
Nenhum homem é uma ILHA isolada; cada homem é uma partícula do CONTINENTE, uma parte da TERRA; se um TORRÃO é arrastado para o MAR, a EUROPA fica diminuída, como se fosse um PROMONTÓRIO, como se fosse a CASA dos teus AMIGOS ou a TUA PRÓPRIA; a MORTE de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do GÉNERO HUMANO. E por isso não perguntes por quem os SINOS dobram; eles dobram por TI - John Donne
sexta-feira, 9 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Nem sempre o fim é o reflexo do meio...
O Palhaço Verde
Regresso
É sempre assim!
Os homens defendem-se sempre entre si. As mulheres, essas, mesmo estando inicialmente do lado da mulher, basta o homem contar-lhes a versão dele da história, e elas já se passaram para o outro lado!
Mas é sempre assim!
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Crónica de Férias 1991 (I)
A viagem de comboio, Ponte de Sôr-Porto, correu bem, embora o calor que se sentia fosse demasiado.
Encontrámos o Jonas em Campanhã e na baixa comprámos as tendas e as esponjas.
A "TRAGÉDIA" começou quando chegámos a casa da Cristina e a D. Odeta nos disse que o Paulinho tenha telefonado e que havia problemas com as candidaturas (do Alberto e do Jonas, que pretendiam mudar de faculdade).
O Paulinho tinha telefonado a dizer que o papel tinha a data errada e que era necessário ir ao ISEP para alterar a data, mas que às nove da noite voltava a ligar. Ligou mais cedo e disse que a data dos certificados da Faculdade de Engenharia estava errada e que tínhamos que a mudar. Decidimos imediatamente que teríamos que adiar a partida. Combinámos que no dia seguinte, hoje, eu (Alberto) e o Jonas íamos para a Faculdade e as meninas procurar transporte para o Algarve.
Os papeis ficaram prontos e decidimos tomar o Expresso da uma da manhã que tem hora provável de chegada a Albufeira às nove horas.
E comentando as coisas vistas dos nossos dias:
terça-feira, 6 de julho de 2010
Matilde Rosa Araújo
O Palhaço Verde e a Fada Oriana (de Sophia de Mello Breyner) fazem parte das minhas referências de infância.
Em velocidade de cruzeiro, quase...
Não é que goste, mas neste momento, o conforto desse estado é bem-vindo.
Ainda não acabaram as gotas, as idas a casa cozinhar, tratar dos focinhos... mas chamemos-lhe pormenores, detalhes, coisas sem importância.
Essas tarefas reflectem-se unica e exclusivamente no gasto maior em combustivel e pouco mais.
Pois, mas a rotina desta semana e da próximas seria outra. Seria uma rotina anual, de duas semanas no Alentejo (este ano estava planeado para isso), aqui ou aqui.
Paciência... fica para Setembro...
domingo, 4 de julho de 2010
Férias
Hoje gostei...
Gostei do jantar em família. Foi bom, bom demais.
sábado, 3 de julho de 2010
'Um dia, quando olhares para trás, verás que os dias mais belos foram aqueles em que lutaste
Depois de terça-feira ter tirado os pontos, a visão começou a melhorar a olhos vistos e ontem quando fez o teste de visão alcançou sem espinhas os 40%.
A escala é de 10 em 10 e por isso teve que ficar nos 40%. (quando se levanta da cadeira e dá dois passos em frente consegue ler os caracteres dos 50%).
Quando o médico o viu ficou radiante com o bom estado do olho e o nível de visão alcançado.
E depois de alguma conversa, a despedida foi com o médico, depois de dizer que só o lá queria daqui a três meses a dizer: 'Ainda aqui estás? a baixa foi só até ontem, já deves meio dia de trabalho ao patrão!'
Foi uma manhã de muita alegria. A partir desse momento foi telefonar à família e amigos para lhes tirar as preocupações e pegando numa frase de S. Freud,que a São me enviou 'Um dia, quando olhares para trás, verás que os dias mais belos foram aqueles em que lutaste.' neste momento ainda não olhamos para trás, mas para o lado. Estamos a poucos passos disso.
E hoje de manhã já quis sair, já quis ir para a confusão típica de uma cidade ao sábado de manhã, quis ir encomendar os óculos, foi ao supermercado e já andou pela FNAC a vaguear pela secção de informática e fotografia.
E isto fê-lo sem andar agarrado a mim, como o fazia nas últimas saídas, não teve medo de descer e subir escadas e anda apressado, tal como há uns anos atrás!
Pois, esqueci-me de dizer, que 40% de visão neste olho, ele teve-a pela última vez em 1978 e nos últimos meses estava nos 20% esforçados!
E o dia estava lindo.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Crónica de Férias de 1991
"A viagem de comboio, Ponte de Sôr - Porto, correu bem, embora o calor que se sentia fosse demasiado..."
É assim que começa o texto a que chamámos Crónica de Férias 1991. À semelhança do que fizemos no ano passado no verão, também este ano iremos transcrever para o Desvios e para o Outras Escritas, as aventuras e desventuras de um pequeno grupo de amigos que se reuniu no ano de 1991 para passar duas semanas de férias. Os textos foram elaborados por mim e pela Reflexos e serão transcritos, tal e qual como os escrevemos na época.
Claro que, tal como no ano passado, acompanharemos os posts com algumas fotografias.
Por esta razão, interromperemos as rubricas "Visões a qu4tro mãos" em Julho e Agosto.
Esperamos que gostem...
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Quero-vos falar da aventura, chamemos-lhe assim, que vivi durante o último mês. E quero-vos falar hoje porque me sinto a passo de a ter concluída e porque nos últimos dias tivemos uma grande vitória. O L. neste momento está a ver bem, dentro dos limites impostos pelas características dos seus olhos, mas vê TV, pode estar em frente do PC... pode quase ter a vida que tinha antes da cirurgia.
Desde o dia 27 de Maio, quase todos os dias foram menos bons. Foi um mês de avanços e recuos, que muitas vezes nos fizeram quase deixar de acreditar que hoje as coisas estariam assim. Mas, em muitos desses momentos em que o acreditar quase falhou, vocês estiveram presentes para recordar que é preciso acreditar e que eram só momentos menos bons.
Todos pediram à sua maneira, na sua maior fé e devoção. Todos tiveram palavras e gestos de força.
Alguns foram verdadeiros anjos da guarda, como naquele dia, em que no meio de tanta gente nunca me senti tão sozinha e desamparada. Foi um anjo que encontrei, disse-lho mo momento. Chorei no ombro dela enquanto em lágrimas, das poucas vezes que chorei, lhe pedia desculpa.
Fez-me bem. Fez-me bem também as mensagens dos amigos, diárias algumas, de força e de cuidado.
Não vou esquecer a vontade, o querer de alguns, em ajudar. Mas pouco havia a fazer, senão esperar.
Não vou esquecer a paciência com que ouviam as descrições dos acontecimentos, dos quais eu tinha necessidade de falar, confesso. Muitos terão ouvido vezes sem conta a mesma coisa, sem a mais pequena reclamação, mas sim sempre com a mesma tristeza nas expressão. Vi medo nos olhos de alguns. A voz de outros tremia quando falava comigo. Temiam as minhas respostas. Temiam ouvir o que não queriam , mas que muitas vezes era o que eu tinha para dizer.
Mensagens de manhã e à noite, quando não eram telefonemas a saber notícias, deram-me serenidade e aconchego.
Sim, tenho a certeza que aquelas centenas de 'Se precisares, conta comigo!', nenhum deles foi da boca para fora. Sei que se batesse a qualquer uma daquelas portas ela se abriria, incondicionalmente.
E tu, mesmo no médico, te lembraste de mim, não me esqueço disso.
Não em esqueço dos telefonemas que o L. recebia e que tanto ânimo lhe davam. Nos dias em que isso acontecia encontrava-o bem mais animado. E das visitas de fim de tarde para beber uma mini e comer umas natinhas. Que bem lhe faziam essas visitas!
E logo que ele se sentiu capaz, foi visitar os amigos e colegas. E que feliz ele ficou com a manifestação de alegria deles!
E por falar nisso, já recebemos o postal do Vaticano. Obrigada por se terem lembrado.
E os meus queridos seguidores deste blogue, que sempre estiveram presentes e preocupados quando não havia notícias. Para eles um grande BEIJO. Do tamanho do MUNDO.
E agora chamem-me lamechas, à vontade. Estou a fazer o que acho que devo.
A guerra ainda não acabou. Há algumas conquistas para fazer, mas este momento está a ser tão recompensador, que não queria deixar de o partilhar convosco.
Sabem, só nos momentos mais adversos da vida é que aprendemos a dar valor a estas coisas e aí não temos medo que nos chamem lamechas ou coisas piores por partilhar as emoções...
Por isso chamem-me lamechas, ou coisa pior à vontade. Estou só a fazer o que acho que devo fazer. Estão perdoados... desta vez!
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Terça, Flashback XIII (Alcácer do Sal-Estação dos Caminhos de Ferro (IV))
E porque ia para o Alentejo.
E porque Álcacer do Sal é ponto de passagem.
E ainda porque hoje há uma emissão filatélica conjunta Portugal-Roménia alusiva ao tema azulejos... a razão do meu Terça, Flashback , que esta semana saiu à quarta.
(ando uma cabeça no ar...)

Alcácer do Sal-Estação dos Caminhos de Ferro (IV)
terça-feira, 29 de junho de 2010
Dia de Médico
Na avaliação da visão, o médico concluiu que ele melhorou mais 5% a visão e decidiu tirar os pontos. De seguida lavou-lhe a lente e disse-lhe que da próxima vez, que será na sexta-feira lhe vai especificar uns óculos.
Disse-lhe também, e aconteceu, que dali a uma hora ele notaria melhorias na visão. Assim foi. Quando chegamos à portagem, na hora de pagar o L. conseguiu ler as letras pequeninas do cartão da portagem. Conseguiu, sim porque agora é como as criancinhas quando estão a aprender a ler, ver apontamentos no relógio, que para ele foram novidade!
E de tão entusiasmado que estava quis ir à empresa visitar os colegas, que nestes últimos dias, semanas, mês; se têm mostrado muito mais que isso: verdadeiros amigos. Nunca deixaram de o visitar, de lhe telefonar e de sofrer com ele os piores momentos desta dura luta.
Foi assim uma manhã muito animada e de muita novidade. Novidade boa que nos trouxe, a mim, a ele e a muitas pessoas a renovação da grande esperança que tínhamos em que tudo ia acabar bem.
Se nem sempre a esperança e o querer estavam visíveis, ela sempre esteve lá com o querer e o acreditar.
Sim, o dia de hoje valeu a pena ter existido. Iguais virão, acredito.
Obrigada de Coração (desculpe-me quem me achar repetitiva), a todos que têm torcido por nós, quer em silêncio, quer por palavras ou gestos, alguns pequenos, mas muito valiosos.
Ainda há algumas conquistas para fazer, mas o que já se conquistou deve ser festejado e partilhado... afinal o que vier não apaga nada do que já se sentiu.
.Já abri o presente.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Grande Noite
E detesto coreanos! (o frigorífico é coreano)
domingo, 27 de junho de 2010
Criança é assim mesmo
sábado, 26 de junho de 2010
Sábado, última hora XII ( Matemática: segunda chamada «chumbada»)

Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM) considera que o exame da disciplina do 3.º Ciclo, realizado esta sexta-feira, tem um grau de dificuldade inferior ao da primeira chamada e que uma nota positiva nesta prova não garante preparação para ingressar no secundário, escreve a Lusa.
«Com o fraco grau de exigência que tem, uma classificação positiva nesta prova não garante o mínimo de preparação matemática necessária para ingressar no Ensino Secundário», escreve a SPM no parecer ao exame nacional da segunda chamada.
A SPM diz mesmo que, ao contrário do enunciado da primeira chamada, de dia 18, esta prova representa «um passo atrás no sentido de se vir a alcançar um nível adequado nos exames de matemática» do 3.º Ciclo.
«Vale a pena lembrar que este exame é também o realizado pelos alunos retidos no 8.º ano, com vista à conclusão do Ensino Básico e eventual passagem direta para o 10.º ano», destaca o Gabinete do Ensino Básico e Secundário da SPM.
A prova «não tem os aspectos positivos» referidos no parecer da SPM na primeira chamada e «continua a sofrer de muitas lacunas», lê-se no documento.
A SPM reconhece como aspetos positivos nesta prova as questões de geometria, que se «adequam melhor aos objectivos» deste ciclo de estudos, mas refere que há áreas estruturantes que «não são verdadeiramente avaliadas», como os sistemas de equações e os números reais.
A área de probabilidades, acrescenta, é avaliada «a um nível bastante inferior» ao da primeira chamada.
«Esta prova avalia muito pouco o domínio dos procedimentos e a capacidade de aplicação dos algoritmos. Tal como na primeira chamada, cerca de 30 por cento da cotação do exame corresponde a questões de resposta imediata, o que nos parece excessivo», afirmam.
Para a prova de hoje estavam inscritos 615 alunos e compareceram 396, segundo dados do Ministério da Educação.Usando as palavras de um anúncio da TV, e parecendo uma octagenária a falar; no meu tempo, os alunos eram quem se manifestavam, aliás, comentavam, sobre os diferentes graus d dificuldade entre as chamadas das provas.
Os professores, eventualmente, dariam a sua opinião, mas o ministério tinha alguma soberania, que não permitia a ninguém tecer qualquer tipo de comentário.
É evidente que uma das chamadas era mais acessível e nós alunos sabendo disso, arriscavamos uma delas e assumíamos as consequencias!
E mais uma vez, os meninos da primeira fase foram prejudicados e será que lhes vão dar uns pontinhos de bonificação? É que repetir aprova pode-se tornar violento!
E mais uma vez, no meu tempo, seria:'paciência! Em Setembro há mais!'
E alargando um pouco esta notícia ao panorama nacional, o que me parece é que isto é mais uma prova do (des)governo em que vivemos em que meio mundo tenta deitar abaixo outro meio!
E você Alberto, o que acha?
Dão-se alvissaras...
Ao longo da última década perdeu-se vezes sem conta, mas logo foi encontrada. Desta vez, já algumas semanas anda desaparecida e não há forma de voltar.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Sem comentários!
Níveis de desemprego a atingir os dois dígitos?
Aumento de impostos?
Mas que é isso, senhores!?
Portugal parou por duas horas (no departamento onde trabalho, dos 14 que lá trabalham, ficamos 3!).
E os 'Navegadores' passaram à fase seguinte!
O resto?!
Peanuts... como diriam os ingleses!
Sinceramente, não há paciência! E pior, não vejo como isto tomar o rumo certo!
E por mais uns tempos vai ser assim. O governo que aproveite (é melhor não!) para fazer os estragos que quiser, que está todo mundo com os olhos na África do Sul!
Sensibilidade
O certo é que ninguém passava, o homem não se mexia, ninguém lhe mexia e (incrível) não tinha uma multidaão de gente em volta dele.
Por um caminho alternativo cheguei ao restaurante e depois do cozinheiro me perguntar o que se passava, contei-lhe o cenário com que me havia deparado minutos antes.
Eu estava incomodada com o assunto e o senhor ia dizendo que provavelmente estava só desmaiado e que o INEM quando chegasse o reanimava e levava para o hospital. É quando vem o empregado da caixa e diz (é brasileiro): 'A senhora diz que ele tinha um fio de sangue na boca? Então já deve estar morto!'
E pronto, arrumou-me para canto!
O homem até podia estar morto. Eu até tenho dúvidas do contrário, mas dizê-lo com tal assertividade, soa a machadada final!
quinta-feira, 24 de junho de 2010
São João
As palavras andam fugidas, a vontade também perdida e ficam algumas das fotos:
Já me bastou 'levar' com duas festas aqui na rua, este ano complementadas com vuvuzelas. Oh God!
Dia de Médico
A visão está consideravelmente melhor. Nada de especial, comparado com os padrões de visão dita normal, mas está a melhorar.
O olho está a ficar sem vestígios de sangue e o plano de tratamento foi refeito: continuar a fazer a medicação para a tensão ocular, continuar com a cortisona e reduzir as gotas de 6 para 4, umas e de 2 para 1 as outras.
Terça-feira lá voltamos nós.
Entretanto vamos acreditar que desta é...
quarta-feira, 23 de junho de 2010
E hoje é noite de São João...

É noite de sardinhas, martelos, alho porros e orvalhadas.
É noite de grandes caminhadas,
É noite de fogo, é noite de lançar balões
É noite de andar na rua até de manhã.
E não deixem o manjerico murchar... água no prato e nunca cheirar.
E não há S. João como este, o do Porto!
terça-feira, 22 de junho de 2010
Terça, Flashback XII (Frida Kahlo)
Não, nem faz anos que nasceu, nem que morreu.
Simplesmente apeteceu-me falar dela.Filha de um fotógrafo judeu e de uma mexicana mestiça, cedo começou a ter sinais de que a sua vida não seria um conto de fadas.
As suas longas e exóticas saias mexicanas, tornaram-se sua imagem de marca, fazendo moda na época. Poucos sabiam é que Frida as usava, para encobrir a atrofia numa das pernas provocada pela poliomielite aos seis anos de idade.
Há biografias que fazem alusão a um acidente de autocarro, que lhe provocou uma fractura na bacia. Como consequência dessa fractura ficou impedida de ter partos normais, pelo que foi aconselhada a não engravidar. Esse mesmo acidente fê-la desistir de um outro sonho: ser médica.
A obra, 'A Cama Voadora', pintado em 1932, retrata bem a dor de Frida pela incapacidade de ser mãe.Casou com um artista, o muralista Diego Rivera, esteve grávida várias vezes, mas nunca foi mãe, as sequelas do acidente nunca lhe permitiram levar uma gravidez até ao fim.
A sua vida sentimental foi também muito atribulada. O seu casamento foi recheado de relacionamentos extra conjugais, tanto por parte dela como do marido. Ambos aceitavam essas relações, excepto as de Frida com outras mulheres. Frida era bissexual.
Sendo muitas auto-retratos, todas as suas obras são episódios marcantes da sua vida, daí o ter afirmado sobre a sua obra: pensavam que eu era uma surrealista, mas eu não era. Nunca pintei sonhos. Pintava a minha própria realidade.
Frida foi encontrada morta em sua casa, em 1954.
Apesar de a certidão de óbito atestar embolia pulmonar, por escritos dela, supõe-se que se tenha suicidado.
"Espero que minha partida seja feliz, e espero nunca mais regressar -
Frida"Nasceu e morreu no mês de Julho: 6 de 1907 e 13 de 1954
Frida pintou o quadro O Hospital Henry Ford, também conhecido como A Cama Voadora (1932). O quadro mostra a pintora deitada no leito do hospital, localizado em Detroit, EUA.Flutuando sobre o leito, pode ser visto um feto do sexo masculino, um caramujo e um modelo anatómico de abdómen e de pelve.
No chão, abaixo do leito, são vistos uma pelve óssea, uma flor e um auto clave. Todas as seis figuras estão presas à mão esquerda de Frida por meio de artérias, de modo a lembrar os vasos de um cordão umbilical.
O lençol sob Frida está bastante ensanguentado. Seu corpo é demasiadamente pequeno em relação ao tamanho do leito hospitalar, de modo a sugerir seu sofrimento e sua grande solidão.
Do olho esquerdo de Frida goteja uma enorme lágrima, simbolizando a dor de uma mãe pela perda do filho; a pelve óssea é um testemunho da causa anatómica da impossibilidade de ser mãe.
O chão sob o qual Frida repousa encontra-se todo fendido, rachado, simbolizando as fracturas nos seus ossos.Sobre a maca, ela deixa à mostra as regiões lombar e pélvica, nas quais pode-se ver a incisão sangrenta feita para a osteo síntese vertebral, e outra incisão oblíqua na projecção da crista ilíaca direita, de onde foi retirado o osso para enxertia.
A Árida sentada ao lado da maca com vestimenta tendo segura na mão esquerda o colete ortopédico que ela sonhava abandonar quando estivesse curada.
Na mão direita, ela agita uma bandeirola que dá nome ao quadro.
Para fazer este post para além de andar pela minha memória, andei por aqui e por aqui Fica ainda uma imagem da Casa Azul, a sua casa familiar, que quatro anos após a sua morte foi transformada em museu.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Muito com muito pouco

Portugal no país que temos
Pretensão a mais da minha parte pensar pertencer à minoria sobrevivente, mas... sabe-se lá!
Ainda assim, o que normalmente demoro 1h20 a fazer, hoje precisei de uma hora!
Gostei...
domingo, 20 de junho de 2010
Ontem e hoje

Ontem foi dia de ir ao médico. Foi uma consulta rápida, mas bastante animadora, da qual saímos com (muita) esperança.
A visão do L. melhorou e o médico enquanto observava o olho, disse: 'Isto está a ficar com óptimo aspecto.'
Estas palavras dizem muito. São um bom presságio de que (desta vez) estamos no caminho certo.
O médico optou por não repetir já ontem a angiografia e marcou novo encontro para quarta-feira.Claro que os ânimos vieram animados. Se desta vez as melhoras não são tão rápidas como das outras duas vezes, mas sim mais consistentes e menos acidentadas.
Depois de aproveitar o resto da manhã para fazer compras, a tarde e a noite foram preenchidas com visitas. Foi o verdadeiro 'entra e sai' até à meia-noite. E o L., sem se aperceber ao longo do dia ia mostrando, até a ele próprio, que a visão ia melhorando. Ficamos todos muito emocionados quando, numa jogada de um dos jogos de futebol do Mundial, ele na excitação do momento se pôs a explicar os movimentos de dois jogadores, chegando ao pormenor de dizer que um dos jogadores fez um gesto menos visível... para quem nem os jogadores distinguia, foi bom, MUITO BOM!
E já vê os horas no telemóvel, o que não acontecia no dia anterior...
O deitar de ontem e o acordar de hoje foram com outro ânimo. O sentir de que vale a pena acreditar.
Hoje, com visitas ao almoço, a manhã foi atribulada nos preparativos, com o L. já a participar em tarefas impensáveis há dois dias atrás. Pôr manteiga no pão ou ir buscar um simples copo de água aio frigorífico...
E à tarde, depois das visitas irem embora, lá fui eu para o farmville, mas o verdadeiro: cortar relva, tirar ervas daninhas, escovar os focinhos, lavar as casotas e ficar exausta.
Nota: cortar relva não é assim tão difícil. O chato mesmo é apanhar a relva, cortar as bordas e lavar e arrumar a máquina! E ainda, carregar com os sacos da relva cortada para a porta de casa para a recolha do lixo.
E o fim-de-semana foi bom, o amanhã é uma incógnita, mas neste últimos tempos confirmei a teoria herdada da minha avó: 'Quando lá chegar vê-se. Por agora vive o que tens!.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Notícia de Última Hora: Morreu José Saramago
Não sendo um dos meus escritores de eleição, lamento a sua partida. Todos ficamos mais pobres.
José Saramago (1922-2010)
José Saramago nasceu na aldeia ribatejana de Azinhaga, concelho de Golegã, no dia 16 de Novembro de 1922, embora o registo oficial mencione o dia 18.
Os seus pais emigraram para Lisboa quando ele ainda não tinha três anos de idade. Toda a sua vida tem decorrido na capital, embora até ao princípio da idade madura tivessem sido numerosas e às vezes prolongadas as suas estadas na aldeia natal.
Fez estudos secundários (liceal e técnico) que não pôde continuar por dificuldades económicas. No seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo depois exercido diversas outras profissões, a saber: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor, tradutor, jornalista.
Publicou o seu primeiro livro, um romance ("Terra do Pecado"), em 1947, tendo estado depois sem publicar até 1966. Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na Revista "Seara Nova".
Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do Jornal "Diário de Lisboa" onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante alguns meses, o suplemento cultural daquele vespertino. Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do "Diário de Notícias". Desde 1976 vive exclusivamente do seu trabalho literário.
A Saga Contínua... continua
Esperemos que as notícias sejam animadoras e trazer energias positivas para os próximos dias.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Devagar, devagarinho...
Ok, o telemóvel é um touch e tem uns números grandes, mas se não via antes é bem bom!
Começo a (re)animar-me. E ele também está de melhor humor. Pudera!
(até tenho medo de falar!)
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Às vezes corre mal...
Perdi os favoritos, os comentários, as fotos...
Agora aqui está um blogue despidinho, resumido aos posts e pouco mais...
terça-feira, 15 de junho de 2010
Pensageiro Frequente. Eu quero...
...da Saga Contínua...
O nervosismo era grande. As melhoras não eram notórias e já é satisfatório sentir que não piora, tais têm sido os recuos!
A consulta foi marcada para as 9h30m, hora a que chegamos à clínica. Como sempre, fomos atendidos de imediato. Tal como no Sábado passado, começou pelo teste de visão, que durou dois minutos, pois logo de imediato a técnica se apercebeu que à distância de um passo, ele mal distinguia a quantidade de dedos que ela tinha no ar. Apesar de tudo, a conclusão foi que já vê um pouco mais... vê vultos a uma distância maior.
Passamos para o médico, que de uma primeira análise se sentiu mais optimista e passou para a acção: limpar a lente com laser e preparar-se para uma angiografia.
Demorou. O equipamento estava ocupado e a espera foi de mais de uma hora. A toma da 'fosforina' é o mais doloroso do processo todo. 'Intragável!'-diz ele!
Desta vez não foi preciso injectar a solução, tal como aconteceu há quinze dias atrás. A retina está mais visível e o resultado, se bem que com uma visibilidade não a 100%, da angiografia torna-se mais conclusivo: a inflamação está a limpar. Devagar, muito devagar, mas está.
A retina continua bem e não há sinais de infecção...
No pico do desespero, houve espaço para reclamar com o médico que tratou de explicar com a sua maneira muito própria de ser, dizendo que as cirurgias são assim mesmo, que uma cirurgia não era fazê-la, dar-lhe duas palmadinhas nas costas e mandá-las para casa nunca mais as vendo!
Depois de dar instruções para continuar com a medicação, ficou combinado 'novo encontro para Sábado'.
Ainda disse que este assunto não o preocupava, pois tinha solução. Podia demorara mais ou menos tempo, mas isso era chato para o L. e não para ele, pois ele tinha a certeza que se solucionava...
E pronto, novo episódio da Saga Contínua no Sábado. Até lá tudo em stand-by...
Entretanto vamos vivendo no 'nim' sem optimismos, mas pessimismos postos de parte... no limbo...
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Sempre em festa...
Tempo de santos populares, Braga 'vestida' a rigor para receber o São João...
domingo, 13 de junho de 2010
E...
De ' saga continua...', passamos a 'Saga contínua...'
... endless story!
sábado, 12 de junho de 2010
A saga continua...
Só que recuperação tem andado desaparecida dos nossos dicionários. Ontem quando cheguei a casa queixou-se que estava a ver pior, que mal me via. Que não era nada como antes da segunda cirurgia, mas que se sentia muito pior!
Disse-lhe que telefonasse ao médico. Não quis!
Deitei-me com o coração apertado a desejar que a noite passasse rápido.
Tínhamos consulta marcada para as 10h30. às 9h30 já estávamos na clínica. Anunciamo-nos e logo a seguir foi fazer testes de visão. Péssima. Nem as letras maiores conseguia ver ao longe!
Quando o médico o viu, ficou preocupado. Fez uma primeira avaliação. Perguntei-lhe o que seria. Disse que não podia responder naquele momento. Tinha que fazer mais exames depois de dilatar. A única coisa que podia dizer no momento era que da operação à catarata estava tudo bem.
Foi dilatar. Meia hora mais tarde voltamos ao consultório. Nova avaliação. Agora da retina, a maior preocupação. Dois minutos, que mais pareceram duas horas, disse que a retina estava bem e que o que ele tinha era uma inflamação do pós operatório.
Mais uma vez que podia acontecer, mas que não era habitual.
Fez novo plano de tratamento. Novas gotas, agora só dois tipos, mas mais vezes: seis vezes.
Pediu que voltássemos na terça-feira e que esperava que Domingo ele já estivesse melhor.
Despediu-se com o aviso: 'Para a próxima, telefona! O que combinamos foi que telefonavas e não que esperasses! Se me ligasses ontem, hoje já estavas melhor!'
E as ultimas palavras foram: 'Não é nada de especial, acreditem! Eu não vos escondo nada!'
Viemos embora. Eu mais aliviada. O L. com outro ânimo e a dizer:'Eu não vou deixar de ver, pois não?'
Eu já não sei que dizer. Já não consigo sentir-me animada com palavras. Só com resultados, que tardam em chegar!
Sempre estive optimista em todo este processo. Quero continuar a estar, mas está difícil.
Optimismo, recuperação, sucesso, fim, descanso, precisam-se... quero acreditar que tardam, mas que vão chegar... precisam-se!
'Eu não vou deixar de ver, pois não?', voltou a perguntar. 'Não. Não ouviste o médico dizer que mesmo se fosse com a retina havia solução?!'
'Pois viu-se a solução da outra vez!', respondeu.
'Sim, L., há solução se as pessoas não deixarem passar quinze dias e no entretanto andarem a viajar...'
Calou-se. Veio calado até casa. Sabia que eu tenho razão, nesta longa história que se passou há doze anos sobre a qual um dia falarei...
Eu (ainda) acredito. Não sei se no médico, se na capacidade de recuperação do L., se na minha Estrelinha, se na, ou pela, força que tenho recebido de tantas pessoas.
Mas eu acredito, porque essas pessoas merecem... é a forma que tenho de lhes retribuir toda a força e carinho que me têm passado nestes últimos longos quinze dias.
Obrigada
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Quero acreditar em progresso, melhoras, mas às vezes tenho duvidas. Tenho medo quando estou perante o médico. Tenho medo do seu silêncio, do seu olhar, dos seus gestos e tenho medo, muito medo das palavras dele!
Que tudo isto acabe depressa e pelo melhor.Está a ser duro. O esforço, a freima, a correria...
Provavelmente estou a ser egoísta, afinal eu só ando a correr que nem uma louca, eu só tremo que nem uma louca perante o médico, eu só desespero enquanto o L. está a ser operado, eu só reclamo, não é?
Já não me aturo!
Hoje no correio, perante a nega da funcionária, um cidadão insistia para que esta lhe entregasse uma encomenda registada endereçada a alguém que não ele.
Enquanto a funcionária argumentava que não podia, que podia ser penalizada por isso, ele dizia que a pessoa em causa era a esposa, que numa situação semelhante já lhe tinham entregue a encomenda... enfim.
E a funcionária ia negando a entrega da encomenda e ele ia debitando cada vez mais argumentos, até que disse:'a minha esposa não pode vir a esta hora e eu para cá vir tive que sair do emprego mais cedo... tive que pedir ao meu chefe para sair...'.
Bom argumento, sim senhora, não fosse ele meu colega de trabalho, estar já fora da hora laboral, eu também lá estar sem pedir nada a ninguém e mais: nós lá na empresa temos flexibilidade de horário e podemos sair a partir das 16h30m sem pedir nada a ninguém!
Bem, a funcionária acabou por lhe entregar a encomenda, ele só quando já a tinha na mão é que me viu e eu, quando ele me viu limitei-me a sorrir e a cumprimentar a funcionária como se cumprimento alguém que já se conhece há muito, como é o caso.
Ele corou, percebeu que argumentou demais, fartou-se de agradecer e fez de conta que não me (re)conheceu!
A funcionária só queria que ele lá voltasse com o aviso assinado pela esposa e com o BI dela!
Não podia... tinha que pedir ao chefe para sair mais cedo!
Santa lata!







