Nenhum homem é uma ILHA isolada; cada homem é uma partícula do CONTINENTE, uma parte da TERRA; se um TORRÃO é arrastado para o MAR, a EUROPA fica diminuída, como se fosse um PROMONTÓRIO, como se fosse a CASA dos teus AMIGOS ou a TUA PRÓPRIA; a MORTE de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do GÉNERO HUMANO. E por isso não perguntes por quem os SINOS dobram; eles dobram por TI - John Donne
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Do Pomeirão à Mina
domingo, 4 de outubro de 2009
Mina de São Domingos
Recentemente foram criadas infra-estruturas para permitir aos visitantes por lá circular com a segurança com que os trabalhadores não o faziam na época.
A parte da Linha férrea:
Em 1888 era assim:

Da via férrea já nada resta, dos edifícios algumas fachadas. à espera de cair ou serem salvas tal como o foi o edifício central. E tão bem que foi!
A tarde foi passada em Mértola e no Pomarão, tema para mais dois posts.
Fica só mais uma foto captada num dos caminhos, em homenagem ao Alberto, Alentejano dos sete costados.
Dia Mundial do Animal
Não sei o nome dele, mas tem ar de Tobias...
Quero deixar aqui uma palavra de apreço à ABRA pelo bom trabalho feito desde a sua fundação. Graças a ela tenho a minha Tigra...

sábado, 3 de outubro de 2009
O último suspiro do Verão
O Alberto do Outras Escritas também diz que está o Mau tempo no Funchal .
Ironicamente, eu, que detesto calor, estou no sítio do país onde ainda há verão!
Aqui, entre Mértola e Évora temos tido temperaturas a bater nos 30ºC.
Confesso que, apesar de 'adepta' do frio e da chuva, estou a gostar de desfrutar deste ultimo suspiro do Verão.
Que bem me está a saber...até, porque para além de 30ºC no Alentejo nada terem a ver com 30ºC em Braga, estou à distância de uma varanda de uma piscina...
Este nosso país é mesmo único! Tem tanto de pequeno como de contrastante ( existe a palavra?!). Ele é gastronomia, vocabulário, clima, hábitos...
Tenho muito orgulho no meu quadradinhos, chamado Portugal.
Post SMS: Mina de São Domingos
Évora, dia III
A caixa de aspirina acabou e agora para ajudar à festa veio a tosse.
De noite devo ter tido umas febrezitas que me rebentaram os lábios!
Com uma piscina à porta do quarto, com 29ºC, tinha de vir esta chatice!
E agora é check out, passar novamente pela Lubrapex, a exposição filatélica e seguir para Mértola...
(ele que não nos está a ouvir: espero que o japonês não faça birra novamente)
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Évora, o japonês fez birra
E dizem que os alentejanos são lentos! Quando tive una situação idêntica em Braga estive 45 minutos à espera...
O senhor da assistência era um alentejanos, aí de décima geração!
Antes de vir, telefonou-me para saber os sintomas:
'Bom dia, então o carro avariou?!' 'Pois avariou.' ' Se der à chave ele dá algum sinal?'
'Não.'-respondi. '
'Então deve ser bateria. Esteja descansada que eu já chego aí, levo cabos a ver se pega com encosto.'
'Ok.'-respondi eu, enquanto pensava que o problema era esse mesmo: encosto!
Apareceu de táxi, cumpriementou, colocou o carro junto ao nosso e disse:
'Vamos lá ver se o japonês gosta da comida do alemão...'
E não é que gostou? Pegou logo!
Com o despacho que apresentava desde o início, despediu-se, mas antes:
' Então são do norte? Pois já não podem dizer que os alentejanos são lentos. Já teve alguma assistência mais rápida?'
'Não tive, não.'-respondi. Afinal é a mais pura das verdades. Ainda o convidei para um café, mas não quis... tinha de ir para o escritório... podiam chamar de outro lado... para reboque ou táxi. Antes de ir embora ainda perguntou:
'Iam a algum lado?'
'Às antas.'-respondi.
'Fazem bem. Andem com o carro em baixas rotações e antes de o desligar acelerem bem... agora não que está frio.'-recomendou.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Évora, dia I
Dia Mundial da Música

Ut queant laxis (dó) Para que possam
Re sonare fibris ressoar as
Mira gestorum maravilhas de teus feitos
Fa mulli tuorum com largos cantos
Sol ve polluit apaga os erros
La bii reatum dos lábios manchados
quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O bloco é da autoria de Maluda, que para mim nunca é demais divulgar a sua obra...
Sexta à Quarta...
Se bem que no final do dia apoderou-se de mim um sentimento que eu abomino: REVOLTA!
Dizem que as mulheres é que são cuscas, que as mulheres são intriguistas, que as mulheres são traiçoeiras, eu hoje tive a prova de que isso é TRETA.
Os homens, e isso a minha Mãe já mo disse várias vezes, os homens são do mais baixo nível que pode haver, em muitas coisas, claro, mas em cusquice são do pior!
É que quando a cusquice parte das mulheres, é para dizer que a vizinha está mais gorda, que o cabelo mais curto não a favorece, que é... enfim invejas...
Cusquice e intriga nos HOMENS?! É da maior baixeza. Por muito que se imagine, conseguem sempre surpreender!
Mas voltando à minha revolta, não é que me dá para chorar? Estúpida! São as hormonas femininas...
Era a minha pessoa que estava em causa e o que se passou já deu uma volta, aliás duas, mas fique tão revoltada! Não é que me tenha surpreendido, mas... enfim!
Capítulo fechado. Eu SOU SUPERIOR a essa coisas e ESTOU de FÉRIAS!
Fui levar os Focinhos ao hotel. Estou sem eles há 30 minutos e as saudades já batem, batem... a casa está vazia! Mas eu sei que eles estão bem.
E como não vamos misturar as coisas boas com menos boas, das minhas férias e dos meus planos falarei num outro post, nem que o faça já a seguir ( não sei se me apetece já)...
E fecho o post como abri:
Esta minha Sexta à Quarta está-me a saber tão bem!
Bomba Calórica...

Mas já esqueci o pijama, a escova dos dentes e a ultima foi a escova do cabelo!
Para não falar que das minhas últimas viagens de avião esqueci em casa o bilhete do avião e os vouchers do hotel e do carro!
Que vou esquecer desta vez?
Bom que seja de solução rápida. Das outras vezes nada que uma t-shirt não tivesse resolvido o caso do pijama e uma ida à farmácia de serviço o problema das escovas!
Quanto aos bilhetes... as pré-reservas servem para alguma coisa... a confiança ainda funciona!
Para mim hoje é sexta, mordam-se lá
E depois é Quinta, Sexta, Sábado, Domingo, Segunda e Terça ( mas Terça ainda é segredo... vou fazer uma surpresa aos meus colegas e não aparecer!).
Vão ficar felizes...
Não sei bem é o que me espera depois na quarta... mas isso ainda é daqui a muito tempo... há tempo para muitas voltas, reviravoltas e quando eu chegar estar tudo na mesma... ou não!
Eu já digo onde vou estar... só mais um bocadinho...
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Notícia de Última Hora: Sismo no Pacífico causa tsunami
Um sismo de 8.3 de magnitude na escala de Richter na Samoa Americana, no Pacífico, causou um tsunami, anunciou o Centro de Alerta de Tsunamis no Pacífico, ligado à NOAA, a agência norte-americana para os oceanos e a atmosfera. O tsunami terá causado mortos, segundo a Reuters, mas ainda não se sabe quantos.
A agência já tinha lançado um alerta de tsunami para a Nova Zelândia, Samoa Americana e outras pequenas ilhas do Pacífico. O epicentro do sismo foi a cerca de 190 quilómetros a Sudeste da Samoa Americana, uma distante ilha do Pacífico, a cerca de 33 quilómetros de profundidade.
O Centro de Alerta de Tsunamis da Costa Leste/Alasca anunciou que foi detectado um tsunami em Ápia, Samoa Ocidental, e em Pago Pago, na Samoa Americana. As ondas em Pago Pago atingiram 1,57 metros acima do nível habitual do mar. Segundo o centro de alerta de tsunamis, o tsunami não atingirá a costa dos Estados Unidos.
Em Samoa Ocidental, alguns habitantes disseram à Rádio New Zeland que sentiram um abalo e que lhes foi recomendado pelas autoridades que se deslocassem para locais de maior altitude.
Uma autoridade local da Samoa Americana disse à estação de televisão FOX que sentiu um abalo que se prolongou por mais de cinco minutos. Inicialmente, um comunicado do Centro de Alertas de Tsunamis do Pacífico anunciou em comunicado citado pela agência AFP que não havia certezas quanto à existência de um tsunami, mas adiantou que “um sismo desta intensidade pode potencialmente criar um tsunami destruidor em alguns minutos junto ao epicentro e em algumas horas nas zonas costeiras”. Foi feito um apelo às autoridades para que “tomassem as medidas necessárias” tendo em conta essa eventualidade”.
Era assim:
Para ti amiga Cris... sim tu que tantas vezes me iluminas as sextas-feiras... aqui tens uma frase que adoro….ofereço te :) com toda a minha amizade neste dia tão especial para mim, o dia da minha mami ...
" Que nem tudo corre sempre como planeamos, é um facto. Mas daí a ficarmos caídos no chão a padecer da síndrome Garfield [why me?] vai uma grande distância. As pessoas caem. É verdade! Ficam atordoadas? Sim, e então? Depois, depois, levantam-se, sacodem a poeira e seguem em frente. Na vida há que ter sempre um plano B… "
Adoro te Tia Cris
Pat and Jo
Um grande beijnho de parabéns , atrasados, para a mãe e avó... que só se pode orgulhar destas duas preciosidades...
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
A Surpresa
Um livro, até repetido, não fosse a dedicatória do interior, que o tornam único, como quem o enviou...
palavras para quê?
Politiquices...
O BE saiu vencedor porque ultrapassou a CDU;
O CDS é o grande vencedor da noite, porque atingiu os dois dígitos;
O PSD, também saiu vencedor porque o PS não reconquistou a maioria;
O PS, esse, o que venceu as eleições, foi o grande derrotado da noite!
Tudo isto são palavras ouvidas ao longo da ( mais curta de sempre) noite eleitoral...
Políticos!
domingo, 27 de setembro de 2009
Eleições
Lembrei-me assim de repente do dia 25 de Abril de 1975, dia de eleições, também.
Os meus pais forma ambos convocados para mesas de voto, a minha Mãe como presidente ( foi presidente por um dia!) e o meu Pai como fiscal.
Eu fui de véspera para casa dos meus avós paternos. Ficou combinado que eu dormia em casa deles, no dia 25 de manhã iam votar e depois vinham para minha casa, onde a minha Avó faria o almoço para todos.
Assim foi, foi uma manhã enorme. Levantar, apanhar um autocarro até à escola onde os meus avós votavam e no fim apanhar mais dois autocarros até minha casa. Algo que com carro se fazia com muita facilidade, mas em transportes públicos era coisa para um bom par de horas. Claro que para mim não custou nada!
O sacrificado no meio de toda esta história foi o meu Avô, que tinha de amparar a minha Avó, tomar conta de mim e ainda carregar com a tralha, quase, toda.
Valeu a avançada idade e recente trombose da minha Avó para nos despacharmos de uma fila enorme de eleitores.
Eram as primeiras eleições e o povoe estava com sede de voto. Havia partidos, mas não havia. Éramos todos livres, todos podíamos votar e era o espírito que reinava.
À hora do almoço, quando vieram almoçar, os meus pais estavam eufóricos. A conversa foi praticamente sobre a afluência e comportamento das pessoas nas mesas de voto.
Falavam de quem tinha ido às mesas deles, de quem estava com eles nas mesas.
Lembro-me particularmente de a minha Mãe contar que, com o nervosismo, ter metido dentro da urna o bilhete de identidade de um eleitor juntamente com o boletim de voto. Tiveram de explicar ao senhor que não podiam abrir a urna naquele momento, mas que, caso ele não pudesse, eles fariam chegar o BI a casa dele ainda naquele dia.
Acabaram por descobrir que o senhor era vizinho de um dos elementos da mesa e assim tudo ficou resolvido.
À noite a euforia foi ainda maior. Para além de o partido dele ganhar na freguesia, um amigo dos meus pais, que estava como fiscal na mesa da minha Mãe, foi Pai. A notícia chegou ainda as urnas não tinham fechado e o nervoso miudinho foi a duplicar...
Era um rapaz e, na emoção da época, foi baptizado com os nomes de duas figuras políticas da época.
À noitinha, já depois da contagem dos votos, fomos levar os meus avós a casa e no regresso ainda fomos festejar para a Praça General Humberto Delgado-não sei se já tinha este nome na época-a vitória do partido da maioria, a ida às urnas da grande maioria dos portugueses, o aniversário da Revolução dos Cravos, mas acima de tudo comemorava-se a LIBERDADE, de quem muitos ainda tinham medo ao fim de um ano.
sábado, 26 de setembro de 2009
Hoje os meus donos levaram-me (finalmente) ao vet e portei-me muito bem.
Sabe já sou um cão adulto e já não me meto a fazer parvoeiras, como diz o Tio lá no Alentejo.
No carro ia tão sossegado, que quando a minha dona acelerava eu me assustava!
Mas sabe, não sei bem o que me passou pela cabeça que quando cheguei ao vet e vi lá uma gata. Eu que não ligo a gatos-não tivesse eu ter dormido tantas sonecas enroscadinho na Afonsa-fiquei desorientado com a gata!
Bem, ela estava com uma coleira, como uma que eu tive de usar quando fui mordido pelo Rex, e mal me viu começou a miar e a bufar! Sinceramente dois quilos de gato a rosnar a quarenta de cão e eu não reagir... a sorte dela foi eu não ser a Tigra! Não sei se os meus donos a segurariam!
Também onde já se viu?!
Entretanto a gata foi atendida e eu sosseguei. Estive o tempo todo deitado junto dos meus donos que me iam fazendo festinhas.
Quem estava de serviço era o Dr. Daniel, meu grande amigo. Lembro-me da primeira vez que lá fui como se fosse hoje. Foi lá que provei o primeiro biscoito. E ele também não se esquece que no fim lá tem de me dar o biscoito da praxe!
Para pesar é que foi o drama do costume, se bem que desta vez o meu dono não teve de pegar em mim ao colo para me pesar. Nisso sou como a minha dona, detesto balanças. Mesmo assim lá conseguiram ver que eu peso 38 kg... grande coisa, já pesei 42, por isso não admira!
O Dr. Daniel lá pegou em mim e pôs-me em cima da marquesa. Deixou-me lá em cima enquanto foi buscar as vacinas. Mediu-me a temperatura, auscultou-me, viu-me os ouvidos, os olhos e os dentes. Estou rijo que nem um pêro.
No fim desta vistoria, lá veio a pica. Eu quase nem me apercebo, só me mexo porque sou um cusco e quero sempre ver o que ele está a fazer. Mas a cusquice é própria da minha raça, por isso não é defeito, é feitio!
No fim ainda tive de tomar duas pastilhas. A minha dona tinha que se lembrar que eu precisava da desparasitação interna. O que vale é que de seguida vieram mais dois biscoitos. Assim podem vir mais uma dúzia de pastilhas!
Mas ainda quanto ao meu peso, o Dr. Daniel diz que eu não estou gordo, que se notam todos os contornos das costelas, que sou muito musculado. Ele até disse que se eu fosse um cão mau ia ser uma chatice pois ninguém me ia segurar, tal é a minha força!
Agora só lá volto em 2010. Isto se não tiver nenhuma maleita... os cães também adoecem, não é? Em Dezembro tem que lá ir a Tigra. E por falar em Tigra, não é que aquela ciumenta, me cheirou da cabeça aos pés quando eu cheguei?! E depois ralhou-me! Já não posso sair sozinho?! Mulheres!
E aqui deixo umas fotos minhas de hoje. Na primeira ainda estava um bocadinho apreensivo com o que se ia passar, mas nas outras completamente à vontade!
Bem, tio Alberto, a conversa vai longa, mas quero-lhe dizer que tive muita pena que não tivesse vindo visitar-nos. A minha dona explicou-nos o que se passa e nós compreendemos... e lamentamos claro.
E com umas lambidelas de amizade me despeço.
Seu sobrinho,
Bono
Não porque houvesse eleições ou algum outro acontecimento especai, mas porque o cansaço era muito.
E ontem, sexta-feira, repeti várias vezes à roda do dia: 'ainda bem que é sexta-feira!'.
Instalou-se como que de repente um nervoso miudinho naquele departamento que se não houve uma explosão... podemos estar descansados quanto a isso, pois nunca a teremos!
Começou tudo com a armadura da entrada, que está junto ao relógio de ponto, quase cair em cima da nossa secretário. Não ouvisse ela algo a ranger, olhado para cima e afastado-se... e ia passar o fim de semana ao hotel de São Marcos.
Logo ficou reconfortada, tanto que até chorou, de emoção, claro está; depois de o chefe , com um ar muito sentido ter-se saído com esta: 'Já viste se era com visitas aqui?'. Sim porque as visitas levarem com uma armadura de alumínio no lombo seria uma grande tragédia, principalmente quando são calmeirões de 2 m e pesos a roças os 3 dígitos... agora o metro de sessenta e os cinquenta quilos mal pesados da secretária aguentariam bem com a armadura!
A este começo tão emocionante, seguiram-se discussões, amuos, imposições, mais choros; que deixaram no ar um ambiente muito pesado, como se não fosse só uma armadura a cair, mas sim todo o tecto falso e as restantes lâmpadas!
Mas era sexta-feira, a perspectiva do fim-de-semana à porta amenizou os ânimos e no final do dia já se brincou, riu e todos saímos de lá com boa disposição. Uns a falar de futebol, outros do programa do Gato Fedorento , uns outros a combinar idas à praia e nem faltou o assunto 'eleições'.
Mesmo assim, ainda bem que é Sábado, se bem que acordei mais cansada do que me deitei. Como se , em vez de ter dormido a noite toda, tivesse andado a vindimar e ter carregado com os cestos da uvas até ao lagar...
E agora, mais um desafio me espera: Levar o Se Bono ao veterinário. Ele até que se porta bem, o pior são os outros cães que eventualmente lá estejam e a sua recusa de sempre em se colocar em cima da balança!
Não o censuro por isso. É coisa que dispenso. Passo anos e anos sem me pesar e das vezes que o faço é obrigada!
Bom, se tem que ser, que seja. Colocar a grade no carro, colocar-lhe a coleira e lá vamos nós!
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Domingo vamos a votos
É claro que para eles votar é muito mais que um direito, é um dever!
É certo que hoje eles estão tão, ou mais, desiludidos, com o panorama político. Afastaram-se, demitiram-se dos partidos onde estavam filiados e depois de ter declinado muitos convites para regressar, o meu Pai passou a fazer parte do (grande) grupo de portugueses que se deixam levar pela onda.
Confesso que depois de ter andado no meio de tanta movimentação, de ter sido privada a companhia dos meus pais porque eles iam para as mesas de voto, os dois; porque havia comícios e eu não podia ir, a alguns, não fosse 'dar para o torto'; custa-me, muito, ver tanta passividade da parte deles, do meu Pai principalmente!
Mas da ida à mesa de voto é que eles ainda não se demitiram e sei que no Domingo, independentemente do que houver para fazer, em algum momento do dia eles estarão a cumprir o direito deles!
Eu também vou. Disse-me a minha educação que votar é 'obrigatório'. E também disse que não podemos responsabilizar só o 'vizinho' pela vida que levamos...
Agora falta saber em quem e para quê?
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Amanhã...
Para outros: ....já é outra vez Sexta-feira;
E ainda para outros: ...ainda é Sexta-feira
Para mim... TGiF ( Thks God is Friday!)
...se bem que Sexta e Segunda são dias que nunca se sabe... as boas e más surpresas são guardadas para estes dias...
Porto (Re)visitado: Casa Christina
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Quero a minha Mãe
Estou de rastos!
Homens, oh raça!
Solidariedade masculina!
Estes são os muitos títulos que este post poderia ter. E tudo isto porque depois de almoço comecei a ter umas cólicas, daquelas que nos cerram ao meio que nos fazem ter um só rumo: a 'casinha' mais próxima.
E sem aprofundar a conversa, lá me fui aguentando, tentando trabalhar entre 'viagens'.
Pensava eu que sairia do trabalho, cedo, vinha para casa, descansava, tomava um cházinho e conhecendo como conheço há uns anos valentes o meu esqueleto... tomorrow is another day e tudo passou!
Só que, o Sr L, telefona-me com aquela voz de quem está prestes a desmair, a dizer-me que está muito mal, que não aguenta as pernas e ... que quer vir para casa.
Eu disse-lhe que também não estava nada bem.
Decidimos vir para com a insistência dele para que me despachasse. Despachei, sim senhora, para apanhar seca no carro À espera dele e depois vir o caminho todo com ele a buzinar-me ao ouvido para que me despachasse que estava muito mal!
Cheguei o mais depressa que pude. Atirei-me aqui para o sofá, de onde saio para... já sabem.
Ele entretanto anda a melgar-me sempre a perguntar-me se estou melhor, aproveitando, sem que eu pergunte, para dar conta do estado dele!
Percebem agora os títulos!?
Quero a minha Mãe!
( mas não lhe vou dizer nada. Amanhã já tudo passou!)
Roberto Bolaño: 2666
“2666”, de Roberto Bolaño, será lançado a 26 de Setembro.
Até então, confesso este nome era-me completamente desconhecido.
Da notícia ( já de Agosto) fica: Calhamaço de 1100 páginas; escritor já falecido ( 2003) e mais obras com publicação agendada...
Vai ser sempre assim? Livros versão páginas amarelas publicados depois da morte dos escritores e nunca um só?
Esta obra do escritor chileno (1953 – 2003), falecido prematuramente aos 50 anos, vítima de doença hepática, é considerada a sua obra-prima – Bolaño reincide em alguns dos temas de livros anteriores (os escritores, o universo da literatura, a crítica literária, a memória da ditadura), associando-os a histórias terríveis, como o assassinato de 280 mulheres numa cidade perto do deserto de Sonora, no México.
Vou ler? Vou pensar...
A notícia completa:
O monumental romance póstumo de Roberto Bolaño, “2666”, estará nas livrarias portuguesas a partir de 26 de Setembro, editado pela Quetzal e traduzido por Cristina Rodríguez e Artur Guerra.Esta obra do escritor chileno (1953 – 2003), falecido prematuramente aos 50 anos, vítima de doença hepática, é considerada a sua obra-prima – Bolaño reincide em alguns dos temas de livros anteriores (os escritores, o universo da literatura, a crítica literária, a memória da ditadura), associando-os a histórias terríveis, como o assassinato de 280 mulheres numa cidade perto do deserto de Sonora, no México. À agência Lusa, Francisco José Viegas, editor da Quetzal, explicou que “2666” é “um romance grandioso, maior do que o Ulysses [de James Joyce], uma espécie de narrativa de Borges em ponto grande, que junta literatura e violência de uma forma inédita, ininterrupta, ultrapassando o puro fantástico da literatura latino-americana”. Em Portugal estão já traduzidos três livros de Bolaño: “Nocturno Chileno” (Gótica), “Os Detectives Selvagens” (Teorema) e “Estrela Distante” (Teorema). Há dois anos, os EUA descobriram a obra deste autor e assistiu-se a uma verdadeira “Bolañomania”, com o aplauso da crítica e das publicações especializadas (em 2007 o jornal “The New York Times” colocou “Os Detectives Selvagens” na lista dos cinco melhores livros publicados nos EUA). Viegas nota que Bolaño é, de facto, “uma das grandes revelações” da literatura contemporânea, e afirma que se a “Bolañomania” pegar em Portugal os leitores estarão a fazer a distinção entre a literatura e aquilo que é “a sua imitação vagamente comercial”. “Depois de ter lido Bolaño a nossa vida muda um pouco. Não se pode esquecer aquilo que ele deixou escrito, e que é uma tempestade, uma torrente, um delírio, como deve ser a literatura”, acrescenta o editor. “2666” é a primeira de uma série de obras póstumas do autor chileno que a Quetzal se prepara para editar. Em Fevereiro do próximo ano será publicado, em simultâneo com a edição espanhola, o inédito “O Terceiro Reich”, seguindo-se “A Literatura Nazi na América”, “Amuleto”, “A Pista de Gelo” e “Putas Assassinas”. Poeta e romancista, Roberto Bolaño nasceu na capital chilena, Santiago, em 1953, tendo-se mudado, aos 15 anos, para a Cidade do México. Trotskista, o escritor envolveu-se activamente na política e abandonou o liceu, rumando depois para El Salvador. De regresso ao México, em 1974, faz reaparecer o movimento literário “Infrarrealismo”, reunindo um grupo de poetas mexicanos e chilenos que tenta combater a chamada “cultura oficial”. Durante os anos 70 viajou ainda pela Europa e acabou por ficar em Barcelona, com a mulher e dois filhos. Nos últimos anos da sua vida, já doente, dedicou-se febrilmente à escrita, de forma a deixar um legado literário que evitasse deixar a sua família numa situação precária.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Porto (Re)visitado: Os Leões
Lembro-me de mais tarde lá apanhar grandes 'secas' à espera do autocarro para a Boavista.
E em homenagem ao L. que é sportinguista, aqui estão eles, os Leões,
... pintados de azul... obra do dragão, não?
Pensar Alto
A juntar a tudo isto, o pior foi mesmo a notícia de mais um óbito, o pai de uma colega de trabalho.
Enquanto há uns anos atrás eram os avós, os nossos e os dos amigos; que nós viamos partir, agora são os pais.
Em relação aos avós fui uma privilegiada... que Deus Nosso Senhor me privilegie com os meus Pais e que esse dia esteja muito longe.
Outono, hoje às 21h 18m
Verão, já era...
Da Wiki: Em astronomia, equinócio é definido como um dos dois momentos em que o Sol, em sua órbita aparente (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projectada na esfera celeste). Mais precisamente é o ponto onde a eclíptica cruza o equador celeste. (...)
Os equinócios ocorrem nos meses de Março e setembro e definem as mudanças de estação. No hemisfério norte a primavera inicia em Março e o outono em setembro. No hemisfério sul é o contrário, a primavera inicia em Setembro e o outono em março.
As datas dos equinócios variam de um ano para outro devido aos anos tropicais (o período entre dois equinócios de março) não terem exatamente 365 dias, fazendo com que a hora precisa do equinócio varie ao longo de um período de dezoito horas, que não encaixa necessariamente no mesmo dia. O ano trópico é um pouco menor que 365 dias e 6 horas. Assim, num ano comum, tendo 365 dias e portanto mais curto, a hora do equinócio é cerca de seis horas mais tarde que no ano anterior. Ao longo de cada sequência de três anos comuns, as datas tendem a adiantar-se um pouco menos de seis horas a cada ano. Entre um ano comum e o ano bissexto seguinte há um aparente atraso devido à intercalação do dia 29 de fevereiro.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Hoje, assim de repente...

Hoje, assim de repente, AGORA, deu-me uma vontade, ENORME, de comer uma BOLA de BERLIM!
Não, não é por isso! Tenho a certeza. É só mesmo vontade. A mesma vontade que tinha em miúda de comer BOLAS de BERLIM sempre que passava em frente à Confeitaria Pekim.
Passasse eu 20 vezes em frente à montra e das 20 vezes pedia uma BOLA de BERLIM!
A minha Mãe, claro, dava-ma da primeira vez e só algumas vezes! Lembro-me que em frente havia um sapateiro, o Sr Fonseca. A esposa, a Fatinha, que era quem atendia os clientes, achava-me imensa graça e, de vez em quando, era ela quem me dava a BOLA de BERLIM. Muitas vezes a minha Mãe ficava zangada, pois sentia-se desautorizada.
Parece que estou a ver a montra da confeitaria com o tabuleiro das bolas, na prateleira de baixo, mesmo ao meu nível, alinhadinhas a 'olharem' para mim como que dizendo 'Comam-nos, somos deliciosa!'
Não me lembro como passou a mania. Já não sei se foi depois do sarampo, altura em que fui sujeita a um regime alimentar muito rigoroso ou se enjoei mesmo. O que sei é que, tirando as vezes em que as como nos sortidos de miniaturas, NÃO me lembro de ter comido mais uma BOLA de BERLIM!
Esmiuçar os Gato Fedorento

domingo, 20 de setembro de 2009
Desta vez, e o que me custou, não participei.
No final fomos para o parque da cidade comer o farnel:






