terça-feira, 18 de maio de 2010

Terça, Flashback VIII ( Os Bloguistas são Solitários?.. Ou a Blogosfera é Um Muro de Lamentações? )

Um ano e meio depois, quando se fala na morte anunciada dos blogues com a chegada do Facebook... esse sim, um muro de lamentações, o verdadeiro!



Num passado muito recente, mas que parece tão longínquo dada a velocidade com que a tecnologia tem vindo a evoluir; quando só havia jornais, rádios e televisões, e não havia blogosfera; quando alguém enviava um comentário para um desses orgãos de comunicação... era cá um orgulho ver a nossa carta publicada e comentada! Era uma sensação de ter sido 'ouvido'!

Agora, com a blogosfera, dos meus passeios, apercebo-me exactamente do contrário: as pessoas lêem e comentar, nada!
Raros são os posts que ultrapassam os 10 comentários, muito poucos são os que tem menos de cinco e 'sem comentários' são a sua maioria!
Mesmo os blogues mais conhecidos, é o caso do da Laurinda Alves, que tem visitas na ordem das 1000 visitas diárias, a percentagem de comentários é pequeníssima: 10/15 comentários... há casos pontuais em que tem 30/40... já vi 100, mas raramente.
Uma outra coisa de que me apercebi, é que os blogues de mulheres e visitados por mulheres, onde são relatadas as preocupações da mulher mãe, mulher esposa, mulher dona de casa, são os que atingem maior percentagem de comentários! Aí sim, já vi posts com cento e muitos comentários e em curto espaço de tempo!

É uma pena que as pessoas não aproveitem mais para 'dialogar' na blogosfera. Seria muito mais interessante, para além de estarem a perder a oportunidade que dantes não existia!
... e afinal termos com quem falar também precisa-se às vezes... não é só para quem falar...
... ou os Bloguistas são solitários?.. ou a Blogosfera é um muro de lamentações?

Contra mim falo, pois, tal como digo quando me apresento '
Como tenho mais para dizer do que os outros tem tempo para ouvir... aqui digo tudo que me apetece para quem souber ouvir!'

Barcelona Avulso: Parque Guel II

Conhecem?

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Barcelona Avulso: No dia de San Jordi



Foto minha, Barcelona, 23/04/2010)

Ataque


Ontem de manhã quando acedi ao blogue tinha 18 comentários novos!

Estranhei, e com razão. Foi um chinês que se lembrou de, em cantonês, chinês, ou algo semelhante; de colocar publicidade à sua actividade de venda de SW... pirata!

Descobri qual o conteúdo dos comentários (todos iguais) graças ao meu querido Google que tem um tradutor óptimo.


E feito isto, a partir de agora sempre que comentarem, passarão a receber a mensagem: 'Este comentário está sujeito a aprovação do proprietário do blogue'


E era só, por agora... uma boa semana.

Mais uma...

... prenda de aniversário (já distante...): uma (mais uma) chávena da VA. Linda.

Amei!Obrigada.

domingo, 16 de maio de 2010

Hoje...

... esteve um dia esplêndido com tudo o que há muito todos suspirávamos: sem chuva, sem nuvens, sem vento... só mesmo sol e calor.

Hoje...

(foto minha, Braga, 16/05/2010)

... a minha melhor amiga faz anos.... e passou o dia na cama doente cheia de dores.

Não é justo! O dia do aniversário devia ser diferente... pela positiva.
Fica boa depressa Amiga.
Adoro-te.

Viver no Campo

Quando há 6 anos decidimos sair do apartamento e vir para aqui viver, uma casa geminada, estava convicta de que ia encontrar sossego.
Como estava enganada!
Se no apartamento tinha barulhos de elevadores, portas de entrada a bater, e tacões de sete centímetros a bater constantemente na minha cabeça, aqui tenho:
Um vizinho que deve ter um fetiche por rebarbadeiras, berbequins, e associado a tudo isto, e para dar utilidade a todos estes apetrechos, quando está em casa, a vida dele é deitar paredes abaixo, levantar muros, furar paredes, trocar tijoleiras... enfim! E quando não é isso ainda resolve fazer uns biscates nos carros dos amigos e desempenar uns guarda-lamas e umas portas.
Isto à semana a partir das seis da tarde até... depois da hora permitida. Ao fim-de-semana, a toda a hora!
Agora, por exemplo, anda a cortar a relva...
Do outro lado tenho uns vizinhos com uns horários, diferentes dos meus e dos da maior parte da vizinhança: saem de casa depois do almoço, uns, depois do jantar , outros e chegam tipo quatro, cinco da manhã. Seria problema deles, não fosse a fritaria que fazem no silêncio da hora e do bater das portas. A ajudar a música vem sempre em altos berros.
A sorte é ao fim-de-semana, ou dormem, ou estão fora. É que nos poucos que passam em casa, a algazarra é tal que... pronto é de dia, estão na casa deles... paciência!

E não fica por aqui. O da frente, esse já ganhou para muita coisa, inclusivé trocar de carro umas poucas vezes desde que cá estamos. Nada contra, não fosse o não ter ganho para um motor para o portão da garagem, que faz uma barulheira infernal sempre abre e fecha. É que nem para um lubrificante deve ter havido dinheiro ainda... se bem que esta parte deve-se dever mais a discernimento e dois dedos de testa!

E há uma coisa que eu não percebo, e que já acontecia no apartamento: para que querem as pessoas as garagens? Será pra guarda lenha? Será para garrafeira?... ou para estender a roupa?
E que esta gente tem cá um (mau) hábito de deixar os carros na rua! E pronto, para quem quer entrar ou sair da garagem tem as manobras dificultadas!

E não fica por aqui. Esta terra está sempre em festa, se tivermos em conta que há foguetes todos os dias da semana! Ao fim-de-semana é de manhã à noite. À semana são mais contidos: é à noite, a horas de algumas pessoas já estarem deitadas!

E eu, faço barulho? Claro que também faço barulho. Claro que também tenho portas em casa, claro que também tenho relva para cortar e, claro, que só eu tenho dois cães que quando lhes dá para ladrar, ninguém os cala. Resta-me o descanso que são cães que dormem a noite toda e só ladram quando sentem ruídos estranhos. Já não ligam às chegadas tardias dos vizinhos, nem se juntam ao ladrar de outros cães das redondezas... verdadeira sinfonia!

E só mais uma coisinha: há recolha de lixo diária. Óptimo! Pois, não fosse recolha ser depois das onze da noite, com os homens do lixo a gritarem uns com os outros e a atirarem com os sacos do lixo para dentro do camião!
É que há pessoas que ainda não fazem selecção de lixo e o eco dos vidros a baterem na chapa do camião... ouve-se, pronto!
Por isso, nunca pensem que viver afastado da cidade traz sossego!

E agora vou acabar o almoço ao som de um cortador de relva, depois de ter acordado às sete da manhã com portas a bater!

Que sítio esossegado, diz quem cá vem! Ilusões!

sábado, 15 de maio de 2010

Sábado, última hora VIII (Concorrentes abrem guerra à Apple nos equipamentos e nos tribunais )

Esta semana é esta a notícia trazida a comentário:

A HTC processou a dona do iPhone e a Google vai lançar rival ao iPad.

Seja em que área for a Apple de Steve Jobs parece estar sempre a somar inimigos, desde os processos em tribunais a produtos concorrentes aos lançados pela tecnológica da maçã. A HTC avançou ontem com um processo em tribunal contra a dona do iPhone, em resposta a uma acção judicial interposta, em Março, pela Apple contra a fabricante do Taiwan.

A HTC alega, neste processo, que a Apple viola cinco das suas patentes e pede a suspensão nos Estados Unidos da venda do iPad, iPhone e iPad - os sucessos da tecnológica. Desta forma a HTC, que fabrica o telemóvel da Google, responde à tecnológica de Steve Jobs, que, em Março, acusou a fabricante do Taiwan de violar 20 das suas patentes em telemóveis com sistema operativo Google Android, em particular o Nexus One, considerado a resposta da Google ao iPhone.

Os processos e contra-processos já são uma realidade bem conhecida da Apple: a Cisco chegou a avançar com uma queixa contra a empresa, pela utilização indevida do nome iPhone. Contudo, a guerra contra a empresa de Steve Jobs também se joga ao nível dos equipamentos e sistemas operativos. Desde o lançamento do iPad (e já quando existiam rumores) que as tecnológicas se têm desdobrado em esforços para lançar os seus próprios ‘tablet'. O último anúncio veio da Google, que confirmou estar a desenvolver um ‘tablet' concorrente ao iPad.

Os rumores foram confirmados por Lowell McAdam , presidente-executivo da operadora Verizon Wireless, com quem a Google está a negociar o desenvolvimento do equipamento. O novo ‘tablet' rodará o Android, mas desconhecem-se outros pormenores, como o fabricante ou a data de lançamento.

A Google, que sempre esteve mais vocacionada no ‘software', com o sistema operativo Android, tem apostado no desenvolvimento de equipamento que já inclua o seu sistema operativo para evitar o progressivo crescimento da Apple.

O lançamento do Nexus One, telemóvel de marca própria, foi um sinal de que a Google não quer ficar de fora de um mercado que está a crescer. Em 2009, o Android conquistou uma quota de mercado de 4,1%, segundo dados da consultora IDC, um crescimento exponencial face a 2008. Já o sistema operativo da Apple, o Mac OS X, atingiu uma quota de 14,5%.

Não sei não, mas será que com estas 'invasões' de mercados não vai ser o consumidor quem vai penar?

Lembro-me que quando apareceu a Qteq (agora HTC) eu achei estranho e quando o L. quis comprar um telemóvel dessa marca, porque era o que tinha melhor performance, achei estranho. 'Tem sistema de navegação, o telefone é livre, tem uma agenda...', dizia-me ele para que eu ficasse convencida. O que é certo é que foi um óptimo telemóvel, que como todos depressa ficou obsoleto e agora jaz numa gaveta algures cá por casa?

Entretanto vou usando o gmail, vou cobiçando os equipamnetos da Apple e estou a escrever este post num Eee PC, que para aqui (ainda) não é chamado.



Barcelona Avulso: Parque Guel I

Eles também tocavam...

Sábado.

Com sol e 16ºC e sem chuva, (muito importante!)


Esperemos que sim.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A Semana chegou ao fim...

E a semana chegou ao fim.
Foi uma semana loooongaaaaa, com chuva, temperaturas baixas e muita movimentação.
A visão do L. piora de dia para dia, como que dizendo:' Opera, opera, tira-me esta catarata daqui...'. E o L. fez a vontade, decidiu e marcou a cirurgia: 27 de Maio, ainda sob confirmação.
É uma decisão difícil, mas a única. As cataratas são implacáveis e, umas mais lentamente que outras, vão tirando qualidade de vida a quem as tem, acabando por tirar o que de mais prezável temos na vida: a visão.
E foi por isso, penso eu, que o levou a marcar a operação. Cada vez são mais as sombras e menos as coisas e as pessoas que ele vê.
Sim, uma operação às cataratas é banal! Sim uma operação às cataratas tem uma taxa de sucesso enorme! Sim, mas a maioria das pessoas que operam as cataratas, fazem-no a um olho de cada vez (quando as têm nos dois olhos). E aí é que está o problema: o L. já só vê de um dos olhos!
Mas caramba, a taxa de sucesso é enorme e as pessoas que operam às cataratas nos dois olhos ficam a ver bem dos dois, porque não há-de ele ficar bem do único que tem? Seria crueldade a mais, seria carga negativa a mais!
Cada um de nós tem um Deus, nem que seja um 'Ai me Acuda' e eu tenho as minhas Estrelinhas lá em cima, em quem eu tenho muita fé, porque sei que Elas estão a olhar por mim e sei que vão fazer tudo correr bem.
Mas claro que Elas não podem fazer tudo sozinhas. Aqui é preciso pensar positivo e acreditar.
E eu acredito, quero acreditar e quero que ele acredite, que daqui a quinze dias já tudo passou e ele está feliz e...

... isto foi um desabafo. Não vou mais falar do assunto aqui. Não vamos fazer disto um muro de lamentações e vamos deixar as coisas nas mãos de quem sabe: das Estrelinhas e do médico.

E amanhã é Sábado, o tempo vai mudar e... não me saiu o euro milhões... ou será que sim? Vou ver e já volto...ou não.

Quanto custava reparar a capela do Bom Jesus em 1853

(clicar na imagem para ampliar...)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

E hoje mais um passo, o mais importante. Depois de o médico ter atestado que as análises e o electro-cardiograma estavam normais, foi telefonar para a clínica e marcar a cirurgia.
27 de Maio, ainda sob confirmação.

Tudo feito por ele e por iniciativa dele.
Agora vai ser um calvário até lá... e depois um calvário vai ser... ainda está no começo e já me dói a paciência... tantos são os ses pela negativa!

Haja paciência!

Como é que se chamam os filhos, gémeos, de um informático?

Quinta, Lugares Cruzados VIII ( Lisboa)

Lisboa: foi escolha minha;
Lisboa: capital de Portugal;
Lisboa: conheço mal, muito mal. Para mim (quase) sempre foi ponto de passagem ou paragem rápida. Conhecerei melhor algumas cidades europeias, mais distantes;
Lisboa: ponto de paragem todos os Verões para visitar os padrinhos;
Lisboa: ponto de paragem todos os Verões para visitar a Marquinhas;
Lisboa: ponto de paragem todos os Verões para visitar a família do (não no) jardim zoológico;
Lisboa: ponto de passagem para uma férias no Algarve;
Lisboa: ponto de passagem pela Portela para voos indisponíveis no Porto;
Lisboa: onde agora vou por motivos diferentes. Já não há padrinhos, já não há Marquinhas e o Jardim Zoológico já não é o de outrora... nem ele nem eu!
Lisboa: ponto de paragem no numero 7 da Portas de Santo Antão para visitar o que resta do legado do Padrinho. Sim o Padrinho é o senhor que tem o nome nas garrafas da Ginginha e do Eduardiño;
Lisboa: ponto de paragem no restaurante espanhol do Padrinho;
Lisboa: ponto de paragem no numero 14 da Travessa do Forno, para visitar a Marquinhas;
Lisboa: ponto de dormida no número 21 da Almirante Reis, casa do Padrinhos.

Mas tudo isto é passado fechado no baú das recordações.
Já não há Padrinhos, já não há Marquinhas, já há voos de todo e para todo o lado pelo Porto e já se vai para a margem Sul sem passar por Lisboa.

Que gosto de Lisboa. Que gosto de lá ir. E que gostava de conhecer mais para além da Ginginha das Portas de Santo Antão, da Pastelaria Suissa, da Praça da Figueira, da rua Augusta, do Terreiro do Paço, da Estação de Santa Apolónia, do Largo Martim Moniz...

Que gostava de calcorrear, que nem em tempos fazia pela Ribeira e ruas do Porto; os bairros de Alfama, da Bica...

Que se me partiu o coração num dia de Agosto da década de 80 quando o país acordou com a notícia de que o Chiado estava a arder. Nesse dia perdeu-se, irremediavelmente, como só o fogo sabe fazê-lo; todo um capitulo da história do país... e a imagem do António Silva, do Ribeirinho, da Milu, do Curado Ribeiro dos míticos filmes dos anos 40 invadiam os meus pensamentos.

Que apesar de tudo não gostava de ter a vida que a maioria dos seus habitantes ( não dizer lisboeta é propositado) têm?

Que não me imagino a levantar-me todos os dias às 5h30 da manhã, passar duas horas no carro para chegar ao trabalho e ainda ter que andar meia hora à procura de estacionamento...

Que também não me imagino a saltar entre comboio e barco como alternativa.

Que não me imagino a fazer o mesmo no final do dia e deitar-me exausta já noite adentro depois de mais um dia de sobrvivencia.

Que brevemente irei a Lisboa, a uma exposição filatélica.
Que irei de comboio e que aproveitarei para lá passar uns dias.

É que eu gosto de Lisboa.
Lisboa faz parte da minha história. Faz farte das emoções de infância, em que 'ir a Lisboa' deixava-me sem dormir na noite anterior, punha-me dentro de um carro mais de cinco horas por uma estrada nacional...

Que ir a Lisboa me deixava num estado em que voltaria a ficar perante a perspectiva de uma viagem... à China... ou Nova York...

E você Alberto? O que lhe diz Lisboa?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

terça-feira, 11 de maio de 2010

Barcelona Avulso: Rambla III

Terça, Flashback VII (Mãe, Pai, Avó, Marido, Colegas, Tudo e Nada! )

Há coisa, que mesmo previstas, quando acontece, achamos sempre que são depressa demais e ficamos com a sensação de estar num parque de diversões numa daquelas montanhas russas, que nos provoca todas as emoções, menos a que seria desejada num sítio destes: a diversão.
Nãome estou a divertir muito com os acontecimentos... nem agora, nem na época em que escrevi este post.

A minha Mãe igual a ela. A minha Avó, mesmo depois de partir, continua a ser uma pedra no sapato dela, por outros motivos, agora. Do, e com o meu Pai continua a rezingar. Ao colesterol alto, agora juntou os óculos com lentes progressivas às quais não se consegue adaptar e das quais já reclamou três vezes... que eu saiba! As conversas ao telefone sobre o mesmo... fosse uma gravação e ninguém percebia.
Os meus parceiros aqui da empresa continuam eles mesmos, as birras de criancinha ainda não passaram... e tenho dúvidas quanto a isso. É que nos adultos o mimo é directamente proporcional ao salário e à posição social. Dinheiro e posição, fá-los sentirem-se com o direito de (tentar) esmagar quem deles se acercar, da mesma forma que se espezinha um cigarro!
O marido esse, em luta com a razão e a emoção, para tomar uma decisão sobre uma operação que é inevitável. Ele já viu há muito, mas não quer ver. Entretanto o síndrome de Calimero instalou-se nele e quem tiver paciência que o ature... a ele e à mãe dele!
O banco, esse portou-se bem, aliás, não se portou mal. Há bancos a portarem-se bem? Claro que não!

E pronto, eu cá tento manter os meus níveis de razão, emoção, calma.
Está a ser difícil, mas como não é impossível, eu cá vou sobreviver... e depois disso hei-de viver... que é para o que se está por cá: para viver a vida!

E, como era isto um flash back, que deveria ter sido publicado Às 14h00, resta-me perguntar ao meu grande amigo:
E você Alberto, qual o seu Flashback desta Terça?
(como se eu já não soubesse! Atrasadinha...)


De repente parece que uma avalanche vai cair sobre mim!

A minha mãe com os nervos à flor da pele por causa da minha avó, o meu pai também uma pilha de nervos por ver a minha mãe neste estado.
Eu... ainda hoje tive de ouvir a mesma história pela enésima vez: a minha avó isto, o meu pai aquilo, e porque foi ao médico, e porque o colesterol está alto... mas demora a baixar... só lá para o Natal... ah mas no Domingo levo-te a carpete... já não é a castanha, é a floreada... mas lava-a tu aí com a máquina!

Tudo isto tal e qual assim, de rajada depois de um dia de cadela a aturar um grupo de pessoas que se dizem gestoras com altos cargos... pelo menos nos salários, a fazer birras de miúdo da escola! É tipicamente como a canalha da escola: é preciso algo, mas um não leva e o outro não vai buscar... um não pode e outro não tem temo... aqui há um terceiro que não concorda e um quarto que cruza os braços e não faz nada enquanto o problema não estiver resolvido!
É dose!

Ainda falta o marido que, com todas as limitações que tem, ainda se acha o maior e melhor da rua dele e faz, aliás tenta, os outros sentirem-se os seres mais insignificantes do planeta!
Depois temos os colegas da Alemanha que de manhã querem preto e à tarde já querem branco... no dia seguinte já não querem nada para no fim quererem tudo e mais alguma coisa! Ainda falta o banco que se lembrou de me descontar a mais 1000 euros num cheque que eu passei! Razão! Qual é o problema? Já não está reposta a situação?... Não se passou nada... foram só umas horas de preocupação e perdidas a resolver o problema!

Bom, respira fundo, conta até 10 e, só acontece o que tu quiseres que aconteça, não e? Pois assim seja: a tua mãe vai acalmar, o teu pai também, os senhores poderosos com birra de criança vão-se resolver e os teus colegas da alemães vão-se decidir... ao mais que não seja porque a Alemanha ganhou à Turquia... para grande tristeza minha!

A solução mesmo é serenidade e por o mundo a girara à nossa volta... tal como faz a D. Duluvina há 92 anos com grande sucesso! Haja saúde e... uma grande dose de serenidade... os nervos são maus conselheiros... não resolvem problemas... são mais um!

Ufa, esta foi de rajada... tipo telefonema da minha mãe... hoje estive com ela ao telefone 13 minutos ( que escândalo, já contabilizo o tempo que estou ao telefone com ela!) e pareceram 30! Ela está mesmo mal e eu sem paciência!

Como diria o meu amigo: Cést la vie, como diz o Alemão!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Parabéns Bono

Parabéns Sir Bono Vox.

50 anos, quem diria!?
(O Bono cá de casa também lhe deseja um Feliz Aniversário)

Bricolage

Segunda-feira, 8h20m... planeamento para toda a semana por água abaixo.



Vai ser uma semana de 'bricolage': puxa de um lado, encolhe do outro, adia esta tarefa, vai fazendo aquela e adianta mais uma... no fim alguma coisa há-de correr mal...

Não percebo como, sendo eu avessa a planos, 'embarquei' num trabalho que vive do planeamento! Vale-me a perspicácia e a rapidez de reacção, senão, não sei não... já estava no 'hotel' da circunvalação, vulgo Magalhães Lemos...

... e pensando bem, depois do choque, até é bem mais divertido assim... o trabalho tem que ser divertido!

Boa semana.


domingo, 9 de maio de 2010

RTP1: 41 minutos/ SIC: 41 minutos/ TVI: 46 minutos

Intervalo de mais de 10 minutos, e uma hora depois do começo do noticiário nas estações a que todos têm acesso, sendo uma delas sustentada com os meus impostos, também... como ia dizendo... a notícia continua a ser o Benfica ser campeão!

Os ministros da zona euro vão-se reunir de emergência, porque está tudo bem com o Euro, os aeroportos estão novamente fechados, o que é um grande rombo financeiro para a nossa, pouca, industria...

... mas isso não interessa nada!

Haja paciência!

sábado, 8 de maio de 2010

Sábado, última hora VII (Juíza vai as lágrimas ao libertar inocente que esteve 29 anos preso)

Hoje na rubrica 'Sábado, última hora', a notícia, publicada no IOL no dia 06/05, é:

Juíza vai as lágrimas ao libertar inocente que esteve 29 anos preso

  • Um homem passou 29 anos na cadeia e afinal estava inocente. O norte-americano Raymond Towler foi condenado por raptar e violar duas crianças, uma menina de 12 anos e um rapaz de 13. As análises de ADN vieram agora comprovar a inocência e Towler foi libertado esta quarta-feira, segundo informa a BBC.

Raymond Towler, de 52 anos, tinha sido condenado à prisão perpétua em 1981, quando tinha 24 anos e que trabalhava como. Numa audiência rápida, a juíza Eileen A. Gallagher, do tribunal do condado de Cuyahoga, lembrou os detalhes das acusações apresentadas: Towler teria atraído as crianças para a reserva de Rocky River, antes de violentá-las.

No entanto, graças à intervenção da organização não-governamental Ohio Innocence Project, que numa colaboração com o jornal americano Columbus Dispatch investiga centenas de condenações consideradas suspeitas, baseando-se em exames de ADN, ficou comprovado que o homem não é o violador das vítimas.


Antes de mais, a notícia está cortada.(... quando tinha 24 anos e que trabalhava como. Numa audiência rápida,... ). Já o disse aqui, no Desvios, talvez até mais que uma vez; antigamente, podíamos confiar piamente na ortografia e na gramática dos textos que eram publicados, tanto nos jornais, como nas revias ta. Hoje, infelizmente não! Desde aparecerem textos cortados, até dizerem que 'houveram' pessoas que...; há de tudo um pouco!.

Mas pronto, o senhor, trabalhava numa reserva e foi acusado de atrair criancinha para lá e violentá-las. Quem o acusou, foi o estado Norte americano a quem ele, uma vez trabalhador da dita reserva, pagava impostos e estava sujeito às leis.

Foi acusado, foi preso, esteve 29 anos na cadeia e ao fim de 29 anos, uma organização não governamental, surgiu, quem nem anjo-da-guarda e provou que afinal havia outro... ele não era o criminoso!

Entretanto o violador continuou a sua vididinha, de violador também, nunca terá sido descoberto e foram 29 anos sem retorno...

E ao ser apresentado à juíza, emociona-se ao declará-lo inocente. Ficamos sem saber se a juíza o fez porque se emocionou ao ver que um homem por um erro de justiça perdeu os melhores anos da vida dele na cadeia... ou porque foi ela quem o condenou 29 anos antes!

E isto é assim, não somos donos da nossa vida: somos condenados por um crime que não cometemos, morremos ou ficamos inválidos por um erro médico, em minutos perdemos os nossos haveres num incêndio, numa enxurrada...
Definitivamente não somos donos das nossas vidas!

E vocêAlberto? O que acha desta notícia?

Café Magestic

A propósito deste post, em especial para o Carlos, do Magestic deixo uma parte menos vista...



Barcelona Avulso: Rambla II




Foto minha (21/04/2010)
"When making your choices in life, do not forget to live."
Samuel Johnson

sexta-feira, 7 de maio de 2010

LIvro de Reclamações

Ultimamente tenho vindo a trazer ao de cima a minha veia de reclamona (existe a palavra?).
Em poucos dias tive diferentes experiências em lojas, todas elas do grupo Zara.

A primeira foi por causa de umas calças de ganga que descoseram. Fui reclamar e depois da história:'Não tem talão, mas devia ter!' (como se as calças não tivessem lá escarrapachada a marca e elas não soubessem de quando era aquele lote!); veio a solução: 'Vamos mandar para a costureira e na próxima terça-feira estão prontas.'.
Na terça-feira estavam pronta e quando me estavam a entregar as calças tiveram a lata de me pedir 2, 60 € pelo conserto!
'Estão a brincar comigo! Umas calças compradas há meia dúzia de das, descosem-se e ainda tenho que pagar, quando devia ter umas novas?!'
Veio a gerente. Pediu desculpa. Entregou-me as calças e lá vim feliz e contente (mais ou menos) da vida.

Depois foi a bolsa que a cada passo apitava nas lojas. As senhoras das lojas, simpaticamente desactivavam o alarme, mas, quando a história estava esquecida, lá vou eu descansadamente a entrar numa loja e o alarme a berrar.
Pois a ultima loja era mesmo em frente ao sítio onde tinha comprado a bolsa e zás, foi só entrar lá e reclamar.
Reclamação feita. Reclamação mal aceite. Bolsa em lugar incerto durante três semanas ou meses... a ver vamos!

Ecomo não há duas sem três, hoje foi por causa de uns chinelos que compre antes de ir para Barcelona. Não é que os chinelos rasgaram?
Fui reclamar. Enquanto me dirigia para a loja, o L., em tom de gozo , só dizia:' Vais ter cá um sorte! Nem tens o talão!'
Pois ele engoliu o que disse e eu ainda estou de boca aberta!
Mostrei os chinelos, disse que os comprei há duas semanas e que tinha rasgado. A empregada chamou outra, que olhou para eles, viu o número, foi à prateleira, pegou noutros, meteu-os numa saca nova, pediu desculpa pelo sucedido e ainda disse:'Estes parecem mais bem cosidos, mas se tiver problemas, é só ter o trabalho de cá vir...'
Três minutos. O L. ainda não tinha saído da loja e ainda com a empregadas a ouvirem (quase de certeza) e só dizia: 'A minha ala está parva!'

E pronto a mesma empresa com três pesos e três medidas!
Colheita de sangue e urina feitas.
Electro-cardiograma feito e relatório pronto.

Força, segurança, confiança, começam a faltar-lhe.
Os ses são cada vez mais e maiores.

Que isto passe depressa e que a operação seja marcada asap... antes que o pessimismo se sobreponha a todas as outras emoções...

'Falar é fácil', diz-me ele.
Eu sei, mas que fazer?
Acredito que NÃO vai correr mal.
Sei que será a diferença entre melhorar ou arruinar a qualidade de vida.
MAs também sei que se não fizer a operação a ruína virá lentamente em vez de num clique... a catarata não perdoa.

Minha Estrelinha, dá-me força, passa-me energias positivas.
Olha por mim, olha por ele, olha por nós.

Obrigada. Adoro-te.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Sor(rir): Geografia da Mulher... e do Homem

(recebido por email)
Geografia da Mulher:


Entre 18 e 25 anos, a mulher é como o Continente Africano: uma metade já foi descoberta e a outra metade esconde a beleza ainda selvagem e deltas férteis.


Entre 26 e 35, a mulher é como a América do Norte: moderna, desenvolvida, civilizada e aberta a negociações.


Entre 36 e 40, é como a Índia: muito quente, relaxada e consciente da sua própria beleza.


Entre 41 e 50, a mulher é como a França: suavemente envelhecida, mas ainda desejável de se visitar.


Entre 51 e 60, é como a Iugoslávia: perdeu a guerra, é atormentada por fantasmas do passado, mas empenha-se na reconstrução.


Entre 61 e 70, ela é como a Rússia: espaçosa, com fronteiras sem patrulha. A camada de neve oculta grandes tesouros.


Entre 71 e 80, a mulher é como a Mongólia: com um passado glorioso de conquistas, mas com poucas esperanças no futuro.


Depois dos 81, ela é como o Afeganistão: quase todos sabem onde está, mas ninguém quer ir até lá.

Geografia do Homem:


Entre os 15 e os 80 anos , o homem é como CUBA: governado por um só membro...

Quinta, Lugares Cruzados VII (Cafés)

O tema escolhido para hoje, pelo Alberto, é Cafés.



Agrada-me o tema, concerteza!
E por onde começar? E como começar? E como acabar?
Lembro-me, em São Mamede de Infesta do Café Moçambique,. Um café enorme, daqueles onde entravamos e tínhamos dificuldade em avistar o balcão lá no fundo. Os empregados circulavam de casaco branco com botões dourados, sempre de bandeja na mão. Preso ao cinto traziam uma bolsa de couro sempre atestada de moedas. As notas, essas eram guardadas no bolso de trás das calças, pretas essas.
Dentro do café havia o quiosque do Sr Bento. O Sr Bento era também o contador e cobrador da água. Quando ele andava nas contagens e nas cobranças, quem estava no café era a Geninha, a filha.
A Geninha era uma rapariga muito singular. Gorducha, loira e sardenta. Vestida e maquilhada sempre a preceito, lá estava ela sentada num banco de madeira por detrás do balcão, de onde nem se levantava para atender os clientes. Do sítio onde estava, chegava ao tabaco, a todos os jornais e à máquina do totobolo.
Muitos homens, aos grandes frequentadores do café, olhavam para ela de soslaio, com um ar maroto, nos dias em que ela carregava no vermelho do baton e exagerava no decote. Mas ninguém dizia nada. Todos se conheciam, todos respeitavam o Sr Bento.
Ao fundo do café, numa porta ao lado do balcão, tinha escrito 'Sala de Bilhares'. Nunca lá entrei! Para além de não ser para a minha idade, o meu pai ficava-se sempre pelas mesas da entrada, depois de comprar os jornais e o maço de SG Gigante.
Apesar da sua enormidade, todos se conheciam, todos falavam entre si e, quando alguém não ia, já estavam os empregados a serem questionados sobre a ausência dessa pessoa.
E de que se falava naquele café?
Não sei. Não me lembro.
Tenho a imagem do meu pai sozinho lá sentado a ler o jornal e a fumar o SG Gigante. Tenho a imagem dos meus pais lá com outros casais, em que as mulheres se agrupavam de um lado a falar e os homens de outro, enquanto nós, as crianças andávamos a cirandar pelo café, obrigando muitas vezes os empregados a usarem dos seus dons malabaristicos para não mandarem as bandejas ao chão.
Um dia o café fechou para obras. E as obras deram lugar a encerramento, venda e... um super mercado, que mais tarde acabou nas mãos do Pingo Doce.
A Geninha foi trabalhar para a padaria Aliança e o Sr Bento dedicou-se só às contagens e cobranças da água.
Era o último grande café de São Mamede. O outro, o Libolo igualmente grande, não fechou, mas uma remodelação transformou-o em snack bar e limitou-o a meia dúzia de cadeiras.
Se do Moçambique pouco me lembro de conversas, do Libolo, já me lembro de o meu pai, já no pós 25 de Abril se reunir com os amigos do partido e de haver grandes movimentações politicas.
E estou a esquecer-me do Sol Poente, o café da Pedra Verde. Da época dos outros, só o comecei a frequentar no secundário. Houve um período em que a minha vida era feita naquela zona: a minha estabeleceu-se por lá e a minha escola ficava duzentos metros abaixo.
Nos intervalos vínhamos ao café lanchar e nos dias em que a minha mãe não tinha tempo de cozinhar, falava com a D. Maria da Luz, uma das donas e cozinheira, e ela preparava-me um almoço, fora dos pregos e dos cachorros.
O Sol Poente era de três irmãos que tinham regressado da Venezuela no final da década de sessenta e tinham investido as economias naquele café.
O Sr Tiago, desde que o café fora assaltado, fazia o turno da noite, dormia lá, ligava as máquinas e esperava que Sr Gil e a D. Maria da Luz chegassem por volta das oito horas.
Sim, porque naquele tempo, as máquinas não tinham programadores e tinham que ser ligadas um par de horas antes.
Passou a ser o meu café de eleição, onde ia, já sem os meus pais e onde m reunia com os meus amigos.
Muito namoros começaram e acabaram ali. Pelo meio alguns casamentos, troca de pares e muitas amizades feitas e desfeitas.
O café tinha duas salas. Numa reuniam-se os 'miúdos' e noutra os pais, pela conta de quem ficava a despesa.
Passavam-se noites de verão deliciosas naquele café. As vidraças abriam e ligava-se a uma esplanada onde no calor da conversa ficávamos até altas horas da noite.
Aquele café, realmente atravessou uma grande parte da minha vida, não em tempo, mas em intensidade.
Eu já não o frequento, mudei de cidade, mas tenho amigos que de ir lá pelo colo dos pais, agora já têm filhos a frequentarem a parte dos 'miúdos'.

Confesso que não sabia como começar e já não recordava estes cafés há muito.
Mas agora que os fui buscar ao fundo do baú, apeteceu-me um dia visitar o café Sol Poente, ou talvez não.

E você, Alberto, qual o seu café do de eleição?

quarta-feira, 5 de maio de 2010

E vai ter que ser...

E ontem foi um daqueles dias, que durante anos só aconteciam uma vez por ano.
Daqueles dias em que ir ao Porto não era motivo de alegria... o regressar foi de alívio, muitas vezes.
Esta rotina, de ir uma vez por ano ao Porto, era em Setembro, quando regressávamos de férias e a visão do L. era avaliada. Entre medir tensão ocular, avaliar visão ao longe, visão ao perto, tira lente, dilata, espera, mais umas gotinhas, mais uma espera e... finalmente deitar naquela cadeira de onde saem os veredictos, são duas horas de nervoso miudinho.
Já lhe disse que não adianta. as coisas já lá estão, a questão é ficar a sabê-las. Pois é o que dói. Até podemos saber, mas parece que só nos tomamos consciência delas quando as palavras nos entram pelo ouvido adentro!

E foi o que aconteceu algumas consultas atrás: 'L. tens catarata. Mais tarde ou mais cedo vais ter que operar. Tudo depende de como ela progredir.'
E nos últimos tempos o seu progresso foi galopante, a visão do L. passou de trinta para vinte por cento. A ajudar a danadinha está centrada, o que piora ainda mais a qualidade de vida do L..
Hoje decidiu. Vai operar à catarata... asap.

E riscos?- perguntou...
'Os de uma operação às cataratas... um em trinta mil.'-respondeu o médico.
E explicou ainda que a miopia já não era factor de risco, que a retina não corria riscos e que o grande risco estava mesmo nos 'um em trinta mil'... porque ele já não vê do outro olho!

E o medo é grande, eu sei e ele tem-no.
Eu também tenho medo, claro.
Mas não vou deixar que ele deixe pessimista, mesmo tendo passado por uma experiência, dupla, mal sucedida há 12 anos atrás, quando na sequência de um descolamento de retina ele perdeu a visão no outro olho.


Pensar positivo. E vai passar num instante.. e no fim vai querer ter feito há mais tempo... e vai deixar de usar lente de contacto... acabou a rotina do líquido, dos estojos, do encomenda lente, encomenda líquido...

terça-feira, 4 de maio de 2010

A minha Avó

É esta a mulher que me trouxe ao Mundo, num chuvoso Domingo de Páscoa. Dela tenho muitos genes, dos bons e dos maus. Uma mulher que não sabia viver no meio termo, o bom era muito bom e o mau, muito mau.

Nós somos mesmo assim.
Ela agora está lá em cima, a olhar por mim, como sempre o fez, mesmo quando longe, enquanto esteve cá por baixo.

E tudo me é tão mais fácil , sabendo disso... tudo se torna possível!

Adoro-te, velha teimosa!

Esta foto foi tirada no dia em que fez 91 anos!

O Pão em Selos II

Os CTT este ano decidiram emitir uma segunda emissão de selos dedicados ao pão.

Desta vez temos:
A Broa, variedade tão própria de Entre o Douro e Minho, retratada no selo de 0,32 c;
As Padas da Beira Litoral, nos selos de 0,47c;
A Broa de Avintes, que eu adoro, típica do Douro Litoral, está no selo de 0,68c;

E não podia faltar o Pão Alentejano (ai que saudades!), no selo de 0,80c.

Há ainda um bloco, um FDC, um FDCB e uma pagela.
Eu explico:
FDC: First Day Cover (Envelope com a série completa, carimbado com a data do dia da emissão)
FDCB: First Day Cover Block (Envelope com o bloco, carimbado com a data do dia da emissão)
Um probleminha, leia-se azelhice da bloguista de serviço, não permitiu que o Flashback de hoje fosse publicado à hora habitual.
Situação reposta, post publicado. Coitado jazia nas profundezas dos rascunhos...

Terça, Flashback VI ( Porto (Re)visitado, da Brasileira ao Magestic )

E porque sou uma apaixonada por café, cafés, chávenas de café e porque o Carlos do Crónicas do Rochedo dedica este mês aos cafés com a rubrica A Rua dos Cafés, aproveito para trazer ao blogue esta minha paixão, o café.
(Sobre o café também há uma surpresa preparada entre o Desvios e o Outras Escritas. É anterior ao lançamento do tema do Carlos, mas foi agendada para uma data mais tarde... coincidências Bloguistas, das boas...)


Il Cafè di Roma. Lê-se na vidraça da esquina do edifício, do edifício da Brasileira!
Esta foi a primeira, e única suponho a 'degenerar'. A de Braga, continua ela mesma depois de umas refrescantes obras na primavera passada. A de Lisboa, não conheço o suficiente para avaliar, mas pelo que diz o Alberto aqui, continua digna do seu nome.

Há muitos anos, quase três décadas, que este café deixou de ser um café. Na década de 80, depois de umas obras de remodelação, numa das partes a da direita da imagem, passou a ter um balcão, onde as pessoas tomavam o café de pé.






Esta parte, onde se vêm ainda as cadeiras antigas, era dedicada à restauração. No exterior, bem por baixo da pala, durante o verão tinha uma esplanada. Que bem se estava!


Depois acabou de vez, a Brasileira. E se no Imperial, ficou a águia à porta a lembrar a quem passa que um dia foi ali o café Imperial, da Brasileira ficou a pala e dois andares acima, já acusando o pasmar do tempo: 'O melhor café do mundo é o café da Brasileira'.
Agora já é tarde para saber!



Do outro lado da rua, bem na curva, tem o Teatro Sá da Bandeira. Não quis olhar para lá! Da forma que o vi há poucos meses atrás, não iria encontrar um bom cenário!

Queria tomar café. Decidi então subir a rua Passos Manuel, já não com a ideia no Magestic. Depois dos outros dois, decidi que tomaria o café no fórum FNAC ou mesmo mais acima no Via Catarina.
Quando cheguei ao cruzamento da Rua Santa Catarina com Passos Manuel, olhei para a esquerda.
Lá estava o Magestic. As pessoas sentadas na esplanada, os empregados a servirem às mesas. Tudo como antes. Nada de nomes sobrepostos, só mesmo o Magestic de sempre. Recente, mas já de um passado, só mesmo a esplanada, que não desilude.

Mesmo assim quis ir para o interior, sentar-me nos recentemente restaurados sofás de couro, apoiar os cotovelos nas mesas de mármore e olhar, olhar, olhar tudo em volta e rever cada pormenor.


E que bem me soube, este café, Delta, tomado numa chávena VA, no interior do Café Magestic.
Afinal nem tudo acabou!


(Fotos minhas, Agosto 2010)

Dia D

Hoje o dia vai ser diferente.
Tomar decisões sobre como continuar este caminho que há muito deixou de ter ponto de retorno.
Decidir os timmings e pensamento positivo, é o que resta... e não é fácil, acreditem.

... parar não é possível.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Não é o trabalho que cansa, mas a forma como o fazemos!

Bem, este post já o comecei a escrever umas poucas de vezes.
Ou porque o telefone tocou, ou porque tocaram à campainha, ou porque o L. chamou, parei e perdi o ritmo.
Ser interrompida quando estou a escrever é das piores coisas que me podem fazer. E não é só aqui, mesmo no trabalho quando estou a escrever um mero email, o toque do telefone destabiliza-me.

Não sei bem porquê, mas lembrei-me de um jogo que o meu avô fazia comigo às refeições.
O meu avô, ao contrário da minha avó, era uma pessoa muito calma e, uma vez mais ao contrário da D. Bina, era muito vagaroso.
O jogo, jogámo-lo a primeira vez era eu muito pequenina. A minha avó tinha-me posto o prato da comida à frente. Era muita comida, achava eu. 'Avó não consigo comer tudo. Dá muito trabalho!', disse eu.
'Sem trabalho não se faz nada', respondeu-me e deixou-me só com o meu avô, que sorriu e disse:' Claro que consegues. Eu vou ajudar-te.'.
Levantou-se, pegou num prato vazio e colocou uma porção da comida nesse prato. E disse:' E agora achas que esse bocado consegues?'
'Sim consigo.', respondi.
Uma das regras do jogo era eu não olhar para o outro prato e tentar adivinhar se já era a última dose.
No final, depois de ter comido tudo e ainda ter ficado com barriga para as uvas americanas da ramada lá de casa, perguntou-me:' Ficaste cansada?'
'Não', respondi.
'VÊs como conseguiste! Nem sempre é o trabalho que cansa, mas a forma como o fazemos!'
'Mas eu não estive a trabalhar, estive a comer...', adverti.

Não percebi a mensagem e o meu avô sabia disso. Sabia perfeitamente que uma criança de quatro anos não iria perceber que o que ele me queria dizer era muita coisa, mas sabia que as palavras e o 'jogo' iriam ficar gravados na minha memória e que eu iria decifrá-la ao longo da minha vida..
Ele tinha razão. Neste e em muitos outros jogos, a que mais tarde passei a chamar 'Jogos das moralidades'
Foram todos eles muito lúdicos.

Ele há cada uma...

'Em carteira de mulher nunca se encontra nada!'
Pois, e porque tem o seu lado verdadeiro, há uns mesas atrás resolvi comprar na Zara Home uma bolsa em tecido para guardar 'as coisas que nunca encontramos'.
Muito pratica. Já não demora tanto tempo a encontra as coisas e até podia mudar de carteira todos os dias, estivesse eu para aí virada!
Há uma semanas atrás ia eu, toda descontraída a entrar na Zara, quando o alarme começa a tocar. Recuo, o alarme cala-se, avanço toca. Era mesmo eu!
Veio a empregada ter comigo, e depois de várias tentativas: entra sem casaco, entra sem carteira, lá se viu que era a dita bolsa.
Simpaticamente, a rapariga desctivou o alarme e assunto encerrado. Pensava eu, e até já o tinha esquecido.
Hoje lembrai-me da pior maneira. Ao entrar numa outra loja, o alarme começou a tocar com uma vontade que pôs toda gente que passava nas redondezas a olhar...
Ea a bolsa, mais uma vez. E mais uma vez a rapariga da loja, da Woman Secret desta vez, simpaticamente desatou alarme. O ir é que a Zara Home fia mesmo em frente da Woman Secrt e furiosa como estava, não estive com meias medidas e fui reclamar.
E não é que a empregada que me atende, com a maior cara de pau, me diz que o assunto estava resolvida porque na outra loja o alarme tinha sido desactivado!
Disse-lhe que não, que queria o alarme dali para fora.
'Mas não sei qual é o seu problema. O alarme está desactivado e se tocar, as pessoas vêem logo que é disto e que não está a roubar nada!'
Como diria a minha amiga Pat, olhei para ela com o meu 'olhar à 31' disse-lhe: 'Eu quero o alarme daí para fora e é já!'
'Eu tiro, mas tenho que descoser a bolsa. É que isto vem assim de fábrica...'-respondeu-me.
'Sim, desde que cosa e novo, tudo bem!'-respondi.
'Não, tem que ficar descosido. Aqui não tenho com coser..'-cara de pau!
'Eu vou repetir: eu quero a bolsa sem o alarme. Se tem que descoser, cosa novamente, percebeu?- expliquei com calminha.
'Então tem que ir para a costureira e pode demorar três semanas. É que vai para Lisboa.'
'Pois em Braga não deve haver costureiras! Que seja! Eu daqui a três semanas, no dia 24 de Maio passo aqui para levantar a bolsa. Se não estiver aqui, avançamos para o livro de reclamações... e é para não ser já!'

E agora lá ando eu com a tralha toda espalhada na carteira e expectante sobre a 'cirurgia' a que a minha bolsinha vai ser sujeita.

Vamos lá esperar até ao dia 24...

domingo, 2 de maio de 2010

Dia da Mãe II

E porque as mães nos vêem sempre como os 'seus bebés'...

De Eugénio de Andrade:



No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe

Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.

Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.

Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.

Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.

Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.

Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!

Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;

ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;

ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...

Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,

Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.

Boa noite. Eu vou com as aves.

Eugénio de Andrade, in "Os Amantes Sem Dinheiro"

Dia da Mãe

Hoje (não) é o Dia da Mãe.
Já o disse aqui. A haver um Dia da Mãe será o 8 de Dezembro, o dia em para o qual na escola fazíamos os trabalhos para oferecer às mães. E não havia a treta de comprar prendas... eram os nossos trabalhinhos, sem o aparato dos de agora.
Muitas vezes era um simples postal feito por nós, que nem o primeiro que fiz à minha Mãe depois de aprender a ler e escrever, que dizia:

Com três letrinhas apenas
Se escreve esta palavra pequenina,
a maior que o Mundo tem:
MÃE

Há algo melhor? Seria inventar a roda!
Hoje não comprei nada para a minha Mãe. Estive com ela e sei que para ela foi mais que suficiente.
... Dia da Mãe, é todos os dias.
Um feliz dia para todas as mães. Um bem-haja para todas elas.

sábado, 1 de maio de 2010

Sábado, última hora VI (Subsídio de férias pago em certificados de aforro. Concorda?)


Apesar de termos combinado evitar falar de política, não resisti a propor esta notícia.

Subsídio de férias pago em certificados de aforro. Concorda?

O PSD está disponível para discutir com o Governo a possibilidade de se pagar o 13º mês dos funcionários públicos em títulos de dívida pública. Ou seja, em vez de receberem subsídio de férias em dinheiro, os funcionários receberiam certificados de aforro.

A ideia não é nova e até já foi usada nos anos 80 por imposição do Fundo Monetário Internacional. Mário Soares era então primeiro-ministro e tinha Ernâni Lopes ao seu lado na pasta das Finanças.

Veja aqui a reportagem

Quase 30 anos depois, a ideia de pagar o subsídio de férias com certificados de aforro volta a estar em cima da mesa. Alguns economistas, como Silva Lopes, já a defenderam e o líder do PSD não põe a hipótese de lado.

Mas para o Governo, pagar o décimo terceiro mês com títulos da dívida pública não é solução. Se o executivo viesse a adoptar esta medida o dinheiro era retirado dos salários mas teria que ser gasto na mesma para comprar os certificados de aforro.

A medida não ia ajudar por isso a reduzir o défice, e poderia funcionar apenas como uma forma de financiamento, já que os funcionários públicos se tornariam credores do Estado.


Não, definitivamente NÃO!
Eu NÃO prescindo do meu salário e dos meus subsídios para 'salvar' uma causa onde nem todos estão empenhados em fazê-lo. Ainda mais fazendo parte desses 'nem todos', os mais ricos, os que mais ganham, os que mais fogem a impostos, os que mais prémios e regalias continuam a ter!
Esse senhores que têm o deles garantido, que para além de auferirem altos salários ainda têm tudo e mais alguma coisa paga, coisa que se eu quero usufruir tenho que PAGAR, tais como férias, carro, estadias, viagens...
Ai são luxos?! Pensarão alguns. Pois, mas será para todos e todos deveriam ter direito a, depois de doze meses de trabalho terem dinheiro, o SUBSÍDIO, para descansarem, passear com a família e conhecerem outras paragens... é cultura! Se bem que alguns enfiam-se em apartamentos junto à praia algures entre o Alentejo e o Algarve e pouco fazem para além das idas à praia... mas isso é problema deles. É o dinheiro deles, a vida deles e estão a fazê-lo com o fruto do trabalho deles!
Pois, porque depois disso os que seriam vistos por lá, seria,m aqueles de que falei no início, os 'nem todos', que haveriam de continuar a ganhar o salário minímo... e estariam ali num hotel de quatro ou cinco estrelas... em representação da empresa de que são proprietários. E ainda teriam a lata de dizer: 'Este ano não fui para fora... é a crise.'
Senhores como estes conheço-os bem!
Quando andava na universidade, havia meninos que chegavam às aulas em altas bombas, viviam em aparatamentos próprios, dos quais estavam a pagar o crédito... e para ajudar alugavam os quartos a colegas.
Esses meninos estavam isentos de pagar propinas porque eram trabalhadores-estudantes. Coitados, trabalhavam na empresa dos pais e ganhavam o salário minímo!
Eu, com um pai trabalhador por conta de outrem, como eu sou agora; pagava propinas, ia para as aulas a pé ou de transporte público e se quis estudar tive que me limitar à cidade do Porto... não havia dinheiro para pagar estadias fora!
Chamem-me egoísta, digam que sou uma privilegiada por ter emprego, por ter os salários em dia e até por ter tido um aumento (esmola) de salário.
Ok, mas até quando? E durante quanto tempo?
E os outros? Com 'tachos' vitalícios, com altos remunerações, nem sabem quanto custa a revisão de um carros, uma refeição num restaurante, um jogo de pneus para o carro.
Ok, mais uma vez, ainda sou priviligiada. Ainda posso ir ao restaurante, ainda posso ir de férias, ainda posso andar de carro, ainda posso pagar o empréstimo da minha casa.
E quando eu não puder? Alguém me vai dar certificados?
E se eu não fizer isso? E se todos nos retrairmos a jantar fora, ir de férias, comprar roupas, calçado, livros, discos... quantos mais não ficarão sem emprego?
Enquanto eu puder faço-o. Com peso e medida, como sempre o fiz.
Mas NÃO MEXAM NO MEU BOLSO! É roubo!
E mais a mais já o fizeram antes, o povo sacrificou-se, os outros continuaram na mesma e voltamos ao mesmo!

E você Alberto, concorda com esta medida?

36 anos depois...

A imagem mantém-se.
Todos se conheciam, todos se saudavam... eram todos iguais... polícias, militares, operários, médicos...
Já ninguém se sentia perseguido, observado.
Já ninguém tinha medo de sorrir para o desconhecido do lado, que não tinham que estranhar...

Foi lindo aquele 1º de Maio.
Sem politica... só liberdade.

Nunca tinha visto o meu Pai tão feliz...