixas para fazer as coisas. Para mim é stressante!Uma coisa boa do meu emprego o não ter horas para entrar nem para sair [a segunda parte às vezes é a, mas enfim...]. Não consigo perceber como há pessoas que anos seguidos vão de férias para o mesmo sitio, que limpam a casa à sexta-feira à noite, que passam a ferro à segunda, que vão ao super mercado à quinta... que stress!

Mas hoje por duas vezes apercebi-me que quando me habituo a um serviço, me é extremamente difícil desligar-me dele e quando é necessário custa-me muito encontrar substituto.

Por exemplo, ginásio. Quando vivia no Porto, andava num ginásio, que adorava. Fazia todos os dias duas aulas seguidas, saia de lá com o suor em bica e com duas garrafas de litro e meio de água bebidas. Isto já foi há mais de dez anos e ainda não encontrei um outro que me dê o gozo que aquele dava. Inscrevo-me, frequento um, dois meses e farto-me!

Com o cabeleireiro a mesma coisa. Tive uma cabeleireira desde miúda, aliás era a da minha mãe, e foi minha até casar. Vim para Braga, já corri umas poucas! Agora acho que encontrei uma do meu agrado, mas com reservas: tem de ser a empregada a tratar-me do cabelo!

Com as limpezas, e até foi esta parte que me pôs a pensar, pois a minha amiga I. está a pensar em despedir a empregada e a minha amiga R. já teve umas poucas desde que a conheço. Trocam de empregada com uma facilidade tremenda! Eu não consigo. Levei cerca de quatro anos a mentalizar-me que alguém podia mexer nas minhas coisas e tive uma empregada durante seis anos. Só depois de algumas travessuras dela, é que a dispensei. Foram mais três anos sem ninguém, até que contratei uma empresa. Todas as semanas faço figas para que as coisas corram bem, para não ter razões para reclamar e dispensá-las, pois sei que é um tormento para mim voltar a 'habituar-me' a outros serviços!

Mas uma coisa é certa, quando me zango e dispenso, nem para trás olho. Despachei, está despachado... tenta novo... partidas só mas pregam uma vez!

Afinal isto também é rotina, ou não? É que se sim, andei-me a enganar uma data de tempo!
Ando de olho nelas...



Faz anos hoje - Crónica de Férias (1992) -(cont.)

05 de Agosto de 1992


Já passaram dois dias depois daquela estada no café Berard, onde pagamos 720$00 por 4 cafés.

Bom, mas passemos à frente: fomos ao Terreiro do Paço pela Rua Augusta, onde compramos fitinhas para o cabelo das meninas ( não é que os meninos não quisessem, mas...).





Depois disso viemos pela rua Áurea e fomos novamente para a Casal Ribeiro. Apanhamos o 78 para Milfontes. Apanhamos um susto, porque quando estávamos a meter as mochilas na bagageira era só 'pessoal' a dizer: -É para Vila Nova de Milfontes , E nós logo a pensar: -ESTAMOS TRAMADOS! Mas pronto. continuamos caminho e às 15h05 o autocarro lá partiu! Depois e muito andar de passar por Santiago do Cacém, Sines, paramos em Cercal do Alentejo.

Aqui, em Cercal como tinhamos muita sede, resolvemos comprar cada um um Calippo. Fizemos semelhante figura que, tão cedo, nenhum de nós compra tal coisa! É que o Calippo é um gelado muito bom para crianças (inocentes!), mas para nós que temos uma imaginação muito fértil... Chegamos a Vila Nova de Milfontes eram precisamente 19h30m! Foi tirar as mochilas e toca a acelerar o passo até ao parque, onde já estava uma grande bicha, quando lá chegamos! Mais uma vez apanhamos um susto! É que quando chegou a vez do grupo que estava À nossa frente , só os deixaram fazer a inscrição depois de eles irem ver se havia lugar! Mas como o Alberto tem a carola desgraçada foi logo dizendo à menina da recepção que a tenda era muito pequena , pelo que fizemos logo a inscrição sem procurar primeiro! Montamos a tenda depois de muito procurar.


Montamos a tenda num sítio que bate o sol desde as 8h00 da manhã até às 5h00 da tarde! Depois fomos jantar ao restaurante Moínho. Comemos um bitoque e bebemos 3 litros de água. Depois fomos para o parque e começamos a tentar dormir. A Xana ressonou que se fartou!



Acabou o dia 3 de Agosto! No dia seguinte madrugamos! Fizemos o pequeno almoço com chá e fomos para a praia pelo caminho mais longo..não era por não sabermos o menos longo...era só para ficarmos a conhecer melhor a vila! De tarde almoçamos no parque e passamos toda a tarde na esplanada do parque a jogar cartas. A Xana e o Alberto ganharam e o Menino ficou chateadíssimo! À noite saímos e encontramos o Jonas no caminho. Fomos dar uma volta e dormimos novamente cá fora.

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La incertidumbre te rodeará por unos días, pero la posibilidad de salir con bien se presentará."

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A minha Quinta, a Real

Pois, a quinta, que é jardim/quintal dá bem mais trabalho que a virtual, mas as compensações são outras!
Ontem apanhei uns pimentos de padron que tendo em conta a experiência de anos anteriores, são uma delícia. Talvez os coma hoje ou amanhã...

Sim a realidade compensa!

A Minha Quinta, a Virtual

Pois, a quinta virtual vai de vento em popa. Umas em 4 horas, abóboras em 8, amigos a ajudarem e a oferecerem animais e árvores. vejam lá que até um cavalo me ofereceram!
Tanta bondade, meu Deus!

Perguntou-me um amigo qual o valor disto?
Respondi-lhe que valia o que valia, ou seja a resposta de quem não sabe muito bem para quê nem porquê.

Bastaram umas horas e depois de pensar um pouco mais, concluo que, para além de ser um jogo, onde perdemos algum tempo, podemos tirar daqui muito mais que o lazer.

Ver que ajudar o próximo, neste caso o vizinho, traz frutos. Claro que neste mundo virtual a recompensa é em moedas.

Sempre que necessitamos de ajuda, os nossos vizinhos e amigos aparecem para ajudar. E a resposta que recebemos quando agradecemos é um 'sempre às ordens'!

Tudo isto para dizer que afinal ajudar não custa nada! Que esta virtualidade sirva elo menos para isso!

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"Vivirás un periodo de nuevas y vibrantes aventuras."

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Surpresa

Quando temos amigos com A 'grande', somos surpreendidos quando menos esperamos.
Estava uma delícia, o pão-de-ló. Mas deliciosa,[ e acreditem que o pão-de-ló estava delicioso (está, ainda não comi todo)]foi a surpresa.

Obrigada AMIGA ( com as letras todas grandes, sim grandes, do tamanho do Mundo...)

A minha Quinta



Pois, agora tenho uma quinta, ou antes uma Farm Town. E sou vizinha de um Vianense, de uma Bracarense, de um lisboeta e de um Croata. Ah, o lisboeta é um famoso realizador de cinema da nossa praça. Tem jeito para a agricultura... a sua quinta está bem apetrechada!

Tenho morangos em 4 horas e abóboras em 8. Os 'amigos' oferecem árvores de frutos e animais uns aos outros como quem oferece chicletes e a venda e garantida.

Logo quando chegar a casa vou ter de colher as minhas batatas que demoram 2 dias até poderem ser colhidas, uns talhões de uvas e uns poucos de abóboras.

Com o dinheiro podem-se comprar mais sementes para voltar a cultivar.
A minha vizinha e amiga do Facebook [já perceberam que estava a falar do Facebook, ou não?], ofereceu-me um peru e o meu amigo Zézé uma vaca e um cão.
Podemos visitar sempre os nossos vizinhos e aqui somos sempre bem recebidos. É claro que nós vamos lá sempre de braços abertos e prontos a ajudar. Ora regamos umas plantinhas, ora apanhamos umas ervas daninhas.

Por volta de amanhã também vou ter mangas, laranjas e cerejas!
Se quiserem ser meus vizinho, ainda há uns talhões livres a meu lado... avisem aqui.

Entretanto tenho um jardim, não uma quinta, real para cuidar, que dá bem mais trabalho!
Os acontecimentos não são assim tão efémeros e não se vendem, comem-se, a parte melhor e mais saborosa de quem passa um ano inteiro ora a plantar, ora a regar, ora a tirar ervas daninhas, ora a colher e a cozinhar. Mas continuo a preferir esta!

Faz anos hoje - Crónica de Férias (1992) -o Diário

'As coisas importantes guardamo-las para sempre na nossa memória. Se não nos lembramos delas é porque não são importantes.'

Não somos assim tão crentes... por isso o caderno chegou até hoje. Aqui está ele:


Vila Nova de Milfontes, Agosto de 1992- o Diário