quinta-feira, 6 de maio de 2010

Quinta, Lugares Cruzados VII (Cafés)

O tema escolhido para hoje, pelo Alberto, é Cafés.



Agrada-me o tema, concerteza!
E por onde começar? E como começar? E como acabar?
Lembro-me, em São Mamede de Infesta do Café Moçambique,. Um café enorme, daqueles onde entravamos e tínhamos dificuldade em avistar o balcão lá no fundo. Os empregados circulavam de casaco branco com botões dourados, sempre de bandeja na mão. Preso ao cinto traziam uma bolsa de couro sempre atestada de moedas. As notas, essas eram guardadas no bolso de trás das calças, pretas essas.
Dentro do café havia o quiosque do Sr Bento. O Sr Bento era também o contador e cobrador da água. Quando ele andava nas contagens e nas cobranças, quem estava no café era a Geninha, a filha.
A Geninha era uma rapariga muito singular. Gorducha, loira e sardenta. Vestida e maquilhada sempre a preceito, lá estava ela sentada num banco de madeira por detrás do balcão, de onde nem se levantava para atender os clientes. Do sítio onde estava, chegava ao tabaco, a todos os jornais e à máquina do totobolo.
Muitos homens, aos grandes frequentadores do café, olhavam para ela de soslaio, com um ar maroto, nos dias em que ela carregava no vermelho do baton e exagerava no decote. Mas ninguém dizia nada. Todos se conheciam, todos respeitavam o Sr Bento.
Ao fundo do café, numa porta ao lado do balcão, tinha escrito 'Sala de Bilhares'. Nunca lá entrei! Para além de não ser para a minha idade, o meu pai ficava-se sempre pelas mesas da entrada, depois de comprar os jornais e o maço de SG Gigante.
Apesar da sua enormidade, todos se conheciam, todos falavam entre si e, quando alguém não ia, já estavam os empregados a serem questionados sobre a ausência dessa pessoa.
E de que se falava naquele café?
Não sei. Não me lembro.
Tenho a imagem do meu pai sozinho lá sentado a ler o jornal e a fumar o SG Gigante. Tenho a imagem dos meus pais lá com outros casais, em que as mulheres se agrupavam de um lado a falar e os homens de outro, enquanto nós, as crianças andávamos a cirandar pelo café, obrigando muitas vezes os empregados a usarem dos seus dons malabaristicos para não mandarem as bandejas ao chão.
Um dia o café fechou para obras. E as obras deram lugar a encerramento, venda e... um super mercado, que mais tarde acabou nas mãos do Pingo Doce.
A Geninha foi trabalhar para a padaria Aliança e o Sr Bento dedicou-se só às contagens e cobranças da água.
Era o último grande café de São Mamede. O outro, o Libolo igualmente grande, não fechou, mas uma remodelação transformou-o em snack bar e limitou-o a meia dúzia de cadeiras.
Se do Moçambique pouco me lembro de conversas, do Libolo, já me lembro de o meu pai, já no pós 25 de Abril se reunir com os amigos do partido e de haver grandes movimentações politicas.
E estou a esquecer-me do Sol Poente, o café da Pedra Verde. Da época dos outros, só o comecei a frequentar no secundário. Houve um período em que a minha vida era feita naquela zona: a minha estabeleceu-se por lá e a minha escola ficava duzentos metros abaixo.
Nos intervalos vínhamos ao café lanchar e nos dias em que a minha mãe não tinha tempo de cozinhar, falava com a D. Maria da Luz, uma das donas e cozinheira, e ela preparava-me um almoço, fora dos pregos e dos cachorros.
O Sol Poente era de três irmãos que tinham regressado da Venezuela no final da década de sessenta e tinham investido as economias naquele café.
O Sr Tiago, desde que o café fora assaltado, fazia o turno da noite, dormia lá, ligava as máquinas e esperava que Sr Gil e a D. Maria da Luz chegassem por volta das oito horas.
Sim, porque naquele tempo, as máquinas não tinham programadores e tinham que ser ligadas um par de horas antes.
Passou a ser o meu café de eleição, onde ia, já sem os meus pais e onde m reunia com os meus amigos.
Muito namoros começaram e acabaram ali. Pelo meio alguns casamentos, troca de pares e muitas amizades feitas e desfeitas.
O café tinha duas salas. Numa reuniam-se os 'miúdos' e noutra os pais, pela conta de quem ficava a despesa.
Passavam-se noites de verão deliciosas naquele café. As vidraças abriam e ligava-se a uma esplanada onde no calor da conversa ficávamos até altas horas da noite.
Aquele café, realmente atravessou uma grande parte da minha vida, não em tempo, mas em intensidade.
Eu já não o frequento, mudei de cidade, mas tenho amigos que de ir lá pelo colo dos pais, agora já têm filhos a frequentarem a parte dos 'miúdos'.

Confesso que não sabia como começar e já não recordava estes cafés há muito.
Mas agora que os fui buscar ao fundo do baú, apeteceu-me um dia visitar o café Sol Poente, ou talvez não.

E você, Alberto, qual o seu café do de eleição?

quarta-feira, 5 de maio de 2010

E vai ter que ser...

E ontem foi um daqueles dias, que durante anos só aconteciam uma vez por ano.
Daqueles dias em que ir ao Porto não era motivo de alegria... o regressar foi de alívio, muitas vezes.
Esta rotina, de ir uma vez por ano ao Porto, era em Setembro, quando regressávamos de férias e a visão do L. era avaliada. Entre medir tensão ocular, avaliar visão ao longe, visão ao perto, tira lente, dilata, espera, mais umas gotinhas, mais uma espera e... finalmente deitar naquela cadeira de onde saem os veredictos, são duas horas de nervoso miudinho.
Já lhe disse que não adianta. as coisas já lá estão, a questão é ficar a sabê-las. Pois é o que dói. Até podemos saber, mas parece que só nos tomamos consciência delas quando as palavras nos entram pelo ouvido adentro!

E foi o que aconteceu algumas consultas atrás: 'L. tens catarata. Mais tarde ou mais cedo vais ter que operar. Tudo depende de como ela progredir.'
E nos últimos tempos o seu progresso foi galopante, a visão do L. passou de trinta para vinte por cento. A ajudar a danadinha está centrada, o que piora ainda mais a qualidade de vida do L..
Hoje decidiu. Vai operar à catarata... asap.

E riscos?- perguntou...
'Os de uma operação às cataratas... um em trinta mil.'-respondeu o médico.
E explicou ainda que a miopia já não era factor de risco, que a retina não corria riscos e que o grande risco estava mesmo nos 'um em trinta mil'... porque ele já não vê do outro olho!

E o medo é grande, eu sei e ele tem-no.
Eu também tenho medo, claro.
Mas não vou deixar que ele deixe pessimista, mesmo tendo passado por uma experiência, dupla, mal sucedida há 12 anos atrás, quando na sequência de um descolamento de retina ele perdeu a visão no outro olho.


Pensar positivo. E vai passar num instante.. e no fim vai querer ter feito há mais tempo... e vai deixar de usar lente de contacto... acabou a rotina do líquido, dos estojos, do encomenda lente, encomenda líquido...

terça-feira, 4 de maio de 2010

A minha Avó

É esta a mulher que me trouxe ao Mundo, num chuvoso Domingo de Páscoa. Dela tenho muitos genes, dos bons e dos maus. Uma mulher que não sabia viver no meio termo, o bom era muito bom e o mau, muito mau.

Nós somos mesmo assim.
Ela agora está lá em cima, a olhar por mim, como sempre o fez, mesmo quando longe, enquanto esteve cá por baixo.

E tudo me é tão mais fácil , sabendo disso... tudo se torna possível!

Adoro-te, velha teimosa!

Esta foto foi tirada no dia em que fez 91 anos!

O Pão em Selos II

Os CTT este ano decidiram emitir uma segunda emissão de selos dedicados ao pão.

Desta vez temos:
A Broa, variedade tão própria de Entre o Douro e Minho, retratada no selo de 0,32 c;
As Padas da Beira Litoral, nos selos de 0,47c;
A Broa de Avintes, que eu adoro, típica do Douro Litoral, está no selo de 0,68c;

E não podia faltar o Pão Alentejano (ai que saudades!), no selo de 0,80c.

Há ainda um bloco, um FDC, um FDCB e uma pagela.
Eu explico:
FDC: First Day Cover (Envelope com a série completa, carimbado com a data do dia da emissão)
FDCB: First Day Cover Block (Envelope com o bloco, carimbado com a data do dia da emissão)
Um probleminha, leia-se azelhice da bloguista de serviço, não permitiu que o Flashback de hoje fosse publicado à hora habitual.
Situação reposta, post publicado. Coitado jazia nas profundezas dos rascunhos...

Terça, Flashback VI ( Porto (Re)visitado, da Brasileira ao Magestic )

E porque sou uma apaixonada por café, cafés, chávenas de café e porque o Carlos do Crónicas do Rochedo dedica este mês aos cafés com a rubrica A Rua dos Cafés, aproveito para trazer ao blogue esta minha paixão, o café.
(Sobre o café também há uma surpresa preparada entre o Desvios e o Outras Escritas. É anterior ao lançamento do tema do Carlos, mas foi agendada para uma data mais tarde... coincidências Bloguistas, das boas...)


Il Cafè di Roma. Lê-se na vidraça da esquina do edifício, do edifício da Brasileira!
Esta foi a primeira, e única suponho a 'degenerar'. A de Braga, continua ela mesma depois de umas refrescantes obras na primavera passada. A de Lisboa, não conheço o suficiente para avaliar, mas pelo que diz o Alberto aqui, continua digna do seu nome.

Há muitos anos, quase três décadas, que este café deixou de ser um café. Na década de 80, depois de umas obras de remodelação, numa das partes a da direita da imagem, passou a ter um balcão, onde as pessoas tomavam o café de pé.






Esta parte, onde se vêm ainda as cadeiras antigas, era dedicada à restauração. No exterior, bem por baixo da pala, durante o verão tinha uma esplanada. Que bem se estava!


Depois acabou de vez, a Brasileira. E se no Imperial, ficou a águia à porta a lembrar a quem passa que um dia foi ali o café Imperial, da Brasileira ficou a pala e dois andares acima, já acusando o pasmar do tempo: 'O melhor café do mundo é o café da Brasileira'.
Agora já é tarde para saber!



Do outro lado da rua, bem na curva, tem o Teatro Sá da Bandeira. Não quis olhar para lá! Da forma que o vi há poucos meses atrás, não iria encontrar um bom cenário!

Queria tomar café. Decidi então subir a rua Passos Manuel, já não com a ideia no Magestic. Depois dos outros dois, decidi que tomaria o café no fórum FNAC ou mesmo mais acima no Via Catarina.
Quando cheguei ao cruzamento da Rua Santa Catarina com Passos Manuel, olhei para a esquerda.
Lá estava o Magestic. As pessoas sentadas na esplanada, os empregados a servirem às mesas. Tudo como antes. Nada de nomes sobrepostos, só mesmo o Magestic de sempre. Recente, mas já de um passado, só mesmo a esplanada, que não desilude.

Mesmo assim quis ir para o interior, sentar-me nos recentemente restaurados sofás de couro, apoiar os cotovelos nas mesas de mármore e olhar, olhar, olhar tudo em volta e rever cada pormenor.


E que bem me soube, este café, Delta, tomado numa chávena VA, no interior do Café Magestic.
Afinal nem tudo acabou!


(Fotos minhas, Agosto 2010)

Dia D

Hoje o dia vai ser diferente.
Tomar decisões sobre como continuar este caminho que há muito deixou de ter ponto de retorno.
Decidir os timmings e pensamento positivo, é o que resta... e não é fácil, acreditem.

... parar não é possível.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Não é o trabalho que cansa, mas a forma como o fazemos!

Bem, este post já o comecei a escrever umas poucas de vezes.
Ou porque o telefone tocou, ou porque tocaram à campainha, ou porque o L. chamou, parei e perdi o ritmo.
Ser interrompida quando estou a escrever é das piores coisas que me podem fazer. E não é só aqui, mesmo no trabalho quando estou a escrever um mero email, o toque do telefone destabiliza-me.

Não sei bem porquê, mas lembrei-me de um jogo que o meu avô fazia comigo às refeições.
O meu avô, ao contrário da minha avó, era uma pessoa muito calma e, uma vez mais ao contrário da D. Bina, era muito vagaroso.
O jogo, jogámo-lo a primeira vez era eu muito pequenina. A minha avó tinha-me posto o prato da comida à frente. Era muita comida, achava eu. 'Avó não consigo comer tudo. Dá muito trabalho!', disse eu.
'Sem trabalho não se faz nada', respondeu-me e deixou-me só com o meu avô, que sorriu e disse:' Claro que consegues. Eu vou ajudar-te.'.
Levantou-se, pegou num prato vazio e colocou uma porção da comida nesse prato. E disse:' E agora achas que esse bocado consegues?'
'Sim consigo.', respondi.
Uma das regras do jogo era eu não olhar para o outro prato e tentar adivinhar se já era a última dose.
No final, depois de ter comido tudo e ainda ter ficado com barriga para as uvas americanas da ramada lá de casa, perguntou-me:' Ficaste cansada?'
'Não', respondi.
'VÊs como conseguiste! Nem sempre é o trabalho que cansa, mas a forma como o fazemos!'
'Mas eu não estive a trabalhar, estive a comer...', adverti.

Não percebi a mensagem e o meu avô sabia disso. Sabia perfeitamente que uma criança de quatro anos não iria perceber que o que ele me queria dizer era muita coisa, mas sabia que as palavras e o 'jogo' iriam ficar gravados na minha memória e que eu iria decifrá-la ao longo da minha vida..
Ele tinha razão. Neste e em muitos outros jogos, a que mais tarde passei a chamar 'Jogos das moralidades'
Foram todos eles muito lúdicos.

Ele há cada uma...

'Em carteira de mulher nunca se encontra nada!'
Pois, e porque tem o seu lado verdadeiro, há uns mesas atrás resolvi comprar na Zara Home uma bolsa em tecido para guardar 'as coisas que nunca encontramos'.
Muito pratica. Já não demora tanto tempo a encontra as coisas e até podia mudar de carteira todos os dias, estivesse eu para aí virada!
Há uma semanas atrás ia eu, toda descontraída a entrar na Zara, quando o alarme começa a tocar. Recuo, o alarme cala-se, avanço toca. Era mesmo eu!
Veio a empregada ter comigo, e depois de várias tentativas: entra sem casaco, entra sem carteira, lá se viu que era a dita bolsa.
Simpaticamente, a rapariga desctivou o alarme e assunto encerrado. Pensava eu, e até já o tinha esquecido.
Hoje lembrai-me da pior maneira. Ao entrar numa outra loja, o alarme começou a tocar com uma vontade que pôs toda gente que passava nas redondezas a olhar...
Ea a bolsa, mais uma vez. E mais uma vez a rapariga da loja, da Woman Secret desta vez, simpaticamente desatou alarme. O ir é que a Zara Home fia mesmo em frente da Woman Secrt e furiosa como estava, não estive com meias medidas e fui reclamar.
E não é que a empregada que me atende, com a maior cara de pau, me diz que o assunto estava resolvida porque na outra loja o alarme tinha sido desactivado!
Disse-lhe que não, que queria o alarme dali para fora.
'Mas não sei qual é o seu problema. O alarme está desactivado e se tocar, as pessoas vêem logo que é disto e que não está a roubar nada!'
Como diria a minha amiga Pat, olhei para ela com o meu 'olhar à 31' disse-lhe: 'Eu quero o alarme daí para fora e é já!'
'Eu tiro, mas tenho que descoser a bolsa. É que isto vem assim de fábrica...'-respondeu-me.
'Sim, desde que cosa e novo, tudo bem!'-respondi.
'Não, tem que ficar descosido. Aqui não tenho com coser..'-cara de pau!
'Eu vou repetir: eu quero a bolsa sem o alarme. Se tem que descoser, cosa novamente, percebeu?- expliquei com calminha.
'Então tem que ir para a costureira e pode demorar três semanas. É que vai para Lisboa.'
'Pois em Braga não deve haver costureiras! Que seja! Eu daqui a três semanas, no dia 24 de Maio passo aqui para levantar a bolsa. Se não estiver aqui, avançamos para o livro de reclamações... e é para não ser já!'

E agora lá ando eu com a tralha toda espalhada na carteira e expectante sobre a 'cirurgia' a que a minha bolsinha vai ser sujeita.

Vamos lá esperar até ao dia 24...

domingo, 2 de maio de 2010

Dia da Mãe II

E porque as mães nos vêem sempre como os 'seus bebés'...

De Eugénio de Andrade:



No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;

ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...

Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade, in "Os Amantes Sem Dinheiro"

Dia da Mãe

Hoje (não) é o Dia da Mãe.
Já o disse aqui. A haver um Dia da Mãe será o 8 de Dezembro, o dia em para o qual na escola fazíamos os trabalhos para oferecer às mães. E não havia a treta de comprar prendas... eram os nossos trabalhinhos, sem o aparato dos de agora.
Muitas vezes era um simples postal feito por nós, que nem o primeiro que fiz à minha Mãe depois de aprender a ler e escrever, que dizia:

Com três letrinhas apenas
Se escreve esta palavra pequenina,
a maior que o Mundo tem:
MÃE

Há algo melhor? Seria inventar a roda!
Hoje não comprei nada para a minha Mãe. Estive com ela e sei que para ela foi mais que suficiente.
... Dia da Mãe, é todos os dias.
Um feliz dia para todas as mães. Um bem-haja para todas elas.

sábado, 1 de maio de 2010

Sábado, última hora VI (Subsídio de férias pago em certificados de aforro. Concorda?)


Apesar de termos combinado evitar falar de política, não resisti a propor esta notícia.

Subsídio de férias pago em certificados de aforro. Concorda?

O PSD está disponível para discutir com o Governo a possibilidade de se pagar o 13º mês dos funcionários públicos em títulos de dívida pública. Ou seja, em vez de receberem subsídio de férias em dinheiro, os funcionários receberiam certificados de aforro.

A ideia não é nova e até já foi usada nos anos 80 por imposição do Fundo Monetário Internacional. Mário Soares era então primeiro-ministro e tinha Ernâni Lopes ao seu lado na pasta das Finanças.

Veja aqui a reportagem

Quase 30 anos depois, a ideia de pagar o subsídio de férias com certificados de aforro volta a estar em cima da mesa. Alguns economistas, como Silva Lopes, já a defenderam e o líder do PSD não põe a hipótese de lado.

Mas para o Governo, pagar o décimo terceiro mês com títulos da dívida pública não é solução. Se o executivo viesse a adoptar esta medida o dinheiro era retirado dos salários mas teria que ser gasto na mesma para comprar os certificados de aforro.

A medida não ia ajudar por isso a reduzir o défice, e poderia funcionar apenas como uma forma de financiamento, já que os funcionários públicos se tornariam credores do Estado.


Não, definitivamente NÃO!
Eu NÃO prescindo do meu salário e dos meus subsídios para 'salvar' uma causa onde nem todos estão empenhados em fazê-lo. Ainda mais fazendo parte desses 'nem todos', os mais ricos, os que mais ganham, os que mais fogem a impostos, os que mais prémios e regalias continuam a ter!
Esse senhores que têm o deles garantido, que para além de auferirem altos salários ainda têm tudo e mais alguma coisa paga, coisa que se eu quero usufruir tenho que PAGAR, tais como férias, carro, estadias, viagens...
Ai são luxos?! Pensarão alguns. Pois, mas será para todos e todos deveriam ter direito a, depois de doze meses de trabalho terem dinheiro, o SUBSÍDIO, para descansarem, passear com a família e conhecerem outras paragens... é cultura! Se bem que alguns enfiam-se em apartamentos junto à praia algures entre o Alentejo e o Algarve e pouco fazem para além das idas à praia... mas isso é problema deles. É o dinheiro deles, a vida deles e estão a fazê-lo com o fruto do trabalho deles!
Pois, porque depois disso os que seriam vistos por lá, seria,m aqueles de que falei no início, os 'nem todos', que haveriam de continuar a ganhar o salário minímo... e estariam ali num hotel de quatro ou cinco estrelas... em representação da empresa de que são proprietários. E ainda teriam a lata de dizer: 'Este ano não fui para fora... é a crise.'
Senhores como estes conheço-os bem!
Quando andava na universidade, havia meninos que chegavam às aulas em altas bombas, viviam em aparatamentos próprios, dos quais estavam a pagar o crédito... e para ajudar alugavam os quartos a colegas.
Esses meninos estavam isentos de pagar propinas porque eram trabalhadores-estudantes. Coitados, trabalhavam na empresa dos pais e ganhavam o salário minímo!
Eu, com um pai trabalhador por conta de outrem, como eu sou agora; pagava propinas, ia para as aulas a pé ou de transporte público e se quis estudar tive que me limitar à cidade do Porto... não havia dinheiro para pagar estadias fora!
Chamem-me egoísta, digam que sou uma privilegiada por ter emprego, por ter os salários em dia e até por ter tido um aumento (esmola) de salário.
Ok, mas até quando? E durante quanto tempo?
E os outros? Com 'tachos' vitalícios, com altos remunerações, nem sabem quanto custa a revisão de um carros, uma refeição num restaurante, um jogo de pneus para o carro.
Ok, mais uma vez, ainda sou priviligiada. Ainda posso ir ao restaurante, ainda posso ir de férias, ainda posso andar de carro, ainda posso pagar o empréstimo da minha casa.
E quando eu não puder? Alguém me vai dar certificados?
E se eu não fizer isso? E se todos nos retrairmos a jantar fora, ir de férias, comprar roupas, calçado, livros, discos... quantos mais não ficarão sem emprego?
Enquanto eu puder faço-o. Com peso e medida, como sempre o fiz.
Mas NÃO MEXAM NO MEU BOLSO! É roubo!
E mais a mais já o fizeram antes, o povo sacrificou-se, os outros continuaram na mesma e voltamos ao mesmo!

E você Alberto, concorda com esta medida?

36 anos depois...

A imagem mantém-se.
Todos se conheciam, todos se saudavam... eram todos iguais... polícias, militares, operários, médicos...
Já ninguém se sentia perseguido, observado.
Já ninguém tinha medo de sorrir para o desconhecido do lado, que não tinham que estranhar...

Foi lindo aquele 1º de Maio.
Sem politica... só liberdade.

Nunca tinha visto o meu Pai tão feliz...

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Dia Internacional da Conservação dos Anfíbios

Sabiam que há o Dia Internacional da Conservação dos Anfíbios?
E que é hoje?Eu também não!
Ele há dias para tudo...

China inaugura a Expo 2010, a maior de todos os tempos


Depois dos Jogos Olímpicos de 2008, a China volta à ribalta com outro acontecimento a nível mundial: Expo 2010.
Abriu hoje, amanhã lá, já 01 de Maio na China e 30 de Abril no Oriente.
Apesar do Oriente não me entusiasmar, era rapariga para ir até lá... tenho até ao dia 31 de Outubro.
Com a promessa de que seria a maior de todos os tempos, os media já o noticiam.

Notícia daqui:
China inaugura a Expo 2010, a maior de todos os tempos



Dançarinos se apresentam na abertura da Expo 2010, em Xangai, na China, nesta sexta (30); evento dura seis meses e deve atrair 70 milhões de pessoas
A China inaugurou nesta sexta-feira (30) - manhã do dia 1º em Xangai - a Expo 2010, a maior exposição cultural, económica e tecnológica de todos os tempos. O evento, que vai de 1º de maio a 31 de Outubro, reúne 200 países e deve atrair mais de 70 milhões de visitantes.

A cerimonia de abertura marca o início de uma maratona de atracções que vão desde apresentações de música e dança até exibições de alta tecnologia. A Expo 2010 também será palco para debates e seminários sobre soluções de problemas urbanos.

(...)

Com a organização da Expo 2010, o governo chinês espera destacar ainda mais seu papel como líder mundial, bem como colocar em evidência a cidade de Xangai, uma das mais importantes do país.


Xangai testa fogos de artifício para abertura da Expo 2010, a maior exposição mundial de todos os tempos - (AFP)

TGiF: Rir é o melhor remédio

Um velho doutor que sempre trabalhara no meio rural, achou que tinha chegado a hora de se aposentar.
Ele encontrou um jovem médico para substituí-lo e sugeriu que ele o acompanhasse nas primeiras visitas domiciliares.
Numa casa uma mulher se queixou que lhe doía muito o estômago. O velho doutor respondeu-lhe:
- A causa provável é que você abusou de alguma fruta... Coma com mais moderação.
Quando eles saíram o jovem disse:
- O senhor nem examinou aquela mulher... Como conseguiu um diagnóstico assim tão rápido?
- Você notou que eu deixei cair o estetoscópio no chão?
- Quando me abaixei para apanhá-lo, notei que havia meia dúzia de cascas de mangas, ainda um pouco verdes, no balde do lixo. É provável que isso tenha causado as dores. Na próxima visita você se encarrega do exame.
- Que esperteza! Vou tentar empregar essa técnica.

Na casa seguinte, eles passam vários minutos falando com uma mulher ainda jovem. Ela se queixava de uma grande fadiga:
- Eu me sinto completamente sem forças...
O jovem doutor disse-lhe então:
- Você deu provavelmente muito de si para a igreja... Se reduzir essa actividade, talvez recupere um pouco de sua energia.
Assim que deixaram aquela casa, o velho doutor disse para o novo:
- O seu diagnóstico me surpreendeu... Como chegou à conclusão que aquela mulher se dava de corpo e alma aos trabalhos religiosos?
- Eu apliquei a mesma técnica que o senhor me indicou:
- Deixei cair o meu estetoscópio e, quando me abaixei para o apanhar, vi o padre debaixo da cama...!!!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

TAV/TGV

Chamam TAV ao TGV e não querem...


Quinta, Lugares Cruzados VI ( A Nossa Casa)


A nossa casa, poderá ter muitas conotações.
Será, no sentido lato, o nosso domicílio, o local onde vivemos. Fria, esta definição! Faz-nos sentir desprotegidos. Arrepia!

A nossa casa poderá ser a cidade, a vila, a rua, a casa que nos viu nascer, crescer.
A casa onde brincamos, onde namoramos e de onde saímos para formar um novo lar... a casa que nos abafou tantas lágrimas, risadas, nos protegeu das trovoadas, dos ventos e nos poupou ao frio.
O sítio, onde nos reunimos com os entes queridos para festejar o Natal, a Páscoa, aniversários. Onde esperamos por notícias, onde nos refugiamos quando estávamos mal, onde recuperamos energias, onde tomamos decisões sobre a nossa vida.

A nossa casa é o sítio onde podemos ter todas as nossas manifestações, sem ter que dar satisfações.
A nossa casa é o sítio onde nada nos acontece.
A nossa casa é o nosso porto de abrigo.

Muitas serão as nossas casas, os nossos lares. E usando frases feitas: ' A nossa casa é onde nos sentimos bem.'
Mas em todas elas vivemos a prazo. Começamos por uma pequenina, de onde temos de sair, porque já não cabemos: o ventre da nossa mãe. Esse é sem dúvida o melhor dos melhores. Aí não há preocupação, fome, medo, temporal que nos chegue. aí a nossa única preocupação e a de nos irmos moldando ao espaço e mesmo esse cresce connosco.

PAra muitos, esse será o único lar que conhecerão ao logo das suas vidas.
Nunca mais serão acarinhados, nunca mais serão aconchegados.

E muitos os têm que abandonar durante as suas vidas em busca da sobrevivência.

Emigram, ficam longe das famílias, não conseguem, não querem criar raízes, sentir o aconchego; e vivem da contagem do tempo que falta para o regresso ao lar, à casa que foram obrigados a abandonar.

Outro há, que cortam o cordão, que na desilusão do abandono contrariado, se afastam, rejeitam e lhes viram as costas, passando a viver amargurados com as recordações que se recusam também a partilhar e aceitar.

Todos os lares são temporários, tal como a nossa passagem por aqui. Tudo passa e nós passamos por tudo, até ao dia em que todos voltamos a ter uma casa, um lar.
Esse é vitalício, dizem.

E você, Alberto, onde fica a sua casa?

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Latas de refrigerantes...

Nas redondezas da Sagrada Família, este e outros rapazes, transformavam as latas de refrigerantes nestas peças, que vendiam a 2 euros.


Em cinco minutos uma lata era transformada nestas peças.

Sobrevivência e reciclagem, assim aliadas.

Frustração

Gosto de sapatos ( e roupas)  diferentes. Se bem que muitas delas não me atrevo a usar... mas estes sapatinhos até era capaz. Se calço estes.
Não...

... fosse terem azul a mais para o meu gosto e ter recebido uma esmola em vez de aumento de salário.

terça-feira, 27 de abril de 2010

ALA

Encontrei, por acaso, o blogue dele.
Se há pessoas com quem gostaria de falar, ele é uma delas.

Terça, Flashback V (Rir)

E porque há o IRS para preencher... o flashback desta semana...


Contexto sócio-político: Um primeiro ministro, chamado José Sócrates, que é acusado pela classe média de a chupar até ao tutano!

Um rapazito de 8 anos queria 100 euros e, para os obter, rezou durante duas semanas a Deus.
Como nada acontecia, resolveu mandar uma carta ao Todo Poderoso com o pedido.
Os CTT receberam uma carta dirigida a 'Deus - Portugal', e decidiram enviá-la para o Primeiro-Ministro.
José Sócrates ficou muito comovido com o pedido e resolveu mandar uma nota de 10 euros ao rapazito, pois achou que 100 euros, era muito dinheiro para uma criança daquela idade...
O rapazito recebeu os 10 euros e, imediatamente, escreveu uma carta a agradecer:'
Querido Deus: Muito obrigado por me mandar o dinheiro que Lhe pedi. No entanto, reparei que mo mandou através do Primeiro-Ministro José Sócrates, e como sempre, o filho da p... ficou com 90% do que era meu!!!'


E você Alberto, o que recorda hoje?

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Murro no estômago


'Aprender da pior forma.'- dizem, alguns, que faz bem, que é necessário.
Não sei, assim como não sei se levar murros no estômago, também será necessário.

Os pequeninos ainda se toleram, cócegas, chamemos-lhe. Incomodam, pensamos que são a pior coisa do Mundo, ficamos infelizes, de mal com tudo e com todos... queremos fugir... para uma ilha deserta.
De repente, sem saber de onde, nem como, muito menos porquê, a frio, sem anestesia, levamos um murro, que nos deixa completamente KO.

Ver os amigos, as pessoas de quem gostamos levar desses murros, também dói, dói muito, principalmente quando o que nos resta é esperar ao lado delas que a dor passe.

Ficar ali, ao lado, quietas, caladas!?
Talvez, mas se o que o outro lado quer é exactamente o contrário?

E dizer o quê? Palavras soltas, vãs? Não seria justo. Têm que ser sentidas, verdadeiras e medidas, muito bem medidas. Pensadas, trabalhadas e digeridas. O que não deve ser dito tem que ficar por dizer.

É difícil fazê-lo. Sentimo-nos incapazes de o fazer e muitas das vezes ficamos sem saber se o fizemos bem e na hora certa.

'Eu Amo você'... virou lugar comum, mas do fundo do coração, gosto muito de ti e não quero que sofras... e se tiver que ser estarei do teu lado.
Tu sabes que isto é para ti...
Estou aqui, tu sabes. Sempre, a qualquer hora, minuto.

Aniversário, o meu... ainda

Uma prenda, ainda de aniversário.

Os presentes continuam a aparecer...
E este continua aqui, junto das minhas andorinhas e vai ficar até ser pó.

... para meditar

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro a abrir um embrulho e começa a lamber os beiços a pensar na comida que haveria ali. Quando descobriu que afinal era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu para o pátio da fazenda e anunciou a todos os animais:
- Há uma ratoeira na casa, há uma ratoeira na casa !!
A galinha respondeu:
- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para osenhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O porco, enfadado por lhe terem interrompido a soneca disse:
- Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranquilo que o Sr. será lembrado nas minhas orações.
A vaca, por sua vez, ironizou:
- O quê ? Uma ratoeira ? Por acaso estou emperigo? Acho que não ! Você já viu o meu tamanho Sr. Rato?
O rato voltou para casa abatido, mas com a atenção redobrada para evitar a ratoeira. Naquela noite ouviu-se o barulho da ratoeira pegando a vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver se o rato tinha sido apanhado. No escuro, não viu que a ratoeira tinha pegado a cauda de umacobra venenosa que a picou ...
O fazendeiro levou-a imediatamente ao hospital, de onde regresou a arder em febre. Seguindo as instruções do médico, preparou uma canja de galinha. Pegou no cutelo e foi providenciar o ingrediente principal. ..
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou por falecer. Muita gente veio para o funeral e o fazendeiro viu-se obrigado a sacrificar a vaca, para alimentar todo aquele povo.
Espreitando pelo buraco da parede, o ratinho assistiu a todas estas cenas...
Na próxima vez que ouvir dizer que alguém está diante de um problema, não seja tão lesto a dizer que não é nada consigo. Lembre-se desta história...

Barcelona Avulso: mercado

Mercado


Paragem obrigatória

domingo, 25 de abril de 2010

25 de Abril: Os Cravos de Abril chegaram à China

Notícia RTP:

Cravos Vermelhos em Pequim

Pequim, 25 abr (lusa) - Estudantes de português da Universidade de Economia e Negócios Internacionais de Pequim (UIBE) ofereceram hoje cravos vermelhos aos colegas de outras universidades, numa celebração do 36º aniversário da revolução democrática em Portugal."O 25 de Abril (de 1974) é uma data muito importante para nós, portugueses, e na opinião de algumas pessoas, é mesmo mais importante que o Dia Nacional", explicou Sara Guimarães, professora da UIBE, que criou este ano letivo uma licenciatura em português.

É a quinta licenciatura do género na capital chinesa, cidade onde até há menos de uma década existia apenas um curso de português, ministrado na Universidade de Línguas Estrangeiras de Pequim (Beiwai).

25 de Abril


Que chatice! Um feriado ao Domingo!

Será este o comentário sobre o aniversário do dia que nos trouxe até aqui.


Para muitos, este dia tem o mesmo valor que o 1 de Dezembro, o 5 de Outubro: mais um feriado, que se é num Domingo, é uma chatice, se é à sexta ou à segunda 'fixe, fim-de-semana prolongado!' e se é à quinta ou à terça 'vamos fazer ponte, para ter 4 dias!'


Para outros continuarão a 'bater' bem lá no fundo as primeiras horas, que mais pareceram dias, daquele dia de 74.

Desses, uns, continuam a acreditar, outros nem por isso. Os créditos já há muito se perderam.

'Sinto-me defraudado.'- disse-me há dias alguém que viveu esses dias e os sentiu como recompensa de todos os em que arriscou a vida antes.


De volta

E como o que é bom acaba depressa, já estou em casa. Apesar de o aeroporto ficar longe da cidade, de o embarque mais parecer a entrada para a camioneta para o mercado, fiquei fã das low-cost.
Não há lugares marcados, mas as pessoas acabam por ser minimamente respeitadoras e se formos para o aeroporto com a mesma antecedência com que vamos para as outras, acabamos por arranjar bons lugares ( fui na 4ª fila e regressei na 7ª... quase 1ª classe!).O serviço de transporte entre o aeroporto e a cidade é oprimo. Está sincronizado com os voos e nos horários indica as horas a que temos de apanhar o autocarro em Barcelona para o nosso voo. O preço também não é nada de especial, tendo em conta a distância que é: 80 km por 10,50€. Aceitável. Claro que há coisas menos boas como não haver wifi no aeroporto, temos de ir a pé para o avião (esta parte para o L. torna-se problemática, principalmente se for de noite!), ou estarmos limitados na quantidade de bagagem.

E agora é pensar na próxima. Paris, Madrid, Londres... e porque não Bratislava?

Barcelona, sempre... daqui a 2 anos, porque não?
Agora há muitas coisas para arrumar e muita roupa para tratar... nem quero pensar.

sábado, 24 de abril de 2010

Sábado, Última Hora V (O Twitter tem sido uma armadilha fatal para os jornalistas", diz especialista

A notícia desta semana, levanta a questão da credibilidade das redes sociais...



20 de Abril de 2010, 21:25


O maior vulcão da Islândia, o Hekla, entrou em erupção nesta segunda-feira à tarde. A notícia é falsa. Surgiu ontem no Twitter e, em pouco tempo, já estava espalhada em toda a Web. Ao princípio da noite, o facto já tinha sido desmentido pelo Instituto de Meteorologia da Islândia.


Um erro da televisão pública do país que está na ordem do dia por ter fechado o espaço aéreo europeu com as cinzas do vulcão Eyjafjallajokull foi o que bastou para que a notícia de uma segunda erupção, a do Hekla, tenha sido divulgada no site de microblogging Twitter pelo utilizador @breakingnews.


De acordo com o Huffington Post, foram feitos mais de 600 retweets da mensagem original, que acabou por chegar aos meios de comunicação, como o site norte-americano da MSNBC ou o italiano Ansa. Uma hora depois o mesmo utilizador do Twitter desmentiu o acontecimento.


“Um pau de dois bicos”


“O Twitter tem sido uma armadilha fatal para os jornalistas”, diz ao SAPO Helder Bastos, professor de ciberjornalismo da Universidade do Porto. O especialista considera que o Twitter “é uma espécie de pau de dois bicos”. “É um fabuloso instrumento de breaking news mas pode ter um efeito boomerang para os jornalistas”, repara.


“A ferramenta nunca pode ser usada como fonte segura mas sim para dar dicas ao jornalista”, nota Helder Bastos, relembrando que já aconteceram casos semelhantes despoletados pelo Twitter, “como mortes de jogadores de futebol e actrizes”.


Antes mesmo do Twitter, os media online já enfrentavam o problemas de divulgação de falsas notícias por causa da necessidade de “serem os primeiros a divulgarem os acontecimentos sem antes confirmarem os factos e cruzarem as fontes”, sentencia o autor da tese de doutoramento “Ciberjornalistas em Portugal: Práticas, Papéis e Ética”.


O vulcão na Web


Em todo o mundo mais de seis milhões de passageiros foram afectados pela nuvem de cinzas do vulcão Eyjafjallajokull que entrou em erupção a 14 de Abril e há cinco dias está a provocar um cenário de caos principalmente no espaço aéreo europeu.

Nos meios de comunicação online encontram-se aplicações multimédia que explicam os pormenores da erupção, como esta infografia do Guardian, ou mostram imagens do acontecimento, como este vídeo da BBC ou esta galeria de fotos da SIC. O Libération fez ainda uma reportagem sobre a dificuldade de pronunciar o nome do vulcão.

E pois, já diz o ditado:' A cada ponto acrescenta-se um ponto'!

E claro que as redes sociais não iriam ser excepção, assim como não estarão fora do alcance dos boateiros!

Frases como: 'Na net tem..'; 'Se é assim deve estar na net...'. Pois estará concerteza, mas mais do que esperado, muitas vezes, e cada vez mais!

É cada vez mais frequente começar uma pesquisa com uma dúvida e acabá-la com um 'nó cego na cabeça', tal é o volume de informação e desinformação que lá se encontra!

O Twitter, o protagonista desta notícia será um exemplo disso. Afinal cada um pode dizer o que quiser, quando quiser de uma forma anónima ou não. Muitas vezes os registos são encobertos por nicknames, que protege o autor da informação e o faz sentir-se com plena liberdade para dizer o que bem lhe apetece...

O memso se passa no Facebook, nos blogues e em sites, onde consegue manter o anonimato sem necessidade de ser um génio da informática. Claro que há, e cada vez mais sofisticadas, ferramentas de detecção e localização, mas, e mais uma vez, voltando ao dito popular: 'Quando sai uma lei, arranja-se logo dez formas de fuga!'

Mas esta questão da informação falsa e, ou, adulterada pode ter consequências graves. Se os jornais, onde quem escreve tem que 'dar a cara', já só escrevem a verdade deles, tão bom será dar asas à imaginação debaixo da capa de um nickname!

E lembrei-me agora do quanto uma falsa noticia ou informação podem por um país em estado de sítio. Numa época em que a net era algo de muito distante, alguém um dia resolveu anunciar no rádio o fim do Mundo. Foram horas complicadas as seguintes... lembram-se??

E você Alberto, o que acha do Twitter ?

Barcelona Avulso: Rambla

Balanço do dia


sexta-feira, 23 de abril de 2010

Barcelona, Revisitada...Gaudi


E quando prevê que a obra esteja concluída?


Não sei, mas não interessa, o meu cliente, Deus, não tem pressa.

Barcelona, Revisitada... dia de San Jordi

Hoje Barcelona estava (ainda mais) fantástica.



Conta a lenda que, em terras chamadas de Capedónia naquela época, hoje Monblanc, havia um dragão que ameaçava o reino.
O povo, em troca de sossego decidiu todos os dias, sortear um habitante e entregá-lo ao dragão.
Um dia, saiu em sorteio a princesa, que apesar de muitos se oferecerem para ir no seu lugar, voluntáriamente se foi entregar ao dragão.
No momento em que o dragão se preparava para a devorar, apareceu San Jordi, que cravou a seua espada no coração do dragão e o matou.
Do sangue jorrado nasceu uma rosa.

Na Catalunha é costume, no dia de San Jordi, 23 de Abril, os homens oferecerem uma rosa à sua amada. As mulheres oferecem um livro aos homens.





Estimam as autoridades que se troquem seis milhões de rosas.


E hoje em Barcelona era tudo 'ainda mais': mais pessoas, mais animação, mais espectaculos, mais alegria... mais tudo.

E os vendedores de ocasião aparecem, usando as formas mais diversificadas de marketing.

E hoje valeu, ainda mais a pena ter cá voltado.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

23 de Abril, dia do livro

Estou curiosa quanto ao dia de amanhã. É o dia do livro e hoje a azáfama era grande com a montagem de tendas para livros.


Neste dia, 23 de Abril, é tradição as pessoas trocarem livros e flores na rua... a ver vamos.
Não quero perder...

Foto minha, Barcelona, Rambla, 21/04/2010

Barcelona Revisitada: Personagens

Aqui todos são diferentes sem o serem...



... e é por isso que eu gosto tanto desta cidade.

Quinta Lugares Cruzados V (Sala de Espera)


Sala de Espera: consultório, médico, doença, diagnóstico, sentença...
Não sei porquê, mas é sempre a primeira imagem quem me vem à mente perante 'sala de espera': o consultório médico, pessoas doentes em sofrimento, horas a fio à espra da consulta, a serem atendidas a conta-gotas, a entrar no consultório com dores fisicas e a saírem com uma dor maior ainda na alma...
Sim, é uma imagem dantesca, eu sei, mas que querem?
Esperamos por datas especiais, por partidas, chegadas, inícios, fins, notícias, pessoas, momentos... a vida afinal é feita de esperas.
Esperamos por, para, que e concluimos que afinal a nossa vida se desenrola numa sala de espera, onde esperamos pelo que um dia há-de chegar...
E espero acabar este post a tempo...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Barcelona, Revisitada

E depois, depois de incertezas, cá estou eu em Barcelona.

O dia já vai longo, pois levantei-me às 5 da manhã. Claro que sem reclamar. Fosse para trabalhar e ninguém me aturaria o resto do dia.
Para primeira viagem em low cost, correu muito bem. Fomos dos primeiros a embarcar, houve lugar para a bagagem e conseguimos vir num lugar, que em voos normais seria executiva... fila 4.
Se bem que viajar em low cost, é pouco diferente do que usar o expresso Porto-Braga, com a diferença de que durante todo o voo, a tripulação nos tenta vender de tudo, desde sandes, bebidas, perfumes e até cartões de telemóvel!

Eu, felizmente dormi quase a viagem toda... o L. é que ouviu.


Saímos do Porto com chuva e chegamos a Girona com sol.

O calor não é muito, mas também não se pede mais, senão andar a pé torna-se doloroso.

Entretanto já revisitamos a Sagrada Família, por fora. Visitar o interior reservamos para Sábado, dia do regresso.

Passamos a tarde na Rambla e na Praça d Catalunya. Sempre fantástica, aquela zona!



Tiramos fotos, muitas fotos e comemos uma salada de fruta deliciosa que compramos no mercado. São vendidas assim já preparadas, fresquinhas... deliciosas.

Claro que quem ler este blogue nos próximos dias já sabe que Barcelona é o tema do momento.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Barcelona, contagem decrescente XI

E tudo indica que amanhã, vou estar a tomar café aqui...

Terça, Flashback IV (O meu 25 de Abril de 1974)

E como temos à porta mais um aniversário da Revolução dos cravos, achei por bem nesta rubrica, recordar este post.


Estava sol, não tão quente como hoje, mas estava sol!
O dia começou como os outros: levantei-me, esperei pela minha amiguinha Paula no fundo das escadas do prédio e lá fomos nós para a escola.
Andávamos na segunda classe, sim porque naquela época era segunda classe que se dizia! Nessa época os meninos também iam para a escola sozinhos, esses eram livres, ao contrário de agora!

Bom, mas é daquele dia que estou a falar, na escola tudo normal, deu-se a matéria, fomos para o recreio, e é quando começa o burburinho...os pais a chegarem à escola, a levarem os meninos, as professoras também saírem...estranho, mas que se passa?Essa pergunta foi feita à professora que respondeu:
-Não se passa nada, o que tinha de se passar já passou e agora está tudo bem.
Os pais continuavam a ir buscar os meninos, até que da escola só a minha professorara lá estava com os poucos de nós que restavam. A professora era a mesma de sempre.
Com o argumento de que tinham ouvido no rádio, que algo se passava, por volta do meio-dia, os pais de um menino, do Victor, foram buscá-lo. Nesse momento, não sei porquê senti uma sensação de abandono. O pai da Paula já a tinha ido buscar e eu tinha-me aguentado, mas naquela altura... eu, que até era uma miúda de expressar pouco o que me ia na alma!Esse menino e o irmão ficavam de tarde em casa da D. Guilhermina... mais uma diferença, naquele tempo não havia ATL, havia as 'mestras' e os meninos que não tinham onde ficar porque os pais trabalhavam, iam para lá...eu também ia...e quanto eu gostava!
Então eu levantei-me e disse:-E eu, posso ir embora? Os meninos estão todos a ir e os meus pais não me vêm buscar?!
-Mas eles não têm de te vir buscar, a escola só acaba à uma e tu vais sozinha como o costume!-Respondeu a professora.
-Mas, Senhora professora, eu não posso ir já? O Victor também vai para a Senhora ( era assim que tratávamos a D. Guilhermina)!
-Se quiseres vai, mas não vejo necessidade!

Pronto e eu lá fui com eles, na 4L bordeux, ainda me lembro! Mais apreensiva que assustada. De facto, recordando aquele dia, não estava assustada, mas estava ansiosa por ver os meus pais! Não sei se a minha mãe me foi buscar mais cedo que o habitual ou não, sei sim que esperei uma eternidade com o queixo pousado no portão da casa da Senhora... Enquanto esperava, toda a gente que passava levava jornais e muitos deles liam-nos enquanto caminhavam, com se as notícias se desactualizassem antes de chegarem a casa. Também havia mais gente na rua que o habitual, penso eu! É que a partir de uma certa hora, aquele dia contou para a 'estatística da rotina': mais pessoas que o habitual na rua, os pais a irem buscar os meninos fora de horas, não se estudou, o Sr Chaves ( marido da Senhora) nervoso! Sim esse estava nervoso e esteve pouco tempo connosco na cave!
Às tantas, ao fundo da rua vejo um vulto, que pelo andar seria a minha mãe, sim porque ela também vinha a ler o jornal com umas passadas apressadas! Não é que eu não estivesse habituada a ver a minha mãe ler o jornal, mas na rua?! Estranho! Quando ela se aproximou, abraçou-me com um sorriso de orelha a orelha, sem largar o jornal, claro e eu perguntei-lhe:-Que se passa, mamã?
- Foi uma revolução. Quando chegarmos a casa a mãe explica. Peguei no jornal, era uma edição especial da tarde do JN, com poucas páginas, e na capa tinha uma fotografia de um tanque de guerra com militares em cima muito felizes.Peguei nas minhas coisas e lá fui eu para casa. Naquele dia não houve desenhos animados, era só notícias com imagens de militares, iguais à do jornal! Entretanto chega o meu pai, feliz da vida, esse não trazia o jornal, vinha carregado de jornais! Conhecendo-o como o conheço, nem precisava de ter essa imagem na minha memória, seria assim que o imaginava naquele dia! O telefone estava sempre ocupado, ou era o meu pai a telefonar ou alguém a telefonar-lhe... a campainha também esteve bastante concorrida com amigos nossos a passarem lá por casa! Não sei se me deitei mais cedo ou mais tarde que o habitual... nesta idade o tempo está ligado à ânsia e não ao relógio, quanto muito estaria à televisão, mas como a programação mudou completamente, não sei! Sei que no dia seguinte fui para a escola, e a rotina recomeçou... num país agora livre... os militares tinham-nos dado uma coisa que nós não sabemos, nem nunca soubemos valorizar!
Nem os que nasceram durante o estado novo nem os que nasceram num país livre... esse muito menos... e é por isso que agora os meninos não são livre num país dito livre... eu no fascismo, ia para a escola sozinha... os meninos de agora, não!Afinal onde está a liberdade?
O que é afinal LIBERDADE???????????????


( imagens tiradas da net)

E você, Alberto, para onde foram as suas recordações?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Barcelona, Contagem decrescente X (Europa Sete países reabrem espaço aéreo )

Poderei dizer que os deuses e os ventos estão a meu favor... acreditar e querer, palavras de ordem.

Segundo 0 Económico 19/04/10 10:45,


O vulcão islandês Eyjafjallajoekull provocou o caos no espaço aéreo europeu. Comunidade
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República Checa, Roménia, Croácia, Finlândia, Dinamarca, Noruega e Suécia são os países que vão hoje reabrir o seu espaço aéreo.
Segundo Bruxelas, apenas 30% dos voos previstos para hoje vão efectuar-se, depois de ontem terem sido canceladas 19 mil ligações (79%).
Uma enorme nuvem de cinzas emitidas por um vulcão da Islândia, que entrou em erupção na passada quarta-feira e que continua em actividade, tem estado a afectar o tráfego aéreo em todo o espaço europeu.
Segundo os meteorologistas, a nuvem de cinzas parece estar a dissipar-se e a deslocar-se para o Oceano Atlântico, em direcção ao Canadá.
República Checa: O espaço aéreo, fechado desde sexta-feira devido à nuvem de cinzas proveniente de um vulcão na Islândia, vai reabrir às 11 horas em Lisboa por um período de 48 horas.
Roménia: As autoridades aeronáuticas romenas reabriram hoje parte do espaço aéreo depois de ter estado encerrado dois dias devido às cinzas proveniente do vulcão islandês.
Finlândia, Dinamarca, Suécia e Noruega: aeroportos também vão reabrir durante o dia de hoje a horas diversas, mas temporariamente e com condicionamentos.
Croácia: as autoridades croatas anunciaram hoje ter reaberto aos voos a totalidade do espaço aéreo nacional, depois do encerramento total ou parcial durante o fim-de-semana.
Reino Unido: Já o espaço aéreo britânico continua encerrado até pelo menos às 19 horas de hoje, mas o Governo está a procurar soluções para conseguir fazer regressar os milhares de britânicos retidos no estrangeiro.

domingo, 18 de abril de 2010

Grande Noite: o jantar

E depois de me ter recomendado que ligasse o forno nos 200ºC por volta das 17h00, lá chegou ele equipado com todos os ingredientes para o maravilhoso jantar com que nos brindou.

Forno quente, foi preparar a carne, e colocá-la no forno.


E foi partir para o segundo prato: frango de caril.Caril caseiro, nada de pré-comprados e pão indiano.Os ingredientes a serem misturados no almofariz. O pormenor da curcuma, a base do caril...

A massa para o pão...

Mexer a carne, entretanto...

Esticar a massa do pão, depois de descansar...

Pois e falhou a foto do caril. No antes e depois, mas é que a partir de uma determinada hora a azáfama intensificou-se e a 'reportagem' abrandou.

E já todos à volta da mesa, e depois de a confecção do jantar ter sido 'regado' com umas 'minis', o brinde com um Aliança Bruto tinto.
Soberbo!



Há mais. Emoções, momentos lindos... importantes para mais tarde.