sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Coisas do Bono



Olá,

Então como estão todos?

Estes últimos dias têm sido muito complicados. Tenho estado muito rabugento e tenho feito a vida negra à minha dona. Vejam lá que ela até me deu umas chineladas, o que para mim vai dar mesmo, pois não dói!

Mas também quem a mandou a ela mudar de ração? Sabem é que o meu bem-estar roda à volta da comida. Se não estou satisfeito armo um 31 daqueles!

Pois, no Domingo à noite deram-me uma comida diferente. Parece que a que eu gosto estava esgotada e a minha dona teve de comprar esta. É mais pequena e é de cordeiro em vez de salmão. Ela deu-me na mesma dose e eu não fiquei satisfeito! Resultado: ladrei a noite toda a pedir comida. Mas foi mesmo a noite toda, acreditem! Ainda por cima chovia e de manhã quando a minha dona me veio dar de comer eu mais parecia um pinto!

Vocês nem imaginam a cara com que eles me apareceram naquele dia de manhã! Estavam tão furiosos, que eu quando os vi nem dei aqueles meus saltos de alegria por ver comida!

De Segunda para terça já não chorei. Eles perceberam o que se passou, (é que a minha dona consegue diferenciar o meu ladrar do da Tigra e identificar os meus diferentes ladrares) e então fintou-me com a comida: deu-me menos de manhã e mais um bocadinho à noite. Assim na hora de dormir estava com a barriga cheia e dormi a noite toda.

A loira, como quem diz Sra Dona Tigra, é que com ela é que está tudo bem. Vejam que quando estou cansado de ladrar, tenho de lhe dar quatro ladradelas para que ela durante um bocado ladre... afinal também beneficia da minha reivindicação! Gajas!

Os entendidos dizem que hoje ela volta.



Mas isso não interesa nada.

Sorriam is Friday!
Estava a precisar, quase a arrancar cabelos!

TGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiF

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Santiago de Compostela

Não me perguntem porquê, porque não teriam resposta para vos dar, mas tenho um fascínio enorme por esta cidade. Já lá estive vezes sem conta e não me canso de lá ir. Era capaz de ficar um dia inteiro sentada no terreiro da Catedral a ver quem chega, que parte, os homens estátua, os músicos, os vendedores ambulantes, enfim, tudo e todos. Santiago.

Faço por ir lá uma vez no ano. Normalmente é no Verão, no início ou no fim das férias. Preciso de ver o Santiago, faz-me bem...um bem enorme.





Não resisti a trazer este sketch, lindo, do Urban Sketch.

Pessoa


    Tudo quanto penso,
    Tudo quanto sou
    É um deserto imenso
    Onde nem eu estou.

    Extensão parada
    Sem nada a estar ali,
    Areia peneirada
    Vou dar-lhe a ferroada
    Da vida que vivi.

    [...]

    Fernando Pessoa, 18-3-1935

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Simplesmente...

... deliciosos!






Afinal o que acontece às revistas tipo 'Caras', Maria'?

Ninguém compra, ninguém lê.

Então como continuam a vender-se que nem cerejas e cada vez são mais?


Serão os únicos clientes os cabeleireiros e os consultórios médicos?



Quarta a meio... Gigi

Há uns anos atrás, os meus Pais apanharam o maior susto da vida deles por minha causa.

Estávamos no ano de 1993 e inexplicavelmente, em poucos meses emagreci a olhos vistos. Não sei precisar quantos, pois a minha relação com a balança sempre foi de ódio e por isso o emagrecimento foi medido pela roupa e pela necessidade quase semanal de a ajustar.

Os meus Pais, a minha Mãe porque é uma medricas e o meu Pai porque vive a um passo da hipocondria, insistiram para que consultasse o médico e fizesse análises.

Cedi, o médico de família, ao apanhar-me lá, aproveitou para me obrigar a fazer tudo a que tinha direito e lá fui eu para o laboratório uma manhã inteira fazer análises a tudo, mesmo tudo.

O resultado não foi o melhor. Denunciava anemia!
Nada de grave, segundo o médico, mas assustador para a minha mãe, que logo passou a andar de marcação cerrada na minha alimentação e na medicação, que não passava de umas meras ampolas de ferro.
O compromisso foi o de repetir as análises finda a toma das ampolas.
E repeti. Desta vez foram análises mais especificas e como tal menos morosas. No dia certo a minha Mãe foi levantá-las e mostrá-las ao médico.
O resultado não foi o desejado. A dita 'anemia' continuava. O médico queria que eu fosse ao consultório no dia seguinte.
A minha Mãe estava em pânico, o meu Pai apreensivo. Eu preocupada, mas mais com o baile de gala que seria dentro de uma semana. Ao contrário da minha Mãe, o meu lema foi sempre o de viver um dia de cada vez.
O meu médico de família, o Dr. Fausto, era um homem bem-disposto, habituado às fobias da minha Mãe e sempre a chamá-la à razão para os exageros dela.
Desta vez não foi assim. Olhou para as análises, auscultou-me, apalpou-me o baço, o fígado e disse: 'Não sei o que se passa. Vou-te mandar para o hospital de São João para que sejas vista por uma médica minha amiga de hematologia.'

Passou a carta, telefonou à amiga, explicou-lhe na minha frente o que se passava e ficou combinado que eu iria ao hospital na semana seguinte para lhe mostrar as análises.
Depois de desligar disse-me: ' A Dra Maria José, é especialista em hematologia e vai-te fazer mais exames para descobrir de onde vem essa anemia. É natural que tenhas de fazer um miograma. É doloroso, aviso-te já. Vão-te espetar uma agulhas no osso da bacia para extrair medula e analisar.'

Inexplicavelmente não fiquei com medo, nem nervosa. Algo me dizia que não era nada de especial e que não passava de uma mudança de natureza, a dos sete anos.

Fui ao hospital no dia marcado, fui ter com a médica, ela viu as análises e depois de ver as análises marcou uma consulta para dali a quinze dias. Disse-me que provavelmente aind não teria de fazer o miograma, mas que teria de ir em jejum, pois antes da consulta teria de fazer análises esperar que ela analisasse durante a consulta.

Assim foi. Foram feitas todo o tipo de análises ao sangue. E no final, bem no fim da manhã e isto depois de chegar ao hospital às 8 da manhã, fui chamada para a consulta.

A médica voltou a apalpar-me o baço, o fígado, a zona das axilas e na zona das orelhas. 'Tudo normal.', disse ela. ' Estes parâmetro é que não me convencem, mas não acredito numa anemia simples. Até porque o ferro não fez efeito nenhum.'
Marcou nova consulta para o mês seguinte e fez-me uma medicação.

E assim foi, durante um ano, todos os meses lá ia eu ao hospital, em jejum fazer a colheita e de seguida à consulta.
Os valores das análises~oscilavam entre à volta dos limites inferiores. Entretanto a médica quis que os meus pais fizessem análises para ver se era algum factor hereditário que ali estivesse a interferir. Fizeram e estava tudo bem. Foi quando a minha Mãe se lembrou que a minha Avó, na altura já com oitenta e muitos anos, sempre dizia que as análises dela acusavam 'anemia'. A médica quis um relatório da minha avó. Os resultados eram exactamente os mesmos que os meus. Eu não tinha, e tenho, nada mais que uma característica, a que os hematologistas chamam de 'inversão de fórmula' que é hereditária. O que sempre foi diagnosticado à minha avó como anemia era inversão de fórmula e eu 'herdei-a'.

Sem facilitar a médica quis ainda que eu a consultasse nos dois anos seguinte. No inicio de dois em dois meses, depois de quatro em quatro, meio em meio ano, até ter alta.
O compromisso foi o de fazer análises de meio em meio ano... just in case.

Toda esta história a recordei de uma forma mais nítida quando uma amiga minha há sete anos faleceu com um cancro linfático. Nessa altura comecei a pensar que poderia ter acontecido a mim.
Quando conheci o blogue da Gigi, a recordação voltou, em todos os momentos revia a minha amiga e fiquei feliz, muito feliz por a história da Gigi ter tido um final feliz.

Através da Gigi, sinto que a doença da minha amiga está 'vingada'.

Obrigada Gigi. A Carla também agradece.

E parabéns Gigi, pelo teu 32ª aniversário.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Amo-te PORTO

Uns mais que outros, mas todos os dias me lembro dele, do meu Porto.

Lembro-me da Ribeira, de quando lá ia com a minha avó comprar o carneiro para comer no São João. Lembro-me dos Sábados à tarde em que lá passava com os meus pais para comprar um frango assado no Julião. E também dos Domingos de manhã em ia com o meu pai comprar azeitonas.

No Verão, das crianças a mergulharem no rio para apanhar as moedas que os transeuntes atiravam. Que inveja eu tinha delas. Andavam descalças, não tinham calor e passavam o dia na água. HAveria melhor forma de passar as férias de Verão? Pensava eu. Eu que não sabia que aquelas crianças passavam fome, não tinham brinquedos e as moedas que apanhavam no fundo do rio eram para comprar vinho. Se bem que muitas vezes ouvi as velhotas dizerem:'Ó Senhore, não atire, que ele dá ao pai para comprar vinho!'

Recordo do ritual de colocar a moedinha e acender a vela nas 'Alminhas' da ponte.

E as iscas de bacalhau? Vejo a mulher curvada sobre o fogareiro a gás a vazar a massa de uma concha para a sertã, que de tão usada já mais não era que um só de gordura. Há muito que o ferro deixara de se ver. Lembro-me que sempre desejei uma dessas iscas, mas nunca tive coragem de a pedir, nem aos meus pais, muito menos à minha avó. A vontade de a provar depressa se acabava ao olhar para o mar de gordura que se depositava no papel mata-borrão onde eram embrulhadas.


Ainda ouço a minha avó a contar a história da tragédia da ponte das barcas, enquanto procura me dá a moedinnha para colocar na caixa das esmolas. Ouço a minha mãe contar as aventuras dela de quando 'fugia' do atelier dos bordado e juntamente com as amiga ia 'às iscas'.

'Às iscas' ia também o meu pai, mas depois dos bons resultados na escola e depois de receber 20$00 das mãos do engenheiro Ricca, o então director da Efacec.






Porto II
Óleo sobre tela, 73×92cm, 1994
Colecção particular
Número atribuído: 224

Hoje o tempo está assim...

Não chove. Está sol, sol de Outono com 17ºC.
Um lindo dia de Outono.



Esta foto foi tirada há um ano, mas poderia ter sido hoje.



Foto minha (Nov. 2008)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Cada vez mais me arrependo do que NÃO FIZ e não do que FIZ.
Não sei, não compreendo porque NÃO FIZ , mas as que FIZ,sei porquê...

Também não percebo porque AINDA NÃO FIZ algumas que ainda vou a tempo de as fazer e há muito me apetece fazê-las.

E a chuva veio para ficar...





domingo, 15 de novembro de 2009

Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa


Dia importante, que nos passa ao lado, a nós que comunicamos da forma mais comum...

Passar-me-ia, não fosse o SAPO lembrar-mo. Foi assistir a uma aula de Língua gestual.

Este SAPO, está atento! É assim mesmo.

sábado, 14 de novembro de 2009

Vampiros e outros

Há por esse mundo afora um grupo, grande, enorme, até; de pessoas que nasceram e que vivem para promover o mau estar e a infelicidade dos outros. Que nem 'vampiros', que precisam do sangue para sobreviver, sendo aqui o sangue o sossego e a paz de espírito dos 'outros'.
Depois há os 'outros', que não fazem mal a ninguém, não querem saber do que se passa em seu redor. Querem mesmo é que a vida lhes corra e medem o seu bem estar por eles e não por comparação com os outros, os 'vampiros'.
Os 'vampiros', há-os em todo o lado, em maior número que os'outros' e ainda levam a vantagem de estarem sempre atentos aos 'outros' enquanto os 'outros', estão sempre metidos na sua concha e demoram algum tempo a aperceberem-se do que se passa.

Quando os 'outros' se apercebem da presença dos 'vampiros', entram em stresse, são acometidos de emoções para as quais não têm estrutura e muitos deles seguem por um de dois caminhos: 'passam' para o lados dos 'vampiros', sem saber como, passando a serem usados e abusados por estes que nem 'testas de ferro'; ou então espalham-se completamente ao comprido, sem força nem pinta de sangue que os ajude a levantar!

Há ainda um grupo de 'outros' que mais cedo se apercebem do que se passa, das intenções dos 'vampiros', que avisam os outros'outros' e acabam por ficar sós, que nem o 'tolo no meio da ponte'. De um lado os 'vampiros' a piorarem-lhe a vida e a tentarem abafar a sua existência e do outro os 'outros' a acharem que eles estão a entrar num processo de loucura precoce a pedir urgentemente que se retirem de cena!

Ver à frente ou ter razão antes do tempo tem destas coisas. A forma mais simpática de rotular esses 'outros', os da ponte é de 'cansados', a mais violenta, quando eles incomodam mesmo e têm de ser eliminados é de 'loucos'. Depois pelo meio há o 'não estás a perceber', 'estás a ver filmes' ou 'não é nada contigo'.

Pois não, mas há-de sobrar e em dose dupla!


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O dia 13 de Novembro de 2005 ficará para sempre na minha memória como o dia em que estive à beira de assistir a uma grande tragédia.
Descíamos da torre, da Serra da Estrela quando fomos apanhados por um forte temporal. À nossa frente houve um acidente e tivemos de parar. Começou a formar-se gelo no pavimento e nos raios dos pneus. O carro de um dos nossos amigos começou a deslizar em direcção a uma ravina com a mãe e os dois filhos. dentro. O pai, que tinha saído para ver o acidente quando de apercebe que o carro estava a deslizar começa a correr atrás.Nada os parava. Nem ao carro nem a ele... até ao último segundo, quando o carro, assim como começou a deslizar, também parou.Uma pedra, única num raio de uns bons metros, estava precisamente naquele sitio parava travar o carro!
Quando o carro parou só a mãe se mantinha dentro do carro. Os meninos tinham saltado. A mãe não. 'Tinha os meus filhos comigo, não podia fazer nada por eles, por isso não os ia abandonar', disse ela, que não se apercebeu que eles haviam saltado!
Esta cena durou alguns segundos, uma eternidade, desde começar a ver o carro deslizar até o ver parado.

Tudo acabou bem, ninguém se magoou, seguimos viagem e à Mão que nos protegeu estamos-lhe eternamente gratos.
Era dia 13, domingo, dia de Nossa Senhora de Fátima.
A partir desse dia passei a gostar ainda mais da minha amiga.
Pois, deve ser do tempo... hoje estou virada para a cosmética e a perfumaria... a ver se tenho menos desilusões...

E...


TGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiF


Nunca a minha preocupação foi com a pele, confesso.
Sempre tive uma pele óptima, excelente mesmo, que sobreviveu bem à minha falta de cuidado. Tenho que o agradecer ao gene herdado da minha avó paterna que partiu aos 88 com uma pele invejável. Na adolescência, a minha luta era com a balança.
Diga-se que nos nossos dias essa luta seria infundada, pois se à época era gorda, hoje seria 'normal' magra, até!
Hoje, mesmo continuando a seguir os padrões da época, já não tenho necessidade destas lutas. Por providência a mim alheia, a balança passou a ser mais simpática para comigo. E tudo isto para dizer que há uns anos atrás, não muitos, dois, três no máximo, fui convidada para uma demonstração da Clinique. Gostei, fiquei fã e, apesar do seu bom aspecto, a minha pele agradeceu esta atenção especial e, se era boa e passou a ter um ar ainda melhor. O creme da Clinique passou, então a fazer parte da minha rotina matinal.


No Sábado passado fui convidada para mais uma sessão, das muitas para que fui entretanto convidado e a que sempre compareci, sem ter cedido a mais conselhos sobre cremes de noite, de olhos, anti rugas, anti isto e anti aquilo. MAs no Sábado, estava bem disposta e como tinha pontos de bónus na perfumaria, cedi às recomendações da demonstradora e lá trouxe para casa este pack e um creme anti-manchas. ( Segundo a senhora, as minhas sardas estão a tornar-se algo mais que sardas: manchas!).

E hoje, experimentei. E gostei, confesso. Gostei e estou a gostar do conforto que sinto na pele. Sinto a pele muito fresca e mesmo sem lhe tocar sinto como se tivesse veludo na cara.
Pois, é boa, muito boa, a senhora da Clinique até o disse, mas todos precisamos de mimos.

Para primeiro dia, estou a gostar do resultado...

Perfume de Mulher

Não sou daquelas pessoas que usam o mesmo perfume há muitos anos. Gosto de variar, de experimentar as novidades.

Mas este continua a ser um dos meus predilectos.


E este não prescindo dele... tenho de o ter sempre numa cómoda perto de mim...


Post Facebook

'Ter razão antes do tempo, é Não ter razão.'
Nas últimas semanas, dias, horas, minutos, esta frase 'inunda-me' o pensamento!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Well Done

O cansaço acumula-se a passos largos. Nos últimos, depois de jantar, quase me arrasto até ao sofá.
Sento-me, deito-me, tapo-me com a mantinha e, que nem ontem à noite, acordo entre a meia noite e a uma da manhã...

A ajudar tenho tio umas formações, que são autênticas maratonas de oito horas fechados dentro de uma sala, sem janelas, o tempo todo a ouvir o formador a debitar matéria.
O homem até nem é mau de ouvir, mas oito horas...Haja paciência! Ao fim da tarde já nem sei como estar sentada!

E o trabalho por fazer, o telefone a tocar e os emails a choverem. Hoje ainda havia visita de cliente... foi na hora de almoço... o almoço foi a correr.

No fim, no fim.... pois eu faço parte daqueles que nem a 'well done' têm direito. É que há um grupo, os mais afortunados, que no fim levam uma palmadinha nas costas enquanto ouvem um 'well done'.
Depois há os que fazem que fazem, estão no sitio certo na hora certa e mesmo fazendo a maior das asneiras, no fim levam aumentos chorudos e são os bons!
Mas não se pode dizer... como diz o prof Marcelo: 'Ter razão antes do tempo, é não ter razão!.'
O quanto isto me persegue!

Vidinha dura, esta!

Mas amanhã é sexta-feira e a formação agora só para o ano!

Bom, se amanhã for como as ultimas sextas-feiras vai ser de arrancar cabelos!

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Dia de São Martinho

Não acham que hoje faltou qualquer coisa por cá?
Pois o Sr. Sol esqueceu-se de nos visitar!
Dia de São Martinho significa sol e tempo quentinho.

A tradição já não é o que era!

Quarta a meio, no Caderno

Escreve no blogue com o mesmo cuidado com que escreve os livros, diz ele.
Gosto do caderno dele. Não morro de amores por ele, nem pela escrita dele, mas o caderno gosto de espreitar.
Falo do Caderno de Saramago, senhores!


terça-feira, 10 de novembro de 2009

Turbilhão

Quando eu era pequenina, o Natal começava em Dezembro, bem lá para o fim, já nas férias escolares.

A árvore era feita no dia 8 de Dezembro, dia da Mãe. Na escola, nos últimos dias de escola, nas vésperas da festa de natal, fazíamos uma redacção sobre o Natal, onde falávamos dos presentes que queríamos, pedíamos ao Menino Jesus, sim o Pai Natal passou a estar presente uns anos mais tarde; pedíamos então, ao Menino Jesus, saúde, comida e uma casa quentinha para os meninos pobres. Não tínhamos coragem de fazer aquelas listas infindáveis que hoje em dia os miúdos fazem e o momento alto dos dias anteriores ao Natal era quando o meu Pai aparecia em casa com a prenda da ADEFA.

Agora o Natal começa em Outubro. Andamos ainda de calções e havaianas e já nos esbarramos com as árvores de Natal nos centros comerciais.

Sim, naquele tempo não havia, ou havia poucos centros comerciais. E aqui está mais um momento mágico, roubado por eles: esperar ansiosamente pelos dias que antecediam a véspera de Natal, em que o comercio tradicional abria até à meia-noite e ir calcorrear as ruas do Porto em busca dos presentes.
Frio, chuva, às vezes, mas alegria, muita alegria no rosto das pessoas, que pareciam caminhar ao som das músicas de Natal que soavam do altifalantes espalhados pela rua.

Agora tudo foi alterado, antecipado, desmistificado... as compras fazem-se nos centros comerciais, sem frio, sem chuva, com musicas sim, mas sem magia!

Esta foto foi tirada no Domingo passado, 8 de Novembro, mas poderia perfeitamente ser de Outubro... já era Natal, em Outubro...

Naquele época, eu gostava do Natal. Gostava de escolher as camisas de dormir das avós, que comparávamos no Paiva e Cid ou na Casa Rocha. De lá também vinham as meias para os avós e os tios. Outras vezes eram lenços de mão para os homens e lenços de pescoço para as mulheres.
Na Casa Natal, da rua do Bonjardim, vinha o bacalhau, que era posto a demolhar na bacia vermelha que durante o ano ficava guardada na despensa.
As uvas passas, os damascos, as nozes e os outros frutos todos vinham do mercado do Bolhão. Na Júlia, também do Mercado do Bolhão, vinha sempre um belo de um ananás, dos Açores para o centro de mesa.

E o Natal passava tão rápido, mas era tão intenso que todos estes momento se entranharam em nós de tal forma como se ontem tivessem sido!


Nota: Este post demorou três dias a ser escrito. Não porque fosse muito pensado, ms porque foi o pensar em momentos diferentes sobre o Natal. O resultado: um turbilhão de momentos.


Pensar Alto

A vida é algo de tão valioso para estarmos constantemente a esbarrar com pessoas chatas, enfadonhas que só nos fazem perder tempo e não são nenhuma mais-valia para o nosso bem-estar!



Pois, e antes que perguntem, o problema é que essas pessoas, por questões sociais, têm autoridade sobre nós e... temos de engolir estes sapos!

Entretanto essas pessoas vão sendo felizes à custa destes momento de 'desconforto' que vão proporcionando aos demais.



Hoje perdi três preciosas horas com um espécimen destes! O pior é que estas três horas são três das muitas que já perdi e muitas que ainda hei-de perder!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

20 Jaher Fall der Berliner Mauer


Há pouco na TV, Tom Hanks dizia que quando tinha 10 anos se lhe perguntassem se acreditava que um dia o Homem pisaria a lua, sim, acreditaria, disse ele. Questionado sobre se acreditava que um dia teria telefone no carro, que nem o Batman. Sim, acreditaria. Se um dia fosse questionado sobre se acreditava que um dia o muro de Berlim cairia. Não, não acreditava.
Disse ainda, que para ele a queda do muro marcou o começo de um novo século!
Pois bem, conheci alguém de quem desde miúda ouvi dizer o contrário. Era o meu Avô, o Reis, que sempre disse que um dia o muro cairia, assim como o'império Russo'. E já caíram os dois e ele assistiu e o que disse depois: 'Eu sempre o disse!'.
Pois disse, logo ele que nasceu no ano da Revolução Russa... no Dia de São Martinho.

Tigra

Quando vou comprar comida para os focinhos, trago-lhe sempre um presente: um osso de vaca fumado.
É uma alegria. O Sr Bono mete-se na casota e a Tigra ou fica pelo pátio ou vem para a garagem.
Hoje, enquanto o Bono estava dentro da casota, ela deliciava-se no salão com o seu osso. Mesmo assim quando a chamei, ela veio ter comigo, deixou de roer o osso para que eu lhe fizesse mimos e não se incomodou quando lhe mexi no osso.


É assim mesmo, uma princesa, a minha Tigra.

Carinho de Mãe

Recebi esta mensagem com verídica. Acredito que o possa ser... tudo é possível.

Um homem jovem estava fazendo compras no supermercado, quando notou que uma velhinha o seguia por todos os lados. Se ele parava, ela parava e ficava olhando para ele. No fim, já no caixa, ela atreveu-se a falar com ele, dizendo:
- Espero que não o tenha feito sentir-se incomodado; mas é que você se parece muito com meu filho que faleceu...
O jovem, com um nó na garganta, respondeu que tudo estava bem, que não havia problema. E a velhinha disse-lhe, então:
- Quero pedir-lhe algo incomum...
O jovem respondeu:
- Diga-me em que posso ajudá-la.
- Queria que você me dissesse 'Adeus, Mãe', quando eu me for embora do supermercado, isso encher-me-á de felicidade...!
O jovem, sabendo que seria um gesto que encheria o coração da velhinha, aceitou. Então, a velhinha passou pela caixa, após ter registado as suas muitas compras. Aí, se voltou sorrindo e, acenando com a sua tremula mão, disse: 'Adeus, filho!'
Ele, cheio de ternura, respondeu-lhe efusivamente: 'Adeus, Mãe!'
Ela foi-se e o homem ficou claramente satisfeito pois, com toda a certeza, havia proporcionado um pouco de alegria à tão angustiada velhinha. E, então, passou suas compras.
-São 450,00 €- lhe disse a rapariga do caixa.
-450 €??? Porquê tanto, se só levo estes cinco produtos?
E a rapariga do caixa disse-lhe:
-Sim, mas sua mãe disse que você pagaria as compras dela também.....

P.S..: Até os sacanas envelhecem! Que velhinha!!! E tu aí, quase a chorares!

Verão de S. Martinho

Quando eu era criança, eram garantidos sol e calor nestes dias, nos do verão de São Martinho.
O frio começava bem mais cedo. Quando íamos para a escola, em Outubro e não em Setembro como agora, já íamos de botas e kispo novos, que os nossos pais nos compravam porque os do ano anterior já não serviam e não porque já não eram moda!

E como já nada é como antigamente, as previsões meteorológicas para os próximos dias são de chuva e frio.
11/11/2009:
Temperatura máxima: 15ºC,
Temperatura mínima: 10ºC,
Aguaceiros de manhã e chuva à tarde.

domingo, 8 de novembro de 2009

Muito bom!

Acabou por ser um fim de Sábado fantástico!
Depois de não haver magusto ( ainda não está posta de parte a sua realização) e depois de tentarmos fazer um jantar mas com um grupo mais pequeno para (re)ver as criancinhas e ver as barriguinhas das grávidas... fomos todos para o Porto, para casas do P..
Vimos que as criancinhas já andam, já falam e já fazem, muitas, asneiras e vimos barriguinhas onde estão outras a caminho.
Juntamo-nos todos na casa nova de um Amigo, sim Amigo e não amigo e foi bom, muito bom, tão bom que estamos a chegar a cada agora... já com o próximo jantar planeado, cá em casa e de Natal!
Mesmo sem gostar do Natal, destes jantares de Natal gosto. Está reunida a família que nós escolhemos: a dos Amigos.

E mesmo não sendo magusto, acabamos a noite a comer castanhas assadas... no forno. Melhor que nada!

sábado, 7 de novembro de 2009

Magusto, o de 2004



Tivesse-nos o São Pedro prometido um dia como o de 21 de Novembro, do já longínquo, ano de 2004 e hoje, tal como neste dia, num outro cenário e com estas, mais algumas e menos algumas, haveria magusto.

Foi um dia fantástico, este, o de 2004, o do magusto.


Nada faltou.
Nem umas sessões de suecada, regadas com boa pinga...


Foi ir ao monte apanhar a caruma,

acender a fogueira,

saltar, todos


Pelo meio ainda houve churrasco, boa pinga, cantoria e no fim da noite, já com o frio de de Novembro a apertar, apesar de aquele dia ter sido um dos verdadeiro de São Martinho, houve um delicioso caldo verde à luz da tocha!


Ainda estamos no início de Novembro, talvez o São Martinho meta uma cunha ao S. Pedro e ainda se faça o magusto de 2009. Seria bom, muito bom mesmo!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Quero um destes...




Colecção Marc Jacobs...
o meu pode ser da Zara... e preto.

TGiF

O bom é que hoje é Sexta-feira. Bom também é não ter de ir trabalhar amanhã e chegar ao fim do dia, para além de cansadíssima, frustradíssima com os (não) acontecimentos!

Estava marcado para amanhã um magusto. Pois, eu disse 'estava', porque com a S. Pedro a anunciar que nos ia regar os jardins e as hortas, o magusto deixou de fazer sentido. Magusto que é magusto, é ao ar livre e este não ia fugir à regra. Ia ser na praia, numa praia fluvial que há aqui nas redondezas que reúne todas as condições para passar um dia fantabulástico... menos sol, amanhã.

Do programa das festas fazia parte começarmos a reunirmo-nos por volta da 10h00 para preparar o sitio. Haveria jogos de malha, corridas de sacos, churrasco, vinho do lavrador, bolos, alegria, boa disposição e castanhas, claro!

As castanhas iam ser assadas à moda antiga, numa fogueira feita com caruma. No final iamo-nos pintalgar todos e ia ser, tenho a certeza, muito divertido! Afinal é sempre assim!

Parece que me espera um dia de Sábado sozinha em casa ( entretanto o L decidiu trabalhar amanhã) a passar a ferro e a brincar com os focinhos...

Do mal...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Mão à obra! Limpar Portugal

'Ah e era tão bonito ver este projecto divulgado em mais blogs'.

É assim que a PAtti, a presidentA do Blogobairro, onde eu vou muitas vezes e sou sempre muito bem recebida e por quem eu tenho muita estima, acaba o post, onde apela a que nos juntemos para no dia 20 de Março limpar as florestas portuguesas de norte a sul.
Este projecto não é novo, já foi feito lago semelhante na Estónia e em cinco horas, estavam as florestas todas limpas!

E eu acabo a, tal como a Patti, a convidar-vos a visitar o site, a registarem-se, a verem o video e, tal como ela:
Ah e era tão bonito ver este projecto divulgado em mais blogs.


Allô, Allô

O Alberto lembrou-se de falar do Allô Allô no Outras Escritas.
É claro que me vieram as recordações de tempos maravilhosos, esses em que havia só uma estação de televisão, a RTP, a estatal. Não havia telenovelas, havia uma telenovela, brasileira, que era emitida durante 30 minutos por dia. Ao fim-de-semana não 'dava' a telenovela e no horário da telenovela tínhamos na RTP2 séries fantásticas, e continuamos a ter, é uma verdade; como o Fugitivo.
Segunda-feira, dia de falar de futebol em tudo que era sítio. No café, no autocarro, nas aulas; nós falávamos do Allô Allô, como se pertencêssemos a outra galáxia!
Mas nós não nos incomodávamos com isso. Nem com isso, nem com muitas outras coisas que fazíamos e que eram vistas pelos outros como 'criancices', muitas vezes.
Naquele tempo tudo era motivo para brincarmos, para nos divertia. Divertia-nos um professor ir contra uma mesa, divertia-nos a empregada da limpeza andar a 'cuscar' nos corredores, divertia-nos a forma como a 'Georgina' se sentava no bar, divertia-nos o professor que adormecia no carro durante a hora do almoço e falhava a aula, divertia-nos a ´poupa' do Paulinho; divertia-nos as corridas do Zé para o WC depois de tomar café, divertia-nos o Miguel a mandar a empregada do café ficar com o troco depois de lhe dar dinheiro a menos, tudo nos divertia.
E quase não tínhamos dinheiro. E o que tínhamos, pouco, era fruto de muito poupar. Poupar nos transportes, nos cafés, nas fotocópias.
Mas no final, com o dinheiro contado, pouco, íamos de férias. Íamos de comboio, de autocarro, a pé. Comíamos sandes, fruta, atum e salsichas.

Mas éramos felizes. Tínhamos o nosso mundo, vivíamos rodeados de pessoas que nos amavam incondicionalmente. Não tínhamos patrão, não tínhamos chefe, não pagávamos impostos e éramos felizes, éramos jovens, irresponsáveis, às vezes, mas que sempre soubemos de onde vínhamos e para onde íamos. Encontramos o nosso caminho, tivemos de fazer alguns desvios, mas continuamos a ser quem éramos, e acima de tudo e de todos os que entretanto, passaram e saíram das nossas vidas, continuamos AMIGOS! Amigos para sempre! Longe, perto, com e sem os outros. NÓS SOMOS AMIGOS, OS MELHORES AMIGOS DO MUNDO. Os amigos que Não cobram, mas que recebem sempre que precisam. Os AMIGOS que dão, quando o outro precisa sem pedir.


E pronto, deixei-me levar ao som do que me ia na alma... e as palavras trouxeram-me aqui...
E aqui fica um estado de alma.

Coincidências...



uns meses atrás, em Agosto, aquando da emissão de uma emissão filatélica subordinada ao pão fiz este post: O Pão em Selos.





Hoje recebi um comentário sobre o mesmo de um 'desconhecido' que provavelmente é conhecido!

Eu passo a explicar:

É o cometário de alguém que trabalha há 20 anos na padaria onde os meus pais sempre compraram o pão no tempo em que vivemos em S. Mamede de Infesta, a terra que eu tenho como minha terra Natal. É que eu só não nasci lá devido a mais um conjunto de coincidências: a minha Mãe resolveu ir passar a Páscoa a casa da minha Avó, eu resolvi nascer mais cedo e então nasci em Campanhã, exactamente na mesma cama e na mesma rua, a 200 metros da casa onde a minha Mãe nasceu!

Logo na legenda da Regueifa do Douro Litoral me fui enganar. Engraçado que me lembro de quando fiz o post ter pensado: ' Mas esta é a regueifa da zona do Porto e o Porto fica no Douro Litoral!' E não é que eu só lia 'Beira Litoral' no selo!?

Hoje, pela primeira vez li 'Douro Litoral', o certo, que sempre esteve lá. Esta deliciosa regueifa, que não se encontra em mais lado nenhum!

Se este engano não acontecesse, provavelmente o Fernando não comentaria e eu não ficaria a saber que alguém que durante tantos anos, e ainda Faz, o melhor pão do Mundo, na melhor padaria do Mundo, leu o meu blogue!

E a regueifa, que fique bem claro, é do Douro Litoral e igualzinha à da foto é fabricada na Padaria S. Mamede, a padaria do Sr. Albino!

O Chinês do dia...


Ser pedra é fácil, o difícil é ser vidraça.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Há dias assim

Hoje a minha cadeira e a minha secretária, entenda-se mesa de trabalho, estiveram a um passo de 'pensar' que não fui trabalhar.
Sentei-me para ligar o pc, levantei-me para fazer isto, aqui, aquele outro e hora de almoço! Não, eu não chego ao trabalho a meio da manhã, chego antes da 8h30, tá?
Depois de almoço, uma reunião daquelas demoradas, uma ida ali, uma paragem acolá, um atender de telefone... ah e ainda uma chamada ao laboratório para dar de caras com o cliente e ter de explicar um assunto a 'seco', ou seja sem preparação e sem papelada... correu bem ainda assim!
E com esta ouviram-se as badaladas das 18h00, hora de saída, sensação de nada feito e casa que se faz tarde... para estudar para a formação de amanhã. Daqui a nada quem em quiser ver é de auscultadores a ouvir a Rita... e escusam de corre para me verem... é que tanto quanto sei é um bom par de horas!

Coragem, rapariga. Vá lá, não arranjes mais desculpas para começares... no fim até vais dizer que é interessante e perguntar se há mais...

... e eu sou a mãe Natal!


Quarta, meio dia, a Semana...

Nunca vos apeteceu fotografar alguém? A mim já. Não acham que há pessoas que têm o dom de vestir bem ou a audácia de o fazer de forma diferente? Eu acho.
A ideia não é original. Talvez já nem venha a tempo de ser inovadora. Mas porque as boas ideias não se têm apenas mas também se aproveitam, decidi criar O Alfaiate Lisboeta.


É assim que ele se apresenta, o Alfaiate Lisboeta. Gosto particularmente deste post . Lembra-me as minhas amigas quando andaram grávidas... andavam 'num sino' que nem a Ana.

Como ele diz, a ideia não é original e até tenho blogues com o mesmo espírito nos meus favoritos, mas este é nacional, retrata a nossa realidade e por isso é do que mais gosto!


terça-feira, 3 de novembro de 2009

Coisas do Bono


A minha dona às vezes não pensa no que faz!
Então não é que foi publicar a fotografia daquela desmiolada da Tigra a dormir!?
Mas até é bom. Assim todos ficam a saber o que ela faz! De noite não me deixa dormir. Ouve um gato, um pássaro, lá salta ela da cama, que é como quem diz da casota e vai lá para fora ladrar! Vejam lá que esta noite até ao vento e à chuva ladrava!
Eu sei que às vezes também ladro... à chuva... mas isso é porque a Madam está toda refestelada dentro da casota grande e não me dá espaço para entrar! É que ela ainda cabe, mal, pois está gorda que nem um pote, mas ainda cabe na casota pequena, mas eu, que sou um cão musculado, de uma raça bem constituída, não sou animal para aquele nico de casota! Era o que faltava. Havia de parecer que estava no Portugal dos pequeninos!

E depois é isto, aquela desmiolada dorme o dia inteiro! E quando a minha dona chega a casa nem se mexe. Se é Verão é vê-la no canto a dormir. Se é inverno dentro da casota!
E eu é quem tem de avisa que chegou alguém, eu é quem tem de pedir de comer! Mas quando chega a hora da comida e dos mimos levamos em igual dose, como se tivéssemos feito os dois por isso!

Eu também sei que quando os meus donos andam a lavar os pátios ela anda sempre atrás deles e eu não. Mas já todos sabem, que aquelas águas ( só de pensar fico arrepiado) tem desinfectantes e como sou preto, posso ficar com o pelo manchado e lá ia o meu pedigree... por água abaixo! É que eu já estou no limite da raça Tenho uma mancha no peito e outra, vejam só, num dos dedos de uma das patas da frente!

Mas ela, não é coisa nenhuma. É rafeira, como diz a minha dona. Aquilo é uma mistura de qualquer coisa com outra coisa, que deu aquela cor amarela com aquelas riscas que mais parece um tigre que uma cadela! Também é por isso que se chama Tigra. Como se tivesse algum jeito de nome! Ao menos eu sou Bono. Não é por nada, mas Bono é nome se Sir. Sir Bono Vox... não é para todos!

Sem mais... e lá está ela preocupada com os gatos. A ladrar sabe-se lá a quem ou a quê! Ainda por cima está a chover, vai-se molhar e depois vem para aqui patinhar tudo e a cheirara a galinha. Gajas!


Olha o Chinês...


Me ame quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso.

O descanso da 'guerreira'

Depois de grandes brincadeiras, adormecem os dois, umas vezes um para cada lado, como foi o caso, outras enroscadinhos um no outro...


são mesmo felizes os meus Focinhos!
E para todos um dia bom dia... feliz, como os dos Focinhos.


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Parabéns querida Prima

Se há pessoas de quem eu gosto neste Mundo, uma delas é da minha Prima Paula. É das poucas que tenho, já que a família é pequena, mas entre nós existe um amor, uma cumplicidade inexplicável.
Estamos anos sem nos encontrarmos e até sem falarmos. Ultimamente temos falado três vezes ao ano: no dia 24 de Dezembro, véspera de Natal; no dia 10 de Abril, dia do meu aniversário e no dia 2 de Novembro, dia do aniversário dela!
Hoje foi um dos dias em que falamos. Falamos como se não nos falássemos desde a semana passada, como se nos encontrássemos todos os fins de semana, como antigamente quando nos encontrávamos na casa dos avós e mais tarde, já adolescentes passávamos temporadas na casa uma da outra.
Hoje falamos, falamos da filhota dela, do aniversário dela e de nós, muito de nós, das saudades que temos um da outra e são reciprocas!
E só estamos a 50 km uma da outra! Irónico, incompreensível... é o que faz deixarmo-nos levar pela corrente do dia-a-dia...

E entre nós a química é tal, que sentimos quando a outra não está bem! Muitas vezes disse ao L.: ' Tenho saudades da minha prima, ela está a precisar de mim, ela não está bem!'
Foi numa época em que estivemos sem nos falar, nem mesmo nos aniversários. Perdemos o contacto uma da outra. Quando falava com a minha tia, ela dizia que ela estava bem. Eu não acreditei... e não acreditei com razão. Ela estava a passar por um processo de divórcio violento com toda a gente contar ela, simplesmente porque se quis separar e 'não tinha razões para tal', dizia a família!

Agora está bem, com a filhota e de bem com a família...

Quando casei foi a ela que ofereci o meu ramo de noiva e ela ainda o tem guardado numa caixa, disse-mo hoje!
E a minha prima não é como eu, coleccionadora de lixo, no bom sentido.

Foi tão bom sabê-lo!
Um dia destes vou ter com ela. Tenho muitas saudades dela. Disse-lho hoje! Ela disse-me o mesmo! E, tal como ela disse: 'devem ser muito fortes, para tu o dizeres...' e tem razão, é que quando digo, sai cá do fundo!


Há coisa que não se fazem!

Com esta idade já não devia ficar surpreendida com certas e determinadas atitudes, mas fico. E hoje foi um desses dias.

Pessoas que a 'seco' dão o litro, que não nos deixam ficar mal... um dia, por outras vontades e de outros são 'substituídas', para não usar outro termo...

Hoje a surpresa geral. tenho um novo chefe!
Foi a grande surpresa do ano. Não a melhor, a pior também não. Ainal não morreu ninguém, mas há coisas que não se fazem!

Não por quem chega, de quem tenho a minha opinião de há muitos anos.

A ver vamos.

Prefaseando o L.: Piores dias virão!... ou não, depende!

Perfume de Mulher

Quero experimentar
Este...
... este...


... e este.




Não sei porquê, mas acho que é deste que vou gostar mais...

domingo, 1 de novembro de 2009

Há coisas fantásticas.
Depois de estar a tarde inteira a fazer marmelada, não é que rebenta uma conduta de água na rua?
(Foto minha)
Lindo serviço, tachos, passe-vite, tijelas, colheres... sem gota de água para lhes pôr. Vai ser lindo para lavar, ai vai, vai!

Doçuras ou travessuras.

Ontem foi noite de Halloween. Isso já todos sabemos, ou não os medias fizessem questão de o o anunciar aos sete ventos, como se tratasse de uma tradição muito portuguesa enraízada há séculos!
E como o nosso povo gostas de cumprir à risca as tradições dos outros, eram aí umas 21h tocaram-me à porta. Espreitei pelo vídeo porteiro e vi então que eram cinco miúdas da vizinhança com os lábios pintados de preto, uma com uma peruca e duas delas com chapéus de bruxa. Duas delas traziam ainda enfiado no braço dois baldes em forma de abóbora.
Como sempre a chave de casa insistia em não aparecer e como demorava, as raparigas desesperadas tocaram umas poucas de vezes à campainha. Quando estava mesmo para abrir a porta, duas delas começaram a escrever no portão, com terra 'Halloween'. Achei graça, deixei que acabassem, peguei num pacote de bolachas de chocolate ( não tina rebuçados) e finalmente abri a porta.

Ficaram um bocado atrapalhadas, mas uma mais expedita lá disse:
-Doçuras ou travessuras.
-Bem , parece que vocês já escolheram, já fizeram as travessuras, por isso não há doçuras.-respondi.
A mais velha das miúdas, aí com uns 12 anos disse:
-Pois, a senhora tem razão.
Uma outra, diz:
-Não fui eu quem fez isso.- E ia sacudindo as mãos na direcção das amigas que pintaram o portão.
Virei-me para a miúda e perguntei-lhe:
-Tu não estás com elas?
-Estou, mas não fui eu quem fez isso!
-Então se estás com elas, foste tu!-continuei- e sabes, este sujo do portão até a chuva lava. Agora a tua atitude é que está a ser uma grande travessura. Estás a trair as tuas amigas e estás a mostras que elas não podem contar contigo! Sabes, minha menina, aqui não interessa quem pintou, interessa sim, que vocês se juntaram para fazer isto e por isso todas são responsáveis por isto! Tu por acaso não concordaste com eles que se as pessoas não dessem doçuras se pintasse os portões?
-Então para mim foram todas!-disse
As outras começaram a rir-se e uma outra virou-se para mim e disse:
-Ela é sempre assim. Quando estamos a brincar e alguma coisa acontece ela diz sempre que não foi ela!


E perante isto sorri e dei-lhe o pacote das bolachas enquanto pensava: 'É assim que começam!'