Pois, devia postar primeiro aqui e depois no FB, mas... tudo vai de como acordar... e acordei assim... e quando acordo tenho sempre um gadget à mão, que me leva mais facilmente ao FB do que aqui! (os senhores do blogger têm que melhorar as aplicações para esses brinquedos)
E sobre a Mãe, o dia da Mãe e as coisas que se dizem e fazem com e à Mãe, hoje acordei a dizer isto:
Dizem
que hoje é o Dia da Mãe. Para mim não é. Não acham que em 365 dia,
haver só um dia para elas é injusto? O dia da Mãe é hoje, amanhã, foi
ontem, foi no dia do nosso nascimento, no dia em que nós levaram para a
escola no primeiro dia, nos dias em que estiveram acordadas 24 sobre 24
hora à nossa cabeceira sempre que precisamos, o dia em partilharam
connosco as nossas alegrias sobres as nossas vitórias...
Sempre TODOS os DIAS, TODAS as HORAS, TODOS os MINUTOS, SEGUNDOS...
SEMPRE, mesmo quando estão longe fisicamente, porque do nosso coração
estão sempre perto., ( E a ser seria o 8 de Dezembro, o dia que conheci
como sendo o Dia da Mãe).
E não preciso dizer que gosto muito de ti,
Mamã... não diria eu outra coisa a vida toda.... Apesar de em pequena
quando confrontada com a pergunta estúpida do ' gostas mais do pai ou da
mãe?' ... A resposta ser ' do Pai, mas só um bocadinho', enquanto
tentava quantificar com a ponta da unha!
Nenhum homem é uma ILHA isolada; cada homem é uma partícula do CONTINENTE, uma parte da TERRA; se um TORRÃO é arrastado para o MAR, a EUROPA fica diminuída, como se fosse um PROMONTÓRIO, como se fosse a CASA dos teus AMIGOS ou a TUA PRÓPRIA; a MORTE de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do GÉNERO HUMANO. E por isso não perguntes por quem os SINOS dobram; eles dobram por TI - John Donne
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domingo, 4 de maio de 2014
domingo, 27 de abril de 2014
Mãos de Fada
A minha Mãe tem mãos de fada.
Se não acreditam, vejam alguns detalhes de uma toalha bordada por ela na década de 60.
Andava ela na escola de bordados.
As cores dos galos, as calças do menino. E as saias das meninas!? Fantástico, não acham?
Linda! Amo esta toalha desde que me conheço! A minha Mãe deixou-me trazê-la comigo e... uso e abuso dela!
Lembro-me que em criança queria sempre que fosse usada. E ficava tão zangada uquando a sujavam!
Se não acreditam, vejam alguns detalhes de uma toalha bordada por ela na década de 60.
Andava ela na escola de bordados.
As cores dos galos, as calças do menino. E as saias das meninas!? Fantástico, não acham?
Linda! Amo esta toalha desde que me conheço! A minha Mãe deixou-me trazê-la comigo e... uso e abuso dela!
Lembro-me que em criança queria sempre que fosse usada. E ficava tão zangada uquando a sujavam!
domingo, 6 de outubro de 2013
sábado, 4 de maio de 2013
Dia da Mãe
domingo, 27 de janeiro de 2013
Cois(inh)as que 'Mexem' comigo...
... ter o Pai e a Mãe a almoçar cá em casa. Comemorarmos o aniversário da Mãe. Descobrir que as velas não têm números e ter que improvisar...
Parabéns cantados com velas improvisadas, do mais (menos) torto que se encontrou, sobrantes de outros aniversários.
Momentos de felicidade, como este é que adoçam a vida. Este foi muito bom. Foi a esponja que eu precisava para apagar a semana (in)esquecivel que tive.
Quem tem uma Mãe e um Pai tem tudo!
Parabéns cantados com velas improvisadas, do mais (menos) torto que se encontrou, sobrantes de outros aniversários.
Momentos de felicidade, como este é que adoçam a vida. Este foi muito bom. Foi a esponja que eu precisava para apagar a semana (in)esquecivel que tive.
Quem tem uma Mãe e um Pai tem tudo!
sábado, 10 de março de 2012
Quando os papéis se começa a inverter...
Quando a Mãe telefona a dizer que 'logo não vai ligar porque vai a um almoço com as amigas e não tem hora de chegar'. É natural!
Mas quando, timidamente e, como quem não quer a coisa , acrescenta, em tom de pergunta camuflada, 'achas que vá, não tem mal, pois não... é que o Pai fica sozinho?'
Mas que é isto, a Mãe a modos que a pedir autorização para sair!?
Mas quando, timidamente e, como quem não quer a coisa , acrescenta, em tom de pergunta camuflada, 'achas que vá, não tem mal, pois não... é que o Pai fica sozinho?'
Mas que é isto, a Mãe a modos que a pedir autorização para sair!?
sexta-feira, 2 de março de 2012
2. Mãe/Pai... Pai/Mãe
'Com três letrinhas apenas
Se escreve uma palavra pequenina,
que é a maior que o Mundo tem:
MÃE.'
A primeira dedicatória que escrevi à minha Mãe!
O MEU, o MELHOR PAI do MUNDO
Dúvidas?
Eu não as tenho!
Quando era pequenina, criança, e em perguntavam se eu gostava mais do Pai ou da Mãe, eu respondia, enquanto aproximava, quase tocando, o dedo indicador no polegar:
'Gosto muito dos dois, mas gosto mais assim um bocadinho (enquanto aproximava, quase tocando, o dedo indicador no polegar), do Pai!'
Agora, que cresci, não é assim, percebi que, há muito, estas 'coisas' não são comparavéis... simplesmente Diferentes... só têm o mesmo grau de importância.
domingo, 22 de janeiro de 2012
Feliz Aniversário, Mamã
E hoje, foi dia de almoço especial. Foi dia de festejar mais um aniversário da minha Mãe.
E ainda não encontraram a(s) palavra(s) para descrever certos sentimentos... Feliz Aniversário, Mamã.
Gosto de ti assim, com as tuas virtudes e defeitos.
E não lhe dei, um, mas muitos destes, hoje.
E ainda não encontraram a(s) palavra(s) para descrever certos sentimentos... Feliz Aniversário, Mamã.
Gosto de ti assim, com as tuas virtudes e defeitos.
E não lhe dei, um, mas muitos destes, hoje.
domingo, 1 de maio de 2011
Mãe
Para a mim, a ser só um, é o 8 de Dezembro, mas como são TODOS os dias, o da Mãe, o do Pai, o das pessoas que amamos, um dia muito feliz para todos vós.
Com três letrinhas apenas
Se escreve uma palavra pequenina,
que é a maior que o Mundo tem:
MÃE.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Dia da Mãe
Bem, vou-me repetir: 'O dia da Mãe é todos os dias.' Já está!
Agora:
Há coisas que me fazem confusão. Certamente são coisas simples, mas pronto, ou sou muito burrinha, ou estou num patamar acima da média para perceber 'coisas tão simples', como será esta de o Dia da Mãe ter mudado para o primeiro Domingo de Maio.
'É uma questão comercial'- é esta a explicação.
Quando eram criança, o presente do dia da Mãe, assim como o do dia do Pai era feito por NÓS, crianças, na escola. Os pais ( o pai no dia da mãe e a mãe no dia do pai) não iam connosco comprar prendas para nós oferecermos à Mãe, ou ao Pai!
Agora compram prendas para as Mães?
Ah, as pessoas mais velhas?
Pois, os meus Pais iam almoçar com os pais... e como era feriado, a família juntava-se toda.
Prendas? Não me lembro!
Se calhar venho de uma família de forretas!
Azar, eu gosto assim. Gosto dos almoços que tive em casa dos avós, com os tios, os primos, os avós. Do bolo de laranja, da torta de chocolate e do pudim da Avó. Gosto do frio de Dezembro, do braseiro a aquecer a sala. Gosto da carne assada no fogão a lenha, do cheiro dos guardanapos de linho com cheiro a lavado, gosto de ir com a prima para o quarto que tinha sido da tia e vestir as roupas que ela lá deixou... e gosto de, eu e a prima, ficarmos a dormir em casa dos avós quando o dia da Mãe era à Sexta ou ao Sábado.
Ainda bem que era assim. Gosto de ter estas como as recordações do Dia da Mãe, que começava com a minha Mãe a ser surpreendida com o meu presente logo pela manhã. Às vezes já não estava inteiro. A necessidade de o esconder por vezes provocava danos! MAs os postais, feitos por mim, esses chegavam inteiros e com a mensagem completa!
(esta foi a primeira que escrevi à minha Mãe, num dia 8 de Dezembro...)
E voltando ao início do post:
Feliz dia(s) da Mãe, para todas as mães.
Agora:
Há coisas que me fazem confusão. Certamente são coisas simples, mas pronto, ou sou muito burrinha, ou estou num patamar acima da média para perceber 'coisas tão simples', como será esta de o Dia da Mãe ter mudado para o primeiro Domingo de Maio.
'É uma questão comercial'- é esta a explicação.
Quando eram criança, o presente do dia da Mãe, assim como o do dia do Pai era feito por NÓS, crianças, na escola. Os pais ( o pai no dia da mãe e a mãe no dia do pai) não iam connosco comprar prendas para nós oferecermos à Mãe, ou ao Pai!
Agora compram prendas para as Mães?
Ah, as pessoas mais velhas?
Pois, os meus Pais iam almoçar com os pais... e como era feriado, a família juntava-se toda.
Prendas? Não me lembro!
Se calhar venho de uma família de forretas!
Azar, eu gosto assim. Gosto dos almoços que tive em casa dos avós, com os tios, os primos, os avós. Do bolo de laranja, da torta de chocolate e do pudim da Avó. Gosto do frio de Dezembro, do braseiro a aquecer a sala. Gosto da carne assada no fogão a lenha, do cheiro dos guardanapos de linho com cheiro a lavado, gosto de ir com a prima para o quarto que tinha sido da tia e vestir as roupas que ela lá deixou... e gosto de, eu e a prima, ficarmos a dormir em casa dos avós quando o dia da Mãe era à Sexta ou ao Sábado.
Ainda bem que era assim. Gosto de ter estas como as recordações do Dia da Mãe, que começava com a minha Mãe a ser surpreendida com o meu presente logo pela manhã. Às vezes já não estava inteiro. A necessidade de o esconder por vezes provocava danos! MAs os postais, feitos por mim, esses chegavam inteiros e com a mensagem completa!
'Com três letrinhas apenas
Se escreve uma palavra pequenina,
que é a maior que o Mundo tem:
MÃE.'
(esta foi a primeira que escrevi à minha Mãe, num dia 8 de Dezembro...)
E voltando ao início do post:
Feliz dia(s) da Mãe, para todas as mães.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Férias da Páscoa
Assim de repente, lembrei-me de quando passava as férias da Páscoa a sós com o meu Pai. Bem, não era bem a sós. Era só durante o dia.
O meu Pai sempre teve tarefas em que tinha que trabalhar nas férias do outros e por isso raras foram as vezes em que tivemos férias 'com todos'. (Deve ser por isso que evitei sempre férias em Agosto.)
Voltando às férias da Páscoa a sós com o meu Pai: a minha Mãe quando recomeçou a trabalhar, tinha férias em Agosto e, lá está, com uma vida profissional completamente diferente, o pico de trabalho dela era no Natal e na Páscoa.
A princípio eu não gostava muito de ficar 'em casa' com o meu Pai. Os outros menino iam todos para o colégio e passavam o dia na brincadeira. 'E eu a ter que ficar em casa com o Papá. Que chatice!', era este o meu pensamento na véspera das férias.
Logo passava, pois ele era cinema, passeios à beira mar e beira rio, museus, visitar avós e passar dias inteiros no quintal no meio da terra. Outras vezes eram 'sessões de fotografia' com a emoção da espera pela revelação que o digital nos tirou. E às vezes a loucura era ainda maior e levava-me às compras e era roupa nova dos pés à cabeça com direito a sapatos, carteira e adereços para o cabelo.
Por norma, nesse dia íamos esperar a mãe ao emprego e, quando eu ia ter com ela, ela abanava a cabeça, fazia cara séria e sorria com os olhos.
O Pai ao longe ria-se e, ela quando chegava junto a ele dizia:'Tem tanto juízo o Pai como a filha!'
'Mas ó Mãe, não gostas da minha roupa?'-perguntava eu, já menos eufórica.
(a opinião da minha Mãe sobre roupa sempre foi muito importante para mim e dela herdei o gosto pela diferença)
'Gosto'-respondia ela, umas vezes mais convincentemente que outras, dependendo de quanto havia gostado.
E esses dias por norma acabavam em grande com um jantar à beira mar.
Pois e acham que eu nessa altura ainda me lembrava das brincadeiras perdidas? A chatice era na Sexta-feira Santa quando a Mãe ficava em casa e nós ( eu e o Pai) tínhamos que entrar nos eixos!
O meu Pai sempre teve tarefas em que tinha que trabalhar nas férias do outros e por isso raras foram as vezes em que tivemos férias 'com todos'. (Deve ser por isso que evitei sempre férias em Agosto.)
Voltando às férias da Páscoa a sós com o meu Pai: a minha Mãe quando recomeçou a trabalhar, tinha férias em Agosto e, lá está, com uma vida profissional completamente diferente, o pico de trabalho dela era no Natal e na Páscoa.
A princípio eu não gostava muito de ficar 'em casa' com o meu Pai. Os outros menino iam todos para o colégio e passavam o dia na brincadeira. 'E eu a ter que ficar em casa com o Papá. Que chatice!', era este o meu pensamento na véspera das férias.
Logo passava, pois ele era cinema, passeios à beira mar e beira rio, museus, visitar avós e passar dias inteiros no quintal no meio da terra. Outras vezes eram 'sessões de fotografia' com a emoção da espera pela revelação que o digital nos tirou. E às vezes a loucura era ainda maior e levava-me às compras e era roupa nova dos pés à cabeça com direito a sapatos, carteira e adereços para o cabelo.
Por norma, nesse dia íamos esperar a mãe ao emprego e, quando eu ia ter com ela, ela abanava a cabeça, fazia cara séria e sorria com os olhos.
O Pai ao longe ria-se e, ela quando chegava junto a ele dizia:'Tem tanto juízo o Pai como a filha!'
'Mas ó Mãe, não gostas da minha roupa?'-perguntava eu, já menos eufórica.
(a opinião da minha Mãe sobre roupa sempre foi muito importante para mim e dela herdei o gosto pela diferença)
'Gosto'-respondia ela, umas vezes mais convincentemente que outras, dependendo de quanto havia gostado.
E esses dias por norma acabavam em grande com um jantar à beira mar.
Pois e acham que eu nessa altura ainda me lembrava das brincadeiras perdidas? A chatice era na Sexta-feira Santa quando a Mãe ficava em casa e nós ( eu e o Pai) tínhamos que entrar nos eixos!
sábado, 22 de janeiro de 2011
Feliz Aniversário, Mamã
E o meu pedido do ano passado concretizou-se: hoje sopras as 70.
E é um abraço tão forte quanto este que te vou dar.
domingo, 2 de maio de 2010
Dia da Mãe II
E porque as mães nos vêem sempre como os 'seus bebés'...
De Eugénio de Andrade:
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe
Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade, in "Os Amantes Sem Dinheiro"
De Eugénio de Andrade:
No mais fundo de ti,
eu sei que traí, mãe
Tudo porque já não sou
o retrato adormecido
no fundo dos teus olhos.
Tudo porque tu ignoras
que há leitos onde o frio não se demora
e noites rumorosas de águas matinais.
Por isso, às vezes, as palavras que te digo
são duras, mãe,
e o nosso amor é infeliz.
Tudo porque perdi as rosas brancas
que apertava junto ao coração
no retrato da moldura.
Se soubesses como ainda amo as rosas,
talvez não enchesses as horas de pesadelos.
Mas tu esqueceste muita coisa;
esqueceste que as minhas pernas cresceram,
que todo o meu corpo cresceu,
e até o meu coração
ficou enorme, mãe!
Olha — queres ouvir-me? —
às vezes ainda sou o menino
que adormeceu nos teus olhos;
ainda aperto contra o coração
rosas tão brancas
como as que tens na moldura;
ainda oiço a tua voz:
Era uma vez uma princesa
no meio de um laranjal...
Mas — tu sabes — a noite é enorme,
e todo o meu corpo cresceu.
Eu saí da moldura,
dei às aves os meus olhos a beber,
Não me esqueci de nada, mãe.
Guardo a tua voz dentro de mim.
E deixo-te as rosas.
Boa noite. Eu vou com as aves.
Eugénio de Andrade, in "Os Amantes Sem Dinheiro"
Dia da Mãe
Já o disse aqui. A haver um Dia da Mãe será o 8 de Dezembro, o dia em para o qual na escola fazíamos os trabalhos para oferecer às mães. E não havia a treta de comprar prendas... eram os nossos trabalhinhos, sem o aparato dos de agora.
Muitas vezes era um simples postal feito por nós, que nem o primeiro que fiz à minha Mãe depois de aprender a ler e escrever, que dizia:
Com três letrinhas apenas
Se escreve esta palavra pequenina,
a maior que o Mundo tem:
MÃE
Há algo melhor? Seria inventar a roda!
Hoje não comprei nada para a minha Mãe. Estive com ela e sei que para ela foi mais que suficiente.
... Dia da Mãe, é todos os dias.
Um feliz dia para todas as mães. Um bem-haja para todas elas.
Hoje não comprei nada para a minha Mãe. Estive com ela e sei que para ela foi mais que suficiente.
... Dia da Mãe, é todos os dias.
Um feliz dia para todas as mães. Um bem-haja para todas elas.
domingo, 24 de janeiro de 2010
E hoje foi dia de festejar...
E hoje foi dia de festejar o aniversário da D. Odeta. Ao contrário do meu Pai, a minha Mãe começa a lidar mal com a idade. Enquanto o meu Pai faz tem um grande orgulho na idade que tem e no que é capaz de fazer. Correr 20 km de 2 em dois dias não é para qualquer um, muito menos para quem já apagou 71 velas.
Mas estava feliz a minha Mãe. Estava feliz eu... estávamos todos felizes.
Quero-te ver soprar as 70.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Mãe
Lembras-te daqueles xi-corações que eu te dava quando era pequenina? Em que os meus bracinhos não te abraçavam toda, mas que eram tão intensos que nada há para medir o seu tamanho?
Claro que te lembras e é um desse que eu te vou dar logo que esteja contigo...
Claro que te lembras e é um desse que eu te vou dar logo que esteja contigo...
TGiF
Hoje, para além de ser Sexta-feira, a minha Mãe faz anos e tenho o Jantar dos AmiComcas.
Muito para dizer:
TGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiF
E ainda:
Parabéns Mamã... adoro-te. Tu e o Pai são os meus maiores tesouros.
Muito para dizer:
TGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiF
E ainda:
Parabéns Mamã... adoro-te. Tu e o Pai são os meus maiores tesouros.
Hoje o dia ainda é mais importante que os outros
Lembro-me particularmente de uma prenda que ofereci à minha Mãe no aniversário dela. Devia ter aí uns sete anos e resolvi fazer-lhe um colar... cm papel de lustro!
Lembro-me que tinha um caderno desse papel com cores muito fortes: verde, azul, rosa, laranja, vermelho e também branco e preto.
Resolvi então cortar o papel em tiras de cerca de cinco centímetros e rematar as pontas em bico. Passei cola na parte de dentro do papel e enrolei as tiras numa agulha de croché. Depois de secas enfiei-as num fio e dei um nó. Meti num envelope branco onde na parte de fora desenhei umas flores, também todas cheias de cor.
Andei imensos dias afazer aquilo. Fazia Às escondidas no quarto antes da hora do jantar e quando a minha Mãe me ia chamar para jantar eu escondia as coisas.
É claro que a minha Mãe nunca usou o colar. Guardou na gaveta da mesinha de cabeceira, dizendo que quando chegasse a Primavera iria arranjar uma blusa para poder usar o colar. E sempre que eu abria a gaveta da mesinha de cabeceira saía a pergunta:Ó Mãe ainda não arranjaste a blusa?'. Enquanto não foi Primavera a desculpa de esperar serviu, depois passou para 'Ainda não encontrei uma que combinasse com essas cores.'-dizia-me ela.
Eu acreditava. Eu tinha sete anos. E tinha a convicção de que o colar era lindíssimo e que ela podia perfeitamente usá-lo na rua, por isso a questão era mesmo a blusa. Para além disso a minha Mãe era e é uma pessoa com gostos muito singulares a quem nem tudo agrada, principalmente o que agrada a todos. É pessoa de fazer as suas próprias modas... não fosse ela conhecida como a 'miss de S. Pedro' na freguesia onde nasceu e morou até casar.
Sim a minha Mãe é especial porque é minha Mãe e porque é mesmo uma Mulher muito especial. Não tem medo das pessoas. Já em miúda enfrentava os rapazes mais velhos, maiores que ela... defendia o primo e ia-lhes fazer esperas à porta da escola para tirar satisfações sobre as maldades que eles faziam ao primo mais novo que ela um ano.
Mas tem medo, pavor até, das acções da Mãe Natureza, do vento, tem muito medo do vento. Tem pavor da trovoada, mesmo depois de numa noite de trovoada o meu Avô a ter obrigado a ver a trovoada à janela. Tem medo do Mar e tem um medo tal, que atá a palavra lhe custa pronunciar, do cancro. Quantas vezes não a ouvi dizer: 'Deus nosso Senhor nos livre dessa doença.'. Ironicamente foi a ela que tocou cuidar do meu avô na sua doença quando já em estado terminal, o que ela fez de uma forma tal que o médico de família a convidou para fazer voluntariado num hospital ou até mesmo tirar um curso de enfermagem.
Sim é uma mulher especial. Tão forte como fraca. Tão meiga como rude. Não, não é uma mulher do meio termo, é de extremos que Às vezes nos leva a temer pela sua reacção.
É a minha Mãe e muito haveria para dizer sobre ela, mas seria pouco.
Ela hoje faz anos e cada ano que passa este dia continua a ter mais importância porque a tenho comigo e que seja por muitos anos. Não me consigo imaginar sem ela e sem o meu Pai.
Um dia que isso aconteça todo o chão desaparecerá debaixo dos meus pés e nem eu, nem o meu viver serão os mesmo. Que longe estejam esses dias.
E como o dia de hoje é de festa, vou-lhe ligar já já.
Lembro-me que tinha um caderno desse papel com cores muito fortes: verde, azul, rosa, laranja, vermelho e também branco e preto.
Resolvi então cortar o papel em tiras de cerca de cinco centímetros e rematar as pontas em bico. Passei cola na parte de dentro do papel e enrolei as tiras numa agulha de croché. Depois de secas enfiei-as num fio e dei um nó. Meti num envelope branco onde na parte de fora desenhei umas flores, também todas cheias de cor.
Andei imensos dias afazer aquilo. Fazia Às escondidas no quarto antes da hora do jantar e quando a minha Mãe me ia chamar para jantar eu escondia as coisas.
É claro que a minha Mãe nunca usou o colar. Guardou na gaveta da mesinha de cabeceira, dizendo que quando chegasse a Primavera iria arranjar uma blusa para poder usar o colar. E sempre que eu abria a gaveta da mesinha de cabeceira saía a pergunta:Ó Mãe ainda não arranjaste a blusa?'. Enquanto não foi Primavera a desculpa de esperar serviu, depois passou para 'Ainda não encontrei uma que combinasse com essas cores.'-dizia-me ela.
Eu acreditava. Eu tinha sete anos. E tinha a convicção de que o colar era lindíssimo e que ela podia perfeitamente usá-lo na rua, por isso a questão era mesmo a blusa. Para além disso a minha Mãe era e é uma pessoa com gostos muito singulares a quem nem tudo agrada, principalmente o que agrada a todos. É pessoa de fazer as suas próprias modas... não fosse ela conhecida como a 'miss de S. Pedro' na freguesia onde nasceu e morou até casar.
Sim a minha Mãe é especial porque é minha Mãe e porque é mesmo uma Mulher muito especial. Não tem medo das pessoas. Já em miúda enfrentava os rapazes mais velhos, maiores que ela... defendia o primo e ia-lhes fazer esperas à porta da escola para tirar satisfações sobre as maldades que eles faziam ao primo mais novo que ela um ano.
Mas tem medo, pavor até, das acções da Mãe Natureza, do vento, tem muito medo do vento. Tem pavor da trovoada, mesmo depois de numa noite de trovoada o meu Avô a ter obrigado a ver a trovoada à janela. Tem medo do Mar e tem um medo tal, que atá a palavra lhe custa pronunciar, do cancro. Quantas vezes não a ouvi dizer: 'Deus nosso Senhor nos livre dessa doença.'. Ironicamente foi a ela que tocou cuidar do meu avô na sua doença quando já em estado terminal, o que ela fez de uma forma tal que o médico de família a convidou para fazer voluntariado num hospital ou até mesmo tirar um curso de enfermagem.
Sim é uma mulher especial. Tão forte como fraca. Tão meiga como rude. Não, não é uma mulher do meio termo, é de extremos que Às vezes nos leva a temer pela sua reacção.
É a minha Mãe e muito haveria para dizer sobre ela, mas seria pouco.
Ela hoje faz anos e cada ano que passa este dia continua a ter mais importância porque a tenho comigo e que seja por muitos anos. Não me consigo imaginar sem ela e sem o meu Pai.
Um dia que isso aconteça todo o chão desaparecerá debaixo dos meus pés e nem eu, nem o meu viver serão os mesmo. Que longe estejam esses dias.
E como o dia de hoje é de festa, vou-lhe ligar já já.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Caim

Hoje, iam os meus pais de braço dado em plena rua de Santa Catarina, quando ao passar pela montra de uma livraria, diz a minha Mãe:
-Vamos comprar o livro do Saramago?
O meu Pai, que para comprar livros está sempre pronto responde:
-Vamos, compramos aqui.
É quando por detrás deles ouvem uma voz:
-Sinceramente, acham isso bonito? Comprar esse livro?!
Enquanto o meu Pai ia abrindo a boca para responder, a minha Mãe, vira-se para quem se meteu na conversa, segundo ele um 'armário' aí de 1,80m e 100 kg, e diz:
-Alguém lhe perguntou alguma coisa?
Depois de mais algumas resmungadelas do homem com comentários negativos ao livro e à intenção dos meus pais, entre as quais proferiu a palavra 'democracia', a minha Mãe esticou o braço, apontou para o fundo da rua Santa Catarina e disse-lhe:
-Meta-se na sua vida e ponha-se a milha de nós, seu mal educado!
Bom, gostava de ter visto. A minha mãe é uma mulher com muitos medos, mas o incrível é que das pessoas ela não tem medo. Já em miúda eram constantes as queixas que os meus avós tinham por ela andar às lutas com rapazes. Herdou essa característica da minha avó.
Esta atitude dela foi para evitar que o meu Pai falasse. Seria bem pior.
Certo é que o 'armário' deixou-se intimidar pelas palavras dela e deu corda aos sapatos e pôs-se a andar!
Pena não ter visto!
Bom eles compraram o livro e vieram a lê-lo no comboio...
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
'Hoje o dia foi de festa.'
'Hoje o dia foi de festa.'
Palavars da minha Mãe, hoje. Porquê?-perguntei .
'Porque acordei e estou viva! É preciso mais!?'
Ora toma, ela chegou para ti!-pensei.
Palavars da minha Mãe, hoje. Porquê?-perguntei .
'Porque acordei e estou viva! É preciso mais!?'
Ora toma, ela chegou para ti!-pensei.
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