Nenhum homem é uma ILHA isolada; cada homem é uma partícula do CONTINENTE, uma parte da TERRA; se um TORRÃO é arrastado para o MAR, a EUROPA fica diminuída, como se fosse um PROMONTÓRIO, como se fosse a CASA dos teus AMIGOS ou a TUA PRÓPRIA; a MORTE de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do GÉNERO HUMANO. E por isso não perguntes por quem os SINOS dobram; eles dobram por TI - John Donne
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
domingo, 11 de outubro de 2009
Receber a notícia da morte de familiares de amigos, tem sido frequente nos últimos meses.
Mesmo assim, mesmo sendo esperadas, estas notícias doem, doem muito! E deixam-nos sem saber o que dizer, o que fazer e como fazer.
Definitivamente, para a maior certeza da Vida é para o que estamos menos preparados: a morte!
Mesmo assim, mesmo sendo esperadas, estas notícias doem, doem muito! E deixam-nos sem saber o que dizer, o que fazer e como fazer.
Definitivamente, para a maior certeza da Vida é para o que estamos menos preparados: a morte!
Balanço positivo
Este fim-de-semana está muito bom.
Ontem houve concerto Jazz/Bossa Nova no Espaço Remy. Estiveram presentes nomes como Paula Oliveira, Paulo Braga, Isabel Campelo e outros menos sonante, mas com a mesma qualidade.
Depois de deitar tarde, hoje foi dia de levantar cedo. Com casamento às 11h30, o dia tinha de começar cedo com a ida ao cabeleireiro logo às 8h00.
Às 17h00 uma chamada telefónica anuncia o nascimento da Bruna. Não podia ser melhor notícia.
Balanço positivo, para já, o do meu fim-de-semana.
Do resto do mundo não tenho notícias... até já, vou fazer a minha visita diária pelo Google reader para ver se o Mundo está tão de bem com a vida como eu tenho estado nas últimas horas.
Ontem houve concerto Jazz/Bossa Nova no Espaço Remy. Estiveram presentes nomes como Paula Oliveira, Paulo Braga, Isabel Campelo e outros menos sonante, mas com a mesma qualidade.
Depois de deitar tarde, hoje foi dia de levantar cedo. Com casamento às 11h30, o dia tinha de começar cedo com a ida ao cabeleireiro logo às 8h00.
Às 17h00 uma chamada telefónica anuncia o nascimento da Bruna. Não podia ser melhor notícia.
Balanço positivo, para já, o do meu fim-de-semana.
Do resto do mundo não tenho notícias... até já, vou fazer a minha visita diária pelo Google reader para ver se o Mundo está tão de bem com a vida como eu tenho estado nas últimas horas.
sábado, 10 de outubro de 2009
Obama, Nobel da Paz (II)

Hoje quando disse ao L., que o Obama era Nobel da Paz 2009, a reacção foi uma gargalhada seguida do comentário: 'Estás a gozar comigo! Porque haveria ele ser Nobel da Paz? '
Pois, quando li pela primeira vez a notícia pensei: 'Isto foi mas é uma grande entaladela para o homem!'
Li mais tarde no blogue do Saramago que na opinião dele, este prémio 'poderá ser visto como um investimento!'
Sim. E agora?
Terá ele coragem de continuar a mandar soldados para a o Iraque e o Afeganistão? E como vai ele reagir em relação à questão do Irão?
Tomará as mesmas decisões que tomaria se não tivesse ganho o prémio?
Com que legitimidade aceitará ele este prémio? Ou melhor, que legitimidade há neste prémio, sendo ele o presidente do país que mais guerras promove? Quantos soldados morreram desde que ele tomou posse?
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
O Casamento

Um dia lembrou-se que não queria trabalhar mais naquele sítio. Concorreu para o ensino, foi colocada e despediu-se do emprego na multinacional.
Continuou a frequentar a casa dos amigos que fez e um dia, no casamento de um outro, apareceu com o namorado.
Até hoje não lhe conheço a voz, nem a cor dos olhos. Não falava e andava sempre a olhar para o chão, como se algo procurasse...
Nesse mesmo dia, num dia de Junho, trazia-nos convites de casamento, para o dela, aliás, o deles.
Tinham-se conhecido na passagem de ano, marcado o casamento quinze dias depois e a data marcada era Setembro.
Passou Junho, Julho. Falamos em Agosto. Tudo pronto. A quinta marcada, a decoração da igreja decidida, ao vestido faltava a última prova... seria na semana anterior ao casamento.
Nos primeiros dias de Setembro toca o telefone. A voz não era a de quem estava a quinze dias de casar, a de quem andava entusiasmada com os últimos preparativos, nem a de quem estava ansiosa por ver o vestido de noiva pronto.
Pois não, porque o telefonema era para dizer que já não ia haver casamento. Que tinham falado e resolvido não casar. Tinham pensado, ponderado e tinham decidido que não era a melhor altura para casar. Que em vez de estarem felizes, estavam deprimidos, que o Paulo, o noivo, tinha tido uma recaída! Recaída? Sim, o Paulo era propenso a depressões e já tinha tido 'algumas', disse ela. Não estava a aguentar a pressão do casamento e estava mal! Do lado de cá, ficou-se sem saber o que dizer. Ficamos por um: 'E tu estás bem? ‘. A resposta foi um 'Sim' de quem não quer deixar os amigos preocupados.
Desligamos, olhamos uns para os outros. Por coincidência, ou não, estávamos um grupo de amigos, que naquele dia resolveram ir até Ílhavo visitar o museu da Vista Alegre. A notícia pouco ou nada surpreendeu. Sentiu-se como que um respirar colectivo de alívio.
Não admirou. Não admirou a reacção, não admirou que acabasse antes de começar.
Um de nós, mais corajoso, disse: 'Ainda bem!'. Os outros acenaram com a cabeça, em concordância. 'Ainda bem que foi antes!', disse ainda um outro. Mais um acenar colectivo...
Em Novembro houve magusto em casa do Nossamigo. Foi convidada. Apareceu acompanhada. 'Este é o Gabriel', apresentou-o assim. Estavam de mão dada. Novo namorado. Tinha esquecido o Paulo. Ainda bem, mais uma vez. É que o Paulo era uma pessoa realmente pouco sociável e o casamento nunca iria resultar. O mais parecido com aquele homem, que um dia num casamento, onde o conhecemos, fugiu para o cemitério e andou a fotografar campas, eram o Olharapos da Expo 98, lembram-se?
O Gabriel não era assim. era simpático, extrovertido e alinhou nas maluqueiras d grupo. Gostamos dele, aprovamos, ficamos felizes por ela.
Passaram-se dois, três anos e há umas semanas novo telefonema. 'Vou casar', disse ela. Senti algum cepticismo, confesso. Adiei a máximo a compra da roupa, mesmo sabendo que foi uma decisão tomada com mais tempo, que o Gabriel não tinha nada a ver com o Paulo e que por isso a probabilidade de se repetir o 'não casamento' era pequena.
Comprei a roupa na semana passada. Ontem a gravata para o L.. Sim porque para os homens basta a gravata para marcar a diferença! E o casamento é amanhã e desta vez vai haver casamento. Melhor dizendo, nada em contrário ainda foi dito!
Continuou a frequentar a casa dos amigos que fez e um dia, no casamento de um outro, apareceu com o namorado.
Até hoje não lhe conheço a voz, nem a cor dos olhos. Não falava e andava sempre a olhar para o chão, como se algo procurasse...
Nesse mesmo dia, num dia de Junho, trazia-nos convites de casamento, para o dela, aliás, o deles.
Tinham-se conhecido na passagem de ano, marcado o casamento quinze dias depois e a data marcada era Setembro.
Passou Junho, Julho. Falamos em Agosto. Tudo pronto. A quinta marcada, a decoração da igreja decidida, ao vestido faltava a última prova... seria na semana anterior ao casamento.
Nos primeiros dias de Setembro toca o telefone. A voz não era a de quem estava a quinze dias de casar, a de quem andava entusiasmada com os últimos preparativos, nem a de quem estava ansiosa por ver o vestido de noiva pronto.
Pois não, porque o telefonema era para dizer que já não ia haver casamento. Que tinham falado e resolvido não casar. Tinham pensado, ponderado e tinham decidido que não era a melhor altura para casar. Que em vez de estarem felizes, estavam deprimidos, que o Paulo, o noivo, tinha tido uma recaída! Recaída? Sim, o Paulo era propenso a depressões e já tinha tido 'algumas', disse ela. Não estava a aguentar a pressão do casamento e estava mal! Do lado de cá, ficou-se sem saber o que dizer. Ficamos por um: 'E tu estás bem? ‘. A resposta foi um 'Sim' de quem não quer deixar os amigos preocupados.
Desligamos, olhamos uns para os outros. Por coincidência, ou não, estávamos um grupo de amigos, que naquele dia resolveram ir até Ílhavo visitar o museu da Vista Alegre. A notícia pouco ou nada surpreendeu. Sentiu-se como que um respirar colectivo de alívio.
Não admirou. Não admirou a reacção, não admirou que acabasse antes de começar.
Um de nós, mais corajoso, disse: 'Ainda bem!'. Os outros acenaram com a cabeça, em concordância. 'Ainda bem que foi antes!', disse ainda um outro. Mais um acenar colectivo...
Em Novembro houve magusto em casa do Nossamigo. Foi convidada. Apareceu acompanhada. 'Este é o Gabriel', apresentou-o assim. Estavam de mão dada. Novo namorado. Tinha esquecido o Paulo. Ainda bem, mais uma vez. É que o Paulo era uma pessoa realmente pouco sociável e o casamento nunca iria resultar. O mais parecido com aquele homem, que um dia num casamento, onde o conhecemos, fugiu para o cemitério e andou a fotografar campas, eram o Olharapos da Expo 98, lembram-se?
O Gabriel não era assim. era simpático, extrovertido e alinhou nas maluqueiras d grupo. Gostamos dele, aprovamos, ficamos felizes por ela.
Passaram-se dois, três anos e há umas semanas novo telefonema. 'Vou casar', disse ela. Senti algum cepticismo, confesso. Adiei a máximo a compra da roupa, mesmo sabendo que foi uma decisão tomada com mais tempo, que o Gabriel não tinha nada a ver com o Paulo e que por isso a probabilidade de se repetir o 'não casamento' era pequena.
Comprei a roupa na semana passada. Ontem a gravata para o L.. Sim porque para os homens basta a gravata para marcar a diferença! E o casamento é amanhã e desta vez vai haver casamento. Melhor dizendo, nada em contrário ainda foi dito!
Por isso amanhã há casamento.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Amigos
Saber que os nossos amigos estão a sofrer, dói muito. Principalmente quando sabemos o desfecho de tudo que está a acontecer. Resta-nos esperar e estar de ombro preparado... o meu está aqui preparado, agora e sempre, você sabe disso.
Só não tenho as palavras bonitas que você agora queria ouvir. Não há palavras bonitas verdadeiras para o momento. E como aos Amigos não se mente, o meu silêncio será a minha força.
Força, muita força... eu ajudo!
Só não tenho as palavras bonitas que você agora queria ouvir. Não há palavras bonitas verdadeiras para o momento. E como aos Amigos não se mente, o meu silêncio será a minha força.
Força, muita força... eu ajudo!
O melhor do Mundo são...
... as crianças!
O Amor visto por elas.
«Quando a minha avó ficou com artrite, não se podia dobrar para pintar as unhas dos dedos dos pés. Portanto o meu avô faz sempre isso por ela, mesmo quando apanhou, também, artrite nas mãos. Isso é o amor.»
Rebeca, 8 anos
«Quando alguém te ama, a maneira como pronuncia o teu nome é diferente. Tu sentes que o teu nome está seguro na boca dessa pessoa.»
Billy, 4 anos
«O amor é quando uma rapariga põe perfume e um rapaz põe colónia da barba e vão sair e se cheiram um ao outro.»
Karl, 5 anos
«O amor é quando vais comer fora e dás grande parte das tuas batatas fritas a alguém, sem a obrigares a darem-te das dele.»
Chrissy, 6 anos
«O amor é o que te faz sorrir quando estás cansado.»
Terri, 4 anos
«O amor é quando a minha mamã faz café ao meu papá e bebe um golinho antes de lho dar, para ter a certeza de que o sabor está bom.»
Danny, 7 anos
«O amor é estar sempre a dar beijinhos. E, depois, quando já estás cansado dos beijinhos, ainda queres estar ao pé daquela pessoa e falar com ela. O meu pai e a minha mãe são assim. Eles são um bocado nojentos quando se beijam.»
Emily, 8 anos
«O amor é quando dizes a um rapaz que gostas da camisa dele e, depois, ele usa-a todos os dias.» Noelle, 7 anos
«O amor é quando um velhinho e uma velhinha ainda são amigos, mesmo depois de se conhecerem muito bem.» (nem Sócrates, Descartes ou Freud diriam algo mais certo...)
Tommy, 6 anos
«A minha mãe ama-me mais do que ninguém. Não vês mais ninguém a dar-me beijinhos para dormir.»
Clare, 6 anos
«Amor é quando a mamã dá ao papá o melhor pedaço da galinha.»
Elaine, 5 anos
«Amor é quando a mamã vê o papá bem cheiroso e arranjadinho e diz que ele ainda é mais bonito do que o Robert Redford.»
Chris, 7 anos
«Amor é quando o teu cãozinho te lambe a cara toda, apesar de o teres deixado sozinho todo o dia.»
Mary Ann, 4 anos
«Quando amas alguém, as tuas pestanas andam para cima e para baixo e saem estrelinhas de ti.» (quanta arte!)
Karen, 7 anos
«Nunca devemos dizer 'Amo-te', a menos que seja mesmo verdade. Mas se é mesmo verdade, devemos dizer muitas vezes. As pessoas esquecem-se.»
Jessica, 8 anos
E a última? O autor e conferencista Leo Buscaglia falou de um concurso em que ele teve de ser júri. O objectivo era encontrar a criança mais cuidadosa.
A vencedora foi um rapazinho de quatro anos, cujo vizinho era um velhote que perdera recentemente a sua esposa. Depois de ter visto o senhor a chorar, o menino foi ao quintal do velhote, subiu para o seu colo e sentou-se. Quando a mãe perguntou o que dissera ao vizinho, o rapazinho disse:
"Nada, só o ajudei a chorar".
O Amor visto por elas.
«Quando a minha avó ficou com artrite, não se podia dobrar para pintar as unhas dos dedos dos pés. Portanto o meu avô faz sempre isso por ela, mesmo quando apanhou, também, artrite nas mãos. Isso é o amor.»
Rebeca, 8 anos
«Quando alguém te ama, a maneira como pronuncia o teu nome é diferente. Tu sentes que o teu nome está seguro na boca dessa pessoa.»
Billy, 4 anos
«O amor é quando uma rapariga põe perfume e um rapaz põe colónia da barba e vão sair e se cheiram um ao outro.»
Karl, 5 anos
«O amor é quando vais comer fora e dás grande parte das tuas batatas fritas a alguém, sem a obrigares a darem-te das dele.»
Chrissy, 6 anos
«O amor é o que te faz sorrir quando estás cansado.»
Terri, 4 anos
«O amor é quando a minha mamã faz café ao meu papá e bebe um golinho antes de lho dar, para ter a certeza de que o sabor está bom.»
Danny, 7 anos
«O amor é estar sempre a dar beijinhos. E, depois, quando já estás cansado dos beijinhos, ainda queres estar ao pé daquela pessoa e falar com ela. O meu pai e a minha mãe são assim. Eles são um bocado nojentos quando se beijam.»
Emily, 8 anos
«O amor é quando dizes a um rapaz que gostas da camisa dele e, depois, ele usa-a todos os dias.» Noelle, 7 anos
«O amor é quando um velhinho e uma velhinha ainda são amigos, mesmo depois de se conhecerem muito bem.» (nem Sócrates, Descartes ou Freud diriam algo mais certo...)
Tommy, 6 anos
«A minha mãe ama-me mais do que ninguém. Não vês mais ninguém a dar-me beijinhos para dormir.»
Clare, 6 anos
«Amor é quando a mamã dá ao papá o melhor pedaço da galinha.»
Elaine, 5 anos
«Amor é quando a mamã vê o papá bem cheiroso e arranjadinho e diz que ele ainda é mais bonito do que o Robert Redford.»
Chris, 7 anos
«Amor é quando o teu cãozinho te lambe a cara toda, apesar de o teres deixado sozinho todo o dia.»
Mary Ann, 4 anos
«Quando amas alguém, as tuas pestanas andam para cima e para baixo e saem estrelinhas de ti.» (quanta arte!)
Karen, 7 anos
«Nunca devemos dizer 'Amo-te', a menos que seja mesmo verdade. Mas se é mesmo verdade, devemos dizer muitas vezes. As pessoas esquecem-se.»
Jessica, 8 anos
E a última? O autor e conferencista Leo Buscaglia falou de um concurso em que ele teve de ser júri. O objectivo era encontrar a criança mais cuidadosa.
A vencedora foi um rapazinho de quatro anos, cujo vizinho era um velhote que perdera recentemente a sua esposa. Depois de ter visto o senhor a chorar, o menino foi ao quintal do velhote, subiu para o seu colo e sentou-se. Quando a mãe perguntou o que dissera ao vizinho, o rapazinho disse:
"Nada, só o ajudei a chorar".
BRAGA: Miguel Esteves Cardoso in Revista J , 4 de Outubro 09
Apesar de não gostr de viver em Braga e de não ser grande fã de MEC, vale a pena ler...
"Braga é fantástico. Às vezes, fica-se com a impressão que é Braga que deveria mandar neste país. Veio do Sporting de Braga o treinador que está a salvar o Benfica. Mas, mesmo sem esse treinador, o Sporting de Braga está em primeiro lugar. Acho que o Sporting de Braga é o único clube de que todos os portugueses gostam secretamente. Os benfiquistas acham que eles são do Benfica; os do Sporting apontam para o nome e os portistas, por muito que lhes custe, são nortenhos e não se pode ser nortenho sem gostar de Braga. Toda a gente tem medo - e com razão – do Sporting de Braga. Há a mania de engraçar com a Académica de Coimbra ou com o Belenenses, mas são amores fáceis, que não fazem medo nem potenciam tragédias. O Sporting de Braga não se presta a essas condescendências simpáticas. É por ser temido que o admiramos. Mais do que genica, tem brio. É uma atitude com que se nasce; não se pode ensinar nem aprender.A primeira vez que fui a Braga já estava à espera de encontrar uma cidade grande e diferente de todas as outras. Mas fiquei siderado. Acho que Braga se dá a conhecer a quem lá entra, sem receios ou desejos de impressionar. A primeira impressão foi a modernidade de Braga – pareceu-me Portugal, mas no futuro. E num futuro feliz. O Porto e Lisboa são mais provincianos do que Braga; têm mais complexos; têm mais manias; têm mais questiúnculas por resolver e mais coisas para provar.Braga fez-me lembrar Milão. É verdade. Eu adoro Milão mas Milão é (mais ou menos) italiano, enquanto Braga é descaradamente português. Havia muitas montras; muitas luzes; muita alegria; muito à-vontade.Lisboa e Porto degladiam-se; confrontam-se; definem-se por oposição uma à outra. Braga está-se nas tintas. E Coimbra – que é a outra cidade feliz de Portugal – também é muito gira, mas não tem o poderio e a prosperidade de Braga.Em Braga, ninguém está preocupado com a afirmação de Braga em Portugal ou no mundo. Braga já era e Braga continua a ser. Sem ir a Roma, só em Braga se compreende o sentido da palavra "Augusta". Em contrapartida, na Rua Augusta, em Lisboa, não há boa vontade que chegue para nos convencer que o adjectivo tenha proveniência romana. A Rua Augusta é "augusta" como a Avenida da Liberdade é da "liberdade" e a Avenida dos Aliados é dos "aliados", mas Braga é augusta no sentido original, conferido pelo próprio Augusto.Em Braga, a questão de se "comer bem" ou "comer mal" não existe. Come-se. E, para se comer, não pode ser mal. Pronto. Em Lisboa, por muito bem que se conheçam os poucos restaurantes, está-se sempre à espera de uma desilusãozinha.No Porto, apesar de ser difícil, ainda se consegue arranjar alguma ansiedade de se ser mal servido; de ir a um restaurante desconhecido e, por um cósmico azar, comer menos do que bem. Em Braga isso é impossível. O problema da ansiedade não existe. Braga tem tudo. Passa bem sem nós. Mas nós é que não passamos sem ela, porque os bracarenses ensinam-nos a não perder tempo a medir o comprimento das pilinhas uns dos outros ou a arranjar termómetros de portuguesismo ou de autenticidade.É por isso que o Sporting de Braga está à frente. Não é por se chamar Sporting. Não é por ter cedido o treinador ao Benfica. O Benfica ganhou muito com isso. Mas é o Sporting de Braga que está à frente. É por ser de Braga. É uma coisa que, infelizmente, nem todos nós podemos ser. Fique então apenas a gentileza de ficar aqui dito de ter pena de não ser".
"Braga é fantástico. Às vezes, fica-se com a impressão que é Braga que deveria mandar neste país. Veio do Sporting de Braga o treinador que está a salvar o Benfica. Mas, mesmo sem esse treinador, o Sporting de Braga está em primeiro lugar. Acho que o Sporting de Braga é o único clube de que todos os portugueses gostam secretamente. Os benfiquistas acham que eles são do Benfica; os do Sporting apontam para o nome e os portistas, por muito que lhes custe, são nortenhos e não se pode ser nortenho sem gostar de Braga. Toda a gente tem medo - e com razão – do Sporting de Braga. Há a mania de engraçar com a Académica de Coimbra ou com o Belenenses, mas são amores fáceis, que não fazem medo nem potenciam tragédias. O Sporting de Braga não se presta a essas condescendências simpáticas. É por ser temido que o admiramos. Mais do que genica, tem brio. É uma atitude com que se nasce; não se pode ensinar nem aprender.A primeira vez que fui a Braga já estava à espera de encontrar uma cidade grande e diferente de todas as outras. Mas fiquei siderado. Acho que Braga se dá a conhecer a quem lá entra, sem receios ou desejos de impressionar. A primeira impressão foi a modernidade de Braga – pareceu-me Portugal, mas no futuro. E num futuro feliz. O Porto e Lisboa são mais provincianos do que Braga; têm mais complexos; têm mais manias; têm mais questiúnculas por resolver e mais coisas para provar.Braga fez-me lembrar Milão. É verdade. Eu adoro Milão mas Milão é (mais ou menos) italiano, enquanto Braga é descaradamente português. Havia muitas montras; muitas luzes; muita alegria; muito à-vontade.Lisboa e Porto degladiam-se; confrontam-se; definem-se por oposição uma à outra. Braga está-se nas tintas. E Coimbra – que é a outra cidade feliz de Portugal – também é muito gira, mas não tem o poderio e a prosperidade de Braga.Em Braga, ninguém está preocupado com a afirmação de Braga em Portugal ou no mundo. Braga já era e Braga continua a ser. Sem ir a Roma, só em Braga se compreende o sentido da palavra "Augusta". Em contrapartida, na Rua Augusta, em Lisboa, não há boa vontade que chegue para nos convencer que o adjectivo tenha proveniência romana. A Rua Augusta é "augusta" como a Avenida da Liberdade é da "liberdade" e a Avenida dos Aliados é dos "aliados", mas Braga é augusta no sentido original, conferido pelo próprio Augusto.Em Braga, a questão de se "comer bem" ou "comer mal" não existe. Come-se. E, para se comer, não pode ser mal. Pronto. Em Lisboa, por muito bem que se conheçam os poucos restaurantes, está-se sempre à espera de uma desilusãozinha.No Porto, apesar de ser difícil, ainda se consegue arranjar alguma ansiedade de se ser mal servido; de ir a um restaurante desconhecido e, por um cósmico azar, comer menos do que bem. Em Braga isso é impossível. O problema da ansiedade não existe. Braga tem tudo. Passa bem sem nós. Mas nós é que não passamos sem ela, porque os bracarenses ensinam-nos a não perder tempo a medir o comprimento das pilinhas uns dos outros ou a arranjar termómetros de portuguesismo ou de autenticidade.É por isso que o Sporting de Braga está à frente. Não é por se chamar Sporting. Não é por ter cedido o treinador ao Benfica. O Benfica ganhou muito com isso. Mas é o Sporting de Braga que está à frente. É por ser de Braga. É uma coisa que, infelizmente, nem todos nós podemos ser. Fique então apenas a gentileza de ficar aqui dito de ter pena de não ser".
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Tal como previa
Tal como previa o dia não foi bom. Depois de Sexta à Quarta, ter Segunda à Quarta é mau.
Tal como previa houve reacções várias à minha ausência, ao meu regresso e ao motivo. Isso sim, a parte mais importante da questão: o motivo da minha ausência!
Tal como previa, houve quem quisesse tirar 'nabos da púcara', houve quem quisesse tirar satisfações e quem quisesse dar explicações.
Tal como previa não cumpri com o que me prometi: fazer como os demais e trabalhar nos tempos livres.
Tal como previa voltou tudo ao mesmo. Casamento no Sábado, cabeleireiro por marcar, lavagem de carro sem sítio definido e consulta no dentista, não fosse o telefonema da assistente da dentista e ficava no esquecimento!
E assim, tal como previa, volta (quase) tudo ao mesmo: novamente mergulhada no trabalho, mas com os olhos mais abertos... daí o 'quase'!
Amanhã é outro dia e como costuma dizer o L.: 'piores dias virão'!
Tal como previa houve reacções várias à minha ausência, ao meu regresso e ao motivo. Isso sim, a parte mais importante da questão: o motivo da minha ausência!
Tal como previa, houve quem quisesse tirar 'nabos da púcara', houve quem quisesse tirar satisfações e quem quisesse dar explicações.
Tal como previa não cumpri com o que me prometi: fazer como os demais e trabalhar nos tempos livres.
Tal como previa voltou tudo ao mesmo. Casamento no Sábado, cabeleireiro por marcar, lavagem de carro sem sítio definido e consulta no dentista, não fosse o telefonema da assistente da dentista e ficava no esquecimento!
E assim, tal como previa, volta (quase) tudo ao mesmo: novamente mergulhada no trabalho, mas com os olhos mais abertos... daí o 'quase'!
Amanhã é outro dia e como costuma dizer o L.: 'piores dias virão'!

Às 8:01 da manhã de 7 de outubro de 1974, um cliente do supermercado Marsh's em Troy, no estado norte-americano de Ohio, fez a primeira compra de um produto com código de barras.
(mais aqui)
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Foi pior a emenda que o soneto
Cheguei a casa, pousei as malas e fui buscar os Focinhos. Que festa! Parecia que não nos viam desde o ano passado!
Quando já estava tudo em ordem, telefonei à minha Mãe a avisa que já tinha chegado.
A voz dela, que eu já conheço era arrastada. 'Passa-se qualquer coisa!'- Estava a pensar quando vem a bomba: 'Se no Doimgo aparecermos com outro carro, não estranhes!'
Como tinha falado antes com o meu Pai não me preocupei muito, mas quis saber o que se passou.
Bom, é daquelas histórias que parece que acontecem só nos filmes.
Há dias um vizinho a manobrar para entrara na garagem, raspou com carro e amassou o guarda-lamas traseiro. Hoje estava marcada a peritagem, na oficina onde o carro vai ser reparado. E foi. E o empregado da oficina era para entregar o carro em casa dos meus pais... só que no caminho, segundo ele, uma pessoa meteu-se 'à tola' a atravessar numa passadeira, porque vinha a sair de um julgamento e vinha desorientada. O carro que circulava à frente dele travou a fundo e ele não!
Conclusão: carro para além do raspão, está com as ópticas partidas, o cpôt empenado, o pára-choques partido; resumindo, sem frente!
E se até aqui circulava, agora nem isso!
É caso para dizer: 'Pior a emenda que o soneto!'
Quando já estava tudo em ordem, telefonei à minha Mãe a avisa que já tinha chegado.
A voz dela, que eu já conheço era arrastada. 'Passa-se qualquer coisa!'- Estava a pensar quando vem a bomba: 'Se no Doimgo aparecermos com outro carro, não estranhes!'
Como tinha falado antes com o meu Pai não me preocupei muito, mas quis saber o que se passou.
Bom, é daquelas histórias que parece que acontecem só nos filmes.
Há dias um vizinho a manobrar para entrara na garagem, raspou com carro e amassou o guarda-lamas traseiro. Hoje estava marcada a peritagem, na oficina onde o carro vai ser reparado. E foi. E o empregado da oficina era para entregar o carro em casa dos meus pais... só que no caminho, segundo ele, uma pessoa meteu-se 'à tola' a atravessar numa passadeira, porque vinha a sair de um julgamento e vinha desorientada. O carro que circulava à frente dele travou a fundo e ele não!
Conclusão: carro para além do raspão, está com as ópticas partidas, o cpôt empenado, o pára-choques partido; resumindo, sem frente!
E se até aqui circulava, agora nem isso!
É caso para dizer: 'Pior a emenda que o soneto!'
Amália Rodrigues
Amália Rodrigues, por Maluda
Julho 1920-06 de Outubro de 1999

Óleo sobre tela, 1964, 94×67cm
Colecção Fundação Amália Rodrigues, Lisboa
Foto do Blogue da Maluda)
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
A Magrelinha
A Magrelinha , fui eu quem a baptizou assim, é uma gatinha, que vive na Pousada.
Durante o fim-de-semana não teve descanso com os miúdos atrás dela.
E está quase a acabar. Amanhã é para levantar cedo e logo a seguir ao pequeno almoço começar a viagem de regresso.
O acesso até nem é muito mau. Parte da estrada está arranjada, pelo que qualquer carro chega lá. O único senão é que em alguns sítios só passa um carro, mas nada que não se resolva.
O lixo amontoa-se por entre a vegetação. 
Hoje fomos conhecer mais das redondezas. Um pouco ao acaso fomos parar ao Pulo do Lobo, o Grand Canyon português, que ficou famoso depois de um Primeiro Ministro, que por acaso agora é Presidente da República se ter refugiado na zona depois de um 'frisson' com o Presidente de então.
É realmente fantástica a paisagem. Há um outro acesso, pelo lado mais perto de Mértola. Desse lado vê-se a cascata.
Mau é quando lá chegamos. O cartaz deixou de ser legível há muito.
Não tem qualquer vedação, o que pode ser perigoso, mesmo para os adultos ques gostam de arriscar.
Estava lá um grupo de holandeses, de bike, que resolveram almoçar por lá. Estavam sentados no chão e a juntar o lixo num saco para trazer de volta. Claro que não é prática de todos, como podem ver.
Do Pomeirão à Mina
Entre o Pomeirão e a Mina de São Domingos, a paisagem é algo de indescritível!
Alinhadas para o recorte da foto.
Estavam viradas para a manjedoura a comer. Quando parei o carro, começaram-se a virar uma a uma... até dar esta foto...
O pastor, esse estava sentado, mais o seu cão, à sombra da paragem da camioneta.
Quando parei o carro, perguntei-lhe:
-Boa tarde. Posso tirar-lhe uma foto?
-Claro que pode. Atão porque na havia de poder?!
-Obrigada.
-Tire lá as que quiser!
-Obrigada. (depois de tirar a foto).
-Vá la´à sua vida. Boa viagem.
E já pelo retrovisor vi aquele gesto, próprio dos alentejanos, que é algo entre o acenar e o 'põe-te a andar'!
domingo, 4 de outubro de 2009
Mina de São Domingos
Passamos a manhã a visitar a Mina de São Domingos, uma das maiores fontes de minério do país até 1966, ano do seu encerramento por esgotamento.

Recentemente foram criadas infra-estruturas para permitir aos visitantes por lá circular com a segurança com que os trabalhadores não o faziam na época.
Vale a pena visitar, mas da minha parte não consigo deixar de pensar no suor e na dor das pessoas que viviam da mina. Trabalho duro, mal remunerado, sem segurança. Estamos a falar de uma mina que laborou entre 1856 e 1966! Se bem que a sua exploração remonta ao tempo dos romanos.

A parte da Linha férrea:

Em 1888 era assim:

Da via férrea já nada resta, dos edifícios algumas fachadas. à espera de cair ou serem salvas tal como o foi o edifício central. E tão bem que foi!

A tarde foi passada em Mértola e no Pomarão, tema para mais dois posts.

Fica só mais uma foto captada num dos caminhos, em homenagem ao Alberto, Alentejano dos sete costados.
Recentemente foram criadas infra-estruturas para permitir aos visitantes por lá circular com a segurança com que os trabalhadores não o faziam na época.
A parte da Linha férrea:
Em 1888 era assim:

Da via férrea já nada resta, dos edifícios algumas fachadas. à espera de cair ou serem salvas tal como o foi o edifício central. E tão bem que foi!
A tarde foi passada em Mértola e no Pomarão, tema para mais dois posts.
Fica só mais uma foto captada num dos caminhos, em homenagem ao Alberto, Alentejano dos sete costados.
Dia Mundial do Animal
Hoje, dia 4 de Outubro é o Dia Mundial do Animal.
Não vou, porque não vale a pena, dizer para não os abandonarem, não os maltratarem... é o mesmo que falar para paredes!
Um dia alguém disse que quem é capaz de maltratar um animal também é capaz de o fazer ao seu semelhante!
O ser humano é o único capaz de fazer mal ao animais e ao seu semelhante, de forma gratuita. Os animais, ditos irracionais, quando fazem mal ao seu semelhante é com razão: disputa de comida, defesa das crias...
Pois dá que pensar!
E como não tenho os meus focinho por perto, ainda assim arranjei um 'amigo' aqui na vila. Vejam lá se não é simpático! Andava com uma pedra na boca... para me oferecer...
Não sei o nome dele, mas tem ar de Tobias...
Quero deixar aqui uma palavra de apreço à ABRA pelo bom trabalho feito desde a sua fundação. Graças a ela tenho a minha Tigra...

sábado, 3 de outubro de 2009
O último suspiro do Verão
Há minutos atrás quando falei com um amigo que está em Braga, fiquei a saber que lá está um tempo miserável. 22ºC!
O Alberto do Outras Escritas também diz que está o Mau tempo no Funchal .
Ironicamente, eu, que detesto calor, estou no sítio do país onde ainda há verão!
Aqui, entre Mértola e Évora temos tido temperaturas a bater nos 30ºC.
Confesso que, apesar de 'adepta' do frio e da chuva, estou a gostar de desfrutar deste ultimo suspiro do Verão.
Que bem me está a saber...até, porque para além de 30ºC no Alentejo nada terem a ver com 30ºC em Braga, estou à distância de uma varanda de uma piscina...
Este nosso país é mesmo único! Tem tanto de pequeno como de contrastante ( existe a palavra?!). Ele é gastronomia, vocabulário, clima, hábitos...
Tenho muito orgulho no meu quadradinhos, chamado Portugal.
O Alberto do Outras Escritas também diz que está o Mau tempo no Funchal .
Ironicamente, eu, que detesto calor, estou no sítio do país onde ainda há verão!
Aqui, entre Mértola e Évora temos tido temperaturas a bater nos 30ºC.
Confesso que, apesar de 'adepta' do frio e da chuva, estou a gostar de desfrutar deste ultimo suspiro do Verão.
Que bem me está a saber...até, porque para além de 30ºC no Alentejo nada terem a ver com 30ºC em Braga, estou à distância de uma varanda de uma piscina...
Este nosso país é mesmo único! Tem tanto de pequeno como de contrastante ( existe a palavra?!). Ele é gastronomia, vocabulário, clima, hábitos...
Tenho muito orgulho no meu quadradinhos, chamado Portugal.
Post SMS: Mina de São Domingos
Só para dizer que isto aqui é tão bom, tão bom, que logo após o check-in prolonguei a minha estadia por mais uma noite.
O regresso é a 6... trabalhar, só a 7!
Évora, dia III
E sem mais incidentes, chegamos ao terceiro dia, com a minha constipação a não querer ir embora.
A caixa de aspirina acabou e agora para ajudar à festa veio a tosse.
De noite devo ter tido umas febrezitas que me rebentaram os lábios!
Com uma piscina à porta do quarto, com 29ºC, tinha de vir esta chatice!
E agora é check out, passar novamente pela Lubrapex, a exposição filatélica e seguir para Mértola...
(ele que não nos está a ouvir: espero que o japonês não faça birra novamente)
A caixa de aspirina acabou e agora para ajudar à festa veio a tosse.
De noite devo ter tido umas febrezitas que me rebentaram os lábios!
Com uma piscina à porta do quarto, com 29ºC, tinha de vir esta chatice!
E agora é check out, passar novamente pela Lubrapex, a exposição filatélica e seguir para Mértola...
(ele que não nos está a ouvir: espero que o japonês não faça birra novamente)
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Évora, o japonês fez birra
Como se não bastasse quase já não ter nariz, o 'japonês', como lhe chamou o homem do reboque, decidiu fazer uma birra! Pois foi. Quando de manhâ decidimos ir visitar o O Cromeleque dos Almendres, o carro não pegava! Chamei a assistência em viagem , que entre telefonemas e chegar, demorou 10 minutos!
E dizem que os alentejanos são lentos! Quando tive una situação idêntica em Braga estive 45 minutos à espera...
O senhor da assistência era um alentejanos, aí de décima geração!
Antes de vir, telefonou-me para saber os sintomas:
'Bom dia, então o carro avariou?!' 'Pois avariou.' ' Se der à chave ele dá algum sinal?'
'Não.'-respondi. '
'Então deve ser bateria. Esteja descansada que eu já chego aí, levo cabos a ver se pega com encosto.'
'Ok.'-respondi eu, enquanto pensava que o problema era esse mesmo: encosto!
Apareceu de táxi, cumpriementou, colocou o carro junto ao nosso e disse:
'Vamos lá ver se o japonês gosta da comida do alemão...'
E não é que gostou? Pegou logo!
Com o despacho que apresentava desde o início, despediu-se, mas antes:
' Então são do norte? Pois já não podem dizer que os alentejanos são lentos. Já teve alguma assistência mais rápida?'
'Não tive, não.'-respondi. Afinal é a mais pura das verdades. Ainda o convidei para um café, mas não quis... tinha de ir para o escritório... podiam chamar de outro lado... para reboque ou táxi. Antes de ir embora ainda perguntou:
'Iam a algum lado?'
'Às antas.'-respondi.
'Fazem bem. Andem com o carro em baixas rotações e antes de o desligar acelerem bem... agora não que está frio.'-recomendou.
Ainda deu para parar na adega Peramanca e comprar umas garrafinhas.
Depois de toda esta movimentação, voltamos para Évora onde almoçamos uns pézinhos de coentrada, o L. ; e uns bifinhos de javali grelhado, eu!O dia não acaba por aqui.Hoje é dia de ir à Lubrapex, que abre à 18h00... até já.
E dizem que os alentejanos são lentos! Quando tive una situação idêntica em Braga estive 45 minutos à espera...
O senhor da assistência era um alentejanos, aí de décima geração!
Antes de vir, telefonou-me para saber os sintomas:
'Bom dia, então o carro avariou?!' 'Pois avariou.' ' Se der à chave ele dá algum sinal?'
'Não.'-respondi. '
'Então deve ser bateria. Esteja descansada que eu já chego aí, levo cabos a ver se pega com encosto.'
'Ok.'-respondi eu, enquanto pensava que o problema era esse mesmo: encosto!
Apareceu de táxi, cumpriementou, colocou o carro junto ao nosso e disse:
'Vamos lá ver se o japonês gosta da comida do alemão...'
E não é que gostou? Pegou logo!
Com o despacho que apresentava desde o início, despediu-se, mas antes:
' Então são do norte? Pois já não podem dizer que os alentejanos são lentos. Já teve alguma assistência mais rápida?'
'Não tive, não.'-respondi. Afinal é a mais pura das verdades. Ainda o convidei para um café, mas não quis... tinha de ir para o escritório... podiam chamar de outro lado... para reboque ou táxi. Antes de ir embora ainda perguntou:
'Iam a algum lado?'
'Às antas.'-respondi.
'Fazem bem. Andem com o carro em baixas rotações e antes de o desligar acelerem bem... agora não que está frio.'-recomendou.
E lá fomos às 'antas', mais propriamente dito ao Cromeleque dos Almendres. Uma parte do caminho é em terra batida e então, com a desculpa da bateria, desforrei-me e andei que nem uma doida por lá fora... dentro dos limites do 'japonês', claro!
Fomos ainda ver a igreja de Guadalupe.
O Céu do Alentejo é único, não há outro igual!
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Évora, dia I
Dia Mundial da Música
A prpósito do Dia Mundial da Música que se comemora hoje:
Sabia que a origem é uma homenagem a São João Baptista, com seu hino :

Ut queant laxis (dó) Para que possam
Re sonare fibris ressoar as
Mira gestorum maravilhas de teus feitos
Fa mulli tuorum com largos cantos
Sol ve polluit apaga os erros
La bii reatum dos lábios manchados

Ut queant laxis (dó) Para que possam
Re sonare fibris ressoar as
Mira gestorum maravilhas de teus feitos
Fa mulli tuorum com largos cantos
Sol ve polluit apaga os erros
La bii reatum dos lábios manchados
Sancti Ioannis Ó São João
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