sexta-feira, 27 de Novembro de 2009
Correio de Natal
E como as máquinas ainda não têm sentimentos, há emoções que se perdem quando, para além de tentarmos acompanhar a velocidade desses 'bichinho' , adoptamo-los e deixamos que eles façam o que nós então fazíamos, mesmo aquelas coisas que fazíamos com o coração. E assim tudo fica à distância de um clique!
Ir à papelaria, comprar postais, de Natal, de Aniversário, de Páscoa; escrever palavras saídas directamente do coração, meter o postal no envelope, ir ao posto do correio, comprar o selo, colar o selo (único este momento, o em que antes de colar o selo na carta o passamos pela língua...) e metê-lo no marco do correio.
Gestos morosos que passaram a ficar à distância de um clique!
Tudo se resume agora a ligar o PC, entrar ma mailbox, escrever palavras saídas da net, 'sacar' uns bonequinhos bonitos, anexar ao email e send.
Não há selos, não há ritual de comprar o selo, não há o ritual de o colar e não há o ritual de caminhar para o correio ao som e sob as luzes de Natal.
Nós ainda conhecemos as duas realidades, mas daqui a uma, duas gerações, só a última existirá, a da papelaria, da carta, do correio, do selo não passará de uma lembrança de algo que os nossos avós faziam...
Felizmente ainda há selos. E felizmente há selos temáticos e também os há de Natal. E são lindos, verdadeiras obras de arte, alguns, em que poucos reparam, mesmo os que enviam cartas e os que recebem... a estrela do momento é o postal!
Enquanto não o é, mandem postais, saiam de casa, vão à papelaria comprar os postais, vão ao correio enviá-los, curtam a música das ruas, apreciem as iluminações... aproveitem essa magia enquanto ela não fica perdida algures no passado!
TGiF
... e para alguns, para quem pode, é fim-de-semana prolongado. Gozem muito, seus SORTUDOS.
No próximo sou eu... a sortuda, mas espera-me muito trabalhinho, mas daquele feito com gosto que não vai custar nada.
quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
CERN

Já o repararam e desta vez funcionou. Agora é esperar pelo processamento dos resultados... vsi demorar.
O Caixote
Era óptima, fácil de limpar, o pó não tinha onde se esconder e em duas horas a casa ficava arrumada.
As refeições faziam-se na sala, onde a mesa não era mais que o caixote da televisão 'embrulhado' numa toalha de papel. E nunca se deixou de receber os amigos por isso. Pelo contrário, os jantares eram bem divertidos e muito descontraídos. Para os jantares arranjava sempre umas toalhas bem coloridas que combinassem com as toalhas de papel que eu também mudava amiúde.
No Natal, o começo de uma tradição lá de casa, convidei um grupo de amigos para jantar. Éramos seis, à volta do caixote. As cadeiras eram os sofás e muitas vezes comemos sentados no chão, que nem uns chinezinhos.
Escusado será dizer que os miúdos adoravam. Para eles era uma brincadeira, era algo de diferente.
Quando chegou a mesa, a alegria da sua chegada confundia-se com a nostalgia da perda do 'caixote'. A cada passo o 'caixote' era evocado. Havia sempre um episódio para contar sobre um ou outro jantar no 'caixote'. Ou porque um ao tentar por as pernas debaixo 'da mesa' tinha entornado os copos do vinho, ou porque os miúdos fizeram questão de 'comer à mesa' e os adultos tiveram de comer de pratinhos na mão para que suas altezas pudessem 'estar à mesa'. E todos se lembravam da 'cova' que o caixote no seu fim de carreira já apresentava, fruto de levar com muitos pratos, copos e travessas em cima!
Confesso que tenho também algumas saudades do 'caixote' à volta do qual passei bons momentos. Tenho saudades do tempo que passava a 'embrulhá-lo', do cuidado com que escolhia as toalhas de papel, como as combinava com as de pano e a forma como 'acomodava' os pratos, os talheres, os copos e as travessas em cima dele.
O 'caixote' ficará pois para sempre no meu álbum de recordações, como a minha primeira mesa e a mesa que mais da minha imaginação usou.
Como era lindo o caixote!
quarta-feira, 25 de Novembro de 2009
Quarta a meio... no Rochedo
O primeiro dia, desde o 25 de Abril, em se respirava nervosismo.
O meu Pai saiu à noite e naquele dia não fomos tomar café ao Libolo.
Havia muitas notícias na TV ouviam-se muitos aviões...
terça-feira, 24 de Novembro de 2009
Olhó Pai Natal
segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
Livro de Leitura... da primeira classe
Lembro-me tão bem dele. Do dia em que o recebi, do medo de nunca conseguir ler os textos das últimas páginas e do 'Milagre das Rosas' contado nas últimas páginas que eu e a minha amiguinha, Paula Luzia tão bem representamos na festa de fim de ano!
Ela era a Rainha Santa Isabel, eu o D. Diniz.
As nossas coroas eram feias com as caixas, que eram cilíndricas, dos queijinhos Saúde.
Uma caixa deu duas coroas... cortada a meio aos bicos...
Lindo, lindo...

O meu também tinha a lombada amarela, mas havia verde, vermelho...o da Paula Luzia tinha azul.
( Incrível como há pormenores que ficam para sempre!)

As páginas do a e i o u!
Lembro-me da imagem do topo, do mar e de 'ir passar o dia a casa do tio Artur' não me lembro. :-)
Lembro-me destas duas. De ter ficado com a ideia e que um farol era algo de muiiiito grande! E recordo que associei a passagem do pico do silvado, aos picos com que eu ficava nos dedos quando ia para o rio com a minha Avó e ao apanha amoras bravas ficava com picos nos dedos. O meu Avô com a sua paciência, desinfectava uma agulha com fogo, lavava-me a mão com álcool e pacientemente tirava-me os picos. Sempre dizia: 'Se não deixas tirar, os picos vão para o sangue e depois só no hospital!', quando eu ficava impaciente.
Obrigada, muito obrigada ao Planeta Tangerina.
Café

domingo, 22 de Novembro de 2009
há dias assim...
A dor de cabeça que resolveu vir passar o fim-de-semana comigo, só agora está a ir embora, mas muito devagar e contrariada.
Tive a minha primeira dor de cabeça, tinha eu já quase 30 anos. Foram poucas comparadas se comparar com colegas e amigos que são brindados todas as semanas com elas e com durações de três e quatro dias. Esta foi a mais duradoira e a mais intensa.
Fiquei sem saber a causa da sua visita, se de algum alimento, ou se dos cafés a mais.
Certo é que fiquei muito mal disposta na sexta-feira depois de tomar o café na hora do almoço. Não tomei mais. Poderá ter começado por uma crise de fígado e depois a falta da cafeína... desde esse dia que não tomo café. Já devo ao corpo em cafeína aí uns oito cafés e umas quatro meias de leite.
Pois chateou-se!
Também andou por aqui um pingo no nariz e a garganta está um bocado para o arranhudo!
O jantar foi uma sopinha, das da mamã e uma frutinha.
Vamos lá ver no que isto dá.
Vai-te dor, vai-te de uma vez... irra!
E anda uma pessoa a desejar o fim-de-semana para isto! dor de cabeça e tarde de Domingo a dormir no sofá... deu em neura!
Amanhã ninguém me vai aturar... fujam!
Só falta mesmo ser Dezembro!
Chove, faz frio, as pessoas já saem das lojas com embrulhos decorados com motivos de NAtal...A confusão já começa a ser grande nos centros comercias e... só falta mesmo ser Dezembro... é que ainda estamos a 22 de Novembro!
Nem quero imaginar como será o Dezembro!
Cá eu , ainda não comprei prendas, ainda não pensei nelas e vontade, vontade tinha de não comprar nada... esta é única época do ano em que não gosto de dar prendas. Chamem-me o que quiserem, mas o Natal não é isto!
sábado, 21 de Novembro de 2009
sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
História a qu4tro mãos
Coisas do Bono
Olá,
Então como estão todos?
Estes últimos dias têm sido muito complicados. Tenho estado muito rabugento e tenho feito a vida negra à minha dona. Vejam lá que ela até me deu umas chineladas, o que para mim vai dar só mesmo, pois não dói!
Mas também quem a mandou a ela mudar de ração? Sabem é que o meu bem-estar roda à volta da comida. Se não estou satisfeito armo um 31 daqueles!
Pois, no Domingo à noite deram-me uma comida diferente. Parece que a que eu gosto estava esgotada e a minha dona teve de comprar esta. É mais pequena e é de cordeiro em vez de salmão. Ela deu-me na mesma dose e eu não fiquei satisfeito! Resultado: ladrei a noite toda a pedir comida. Mas foi mesmo a noite toda, acreditem! Ainda por cima chovia e de manhã quando a minha dona me veio dar de comer eu mais parecia um pinto!
Vocês nem imaginam a cara com que eles me apareceram naquele dia de manhã! Estavam tão furiosos, que eu quando os vi nem dei aqueles meus saltos de alegria por ver comida!
De Segunda para terça já não chorei. Eles perceberam o que se passou, (é que a minha dona consegue diferenciar o meu ladrar do da Tigra e identificar os meus diferentes ladrares) e então fintou-me com a comida: deu-me menos de manhã e mais um bocadinho à noite. Assim na hora de dormir estava com a barriga cheia e dormi a noite toda.
A loira, como quem diz Sra Dona Tigra, é que com ela é que está tudo bem. Vejam que quando estou cansado de ladrar, tenho de lhe dar quatro ladradelas para que ela durante um bocado ladre... afinal também beneficia da minha reivindicação! Gajas!
quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Santiago de Compostela
Faço por ir lá uma vez no ano. Normalmente é no Verão, no início ou no fim das férias. Preciso de ver o Santiago, faz-me bem...um bem enorme.

Não resisti a trazer este sketch, lindo, do Urban Sketch.
Pessoa

- Fernando Pessoa, 18-3-1935
Tudo quanto penso,
Tudo quanto sou
É um deserto imenso
Onde nem eu estou.
Extensão parada
Sem nada a estar ali,
Areia peneirada
Vou dar-lhe a ferroada
Da vida que vivi.
[...]
quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Quarta a meio... Gigi
Estávamos no ano de 1993 e inexplicavelmente, em poucos meses emagreci a olhos vistos. Não sei precisar quantos, pois a minha relação com a balança sempre foi de ódio e por isso o emagrecimento foi medido pela roupa e pela necessidade quase semanal de a ajustar.
Os meus Pais, a minha Mãe porque é uma medricas e o meu Pai porque vive a um passo da hipocondria, insistiram para que consultasse o médico e fizesse análises.
Cedi, o médico de família, ao apanhar-me lá, aproveitou para me obrigar a fazer tudo a que tinha direito e lá fui eu para o laboratório uma manhã inteira fazer análises a tudo, mesmo tudo.
O resultado não foi o melhor. Denunciava anemia!
Nada de grave, segundo o médico, mas assustador para a minha mãe, que logo passou a andar de marcação cerrada na minha alimentação e na medicação, que não passava de umas meras ampolas de ferro.
O compromisso foi o de repetir as análises finda a toma das ampolas.
E repeti. Desta vez foram análises mais especificas e como tal menos morosas. No dia certo a minha Mãe foi levantá-las e mostrá-las ao médico.
O resultado não foi o desejado. A dita 'anemia' continuava. O médico queria que eu fosse ao consultório no dia seguinte.
A minha Mãe estava em pânico, o meu Pai apreensivo. Eu preocupada, mas mais com o baile de gala que seria dentro de uma semana. Ao contrário da minha Mãe, o meu lema foi sempre o de viver um dia de cada vez.
O meu médico de família, o Dr. Fausto, era um homem bem-disposto, habituado às fobias da minha Mãe e sempre a chamá-la à razão para os exageros dela.
Desta vez não foi assim. Olhou para as análises, auscultou-me, apalpou-me o baço, o fígado e disse: 'Não sei o que se passa. Vou-te mandar para o hospital de São João para que sejas vista por uma médica minha amiga de hematologia.'
Passou a carta, telefonou à amiga, explicou-lhe na minha frente o que se passava e ficou combinado que eu iria ao hospital na semana seguinte para lhe mostrar as análises.
Depois de desligar disse-me: ' A Dra Maria José, é especialista em hematologia e vai-te fazer mais exames para descobrir de onde vem essa anemia. É natural que tenhas de fazer um miograma. É doloroso, aviso-te já. Vão-te espetar uma agulhas no osso da bacia para extrair medula e analisar.'
Inexplicavelmente não fiquei com medo, nem nervosa. Algo me dizia que não era nada de especial e que não passava de uma mudança de natureza, a dos sete anos.
Fui ao hospital no dia marcado, fui ter com a médica, ela viu as análises e depois de ver as análises marcou uma consulta para dali a quinze dias. Disse-me que provavelmente aind não teria de fazer o miograma, mas que teria de ir em jejum, pois antes da consulta teria de fazer análises esperar que ela analisasse durante a consulta.
Assim foi. Foram feitas todo o tipo de análises ao sangue. E no final, bem no fim da manhã e isto depois de chegar ao hospital às 8 da manhã, fui chamada para a consulta.
A médica voltou a apalpar-me o baço, o fígado, a zona das axilas e na zona das orelhas. 'Tudo normal.', disse ela. ' Estes parâmetro é que não me convencem, mas não acredito numa anemia simples. Até porque o ferro não fez efeito nenhum.'
Marcou nova consulta para o mês seguinte e fez-me uma medicação.
E assim foi, durante um ano, todos os meses lá ia eu ao hospital, em jejum fazer a colheita e de seguida à consulta.
Os valores das análises~oscilavam entre à volta dos limites inferiores. Entretanto a médica quis que os meus pais fizessem análises para ver se era algum factor hereditário que ali estivesse a interferir. Fizeram e estava tudo bem. Foi quando a minha Mãe se lembrou que a minha Avó, na altura já com oitenta e muitos anos, sempre dizia que as análises dela acusavam 'anemia'. A médica quis um relatório da minha avó. Os resultados eram exactamente os mesmos que os meus. Eu não tinha, e tenho, nada mais que uma característica, a que os hematologistas chamam de 'inversão de fórmula' que é hereditária. O que sempre foi diagnosticado à minha avó como anemia era inversão de fórmula e eu 'herdei-a'.
Sem facilitar a médica quis ainda que eu a consultasse nos dois anos seguinte. No inicio de dois em dois meses, depois de quatro em quatro, meio em meio ano, até ter alta.
O compromisso foi o de fazer análises de meio em meio ano... just in case.
Toda esta história a recordei de uma forma mais nítida quando uma amiga minha há sete anos faleceu com um cancro linfático. Nessa altura comecei a pensar que poderia ter acontecido a mim.
Quando conheci o blogue da Gigi, a recordação voltou, em todos os momentos revia a minha amiga e fiquei feliz, muito feliz por a história da Gigi ter tido um final feliz.
Através da Gigi, sinto que a doença da minha amiga está 'vingada'.
Obrigada Gigi. A Carla também agradece.
E parabéns Gigi, pelo teu 32ª aniversário.
terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Amo-te PORTO
No Verão, das crianças a mergulharem no rio para apanhar as moedas que os transeuntes atiravam. Que inveja eu tinha delas. Andavam descalças, não tinham calor e passavam o dia na água. HAveria melhor forma de passar as férias de Verão? Pensava eu. Eu que não sabia que aquelas crianças passavam fome, não tinham brinquedos e as moedas que apanhavam no fundo do rio eram para comprar vinho. Se bem que muitas vezes ouvi as velhotas dizerem:'Ó Senhore, não atire, que ele dá ao pai para comprar vinho!'

Óleo sobre tela, 73×92cm, 1994
Colecção particular
Número atribuído: 224
Hoje o tempo está assim...
segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
Não sei, não compreendo porque NÃO FIZ , mas as que FIZ,sei porquê...
Também não percebo porque AINDA NÃO FIZ algumas que ainda vou a tempo de as fazer e há muito me apetece fazê-las.
domingo, 15 de Novembro de 2009
Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa

sábado, 14 de Novembro de 2009
Vampiros e outros
Depois há os 'outros', que não fazem mal a ninguém, não querem saber do que se passa em seu redor. Querem mesmo é que a vida lhes corra e medem o seu bem estar por eles e não por comparação com os outros, os 'vampiros'.
Os 'vampiros', há-os em todo o lado, em maior número que os'outros' e ainda levam a vantagem de estarem sempre atentos aos 'outros' enquanto os 'outros', estão sempre metidos na sua concha e demoram algum tempo a aperceberem-se do que se passa.
Quando os 'outros' se apercebem da presença dos 'vampiros', entram em stresse, são acometidos de emoções para as quais não têm estrutura e muitos deles seguem por um de dois caminhos: 'passam' para o lados dos 'vampiros', sem saber como, passando a serem usados e abusados por estes que nem 'testas de ferro'; ou então espalham-se completamente ao comprido, sem força nem pinta de sangue que os ajude a levantar!
Há ainda um grupo de 'outros' que mais cedo se apercebem do que se passa, das intenções dos 'vampiros', que avisam os outros'outros' e acabam por ficar sós, que nem o 'tolo no meio da ponte'. De um lado os 'vampiros' a piorarem-lhe a vida e a tentarem abafar a sua existência e do outro os 'outros' a acharem que eles estão a entrar num processo de loucura precoce a pedir urgentemente que se retirem de cena!
Ver à frente ou ter razão antes do tempo tem destas coisas. A forma mais simpática de rotular esses 'outros', os da ponte é de 'cansados', a mais violenta, quando eles incomodam mesmo e têm de ser eliminados é de 'loucos'. Depois pelo meio há o 'não estás a perceber', 'estás a ver filmes' ou 'não é nada contigo'.
Pois não, mas há-de sobrar e em dose dupla!
sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
Descíamos da torre, da Serra da Estrela quando fomos apanhados por um forte temporal. À nossa frente houve um acidente e tivemos de parar. Começou a formar-se gelo no pavimento e nos raios dos pneus. O carro de um dos nossos amigos começou a deslizar em direcção a uma ravina com a mãe e os dois filhos. dentro. O pai, que tinha saído para ver o acidente quando de apercebe que o carro estava a deslizar começa a correr atrás.Nada os parava. Nem ao carro nem a ele... até ao último segundo, quando o carro, assim como começou a deslizar, também parou.Uma pedra, única num raio de uns bons metros, estava precisamente naquele sitio parava travar o carro!
Quando o carro parou só a mãe se mantinha dentro do carro. Os meninos tinham saltado. A mãe não. 'Tinha os meus filhos comigo, não podia fazer nada por eles, por isso não os ia abandonar', disse ela, que não se apercebeu que eles haviam saltado!
Esta cena durou alguns segundos, uma eternidade, desde começar a ver o carro deslizar até o ver parado.
Tudo acabou bem, ninguém se magoou, seguimos viagem e à Mão que nos protegeu estamos-lhe eternamente gratos.
Era dia 13, domingo, dia de Nossa Senhora de Fátima.
A partir desse dia passei a gostar ainda mais da minha amiga.
E...
TGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiFTGiF

Nunca a minha preocupação foi com a pele, confesso.
Sempre tive uma pele óptima, excelente mesmo, que sobreviveu bem à minha falta de cuidado. Tenho que o agradecer ao gene herdado da minha avó paterna que partiu aos 88 com uma pele invejável. Na adolescência, a minha luta era com a balança.
Diga-se que nos nossos dias essa luta seria infundada, pois se à época era gorda, hoje seria 'normal' magra, até!
Hoje, mesmo continuando a seguir os padrões da época, já não tenho necessidade destas lutas. Por providência a mim alheia, a balança passou a ser mais simpática para comigo. E tudo isto para dizer que há uns anos atrás, não muitos, dois, três no máximo, fui convidada para uma demonstração da Clinique. Gostei, fiquei fã e, apesar do seu bom aspecto, a minha pele agradeceu esta atenção especial e, se era boa e passou a ter um ar ainda melhor. O creme da Clinique passou, então a fazer parte da minha rotina matinal.
No Sábado passado fui convidada para mais uma sessão, das muitas para que fui entretanto convidado e a que sempre compareci, sem ter cedido a mais conselhos sobre cremes de noite, de olhos, anti rugas, anti isto e anti aquilo. MAs no Sábado, estava bem disposta e como tinha pontos de bónus na perfumaria, cedi às recomendações da demonstradora e lá trouxe para casa este pack e um creme anti-manchas. ( Segundo a senhora, as minhas sardas estão a tornar-se algo mais que sardas: manchas!).
E hoje, experimentei. E gostei, confesso. Gostei e estou a gostar do conforto que sinto na pele. Sinto a pele muito fresca e mesmo sem lhe tocar sinto como se tivesse veludo na cara.
Pois, é boa, muito boa, a senhora da Clinique até o disse, mas todos precisamos de mimos.
Para primeiro dia, estou a gostar do resultado...
Perfume de Mulher
Post Facebook
Nas últimas semanas, dias, horas, minutos, esta frase 'inunda-me' o pensamento!
quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
Well Done
Sento-me, deito-me, tapo-me com a mantinha e, que nem ontem à noite, acordo entre a meia noite e a uma da manhã...
A ajudar tenho tio umas formações, que são autênticas maratonas de oito horas fechados dentro de uma sala, sem janelas, o tempo todo a ouvir o formador a debitar matéria.
O homem até nem é mau de ouvir, mas oito horas...Haja paciência! Ao fim da tarde já nem sei como estar sentada!
E o trabalho por fazer, o telefone a tocar e os emails a choverem. Hoje ainda havia visita de cliente... foi na hora de almoço... o almoço foi a correr.
No fim, no fim.... pois eu faço parte daqueles que nem a 'well done' têm direito. É que há um grupo, os mais afortunados, que no fim levam uma palmadinha nas costas enquanto ouvem um 'well done'.
Depois há os que fazem que fazem, estão no sitio certo na hora certa e mesmo fazendo a maior das asneiras, no fim levam aumentos chorudos e são os bons!
Mas não se pode dizer... como diz o prof Marcelo: 'Ter razão antes do tempo, é não ter razão!.'
O quanto isto me persegue!
Vidinha dura, esta!
Mas amanhã é sexta-feira e a formação agora só para o ano!
Bom, se amanhã for como as ultimas sextas-feiras vai ser de arrancar cabelos!
quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
Dia de São Martinho
Pois o Sr. Sol esqueceu-se de nos visitar!
Dia de São Martinho significa sol e tempo quentinho.
A tradição já não é o que era!
Quarta a meio, no Caderno
Gosto do caderno dele. Não morro de amores por ele, nem pela escrita dele, mas o caderno gosto de espreitar.
Falo do Caderno de Saramago, senhores!
terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Turbilhão
Esta foto foi tirada no Domingo passado, 8 de Novembro, mas poderia perfeitamente ser de Outubro... já era Natal, em Outubro...
Naquele época, eu gostava do Natal. Gostava de escolher as camisas de dormir das avós, que comparávamos no Paiva e Cid ou na Casa Rocha. De lá também vinham as meias para os avós e os tios. Outras vezes eram lenços de mão para os homens e lenços de pescoço para as mulheres.Na Casa Natal, da rua do Bonjardim, vinha o bacalhau, que era posto a demolhar na bacia vermelha que durante o ano ficava guardada na despensa.
As uvas passas, os damascos, as nozes e os outros frutos todos vinham do mercado do Bolhão. Na Júlia, também do Mercado do Bolhão, vinha sempre um belo de um ananás, dos Açores para o centro de mesa.
E o Natal passava tão rápido, mas era tão intenso que todos estes momento se entranharam em nós de tal forma como se ontem tivessem sido!
Nota: Este post demorou três dias a ser escrito. Não porque fosse muito pensado, ms porque foi o pensar em momentos diferentes sobre o Natal. O resultado: um turbilhão de momentos.
Pensar Alto
Pois, e antes que perguntem, o problema é que essas pessoas, por questões sociais, têm autoridade sobre nós e... temos de engolir estes sapos!
Entretanto essas pessoas vão sendo felizes à custa destes momento de 'desconforto' que vão proporcionando aos demais.
Hoje perdi três preciosas horas com um espécimen destes! O pior é que estas três horas são três das muitas que já perdi e muitas que ainda hei-de perder!
segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
20 Jaher Fall der Berliner Mauer

Tigra
É uma alegria. O Sr Bono mete-se na casota e a Tigra ou fica pelo pátio ou vem para a garagem.
Hoje, enquanto o Bono estava dentro da casota, ela deliciava-se no salão com o seu osso. Mesmo assim quando a chamei, ela veio ter comigo, deixou de roer o osso para que eu lhe fizesse mimos e não se incomodou quando lhe mexi no osso.
É assim mesmo, uma princesa, a minha Tigra.
Carinho de Mãe
Um homem jovem estava fazendo compras no supermercado, quando notou que uma velhinha o seguia por todos os lados. Se ele parava, ela parava e ficava olhando para ele. No fim, já no caixa, ela atreveu-se a falar com ele, dizendo:
- Espero que não o tenha feito sentir-se incomodado; mas é que você se parece muito com meu filho que faleceu...
O jovem, com um nó na garganta, respondeu que tudo estava bem, que não havia problema. E a velhinha disse-lhe, então:
- Quero pedir-lhe algo incomum...
O jovem respondeu:
- Diga-me em que posso ajudá-la.
- Queria que você me dissesse 'Adeus, Mãe', quando eu me for embora do supermercado, isso encher-me-á de felicidade...!
O jovem, sabendo que seria um gesto que encheria o coração da velhinha, aceitou. Então, a velhinha passou pela caixa, após ter registado as suas muitas compras. Aí, se voltou sorrindo e, acenando com a sua tremula mão, disse: 'Adeus, filho!'
Ele, cheio de ternura, respondeu-lhe efusivamente: 'Adeus, Mãe!'
Ela foi-se e o homem ficou claramente satisfeito pois, com toda a certeza, havia proporcionado um pouco de alegria à tão angustiada velhinha. E, então, passou suas compras.
-São 450,00 €- lhe disse a rapariga do caixa.
-450 €??? Porquê tanto, se só levo estes cinco produtos?
E a rapariga do caixa disse-lhe:
-Sim, mas sua mãe disse que você pagaria as compras dela também.....
P.S..: Até os sacanas envelhecem! Que velhinha!!! E tu aí, quase a chorares!
Verão de S. Martinho
O frio começava bem mais cedo. Quando íamos para a escola, em Outubro e não em Setembro como agora, já íamos de botas e kispo novos, que os nossos pais nos compravam porque os do ano anterior já não serviam e não porque já não eram moda!
E como já nada é como antigamente, as previsões meteorológicas para os próximos dias são de chuva e frio.
11/11/2009:
Temperatura máxima: 15ºC,
Temperatura mínima: 10ºC,
Aguaceiros de manhã e chuva à tarde.
domingo, 8 de Novembro de 2009
Muito bom!
Depois de não haver magusto ( ainda não está posta de parte a sua realização) e depois de tentarmos fazer um jantar mas com um grupo mais pequeno para (re)ver as criancinhas e ver as barriguinhas das grávidas... fomos todos para o Porto, para casas do P..
Vimos que as criancinhas já andam, já falam e já fazem, muitas, asneiras e vimos barriguinhas onde estão outras a caminho.
Juntamo-nos todos na casa nova de um Amigo, sim Amigo e não amigo e foi bom, muito bom, tão bom que estamos a chegar a cada agora... já com o próximo jantar planeado, cá em casa e de Natal!
Mesmo sem gostar do Natal, destes jantares de Natal gosto. Está reunida a família que nós escolhemos: a dos Amigos.
E mesmo não sendo magusto, acabamos a noite a comer castanhas assadas... no forno. Melhor que nada!
sábado, 7 de Novembro de 2009
Magusto, o de 2004
Tivesse-nos o São Pedro prometido um dia como o de 21 de Novembro, do já longínquo, ano de 2004 e hoje, tal como neste dia, num outro cenário e com estas, mais algumas e menos algumas, haveria magusto.
Foi um dia fantástico, este, o de 2004, o do magusto.
Nada faltou.
Foi ir ao monte apanhar a caruma,

Pelo meio ainda houve churrasco, boa pinga, cantoria e no fim da noite, já com o frio de de Novembro a apertar, apesar de aquele dia ter sido um dos verdadeiro de São Martinho, houve um delicioso caldo verde à luz da tocha!
Ainda estamos no início de Novembro, talvez o São Martinho meta uma cunha ao S. Pedro e ainda se faça o magusto de 2009. Seria bom, muito bom mesmo!
sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
TGiF
Estava marcado para amanhã um magusto. Pois, eu disse 'estava', porque com a S. Pedro a anunciar que nos ia regar os jardins e as hortas, o magusto deixou de fazer sentido. Magusto que é magusto, é ao ar livre e este não ia fugir à regra. Ia ser na praia, numa praia fluvial que há aqui nas redondezas que reúne todas as condições para passar um dia fantabulástico... menos sol, amanhã.
Do programa das festas fazia parte começarmos a reunirmo-nos por volta da 10h00 para preparar o sitio. Haveria jogos de malha, corridas de sacos, churrasco, vinho do lavrador, bolos, alegria, boa disposição e castanhas, claro!
As castanhas iam ser assadas à moda antiga, numa fogueira feita com caruma. No final iamo-nos pintalgar todos e ia ser, tenho a certeza, muito divertido! Afinal é sempre assim!
Parece que me espera um dia de Sábado sozinha em casa ( entretanto o L decidiu trabalhar amanhã) a passar a ferro e a brincar com os focinhos...
Do mal...
quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Mão à obra! Limpar Portugal
'Ah e era tão bonito ver este projecto divulgado em mais blogs'.É assim que a PAtti, a presidentA do Blogobairro, onde eu vou muitas vezes e sou sempre muito bem recebida e por quem eu tenho muita estima, acaba o post, onde apela a que nos juntemos para no dia 20 de Março limpar as florestas portuguesas de norte a sul.
Este projecto não é novo, já foi feito lago semelhante na Estónia e em cinco horas, estavam as florestas todas limpas!
E eu acabo a, tal como a Patti, a convidar-vos a visitar o site, a registarem-se, a verem o video e, tal como ela:
Ah e era tão bonito ver este projecto divulgado em mais blogs.
Allô, Allô
É claro que me vieram as recordações de tempos maravilhosos, esses em que havia só uma estação de televisão, a RTP, a estatal. Não havia telenovelas, havia uma telenovela, brasileira, que era emitida durante 30 minutos por dia. Ao fim-de-semana não 'dava' a telenovela e no horário da telenovela tínhamos na RTP2 séries fantásticas, e continuamos a ter, é uma verdade; como o Fugitivo.
Segunda-feira, dia de falar de futebol em tudo que era sítio. No café, no autocarro, nas aulas; nós falávamos do Allô Allô, como se pertencêssemos a outra galáxia!
Mas nós não nos incomodávamos com isso. Nem com isso, nem com muitas outras coisas que fazíamos e que eram vistas pelos outros como 'criancices', muitas vezes.
Naquele tempo tudo era motivo para brincarmos, para nos divertia. Divertia-nos um professor ir contra uma mesa, divertia-nos a empregada da limpeza andar a 'cuscar' nos corredores, divertia-nos a forma como a 'Georgina' se sentava no bar, divertia-nos o professor que adormecia no carro durante a hora do almoço e falhava a aula, divertia-nos a ´poupa' do Paulinho; divertia-nos as corridas do Zé para o WC depois de tomar café, divertia-nos o Miguel a mandar a empregada do café ficar com o troco depois de lhe dar dinheiro a menos, tudo nos divertia.
E quase não tínhamos dinheiro. E o que tínhamos, pouco, era fruto de muito poupar. Poupar nos transportes, nos cafés, nas fotocópias.
Mas no final, com o dinheiro contado, pouco, íamos de férias. Íamos de comboio, de autocarro, a pé. Comíamos sandes, fruta, atum e salsichas.
Mas éramos felizes. Tínhamos o nosso mundo, vivíamos rodeados de pessoas que nos amavam incondicionalmente. Não tínhamos patrão, não tínhamos chefe, não pagávamos impostos e éramos felizes, éramos jovens, irresponsáveis, às vezes, mas que sempre soubemos de onde vínhamos e para onde íamos. Encontramos o nosso caminho, tivemos de fazer alguns desvios, mas continuamos a ser quem éramos, e acima de tudo e de todos os que entretanto, passaram e saíram das nossas vidas, continuamos AMIGOS! Amigos para sempre! Longe, perto, com e sem os outros. NÓS SOMOS AMIGOS, OS MELHORES AMIGOS DO MUNDO. Os amigos que Não cobram, mas que recebem sempre que precisam. Os AMIGOS que dão, quando o outro precisa sem pedir.
E pronto, deixei-me levar ao som do que me ia na alma... e as palavras trouxeram-me aqui...
E aqui fica um estado de alma.
Coincidências...

Há uns meses atrás, em Agosto, aquando da emissão de uma emissão filatélica subordinada ao pão fiz este post: O Pão em Selos.
Hoje recebi um comentário sobre o mesmo de um 'desconhecido' que provavelmente é conhecido!
Eu passo a explicar:
É o cometário de alguém que trabalha há 20 anos na padaria onde os meus pais sempre compraram o pão no tempo em que vivemos em S. Mamede de Infesta, a terra que eu tenho como minha terra Natal. É que eu só não nasci lá devido a mais um conjunto de coincidências: a minha Mãe resolveu ir passar a Páscoa a casa da minha Avó, eu resolvi nascer mais cedo e então nasci em Campanhã, exactamente na mesma cama e na mesma rua, a 200 metros da casa onde a minha Mãe nasceu!
Logo na legenda da Regueifa do Douro Litoral me fui enganar. Engraçado que me lembro de quando fiz o post ter pensado: ' Mas esta é a regueifa da zona do Porto e o Porto fica no Douro Litoral!' E não é que eu só lia 'Beira Litoral' no selo!?
Hoje, pela primeira vez li 'Douro Litoral', o certo, que sempre esteve lá. Esta deliciosa regueifa, que não se encontra em mais lado nenhum!
Se este engano não acontecesse, provavelmente o Fernando não comentaria e eu não ficaria a saber que alguém que durante tantos anos, e ainda Faz, o melhor pão do Mundo, na melhor padaria do Mundo, leu o meu blogue!
E a regueifa, que fique bem claro, é do Douro Litoral e igualzinha à da foto é fabricada na Padaria S. Mamede, a padaria do Sr. Albino!
quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
Há dias assim
Sentei-me para ligar o pc, levantei-me para fazer isto, aqui, aquele outro e hora de almoço! Não, eu não chego ao trabalho a meio da manhã, chego antes da 8h30, tá?
Depois de almoço, uma reunião daquelas demoradas, uma ida ali, uma paragem acolá, um atender de telefone... ah e ainda uma chamada ao laboratório para dar de caras com o cliente e ter de explicar um assunto a 'seco', ou seja sem preparação e sem papelada... correu bem ainda assim!
E com esta ouviram-se as badaladas das 18h00, hora de saída, sensação de nada feito e casa que se faz tarde... para estudar para a formação de amanhã. Daqui a nada quem em quiser ver é de auscultadores a ouvir a Rita... e escusam de corre para me verem... é que tanto quanto sei é um bom par de horas!
Coragem, rapariga. Vá lá, não arranjes mais desculpas para começares... no fim até vais dizer que é interessante e perguntar se há mais...
... e eu sou a mãe Natal!
Quarta, meio dia, a Semana...
Nunca vos apeteceu fotografar alguém? A mim já. Não acham que há pessoas que têm o dom de vestir bem ou a audácia de o fazer de forma diferente? Eu acho.
A ideia não é original. Talvez já nem venha a tempo de ser inovadora. Mas porque as boas ideias não se têm apenas mas também se aproveitam, decidi criar O Alfaiate Lisboeta.
É assim que ele se apresenta, o Alfaiate Lisboeta. Gosto particularmente deste post . Lembra-me as minhas amigas quando andaram grávidas... andavam 'num sino' que nem a Ana.
Como ele diz, a ideia não é original e até tenho blogues com o mesmo espírito nos meus favoritos, mas este é nacional, retrata a nossa realidade e por isso é do que mais gosto!
terça-feira, 3 de Novembro de 2009
Coisas do Bono
A minha dona às vezes não pensa no que faz!
Então não é que foi publicar a fotografia daquela desmiolada da Tigra a dormir!?
Mas até é bom. Assim todos ficam a saber o que ela faz! De noite não me deixa dormir. Ouve um gato, um pássaro, lá salta ela da cama, que é como quem diz da casota e vai lá para fora ladrar! Vejam lá que esta noite até ao vento e à chuva ladrava!
Eu sei que às vezes também ladro... à chuva... mas isso é porque a Madam está toda refestelada dentro da casota grande e não me dá espaço para entrar! É que ela ainda cabe, mal, pois está gorda que nem um pote, mas ainda cabe na casota pequena, mas eu, que sou um cão musculado, de uma raça bem constituída, não sou animal para aquele nico de casota! Era o que faltava. Havia de parecer que estava no Portugal dos pequeninos!
E depois é isto, aquela desmiolada dorme o dia inteiro! E quando a minha dona chega a casa nem se mexe. Se é Verão é vê-la no canto a dormir. Se é inverno dentro da casota!
E eu é quem tem de avisa que chegou alguém, eu é quem tem de pedir de comer! Mas quando chega a hora da comida e dos mimos levamos em igual dose, como se tivéssemos feito os dois por isso!
Eu também sei que quando os meus donos andam a lavar os pátios ela anda sempre atrás deles e eu não. Mas já todos sabem, que aquelas águas ( só de pensar fico arrepiado) tem desinfectantes e como sou preto, posso ficar com o pelo manchado e lá ia o meu pedigree... por água abaixo! É que eu já estou no limite da raça Tenho uma mancha no peito e outra, vejam só, num dos dedos de uma das patas da frente!
Mas ela, não é coisa nenhuma. É rafeira, como diz a minha dona. Aquilo é uma mistura de qualquer coisa com outra coisa, que deu aquela cor amarela com aquelas riscas que mais parece um tigre que uma cadela! Também é por isso que se chama Tigra. Como se tivesse algum jeito de nome! Ao menos eu sou Bono. Não é por nada, mas Bono é nome se Sir. Sir Bono Vox... não é para todos!
Sem mais... e lá está ela preocupada com os gatos. A ladrar sabe-se lá a quem ou a quê! Ainda por cima está a chover, vai-se molhar e depois vem para aqui patinhar tudo e a cheirara a galinha. Gajas!





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