terça-feira, 11 de novembro de 2008

Braga, Avenida da Liberdade


Braga, Outubro 2008
Acho lindo o contraste rendilhado da varanda com o azul

Castelo de Vide (II)


Castelo de Vide
Julho 2004
Terra de contrastes...

Hoje é Dia 11 de Novembro

Hoje é dia 11 de Novembro, dia de S. Martinho, dia do aniversário de nascimento do Avô Reis!
Engraçado, o nome próprio dele era Alberto e eu, sabe-se lá porquê, sempre lhe chamei Avô Reis! Quando era pequena e não conseguia dizer os erres, atrapalhava-me toda para dizer o nome dele, mas mesmo assim nunca mudei para Alberto... seria muito mais fácil, mas não... fácil não é comigo... tem de dar luta!
Reformou-se muito cedo da polícia, tão cedo que não me lembro dele fardado! Gostava muito de fazer trabalhos com madeiras... tinha um banco de carpinteiro feito por ele, que era um assombro! Eu adorava ir para lá brincar... cada coisa tinha o seu sítio, estudado ao mais pequeno detalhe: eram os formões, os serrotes, as verrumas, as chaves de fendas, as limas, as plainas...também feitas por ele... assim como os cabos das ferramentas!
Graças ao banco de carpinteiro do meu avô e às tardes passadas junto dele, fiz um brilharete nas aulas de trabalhos oficinais quando foram sobre trabalhos em madeira... sabia o nome das ferramentas todas!
Também acho que é daí que vem a minha mania das arrumações... (é melhor nem falar!)
Quando a saúde lhe permitia, quem o quisesse ver era lá, ora a fazer um banco, ora a consertar uma porta, ora a fazer um brinquedo para mim... ah pois, é que eu tenho duas peças maravilhosas feiras por ele: um baú em mogno e uma cómoda guarda jóias limdissímas! Até os puxadores foram feitos por ele!
A primeira vez que fui ao S. João, foi no Porto, claro, andei a noite toda sentada nos ombros dele... a vista era priveligiada... ele ara um homem bastante alto, tinha 1,87m... ainda hoje seria, quanto mais na sua geração!
Era um homem austero com todos, menos comigo! Fazia-me coisas e deixava-me fazer coisas que deixavam a minha mãe de boca aberta! Um dia fui passear de comboio com ele e a minha avó, o meu primeiro passeio de comboio. Os bancos do comboio pareciam bancos de jardim, e como vinha quase vazio, eu e ele divertimo-nos imenso a brincar na carruagem, saltando de banco para banco, eu a fazer de cobrador e ele de passageiro, enfim... aquelas brincadeiras que uma miúda de 4 anos gostava...
Só me lembro de quando os meus pais nos viram, a minha mãe ter deitado as mãos à cabeça: eu tinha saído de casa de vestido branco... estava negro. Ele com a gravata afastada do pescoço, o primeiro botão da camisa aberto e o casaco pendurado no dedo. O 'Chefe Reis' naquele preparo!
Bom, já vai longa a minha conversa sobre o 'Chefe' Reis. É claro que ele não tinha só coisas boas... ninguém tem só coisas boas, senão não é humano... mas para quê falar do que não presta? É perda de tempo!
Ele ensinou-me muitas coisas, boas e más, (lá está!). Com ele havia sempre a moral da história... tudo tinha uma explicação, nada era por acaso!
Talvez tenha sido daí que eu ganhei o hábito de tentar encontrar uma explicação para tudo e tentar-me sempre por no lugar de todos para perceber os argumentos de cada um...

Parabéns Avô... Fazias 91 anos hoje.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

São Martinho, Castanhas e Água Pé




Uma das imagens que tenho de miúda é a de no dia 11 de Novembro ir a casa dos meus avós comer castanhas... cozidas com erva doce! Poucas pessoas gostam de castanhas cozidas. A minha mãe, detesta, eu gosto e o meu avô adorava!
E como o meu avô fazia anos nesse dia, 11 de Novembro, comiam-se castanhas cozidas, cozidas sempre na mesma panela! Eu até acho que essa panela só era usada nesse dia... para cozer as castanhas!
Foi num desses dias, que o meu avô me contou a lenda de S. Martinhopela primeira vez e uqe ficou assim na minha memória, e mais tarde contei na escola:
'Num dia de inverno, de muito frio e chuva, ia S. Martinho a cavalo e viu na berma da estrada um mendigo a tremer de frio. S. Martinho desceu do cavalo, tirou a capa e embrulhou o mendigo nela, ficando ele com frio. De imediato, parou de chover e pôs-se um sol radioso que aqueceu S. Martinho!' A partir daí, por altura do 11 de Novembro, temos sempre uns dias de sol com subida de temperatura.'
Todas as histórias que o meu avô me contava tinham uma moral, na qual eu tinha sempre que pensar. Claro, a moral da história aqui foi: 'Quem pratica o bem, é sempre recompensado!'
Engraçado, lembro-me de imaginar o S. Martinho montado num cavalo preto, com uma capar vermelha debruadas a dourado, pelas costa. Na minha imaginação o mendigo estava sentado na berma da estrada, encostado a uma árvore, com os joelhos junto do queixo e a bater o dente!
E é sempre esta imagem que vejo, quando ouço ou conto a lenda de S. Martinho!
Desde a morte do meu avô que não como castanhas cozidas, porque não arranjo a erva doce ( era a minha avó que arranjava!), porque só eu gosto...
E mais a mais, que piada tinha agora comer castanhas cozidas, sem ser naquela panela, naquela casa e com o meu ao a contar todos os anos a lenda de S. Martinho, com a minha mãe a resmungar e.. pois, cada coisa no seu tempo... o das castanhas cozidas já passou... para mim... se hoje comesse ainda ia descobrir que não gosto!


Pois é, pois é, mas já nem as lendas são respeitadas!
Não é que amanhã vai chover?!

Ainda Penedono... da Igreja

Abril 2006
Penedono
Janela da Igreja

Porto Côvo


Porto Covo, Férias 2004
Todas iguais, todas diferentes.
A prova que o mais belo é o mais simples!

domingo, 9 de novembro de 2008

Momentos

Paris, Junho 2007



Quando mostrei esta foto aos meus colegas, acharam que era mais uma daquelas fotos que circulam pela net, mas não, fui eu mesma quem a tirou!
Foi em 2007 à saída de um centro comercial às portas de Paris, o Belle Épine, para quem conhece PAris...
Eu e um colega regressávamos de uma reunião de trabalho na PSA e no caminho para o aeroporto paramos, como era costume, para lanchar... à saída deparamo-nos com este cenário... pouco esperado, principalmente onde foi!

Da Minha Primeira Vez na Madeira...

A primeira vez que fui à Madeira, foi em 1993.
Fui em 1993 e voltei em 1994... fui passar o ano com o meu amigo A. que se tinha mudado para lá há pouco meses.

Sempre que ouvia alguém dizer que tinha estado na Madeira, o primeiro comentário era: 'Bastam 4 dias, ao fim do terceiro está tudo visto e não há nada para fazer!'. Bom, eu estive lá mais que isso, quase uma semana, e vim de lá sem passar por metade da ilha, pelo menos!
Foi uma semana muito divertida, eu, o A., o L. e a tia do A., que na época vivia com ele na Madeira. Em conjunto descobrimos muitas coisas novas na ilha. Andamos por levadas, fomos ao Curral da Freiras, fomo a Porto Moniz, enfim, não paramos!
Dessa viagem, como a maioria das pessoas que visitam a Madeira (pude constatar isso no avião), trouxe orquídeas e estrelícias para plantar. Ambas eram muito pequenas: as orquídeas eram só 'raízes' e a estrelícia era tão pequena, que vinha numa garrafa das de 1,5 l de água do fastio! Vejam só o quanto eram pequenas!
Como na época vivia em casa dos meus pais, plantei a estrelícia no jardim de lá de casa. De início estranhou, mas depois começou a crescer sem pedir licença e hoje, depois de passados 15 anos e mudado de jardim (os meus pais entretanto mudaram de casa e não quiseram deixar para trás a estrelícia... ), está assim:


Braga, Sinais do Tempo...


Braga, Av da Liberdade, Outubro 2008
Sinais do Tempo

Lembras-te...

... do Calimero?

Castelo de Vide

Castelo de Vide,
Férias 2004
A primeira de muiiitas Portas e Janelas de lá 'trazidas'.
Muitas lá ficaram... um dia vou lá buscá-las.
Que seja brevemente!

...Lembrei-me de Si


Pois é Amigo, depois daquele seu post, a propósito do pão, não pude deixar de me lembrar de si sempre que estava a preparar pão. Hoje fiz pão de três qualidades diferentes: com carnes fumadas, com sementes de girassol e de papoila; e com uvas passas.
É nestas alturas que queremos que a ficção vire realidade... teria contratado um pelicano ou uma cegonha, para lhe levar aí umas fatias de pão... as que estão neste momento a olhar para mim e a 'dizer'... 'concordamos contigo!'
Estas coisas deixam-nos com o coração apertadinho... porque é tão difícil uma coisa tão fácil... oferecer uma fatia de pão a um amigo!?
Bom, já é tarde... vou dormir e se conhecer alguma destas cegonhas, diga-lhe que passe por aqui!

Uma Noite Como Há Muito Não tinha

Hoje foi uma noite, como já não tinha há muito! Antes do 'há muito' era muito frequente... às sextas, aos  sábados às vezes!
Uns amigos, daqueles que nós escolhemos e depois consideramos família, pois sã´mais presentes e mais aquelas coisas todas que já sabemos que a maioria da família... estiveram cá a jantar.
Foi um jantar divina, com pão de três qualidades (Alberto, lembrei-me de si...), leitão assado em forno a lenha, que os homens foram buscar , castanhas assadas, maçã assada no forno e para fechar um Nespresso com uma fatia de pão de !
Para digerir tudo isto, sentamos-nos no sofá a ver um filme com a lareira acesa a aquecer a sala. Durante o filme os miúdos adormeceram, tapámo-los com as mantinhas do sofá... lindo, Outono no seu melhor!
E pronto, fique com a casa para arrumar, mas satisfeita, estive com os meus amigos, estive bem... vou tentar não ter de dizer 'uma noite como há muito não tinha' das próxima vez que reunir amigos cá em casa...

sábado, 8 de novembro de 2008

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Momentos: Sol de Outono

1 de Novembro.

Esta venda de flores só se faz nesta data... são as flores para o dia de Finados.

A sombra, o sol, a data, as flores... sintonia absoluta... são Momentos!

Ainda Marie Curie, Ainda Sophia de Mello Breyner e Ainda As Mulheres

Não sei se sou eu que as procuro, ou se elas me caem na vida, mas o que é certo, é que estão constantemente a aparecer na minha!
Uma delas é esta, duas mulheres célebres que eu admiro desde miúda, nascerem com um dia de diferença ( em mês).
Bom, tanto admiro Sophia de Mello Breyner, pela sua obra literária, como Marie Curie pelo seu contributo para a ciência.
Ambas foram esposas e mães fantásticas, o que as completa como mulheres e me faz ter ainda mais admiração por elas!
Como já disse num post anterior, para mim a Fada Oriana, foi o clique que me despertou de vez para o gosto da leitura e da escrita. Digo o clique, porque fui educada rodeada de livros e jornais... não me lembro de um único dia em casa dos meus pais em que não tivesse entrado o Jornal de Notícias!
Um dia, num dos meus aniversários, ofereceram-me um livro, que ainda está em casa dos meus pais, e que é de biografias de pessoas célebres... tem muitas, mas na minha memória ficou a de Marie Curie e de Gaudi! Mais tarde vi um filme sobre a vida de Marie Curie e ainda fique mais entusiasmada com a vida daquela mulher... fiquei sempre com a imagem daquela mulher que vestia sempre de escuro, que era completamente desligada de valores materiais e, que tratava a química e a física por 'tu'.
Se não tivesse tirado um curso de engenharia de certeza tiraria de Física Nuclear... era um dos meus sonhos...

É claro que para além destas duas mulheres conhecidas de (quase todos), há outras mulheres ... e homens, mas como estamos a falar de mulheres... que tiveram grande na minha formação académica e como mulher: a minha Mãe, acima de tudo a minha Mãe... um bloque é pouco para falar tudo que quero e sinto por ela... a minha Avó, a mulher que me ajudou a vir ao mundo, para além de muitas outras coisas... a minha Professora da primária e... a minha professora de Física, de quem ainda hoje sou grande amiga.. e ela minha!

Desafio: As 0ito Coisas Para Fazer

Isto ultimamente está a ficar muito sério... começa a ficar um bocado pesado de emoções.
Bora lá descomprimir um bocado e alinha no desafio da Brabrinha do blogue 'Uma Brasileira no Egipto':

Então é assim, o jogo:

- Escrever uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer;
- Convidar 8 parceiros(as) de blogs amigos para responder;
- Comentar no blog de quem nos convidou;
- Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da “convocatória”;
- Mencionar as regras

8 coisas que sonho fazer.

  1. Ter saúde,
  2. Passar a minha reforma a viajar...
  3. Aprender a falar e escrever Alemão
  4. Viver num mundo com Paz
  5. Ter uma velhice confortável
  6. Escrever um livro
  7. Nunca perder as minhas faculdades mentais e fisícas
  8. Os que eu amo tenham muita saúde
Fica o convite a quem quiser para pensar em 8 coisas que realmente sonham fazer...

A Luz que (ainda) a Ilumina...


Penedono, Abril 2006
Ainda tem quem a ilumine...
A luz não a abandonou!

Barcelona, de Novo

Férias 2002
Barcelona
Palavras para quê!?

Marie Curie


Be less curious about people and more curious about ideas (Sê menos curioso sobre as pessoas e mais sobre as ideias)

- Marie Curie

Sendo uma mulher da ciência, pela qual eu tenho grande admiração, não posso deixar de a referir hoje, que é dia do seu aniversário.

Nasceu Polaca em 07 de Novembro de 1867 com o nome de Maria Skłodowska.
Morreu Francesa em 04 de Julho de 1934 com o nome de Marie Curie.

Ganhou dois prémios Nobel, sendo até à data a única pessoa a ganhar dois prémios Nobel em diferentes categorias cientificas.
Ganhou em 1903, em conjunto com o marido, Pierre Curie, e Antoine Henri Becquerel, o prémio Nobel da física.
Em 1911, recebeu o prémio Nobel da Química, desta vez sózinha.
Ela e o marido isolaram dois dos elementos da tabela períodica: o polónio e o radio. Para além disso o elemento 96 da tabela períodica , o cúrio, é uma homenagem a ela e ao marido. No seu país natal, a Polónia, circulam desde os anos 90, notas de 20000 zloty com a sua efígie.
Morreu de leucemia... descobriu a radioactividade, mas não se soube proteger dela!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Notícia: Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo


Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo escolhidas na Internet-Eleição começa a 7 de Dezembro.

Notícia da Agência Financeira diz:

Depois da eleição das Sete Maravilhas de Portugal, vai seguir-se a escolha das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo.

Segundo avança a «TSF», a eleição das Sete Maravilhas de origem portuguesa no mundo começa a 7 de Dezembro e vai decorrer na Internet.

Os 22 monumentos candidatos já foram seleccionados, estão (...cont)


Pergunto eu: quais serão?

Sophia de Mello Breyner Andresen-Hora


Sinto que hoje novamente embarco
Para as grandes aventuras,
Passam no ar palavras obscuras
E o meu desejo canta --- por isso marco
Nos meus sentidos a imagem desta hora.
Sonoro e profundo
Aquele mundo
Que eu sonhara e perdera
Espera
O peso dos meus gestos.
E dormem mil gestos nos meus dedos.
Desligadas dos círculos funestos
Das mentiras alheias,
Finalmente solitárias,
As minhas mãos estão cheias
De expectativa e de segredos
Como os negros arvoredos
Que baloiçam na noite murmurando.
Ao longe por mim oiço chamando
A voz das coisas que eu sei amar.
E de novo caminho para o mar.

Sophia de Mello Breyner Andresen

A Fada Sophia

Conheci a Fada Oriana, tinha eu seis anos, mal sabia ler e escrever…

Tive o previlégio de ouvir este conto, da voz maravilhosa da minha professora, a professora Nilza, contado com as palavras de outra mulher, igualmente fantástica, Sophia de Mello Breyner Andresen.

Fiquei logo encantada com a história da Fada Oriana, uma fada boazinha, que um dia se entusiasmou com as palavras de um peixe mauzinho e fugiu para a cidade, deixando os amiguinhos da floresta tristes e abandonados!

Mais tarde, quando já dominava as palavras, li o livro. Li este, li o Rapaz de Bronze, li o Cavaleiro da Dinamarca, li a Noite de Natal, li a Menina do Mar, li a Floresta… li todos…

… Mas o que me ficou e ficará para sempre no coração será A Fada Oriana!
A Fada Oriana porque foi o primeiro livro que li, porque foi lido pela minha professora, porque foi uma lição…

Por estas razões, estas três fadas ficaram e ficarão para sempre no meu coração !

Deixei este post para hoje, porque hoje faz 89 anos que Sophia de Mello Beyner Andresen nasceu.

O meu primeiro livro da 'Fada Oriana' era assim. Infelizmente já não o tenho...

Ainda Penedono, Mais Uma Janela... Fechada

Ainda Penedono, Ainda Abril 2006, Ainda uma Janela.
Que guarda esta janela?

Theatro Circo - Braga (II)




Braga, Outubro 2008,

Uma Porta Lateral,
Do Principal Teatro de Braga,
O Theatro Circo

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

É Ele...

... Barack Hussein Obama II,
o novo presidente dos Estados Unidos da América!
Concordo!




Santa Gula


Ontem, com um grupo de amigos e colegas de trabalho fui jantar a um restaurante que se chama Santa Gula!
O motivo foi o reencontro com uma antiga colega de trabalho que já não víamos há muito e que deixou saudades no nosso grupo de trabalho.
Foi uma noite que valeu pelo sair da rotina da semana de trabalho, de sair do emprego, vir para casa, fazer o jantar, jantar, ver TV e dormir! Claro que para além do motivo principal que era o de rever a nossa colega!
Recordamos os nossos bons momentos, pessoas de quem gostamos e falamos, falamos,: falamos do cão, do gato, do periquito, dos filhos... enfim...foi BOM!

Quanto ao restaurante, o espaço é muito bonito e acolhedor; para além de a comida ser de excelente qualidade! Foi comer até dizer 'basta'!... já nem houve espaço para as sobremesas...

É que são as entradas, com sonhos, os rissóis, as alheiras... enfim...saímos de lá que nem uns abades!

É mesmo Santa Gula!

Fotos da comida...só de restos e de algumas....

Mesmo assim babem-se com as comidas ( das que foi possível ainda fotografar...)

As entradas:




Um Polvo grelhado e um Cabrito assado:






O vinho, muito importante: Vallado, um Douro tinto de 2006.



E as sobremesas, como para essas o espaço já não era muito, só se pediram duas: umas rabanadas com mel e frutos secos e um cheesecake com doce de abóbora.



Que tal?

Desta vez trouxe uns cartões e já posso deixar aqui a morada e o número do telefone:

Restaurante Santa Gula
Av. D. João II, nº 97
(Junto ao Hotel de Lamaçães)
Nogueiró
Braga

Telef.: 253 258 177


Penedono... Esta, Janela já não o É!

Penedono, ainda Abril 2006
Foi janela, um dia, agora só de o nome...
Janela já não é!

Tordesilhas, a do Tratado (II)

Tordesilhas, Férias 2002
O Tratado está lá dentro!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Às Vezes Basta Desligar e Voltar a Ligar!


Hoje finalmente consegui falar ao telefone com a minha amiga que me enviou aquele presente. É uma colega de trabalho alemã, por isso já estão a ver que a forma de estar deles é um bocadinho diferente da nossa. Para perceberem, enquanto estavamos ao telefone em altas gargalhadas, lá, quando ela dava uma gargalhada mais sonora, os colegas levantavam os olhos com aquele ar de 'Então!'. Do lado de cá, ninguém se apercebou, só quado decidimos desligar o telefone e voltar a ligar para não estragar o bom momento do telefonema com assuntos de trabalho!

É que: Trabalho é trabalho, conhaque é conhaque!

E mais a mais se tivéssemos continuado com trabalho, qual seria a imagem? ' Agradeci a prenda à K., quando ela me ligou para falar de...' Assim, não, posso dizer: 'A K. telefonou-me para saber se eu recebi o presente e foi um telefonema muito divertido!

Estes pormenores em um efeito terrível na nossa mente, não acham?!

Razão têm os informático: quando funciona mal ou não funciona, o melhor é sair e voltar a entrar!

Estações, Há as do Ano, Há as do Comboio e a do Pinhão

Da Estação do Pinhão, Abril 2006
Há as do Ano e há estas,
as do Comboio
.
Há as de agora e há estas,
as de Sempre

Braga, da Minha Casa Predilecta


Braga, Outubro 2008
Da minha Casa de Eleição
Fosse ela minha e estaria como quando era nova!
Como custa vermos o que gostamos e quem gostamos a ficar assim e nada poder fazer...

04 de Novembro de 2008: Eleições nos EUA

De quem se fala hoje:


McCaine X Obama


Surpresa Boa

Tentei escrever algo sobre o presente que ganhei hoje, ou antes ontem ( já passa da meia-noite!).
Comecei, apaguei e antes de recomeçar concluí que estava sem palavras!
Por isso vou limitar-me a dizer que a prenda é linda e que adorei! ...E que veio de alguém com quem criei laços de amizade, que está longe, mas que já deu provas de ser uma boa amiga!
É daquele tipo de pessoa que temos de aprender a gostar, mas que depois de serem nossas amigas o são sem limites, ou antes, tem limites, o da honestidade!
Bom, o meu presente é este:


Porque foi inesperado, porque é uma coisa que eu adoro: chávenas; e porque sim....
Adoooooooooreiiiiiiiiiii! Obrigada Amiga!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Ainda o Theatro Circo-Braga


Ele neste momento está tapado pelas protecções das obras de extensão do túnel da Avenida da Liberdade.
Deixo aqui uma amostra do que é a beleza da fachada deste edifício com a promessa de, quando acabarem as obras, publicar uma foto 'como deve ser'... dentro das limitações da minha máquina e das minhas, claro está... uma máquina boa por si só não faz milagres, ?
... mas como o que interessa mesmo aqui é partilhar convosco o que os meus olhos vêm, será suficiente.

Theatro Circo - Braga


Theatro Circo, Braga, 2008
Depois de restaurado.
Vale a pena visitar.
Consultem no site como fazer uma visita ao interior...

De Arles, onde viveu Vincent Van Gogh.

Férias 2002
Anfiteatro de Arles, terra onde viveu Vicent Van Gogh.
É difícil não percebermos...
Aqui ele pintou o maior número de obras, mais de quinze,
entre as quais 'Os Girassóis', série de sete quadros
Neste anfiteatro ainda se pode assistir a récitas de música clássica.
Estava a decorrer um ensaio neste dia!

sábado, 1 de novembro de 2008

Em Novembro há outras flores para além dos Crisântemos. Dantes não era assim!

As flores estão por norma associadas a coisas boas: aniversários, festas, verão, natureza, sol... enfim tudo que é bom.
Flores também se usam para assinar a última homenagem a quem morre, mesmo assim nunca ninguém se lembra da morte quando se fala de flores... e ainda bem, digo eu!
Mas quando se fala de crisântemos, o caso muda de figura: 'Credo, menina, crisântemos são as flores dos mortos!'. Foi esta a expressão que eu ouvi de uma vendedeira de flores quando um dia, havia eu de ter aí uns cinco anos, e a minha mãe caiu na asneira de dizer à vendedeira que estava a comprar as ditas flores para decorar uma jarra lá de casa!
Foi o meu primeiro encontro com essa flor e , claro está, com cinco anos, só podem sair porquês atrás de porquês: Porque é que a mulher disse aquilo?. 'Mas porque é que é a flor dos mortos?. 'Então porque é que vais pôr em casa?'
A minha mãe explicou-me que era habitual as pessoas levarem essas flores para o cemitério no dia 1 de Novembro para enfeitar as sepulturas dos familiares e amigos.
Como eu nunca tinha ido ao cemitério num dia desse ( e provavelmente em nenhum outro... com cinco anos!), para mim esta flor era mais uma que eu estava a conhecer e que associava a uma mistura de dália com margarida!
Claro que desde aí, esta associação passou também a existir na minha cabeça, mas sem dramas, até porque, a minha Mãe, mulher de convicções fortes e únicas... continuou a fazer os seu arranjos com crisântemo e a ignorar os comentários depreciativos sobre a sua escolha. Para ela é uma flor da qual ela gosta muito e só lamenta que haja naquela época do ano!
Pois aí é que está, é o problema das heranças das tradições: o crisântemo, que é uma flor lindíssima, é uma das únicas flores desta época e, então os antigos para decorar os cemitérios no dia de finados usavam a flor da época: o Crisântemo!
Hoje passei na praça, onde anualmente se faz uma venda de flores para o dia dos Finados... a maioria eram crisântemos, mas graças às maravilhas da técnica, há muitas mais flores disponíveis... apesar de as pessoas continuarem a preferirem os crisântemos... para os antigos continua a ser a flor dos mortos por convicção e não por forças das circunstâncias do passado!
Dantes não, mas agora em Novembro há outras flores para além dos crisântemos!


Deixo aqui algumas fotos, do dia de hoje tiradas na praça, na feira das flores...

Adeus Chinezinho Limpopó


Jornal de Notícias: 01 de Novembro de 2008. 14h26:
Morreu humorista e comediante Badaró

Quem não se lembra do Chinezinho Limpopó, uma versão chinesa de Calimero, que fez as delícias de miúdos e graúdos na época com a célebre frase: 'Eu ispilico, voêcompilica!'?
E o 'Ó Abreu dá cá o meu!'?, lembram-se concerteza, também!
Pois o Chinezinho e o Abreu calaram-se para sempre... o seu 'pai', o Badaró morreu aos 75 anos vitima de cancro.

Pedinchice



Acabei de ler este post da Barbrinha, que vive no Egipto, onde ela se queixa da ´pedinchice' das pessoas.
O pior é que é geral, onde há Homem, há disto! E vem mesmo a propósito do que me aconteceu esta manhã na cidade de Braga:
Andava eu e o L. a tirar fotos, eram aí umas 11h30, quando chega ao pé de mim um miúdo, aí com uns 9 anos, bem vestido, lavado e bem nutrido ( daqueles com ar de quem não come só sopinha!) e começa assim a conversa:
-Bom dia, podia-me ajudar?
Eu olhei para ele, e como ele não tinha aquele ar 'habitual' de quem anda a pedir, pois para a maior parte das pessoas a pobreza está associada a falta de higiene, fique a aguardar:
- Era a ver se me podia ajudar...-continuou ele.
-Não tenho dinheiro, respondi ao mesmo tempo que me apercebi do que ele queria.
-Mas eu não quero dinheiro, só queria era que me ajudasse com qualquer coisa para comer. É que ainda não tomei o pequeno almoço! Já me dói o estômago.
-Eu já te disse que não tenho dinheiro comigo! ( era verdade, tinha gasto os últimos trocos no pequeno almoço e ainda não tinha levantado!).
Virou-me as costas e dirigiu-se para o L., que entretanto se afastara para tirar umas fotos.
- Ele também não tem dinheiro! -Disse eu indo atrás dele. É que o L. não se apercebe de imediato desta abordagens e, confesso, fiquei com medo que o rapaz lhe puxasse da máquina fotográfica e desatasse a fugir.
O L. ficou com uma cara de espanto a olhar para nós dois e eu continuei:
-Desculpa mas tu não tens cara de quem não come há muito. Não tens pais? É que se não, eu chamo a polícia e tu tens de ir para uma instituição... não tens idade para andar sozinho por aí!
O rapaz mal ouviu aquilo virou costas e não quis mais conversa!
Como diz a Barbrinha, Deus me perdoe se estou a ser injusta, mas vê-se tanta aldrabice e cada vez aprendem mais cedo a sê-lo!
Mas às vezes paga o justo pelo pecador, né?

Ílhavo, Janela da Fábrica da Vista Alegre


Ílhavo, Vista Alegre, 10/07/2005
Já teve teatro, Equipa de Futebol, Bombeiros, Creche, enfim...
Restam a fábrica, o Museu e a Capela.
Até quando?
Até ao sempre, esperamos.
A louça é linda, a capela é linda,
Uma das nossas últimas Jóias da Coroa:
a Faiança e a Porcelana...
Vista Alegre!

Carlos Paião


Os meus posts de portas e janelas de hoje, são de Ílhavo, uma homenagem a Carlos Manuel de Marques Paião, que nasceu em Coimbra, por acidente, diz a biografia, há 51 anos. Infelizmente deixou-nos aos 31 anos de idade, vítima de acidente de viação. A sua vida foi toda vivida entre Ílhavo, terra da família, e Lisboa.
Este homem pôs as mais variadíssimas e diversificadas figuras do nosso meio musical a cantar as suas obras, entre elas Herman José, Cândida Branca Flor, Amália Rodrigues.
Como estaria a nossa música se ele não nos tivesse deixado tão cedo? Diferente, certamente, tanto foi o que ele deixou por nos dar...
Parabéns Carlos.

Ílhavo, Fábrica de Porcelana Vista Alegre

Vista Alegre, Ílhavo