sábado, 17 de abril de 2010

Grande Noite: as entradas

De um almoço em Fevereiro que acabou com os 'rapazes' a falarem sobre os seus dotes culinários, foi lançado o desafio de fazer um jantar em que eles seriam os cozinheiros.
Rapazes de não virar as costas aos desafios, logo aceitaram e ficou marcada a data: 16 de Abril, para podermos também comemorar os aniversários do Di e o meu ( ele faz a 9 e eu a 10 de Abril).E ontem foi então o grande dia. E foi mesmo uma grande noite, nós e as famílias... FANTABULÁSTICO!As promessas foram cumpridas. Homens na cozinha, mulheres nos bastidores.
O relato desta noite será divido em vários posts, pelo tanto que há para dizer...

O Zé caprichou nas entradas, que sem nome, lhe podemos chamar 'entradas à la Mota'.

Um queijinho camembert coberto com uma massa de figo, pêra e canela... lindo! Bom? Por mim não posso falar porqeu não gosto de queijo, mas os comentários não podiam ser melhores... e pelo estado final dos pratos: vazios!
O Zé, brindou-nos ainda com uns queijinhos de cabra com bacon e tomate cherry embrulhados em massa folhada, regados com mel e acompanhado com salada de rucula. Todos gostaram.

A mim ele mimou-me com um camarão tigre grelhado acompanhado de rucula e morangos. Divinal!

E surpresa, surpresa, foi o nosso amigo Vítor, que nós pensávamos que se ficava pelo 'bom garfo' que é; caprichou na decoração dos pratos.

Sim, porque tivemos direito a pratos personalizados, com reclamações pelo meio: nos pratos mais escuros bem os desenhos feitos com mel não se notavam bem!
Mas faz parte... afinal os melhores distinguem-se nas dificuldades.

O prato, aliás pratos, principais, atrás das entradas só ficaram na ordem de chegada à mesa, porque no resto, empataram!

Falo mais tarde do assunto. Agora tenho de ir tirar a última louça da máquina.

Barcelona, contagem decrescente VIII

... e pensar que tudo isto foi idealizado e construido entre o final do séc XIX e início do XX!
Em grande




Foto Minha, Julho 2002 (digitalizada)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

TGiF: Para (so)rir

E como está sol, apesar do vento. E com é sexta-feira, para completar a festa, uma anedota enviada pela minha loira preferida, a minha amiga PAt:

Marido e mulher estão a jantar num belo restaurante quando entra uma rapariga absolutamente fantástica, que se dirige à mesa deles, dá um beijo apaixonado ao marido, diz:
- Vemo-nos mais tarde... - e vai-se embora.
A mulher fita o marido furiosa e pergunta:
- Quem diabo era aquela?
- Oh - responde o marido, - é a minha amante.

- Ah é? Pois esta foi a última gota de água! - diz a mulher.
- Para mim chega! Quero o divórcio!
- Compreendo - responde o marido, - mas lembra-te, se nos divorciarmos acabam-se as compras em Paris, os Invernos na República Dominicana, os Verões em Itália, os Porsches e Ferraris na garagem e o Iate. Mas a decisão é tua.
Nesse momento entra um amigo comum no restaurante com uma loura estonteante pelo braço.
- Quem é aquela mulher que entrou com o Bernardo? - pergunta ela.
- É a amante dele! - responde o marido.
- A nossa é mais bonita! - responde a mulher ...

Barcelona, contagem decrescente VII

Ai, ai, eu a ver a minha vidinha a andar para trás.
Vá lá, vulcãozinho, porta-te bem e deixa-me ir para aqui na próxima semana...

Foto minha, Julho 2002, (digitalizada)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

E quando Ela quer, é Ela quem manda... a Mãe Natureza.

Calma, precisa-se


'Calma': Palavra de ordem para os próximos minutos, horas, dias...
E se há coisas que me põem à beira de um ataque de nervos é a irresponsabilidade, principalmente quando está toda uma organização envolvida!


Respirar fundo, nariz levantado e tomar a atitude certa... serenamente. A 'quente' pode correr mal.

Neste caso vou ter que ser dura... para pessoas irresponsaveis com atitudes recorrentes... temos que ser duros!
Ficar à beira de um ataque de nervos, é que NÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
E digo mais:
'Calma': Palavra de ordem para os próximos minutos, horas, dias...

Quinta Lugares Cruzados IV (Torre Eiffel)


Já a conhecia desde cedo, de quando o meu pai numa das suas idas a França me trouxe uma miniatura da Torre Eiffel.
Em nada se parecia com a verdadeira. Era dourada e um dia desapareceu do meio dos brinquedos.
Vi-a muitas vezes, ainda mais pequena que a miniatura, iluminada, sempre que nas idas e vindas de e para a Alemanha , o piloto fazia questão de anunciar que sobrevoávamos Paris e que do nosso lado estava a Torre Eifell.
E ao fim de muito tempo lá chegou o dia em que a vi mesmo, estive debaixo dela e estive quase a subir até onde fosse permitido.
Foi sem contar, o meu encontro com o monumento mais fotografado do mundo, (li algures há uns meses atrás).
Era uma viagem de trabalho, reuniões com clientes. à entrada para o avião, um telefonema anuncia que uma das reuniões fora cancelada. Como havia uma outra, a viagem continuava a ser inevitável, mas com a tarde desse dia livre.
A rotina do costume. Levantar as malas, o carro e, em vez de seguirmos directamente para Vélizy, fomos atrás das placas que anunciavam 'Paris'.
Fomo parar em frente da Notre Dame, outro respeitoso monumento. Um parque de estacionamento a jeito et voilà... Paris!
Enquanto comíamos umas sandes, sentados nos jardins da catedral, decidimos ir à torre Eiffel.
No mapa localizamo-nos e procuramos a torre. Parecia perto... era só caminhar ao longo das margens do Sena et c'est rapide!
Pois, o rapide transformou-se em quase duas horas de caminhada. Claro que não foi a passo corrido, nem sem paragens pelo caminho. Há muito motivos para parar entre a Notre Dame e a Torre Eifel. E sem enumerar monumentos e obras monumentais que encontramos pelo caminho, há os artistas de rua, os vendedores, os bateaux mouche a merecerem a nossa atenção.
Quando chegamos à Torre, muitas fotos depois, o meu primeiro pensamento foi: 'Não a tinha por tão grande!'. As pessoas junto dela parecem formiguinhas. A fila para o elevador era infindável e o nosso tempo bem mais curto que a fila.
Os pés começavam a pedir descanso e recusavam-se a fazer o caminho de regresso. A vontade de sair dali também não era grande.
Quem já esteve em Paris, Londres, em grande cidades sabe que se ouve falar todas as línguas, que nem num aeroporto internacional. Ali era ainda maior a diversidade.

O regresso já não foi a pé. À porta de um hotel do outro lado da rua parou um táxi. 'Vamos perguntar se está livre?'-perguntei.
'Bora'-disse o meu amigo.
E esta foi a segunda decisão acertada do dia. Como soube bem sentar no taxi. E como soube bem percorrer o caminho de volta de carro... e que admirados ficamos quando nos apercebemos, finalmente, do quanto tínhamos caminhado!
Mas valeu a pena. E vai valer a pena uma próxima ida lá.
E desta vez a subida não fica para a próxima. E desta vez levo sapatilhas. É que estava de sapatos de salto alto. Afinal estava preparada para uma reunião de trabalho, no papel de fornecedor e não propriamente para uma tarde de 'turismo'.
Mas foi tão bom. Foi um presente que demos a nós próprios.
Bendita reunião cancelada. Só ao fim de um ano, a ir a Paris todos os meses consegui ver a Torre Eiffel... sentia-me como ir a Roma e não ver o Papa!

E você Alberto? Como vê a Torre Eiffel?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Dia Mundial do Café.

Dos que se perderam no passado: Imperial, Negrita, Palladium.
Os que de lá, do passado, chegaram até hoje: Christina, Brasileira, Magestic, Astória, Nicola, Benard.E os que só fazem parte da história do presente: Delta, Nespresso.
E todos bebidos em chávenas, personalizadas ou não, mas sempre belas, da Vista Alegre.


O café também tem um dia, o Dia Mundial do Café, que é hoje.

Barcelona, contagem decrescente V

Desta vez tiro uma melhor. Uma não, muitas... prometo!



Foto Minha, Julho 2002 (digitalizada)

terça-feira, 13 de abril de 2010

Barcelona, contagem decrescente IV

Foi a primeira vez que estive num Hard Rock Cafe.
Depois do susto inicial, adorei...


Bem, o susto foi porque estivemos à espera de mesa e o a anúncio de que a mesa estava disponível seria quando tocassem a música da capa do vinil que nos deram.... durinha de ouvido como sou... ficaria lá até ao fecho... não fosse o ouvidinho do L. e a simpatia dos empregados.

Foto Minha, Julho 2002 (digitalizada)

Terça, Flashback III (Mercados: Nem de propósito! )

E porque Barcelona não me sai da cabeça, e porque estou mortinha por rever este mercado maravilhoso. Foi escrito em Agosto de 2008

Neste post, do blogue 'Cinco quartos de Laranja', fiz o seguinte comentário:

Mercados são sempre espectaculares! Quem conhece o de Barcelona! O do Bolhão no Porto também é um 'must'! Pior é que com as 'investidas' da ASAE, começamos a perder estas coisas... em Portugal já era impensável vender massa daquela forma... Mas eles (ASAE) hão-de arranjar um ponto de equilibrio! Parabéns e boas férias a quem está de férias e ... bom regresso para quem está de regresso!

Já agora umas fotos do mercado de Barcelona tiradas em 2002...


Nem de propósito, li a notícia de que a ASAE vai fechar o Mercado do Bom Sucesso, no Porto!




segunda-feira, 12 de abril de 2010

E as surpresas continuam

Definitivamente foi um aniversário em que tudo e todos me conseguiram surpreender...

...não sei se estou a perder a perspicácia, ou são as minhas 'fragilidades' a manifestarem-se.

Claro que esta dedicatória embrulhava um daqueles pães-de-ló, vocês já conhecem... de vista.
E não fica por aqui...

Farmville a sério...

Se no Sábado, pouco ou nada fiz, ontem a tarde foi dureza.

Foi aproveitar o sol e o calor ( foi cá uma suadela!) para arrancar ervas daninhas, aparar as flores velhas, plantar morangos e preparar os canteiros para alfaces, pimentos de padron, pepinos, tomates...

Houve ainda tempo para umas fotos às flores da época, que não se deixaram intimidar com as investidas de S. Pedro e floriram como se estivessemos ausufruir de solarengos dias de Primavera, tal como deveria ser.


Fotos minhas ( Braga, 11-04-2010)

domingo, 11 de abril de 2010

Hoje com sol

Quando entusiasmo se tinha generalizado, não é que os senhores do tempo anunciam chuva a partir de quinta-feira?!

Entretanto, vou jardinar... precisa-se.



Nota: adoro fotografar esta vinha. Quase todos os dias páro em frente a ele, desço o vidro do carro e tiro uma foto.
Hoje o dia estava particularmente luminoso.

(Foto minha, Braga, 11-04-2010)

Barcelona, contagem decrescente III

Comigo a 'supervisionar' a obra durante quatro dias, já não fica pronta (só) em 2026...

Foto minha, Julho 2002 (digitalizada)

sábado, 10 de abril de 2010

Sábado, última hora III (Herman José - De regresso à RTP1)

07.04.2010

De regresso à RTP1

O humorista volta ao canal público 10 anos depois, com um "talk show" feito à sua medida.


"É com grande orgulho e alegria que regresso à RTP1. Sinto-me como um emigrante que regressa à sua pátria", confessou Herman José, no dia em que José Fragoso, director de Programas do canal público, deu a boa-nova aos jornalistas.

"Herman 2010" arranca sábado, dia 17 de Abril, num horário que encerra o "prime-time" da RTP1, pelas 23 horas. Em cada programa, com duração de 50 minutos, Herman recebe três convidados (um deles musical), numa nova promessa de momentos únicos e divertidos.

"Não venho armado em diva", assegurou o apresentador, que volta a trabalhar com as Produções Fictícias, empresa que ajudou a fundar em 1991. "O meu estado de espírito é de pura felicidade e acho que também tenho o direito de me sentir feliz de vez em quando, coisa que não acontece há alguns anos", disse Herman José.

Como nos formatos anteriores, em que Herman brilhava, este "talk show" inicia-se com um monólogo do apresentador, em torno da actualidade noticiosa do país. Além deste momento de "stand up" há ainda lugar, semanalmente, para rubricas de humor e um sketch-vídeo, que pode recuperar "bonecos" protagonizados em tempos por Maria Rueff, Ana Bola, Joaquim Monchique ou Maria Vieira, todos eles companheiros de antigas aventuras.

Ao longo de 13 emissões, o mais antigo "entertainer" português conversará com várias personalidades, das mais diversas áreas da sociedade. Revisitará o modelo dos"talk shows" americanos e estará acompanhado em estúdio pelo maestro Pedro Duarte e por um quarteto de jazz.


Não sei se fique contente ou não com esta notícia.Gosto do Herman, que fez par com Nicolau Breyner a dupla Senhor Contente e Senhor Feliz e tenho um carinho muito grande pelo Herman que tornou os meus Domingos menos difíceis numa época delicada da minha vida, em que estava longe de tudo e de todos e era da TV que me valia. Aproveito para agradecer também ao grande comunicador que é e que por muitos mais anos, espero, Júlio Isidro.
O Passeio dos Alegres é algo único, que marcou a minha geração, assim como o Zip-Zip marcou a geração dos meus pais.
Depois de lançado no Passeio dos Alegres, onde tantos outros artistas foram lançados: António Variações, os ir,mãos Feisht... Herman ficou por conta dele e deu 'à luz' o Tal Canal. Sim, talvez o melhor programa de humor da TV nacional.
Mais do mesmo com nomes diferentes sucedeu-se-lhe ( Humor de Perdição, Casino Royal), mas o Tal Canal ... foi o primeiro e já diz o ditado: 'não há amor como o primeiro'!
Um talk Show, fechou a sua passagem pela RTP e, apesar de não ser brilhante ainda nos brindava com um Herman que, depois de se passar para outra estação se transformou. Ou porque o formato que nos quis dar já estava saturado, ou porque encontrou limitações que não conhecia até então, ou porque pintou o cabelo de loiro!
Será?!
Agora regressa, à RTP, mas com o cabelo loiro.
Tal como fechava a telenovela do Tal Canal, o Diário de Marilu: 'Que mais irá acontecer?

O Herman do antigamente, espero, quero...


E você Alberto? O que acha deste regresso?

Hoje


Hoje está a ser um dia fantástico... houvesse perfeição e o dia sê-lo-ia..
De manhãzinha, ainda esta eu a dar os últimos retoques à minha pessoa, toca a campainha: um ramo de flores lindo!
Amei o ramo, mas mais que tudo a surpresa... fosse o ramo um malmequer silvestre... a felicidade seria a mesma!
Não tinha uma surpresa ( eu normalmente desvendo as surpresas antes do tempo...) tão boa desde os meus seis anos, quando a minha mãe me ofereceu o meu primeiro relógio.
Tal como hoje, chorei, chorei de felicidade.
Obrigada amiga!

10 de Abril...

... é um dia diferente... aquele que só acontece uma vez no ano...


... a não ser que se nasça a 29 de Fevereiro, o que não foi o caso...

By the way, esta foto é de um blogue fantástico de bolos que apetece não comer... porque não apetece estragar...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Socialismo (Tirem 5 minutos para pensarem no assunto...)

(recebido por email...)


Um professor de economia na universidade Texas Tech disse que ele nunca chumbou um só aluno antes, mas tinha, uma vez, chumbado uma classe inteira. Esta classe em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e 'justo. 'O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiencia socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas em provas."Todas as notas seriam concedidas com base na média da classe, e, portanto seriam 'justas. ' Isso quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores...
Logo que a média das primeiras provas foi tirada, todos receberam 14. Quem estudou com dedicação ficou indignado, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado.Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que eles também se aproveitariam da media das notas. Portanto, agindo contra as suas tendências, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. Em resultado, a segunda média dos testes foi 10.

Ninguém gostou. Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5.
As notas não voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, buscas por culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela classe. A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar o resto da turma. Portanto, todos os alunos chumbaram... Para sua total surpresa.O professor explicou que a experiencia socialista tinha falhado porque ela fora baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes.
Preguiça e mágoas foi o seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiencia tinha começado.
"Quando a recompensa é grande", disse, o professor, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.
Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não batalharam por elas, então o fracasso é inevitável."

Hoje foi assim, diferente

E depois de um dia com algumas, muitas complicações no trabalho. Já passaram... amanhã há mais, concerteza, e piores. É que as de hoje já são passado.

Depois de ter encontrado um amigo de infância. Conhecemo-nos ainda na escola primária. Já não nos víamos há uns bons dez anos! Foi muito bom e engraçado, pois reconhecemo-nos logo... lindo!

Depois de ter andado a correr para ir ao dentista tirar os pontos do dente. Daqui nada a declarar. O ponto saiu, como sai o alinhavo de uma bainha: cortou a ponta, puxou e já está! Trinta segundos!

Finalmente encontramo-nos. Jantamos. Falamos, falamos e não dissemos nada!
Foi um jantar light de conversa, mas muito calórico em boa disposição, onde o prato principal foi a gargalhada.

O que comemos? Não interessa nada... foi como o que falamos... nada, pouquinho, nada de especial. Fica assim, tá?


E agora vou tentar dormir, o que vai ser difícil... estou enfartada... de gargalhada... de comida não!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Barcelona, contagem decrescente II

E como vou gostar de a revisitar... à Milà

Foto minha, Julho 2002 (digitalizada)

Hoje...

E hoje é dia de jantar de 'tias'.
E hoje está um fantástico dia de PRIMAVERA... finalmente.




Quinta, lugares cruzados III (Ilha deserta)


E de um desabafo daqueles que, infelizmente, têm sido frequentes da minha parte: 'Só me apetece fugir', o Alberto 'pegou' nele e deu o mote para o desafio desta Quinta-feira.
'Ilha Deserta', é o lugar.

'Ilha Deserta', lembra-me logo Robinson Crusoé, náufrago de Dafoe, que fez as minhas delícias de infância, primeiro em livro, depois em série televisiva que eu não perdia por nada.

E porque sempre que se fala numa ilha deserta, há-de surgir a imagem de uma porção de areia com um coqueiro no meio envolto numa água de um azul visto só em sonhos?!

Crescemos e o nosso imaginário perde distância da realidade. A ilha deserta passa a ter mais expressões: o mar azul tem tubarões, há o perigo de os cocos nos caírem na cabeça e não há 'Sexta-feira', o mítico nativo inseparável de Robison.
E chegamos ao dia em que, a nossa ilha deserta é não mais, que no meio de Nova York numa hora de ponta... a ilha de Manhattan.
É nesse sítio que pensamos quando o nosso querer vai para 'fugir para uma ilha deserta'.



Mas como:

Nenhum homem é uma ILHA isolada;
cada homem é uma partícula do CONTINENTE, uma parte da TERRA;
se um TORRÃO é arrastado para o MAR, a EUROPA fica diminuída, como se fosse um PROMONTÓRIO, como se fosse a CASA dos teus AMIGOS ou a TUA PRÓPRIA;
a MORTE de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do GÉNERO HUMANO.
E por isso não perguntes por quem os SINOS dobram;
eles dobram por TI
- John Donne

E você Alberto para que ilha deserta fugia?

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Barcelona, contagem decrescente VI

Check in feito.
Bilhetes emitidos.
Bilhetes impressos.




... e hotel dos focinhos tratado...

Foto minha, Jilho 2002 (digitalizada)

Barcelona, contagem decrescente

E é já este mês, que vou revisitar uma das cidades onde mais gostei de estar: Barcelona.
Era rapariga para viver lá. Uns tempos lá vinham mesmo a calhar.
Fico-me pelos 4 (efémeros que prevejo), dias.

E até lá, vou recordando as fotos que tirei em 2002, ainda em película, entretanto digitalizadas.
Já sabem, até ao dia 21, vai ser uma 'injecção' de Barcelona... depois do dia 21... uma injecção de Barcelona.

Foto Minha, Julho 2002 (digitalizada)

Amizade


Incrivel a mutação que algumas palavras sofrem ao longo das nossas vidas.

Ultimamente AMIZADE, tem-se compactado e refinado.


AMIZADES reforçadas. Desamizades reveladas, que nem o Facebook, fruto dos tempos modernos.


terça-feira, 6 de abril de 2010

Notícia: 79 mortos no pior temporal da história do Rio de Janeiro

Definitivamente, este é o ano do desassossego para o continente americano.
Amigos desse lado do
Atlântico, digam-me que estão bem.


Notícia Sapo:

6 de Abril de 2010, 18:25
As fortes chuvas que caem sobre o Estado do Rio de Janeiro já provocaram 79 mortos, e o número deve subir. O presidente Lula da Silva fez hoje um apelo para que pessoas que moram em áreas de risco no Estado do Rio deixem as suas casas .


Já subiu para 79 o número de vítimas mortais na sequências das fortes chuvas que cairam no Rio de Janeiro.

Ao jornal O Globo, Sérgio Côrtes disse ainda que oito bombeiros ficaram gravemente feridos durante o resgate de vítimas em Niterói, onde mais de 30 pessoas perderam a vida.

O presidente Lula da Silva fez hoje um apelo para que pessoas que moram em áreas de risco no Estado do Rio deixem as suas casas o mais rapidamente possível e esperem que a a chuva passe para terem noção dos danos provocados.

A maioria das mortes ocorreu por causa de deslizamentos de terra em bairros pobres localizados em encostas dos morros que rodeiam a cidade do Rio de Janeiro.

Na favela da Mangueira, zona norte do Rio, imagens aéreas exibidas por canais de televisão mostravam os moradores a pedir socorro junto a casas degradadas que estavam à beira do colapso após um grande deslizamento de terra.

"Estas pessoas estão a cometer quase um suicídio, é uma irresponsabilidade que permaneçam ali", afirmou o governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, à TV Globo.

Cabral pediu às pessoas que procurem abrigo nas casas de familiares ou noutros locais seguros da cidade.

O presidente da Câmara do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, recomendou aos habitantes que evitem sair de casa ou tentar chegar ao centro da cidade, já que os principais túneis que ligam as zonas norte e sul estão inundados e bloqueados por carros.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de efectuar obras na cidade que será sede dos Jogos Olímpicos de 2016 para atenuar os efeitos das chuvas, ele disse que "dificilmente uma obra resolva" em situações como a actual.

Desde a noite de ontem muitos carros foram abandonados nas ruas, submersos, e alguns motoristas permaneceram presos em gigantescos engarrafamentos.

Os aeroportos Santos Dumont e internacional do Galeão também foram fechados por várias horas.

A previsão do tempo é de mais chuvas para as próximas horas, com grande risco de deslizamentos de terra, de acordo com a Climatempo. Alguns bairros do Rio registaram mais 200 mm de chuva em apenas algumas horas.

Terça, Flashback II (Primavera)

E porque este ano, não fosse o calendário ( e uns raios de sol menos timidos esta manhã), ninguém diria que estamos na Primavera.
Enquanto o S. Pedro teimar m 'boicotar' o trabalho da Primavera, esta luz, seráfará parte do album de recordações...

Hoje está um dia lindo! Digno da nossa PrimaVera, que já está a caminho... chega daqui a uma semana.
O mais certo, mesmo é o Sr Inverno querer fazer braço de fero com ela, quando ela chegar, ele não querer ir embora e presentear-nos com uma temperaturas baixinhas e uma pinceladas cinzentas no Céu! E se estiver de mau humor, ainda nos brinda com umas chuveiradas!

Mas não vamos sofrer por antecipação e hoje o dia está lindo.
Acabei de abrir a minha janela e tenho esta bela paisagem.



A glicínia, a anunciar o quanto a Páscoa está perto,
a lanterna japonesa e as azáleas.

Todas em flor.
Lindas!

O canteiro da tulipas.
Todas diferentes, todas igualmente lindas!

A Cerejeira.
Sem palavras!


A chegar todos os dias de noite, nem me tinha apercebido do belo quadro que se pintou no meu jardim no espaço de uma semana!


E você Alberto, qual é o seu Flashback desta Terça?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Foguetes


Eu e os focinhos estamos à beira de um ataque de nervos... foguetes a norte, foguetes a sul, foguete em todos os pontos cardeais...
Parece uma desgarrada, mas de foguetes.
Que exagero!
Párem com isso. Quae piada tem isto?

domingo, 4 de abril de 2010

Domingo de Páscoa



Soleiras floridas, portas abertas , vários grupos de pessoas com as cruzes (Compasso) a saltar de casa em casa, salvas de foguetes vindas de todas as direcções e... animais, cães principalmente, desorientados a atravessarem-se na frente dos carros, tal era o pânico.

Cá os meus focinhos, estavam de tal modo stressados, que nem os ossinhos fumados que lhes comprei os acalmaram.

'Caramba, como será que foi festejado este dia há (quase) 2000 anos? Naquela época não havia foguetes, ou havia?!'-mandei eu a pergunta para o ar, enquanto ia de carro com a minha Mãe.

'Não sei.'-respondeu ela, e usando um pouco do seu sentido de humor, continuou: 'Eu não estava lá. Mas olha que no dia em que tu nasceste, houve muitos foguetes, como hoje.'-continuou.


'Pudera, era Domingo de Páscoa, como hoje!-respondi.


(Sim nasci num Domingo de Páscoa. Calma, não faço anos hoje. Falta pouco, mas ainda não é hoje.)


Seguindo a conversa com o meu aniversário, e fazendo contas, a minha Mãe concluiu que, para além de não estar comigo nesse dia, só vai estar comigo em Maio!

Isto porque vai ela viajar primeiro, eu depois, e ela novamente...

Comentou ainda que o meu Pai quando se apercebeu, ficou um bocado desolado ( e voltou a falar do assunto ao almoço), mas que para ela, o não me ver no dia do aniversário era pouco relevante, relevante sim, seria estar tanto tempo sem me ver...


Eu e a minha Mãe, sobre datas festivas, temos uma opinião muito própria, que pode soar a frieza, mas é assim.

Não temos tradições com nenhuma data em especial. Connosco, somos contra aliás, as tradições de numa data ir a um sítio, comer um determinado prato, estar com alguém... não funciona!

As datas são assinaladas, quando achamos que o devemos fazer, sempre de formas diferentes, com as mesmas, ou outras pessoas, de acordo com as nossas vontades.


E isso é bom.

Não há o 'antigamente neste dia, estávamos com este, ou aquele', muito menos o hábito de nos juntarmos só porque é Páscoa, aniversário. Juntamo-nos sim, porque queremos, porque sentimos necessidade de estarmos juntos independentemente da data, dia e hora...


E, ironia do destino, os nascimentos na família são quase todos em datas que não se esquecem facilmente: Páscoa, dia de São Martinho, Carnaval...

Esclarecimento

O post relativo à rubrica de Sábado, devido a problemas de formatação, ficou incompleto: é regra a notícia ser publicada na integra no início do post e a fotografia, igual para os dois, ser colocada centrada no topo do post.
Correu mal.
A notícia não estava lá e a foto foi parar ao fundo do post.
Já está corrigido

Para quem já comentou não fiquem com o sentimento de que o post mudou quanto à essência depois do comentário... seria pouco ético. Não o fiz, claro.

sábado, 3 de abril de 2010

Sábado, última hora II (Vítimas de abusos nos EUA querem sentar Papa no banco dos réus)

A notícia que comento hoje foi publicada no site do jornal Público no dia 1 de Abril.
Com o título Vítimas de abusos nos EUA querem sentar Papa no banco dos réus, a o Público diz o seguinte:

O Vaticano está a preparar a defesa do Papa nos Estados Unidos, num caso em que três cidadãos do estado de Kentucky querem levá-lo ao banco dos réus.

A acusação é de negligência e encobrimento de abusos sexuais por padres, quando o actual chefe da Igreja Católica era cardeal e prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. É o primeiro caso em que vítimas procuram sentar directamente o Vaticano no banco dos réus, segundo o diário espanhol El País.
Os advogados do Vaticano defenderão, segundo documentos consultados pela Associated Press, que Bento XVI tem imunidade devido à sua condição de chefe de Estado, um argumento anteriormente aceite pela Justiça num caso no Texas, em 2005.

O defensor dos queixosos, William McMurray, citado pelo El País, considera que o argumento não é válido. “No caso do Texas, o Papa foi acusado directamente dos abusos. Este caso é diferente: é acusada uma pessoa, Joseph Ratzinger, de ter encoberto abusos e de ter protegido abusadores quando era cardeal e responsável pela supervisão dos bispos”.O advogado pretende que a acção se converta numa queixa colectiva de todas as vítimas de abuso sexual por sacerdotes nos EUA.

Entre os elementos de acusação, o advogado inclui o documento conhecido como Crimen Sollicitationis, emitido pela Congregação em 1962, no qual se assegura que os abusos pederastas estão protegidos pelo “segredo do Santo Ofício”. Os advogados do Papa defenderão que, na linguagem do Vaticano, este texto não recomenda expressamente aos bispos que não avisem as autoridades dos abusos sexuais.

O Vaticano argumentará também que os membros da Conferência Episcopal dos EUA não são assalariados da Cúria Romana e que, por isso, este não pode ser considerado como o responsável último pelas suas decisões.
Para Filippo di Giacomo, padre e especialista em direito canónico, a tentativa de incriminar directamente o Vaticano “é uma idiotice”. “A Igreja não é uma multinacional do tabaco. Não se pode acusar o Santo Padre dos delitos de alguns padres. Nós não somos seus empregados e ele não pode ser responsável por casos particulares. Cada bispo controla as suas dioceses”, disse, citado também pelo diário espanhol.


(...) o peso da dor nada tem que ver com a qualidade da dor. A dor é o que se sente. Nada mais. Desisto definitivamente de me iludir com a minha força de adulto sobre o peso de uma amargura infantil. Exactamente porque toda a vida que tive sempre se me representa investida da importância que em cada momento teve. Como se eu jamais tivesse envelhecido. Exactamente porque só é fútil e ingénua a infância dos outros - quando se não é já criança.
Excerto do romance 'Manhã Submersa', de 1953, adaptado para o cinema por Lauro António em 1980.

Enquanto lia a notícia escolhida pelo Alberto para tema de comentário, lembrei-me deste livro/filme. Lembrei-me que esta obra é o relato fiel do que se passava no nosso país nesta época: crianças pobres eram internadas em seminários em busca de melhor vida. Era uma vontade dos pais, que o conseguiam graças às influencias de pessoas abastadas da terra, que passavam a seus tutores. Essas crianças não tinham direito a opinião, apesar de ser o futuro delas que estava em jogo. Em muitos casos, quase todos, até os próprios pais deixavam de ter esses direitos, que passavam para os tutores a partir do momento em que eles conseguiam a admissão das crianças no seminário. Muitos desses menino, que nunca o foram, são os padres que temos hoje.
Meninos que não foram e homens que não pod
em ser. E tudo em troca de uma infância sem fome, de uma juventude sem ir para a guerra do ultramar (se bem que alguns foram) e uma existência sem vida própria.
Re-li a notícia. Enquanto a re-lia
vinham-me à memória também flashes de relatos de pessoas sobre instituições geridas pela igreja.
O caso de um colégio, famoso e caro, da cidade dos arcebispos, em que as crianças são sujeitas a regras severas e confrontadas com situações pouco adequadas aos nossos dias.
As meninas, e estou a falar de crianças até aos doze anos, não podem ir de mini-saia e os rapazes não podem ir de calças largas.
Quando as crianças não comem são ameaçadas com a chamada do director, um padre, que para dar o exemplo, por várias vezes, enfiou a comida pelas boca dentro das crianças. Para isso usou a técnica de lhes apertar o nariz para os obrigar a abrir a boca.
Essa instituição tem alunos internos, que ao ter os pais distantes, são vitimas de castigos ainda mais severos, dos quais só uma quota parte transpira para o exterior pela boca dos externos, que da 'missa não saberão a metade'.
De abusos sexuais não há relatos, mas os psicológicos são sabidos e ninguém faz nada. Os pais reclamam e a resposta, dada a grande procura que há pelo dito estabelecimento é:'A porta da rua é serventia da casa.'
Uma amiga minha tem dois sobrinhos adoptados. Essas crianças vieram de uma instituição, de padres, também, onde os castigos são pouco apropriados para crianças de 5 e 8 anos.
Quando a irmã dela os foi ver pela primeira vez, os meninos vestiam roupa apropriada para crianças com menos dois anos e tinham os dentes podres. Quando ela ganhou direitos de família de acolhimento de fim-de-semana, levou-os ao dentista. Foi advertida e avisada de que se o voltasse a fazer seria penalizada no processo de adopção. Assim as crianças tiveram de continuar com os dentes podres até serem adoptadas, dois anos depois!
Dos castigos relatados por eles, retive um que me impressionou particularmente: de joelhos, em cima da gravilha do recreio, a caminhar com as mãos a segurar os pés!
Volto a frisar: ambos são geridos por padres.
Lembro-me que quando tinha 11 anos e numa aula de religião moral perguntei ao professor, padre, porque é que os padres não casavam, a resposta foi: 'Porque não ganham o suficiente para sustentar uma família'.
Sem me dar por convencida ripostei:' MAs o senhor padre tem um carro igual ao do meu pai, tem uma empregada e vive numa casa da paróquia... e dá aulas aqui, logo ganha um ordenado.'
Calou-se e tentou convencer-me que ele era um caso especial e que nem todos os padres podiam dar aulas e a conversa ficou por ali. Não sei se porque a aula acabou ou se porque eu apaguei da minha memória os outros argumentos dele.
Da mesma paróquia e uns anos mais tarde, quando resolvi casar, tive que visitar o padre, outro já, para acertar pormenores relativos ao casamento. Fiquei surpreendida com a quantidade de fotografias de crianças que ele tinha no escritório dele. 'Que lindos bebés!', comentei. Apressou-se, e em vez de agradecer o elogio, a dizer que eram afilhados. 'Parabéns, são muito lindos.', rematei sem dizer mais nada. Afinal, quase, todos os padres têm muitos afilhados e todos os padres têm uma prima ou governanta a viver com eles, que por acaso, e só por acaso, são mães solteiras... de filhos de pais desconhecidos.
O padre da freguesia onde eu nasci, quando os meus pais eram solteiros, fugiu com uma rapariga da freguesia, amiga deles. Naquela época os jovens tinha a sua liberdade condicionada, mas se fossem para os grupos de jovens o para a catequese, o espírito de beatice das mães e avós, davam toda a liberdade.
Fugiram para França e pouco mais se soube so
bre eles.

Estou ainda a lembrar-me de uma figura do clero, falecida há pouco, que se fazia passear ora de Audi A6, ora de Mercedes pela cidade, tendo o últimos, dizem, sido oferta dos amigos aquando de um dos seu aniversários. Tinha muitos afilhados, esse também.
Estes homens, são na sua maioria homens que pagaram um preço muito alto pelo 'pão' da sua infância.
Trocaram 'pão' por amor, carinho, paixão... mulher, filhos, netos..
Ficaram sós, à sua mercê, num mundo só deles, numa luta constante entre o que queriam e o que podiam. Nada, afinal, lhe foi ensinado, a não ser '
Viver para Deus.', mas nem isso lhe foi passado da melhor forma. Não lhes disseram que, mesmo podendo viver para Deus, podem ser homens na mesma, ter um papel activo na sociedade e podem amar e ser amados.
Os que conseguiram lá chegar, são hoje bons homens, que vive e convivem com a sociedade, servem Deus tão bem, ou melhor que os outros e fazem muito pelo próximo. E são muitos, a sua maioria, acredito, quero acreditar.
Os que não chegaram lá, tornaram-se pessoas distantes, sem vida própria, egoístas que, por sabe-se lá porquê, porque estão zangados com a vida, talvez; fizeram de outros vitimas da sua frustração ( a palavra mais leve que encontrei..).

E agora ao ler o último parágrafo da notícia:
“A Igreja não é uma multinacional do tabaco. Não se pode acusar o Santo Padre dos delitos de alguns padres. Nós não somos seus empregados e ele não pode ser responsável por casos particulares. Cada bispo controla as suas dioceses”, disse, citado também pelo diário espanhol. "

Precisa de comentário?!


Como li
aqui:
A igreja trocou o cálice sagrado pelo cale-se sagrado.
E você, Alberto, o que acha desta notícia?

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Páscoa Feliz

Para todos os leitores e seguidores deste blogue, os que estão por perto e os que estão espalhados por esse mundo afora:

Uma Páscoa Feliz

Com muitas amêndoas... made in Portugal, de preferência. E estas as da Arcádia são do melhor....
... e Boas Férias para os sortudos . Posso ir convosco? Estou mesmo a precisar...

A saga do dentista continua...


E pronto, menos um dente. Hoje foi arrancado, depois de 3 doses de anestesia e ficar sem sentir a cara.
Pois, até parece mentira de 1 de Abril, mas é verdade.
O dente estava muito fragilizado e tinha um quisto na ponta da raíz.
Acho que o L. e a dentista estavam com mais medo que eu. O L. nem quis ver o dente e a dentista com medo que eu tivesse dores, coisa que não acontece muito.

Agora aqui estou eu, a líquidos e a ter que por gelo na cara.
Se doer tomar Brufen, o que não é nada bom para o meu estômago.
E pronto, o dente já era e daqui a uma semana é para tirar os pontos.
Esperemos que o meu organismo se porte bem e não ter dores... é que não me apetece nada passar a Páscoa com dores, muito menos com a cara inchada... a ver vamos.


Quinta, lugares cruzados II (Aeroporto)



O meu primeiro contacto com esta palavra foi aos quatro anos, quando os meus pais decidiram começar a comprar-me os 'livros da Anita' e, na tabacaria do Sr. Júlio, de entre muitos escolhi 'Anita de avião'. E que linda estava, aliás está, pois o livro ainda existe; na capa do livro de vestido vermelho e cabelo apanhado em pose de bailarina em frente de um avião.
Sei, lembro-me, que vim rua abaixo a folhear o livro e nessa noite não me deitei sem que a minha mãe mo lesse de fio a pavio.

Teria ainda quatro anos, ou até cinco, talvez, quando numas férias de Verão a caminho de Lisboa parámos na zona de Coimbra para visitar a 'filha do Sr Nunes'.
A 'filha do sr Nunes', vivia num sítio que eu nunca tinha visto igual. 'É um hangar', respondeu-me o meu pai, quando o questionei sobre que 'casa' era aquela com telhados redondos e cheia de aviões tão pequenos.
Pois, o marido da 'filha do Sr Nunes' era mecânico naquela base e a família viva numa casa junto à base. Ainda estivemos lá um bom bocado a falar com a senhora, pois ela tinha uma história muito recente e interessante para contar aos meus pais. Na altura só percebi que ela e os filhos tinham estado 'presos' dentro de um avião, enquanto uns 'ladrões' levavam um outro. Mais tarde, já depois da revolução dos cravos, percebi o que se tinha passado: um grupo de homens contra o regime tinha invadido a base, tinha prendido a senhora e os filhos e tinha roubado um avião para fugirem para o Brasil.

Até bem tarde, o meu contacto com aeroportos não passou daquelas manhãs de Domingo, em que quando voltávamos da praia, o meu pai fazia desvio pelo aeroporto para irmos ver os aviões aterrarem. Naquele tempo podia-se circular por (quase) todo o aeroporto e eu adorava, do terraço do aeroporto, ver o movimento dos aviões.
Com o passar do tempo e o apertar das normas de segurança, estas incursões pelo aeroporto deixaram de ser possíveis, para minha tristeza…
Quando terminei o meu curso, tive a minha primeira oportunidade de viajar de avião. Uma viagem curta, mas que seria o meu baptismo…
E foi assim, no aeroporto da Portela, que tive a minha primeira experiência com coisas como check-in, boarding, luggage… e não terá sido uma experiência muito real, pois tinhamos um operador a tratar de tudo.
O aeroporto da Portela, cheio, grande, enorme, comparado com o de Pedras Rubras, o único que conhecia à data e de há algumas obras atrás.

Quando chegamos a Las Palmas e o piloto informou que íamos aterrar, procurei, procuramos, o aeroporto. Nada, ou antes, quase nada! A pista confundia-se com a auto-estrada e o edifício era pouco maior que uma estação de comboio, e não falo de uma santa Apolónia, nem de uma Campanhã, sequer, mas sim de um apeadeiro. Sim, digamos que não era um aeroporto, mas sim um 'apeadeiro' para…aviões.

Um par de anos mais tarde, e algumas viagens pela Europa depois, o meu amigo Alberto veio ter comigo ao Porto e fomos passar o ano à Madeira. Estávamos em plena década de 90 e a pista era ainda, a pista de 800 m ( corrija-me Alberto se estou errada quanto ao comprimento da pista). Era Inverno e estava vento e frio. O avião começou a dar voltas à pista numa tentativa de aterrar. Claro que não me apercebi que o avião fazia abordagens à pista e abortava ( a nossa TAP pode ter muitos defeitos, mas lista não faz com toda a certeza, a competência dos pilotos, os melhores…). Depois de aterrar o comandante lá explicou que teve alguma dificuldade em aterrar porque ao flapes não estavam a actuar, devido a problemas de temperatura…
O aeroporto, esse mais uma vez nada tinha a ver com os aeroportos que entretanto conhecera, mas acabava por ter já ar de aeroporto com de tudo um pouco a que um aeroporto tem direito: restaurante, aluguer de viaturas, cafés… e praça de táxis, coisa que em Las Palmas não tinha!
O regresso foi de pouca espera no aeroporto. Foi de noite e o Alberto deixou-nos lá. Esperamos pouco tempo e como foi depois do jantar poucos serviços usamos. A decolagem, essa foi fantástica, das que eu mais gostei de todas que já fiz. Noite cerrada, céu estrelado, o avião em direcção ao mar, a pista a desaparecer e no último instante lança-se no ar… (ok chamem-me louca, mas que foi fantástico, foi).

Voltei à Madeira uns anos depois, já existia a pista nova. Se o edifício do aeroporto foi remodelado, não me lembro. Foi uma viagem muito atribulada, pois estava muito vento e tivemos muito tempo de espera, mas de uma espera em que nada se podia fazer, pois a qualquer momento embarcaríamos e regressaríamos a Lisboa, como veio a acontecer um bom par de horas depois da hora prevista.
E foi nessa noite que tive a minha primeira aventura num aeroporto. O 11 de Setembro era passado recente e os aeroportos eram alvo de segurança muito apertada. Quando chegamos à Portela ( o voo era por Lisboa), a ligação tinha-se perdido e não havia mais voos para o Porto naquela noite. Fomos parar a um hotel, pago pela TAP, depois de passar mais de três horas na fila de reclamações da TAP. Estavam mais de 300 pessoas na fila porque um avião já a caminho dos Estados Unidos tinha voltado para trás sem qualquer justificação e à chegada ao aeroporto só tinha sido dito aos passageiros para recolher a bagagem e dirigirem-se para o balcão de reclamações a fim de marcar novo voo e reservar hotel para aquela noite.

Nós não sabíamos da nossa bagagem.Tivemos ainda que ir procurá-la, onde nos foi dada como primeira resposta que já estava a caminho do Porto. 'Mas como está a caminho do Porto, se ela veio connosco?!', perguntamos. 'Pois é, então deve estar lá em baixo.' Pois o 'lá em baixo', implicou ir para mais uma fila e esperar que, no meio de milhares de malas, a nossa fosse encontrada. A alternativa era um kit de higiene: umas cuecas descartaveis, uma escova dos dentes, uma pasta dos dentes e uma escova do cabelo... tudo tamanho mini!
E optamos por esperar pela mala, por ir mais tarde para o hotel e usarmos a nossa roupinha.

E como esta, voltei mais tarde, a ter uma experiência semelhante. Desta vez foi em Paris, no Charles de Gaulle. Foi a minha primeira passagem por aquele aeroporto e, em trabalho, estava a caminho de Estugarda. Havia um forte nevão em Paris e o avião só teve autorização para sair do Porto muito depois da hora. Quando estávamos a aterra, fomos informados que o nosso voo de ligação estava quase a fechar o boarding e que por isso seríamos os primeiros a sair do avião e teríamos de correr.
Bem corremos, mas nada adiantou. Quando chegamos à porta de embarque, estava um funcionário da Air France a acabar de fechar a porta. Pedi-lhe para que a abrisse... a manga ainda estava ligada. 'Pardon, Madam, mais il est fermée.'. E enquanto abanava a porta, como a a provar que estava mesmo ia dizendo:'Regarde.'.
Bom, mais uma aventura, mais uma fila enorme, desta vez no balcão da Air France, ter de tratar das coisas em francês ( o meu francês naquela época andava um pouco enferrujado) e discussões e aventura semelhante à da Portela para recuperar a bagagem. Esperamos duas horas que a bagagem aparecesse e, ao contrário da TAP que nos mandou de táxi para um hotel quatro de quatro estrelas, a Air France mandou-nos para um hotel, onde o jantar era comida descongelada no micro-ondas; no autocarro que os funcionários do aeroporto usam para ir buscar os seus carros no final do dia!
Foi uma noite atribulada e muito cansativa, mas que mesmo assim ainda deu para diversão. Foi a noite da Soraia!

Durante um longo período de tempo tive de fazer viagens mensais para Paris. Sim, Paris... para além do aeroporto, o de Orly, estive no centro de Paris uma vez!
Neste aeroporto tive algumas aventuras engraçadas, que começou logo na primeira viagem, quando estava a entregar o voucher do carro de aluguer na locatária e aparece um 'armário' fardado e de metralhadora em punho e me começa a empurrar, a mim e às outras pessoa, enquanto polícias vedam a zona.
Já fora do aeroporto, e na fila, enorme, dos táxis, pergunto ao arrumador o que passava lá dentro, a resposta foi: 'Une valise oublier et pumm!', enquanto levantava os braços em arco...
Não foi a única vez que aconteceu. De uma outra, foi no regresso para o Porto. Tinha ido jantar ao restaurante que fica na outra ponto do aeroporto e quando regressava estavam a vedar a zona. Pedi para passa, mas não deixaram. Reclamei e disse que a minha bagagem já estava no porão e que se eu não fosse iam atrasar tudo. A resposta, acompanhada de um encolher de ombros foi:'Cést la vie... pas passer!'
E a parte caricata vem agora, e à custa disso fiquei a saber que os tectos dos aeroportos são muito resistentes. Tentamos ( eu estava com um colega de trabalho) sair pela porta mais próxima, para passar pela parte de fora do aeroporto... nada tinha militares. Tentamos passar pela parte traseira das lojas... encontramos o primeiro militar que nos barrou a passagem, que me deitou um olhar que quase me tombava para o lado, como que a dizer: 'És teimosa. Eu já não disse que...'.
Lembramo-nos de descer as escadas e ir pelo andar de baixo... vedado! Quando olhamos para a escada que dava para o andar de cima, essa não tinha fita e, nas barbas dos militares, subimos, passamos e descemos na próximo da sala de embarque. 'Pas problem!'.
E foi por pouco que não ficamos em terra!

Haveria outras histórias engraçadas para contar, como a dos croissants que trazia na mala e a funcionária que estava a verificar a bagagem, quis abrir a mala, porque não sabia o que era aquilo. Quando viu os croissants, comeu-os com os olhos, depois de dizer: 'Sont croissants!'

E a vez em que estava a tomar café no aeroporto de Frankfurt e um amigo meu estava a falar muito alto e muito mal. Mandei-o ter cuidado e a resposta foi que ninguém percebia. Mudou de ideias no minuto seguinte, quando toca um telemóvel e alguém atende em bom português!

Eu gosto de viajar de avião, gosto do movimento dos aeroportos, gosto de ver, e de, correr. Tenho sempre a sensação de que estou num rally papper à procura do enigma, neste caso da porta de embarque.

No único aeroporto em que isso não aconteceu foi no de Basileia. Um funcionário do aeroporto leva-nos até à sala de embarque, avisa-nos do aproximar da hora e andam outros funcionários a rodar pelas salas, ora a servir bebidas e bolos, ora a oferecer revistas dos mais variados temas. Revistas dentro do prazo, não revistas do mês ou semana anterior...

E foi minha a ideia de falar deste tema, porque estou cheiínha de saudades deste frenesim todo que este ambiente nos provoca.
Não vejo a hora de viajar para Barcelona... andar de avião e conhecer mais um aeroporto... e palpita-me que vai haver aventura.
Como diz uma amiga minha:'Viagem para ti sem aventura, não é viagem!'
Mas não tem mal, porque, e como diz o meu amigo Victor, meu companheiro de muitas viagens:' Ir contigo é seguro. Acaba sempre tudo bem e não há monotonia.!

E você Alberto, por que aeroportos anda você?
Adenda: O aeroporto da Madeira ttinha 1800 m e passou para 2800m. Correcção pedida, correcção feita.