sexta-feira, 25 de junho de 2010

Sensibilidade

Na quarta-feira quando ia buscar comida ao take-away, numa rotunda nas imediações do restaurante estava um homem caído, inanimado, com uma motorizada em cima dele. Suponho que terá levado uma pancada de algum carro, ou ter-se-á mesmo despistado ao contornar a rotunda.
O certo é que ninguém passava, o homem não se mexia, ninguém lhe mexia e (incrível) não tinha uma multidaão de gente em volta dele.
Por um caminho alternativo cheguei ao restaurante e depois do cozinheiro me perguntar o que se passava, contei-lhe o cenário com que me havia deparado minutos antes.
Eu estava incomodada com o assunto e o senhor ia dizendo que provavelmente estava só desmaiado e que o INEM quando chegasse o reanimava e levava para o hospital. É quando vem o empregado da caixa e diz (é brasileiro): 'A senhora diz que ele tinha um fio de sangue na boca? Então já deve estar morto!'

E pronto, arrumou-me para canto!
O homem até podia estar morto. Eu até tenho dúvidas do contrário, mas dizê-lo com tal assertividade, soa a machadada final!

2 comentários:

Lágrima d'Ouro disse...

E porque nao parou e o socorreu?! Ou porque nao chamou de imediato uma ambulância? A machadada final foi dada a esse senhor por cada um que passou ao seu lado e lhe negou a ajuda, que como ser humano merecia.

Reflexos disse...

Ólá Lágrima d'Ouro,
A ambulância já tinha sido chamada e estavam muitas pessoas nas imediações do acidente.
Só não estavam era em redor do homem e ninguém o tentou tirar dali porque podia fazer mal.

Claro que não fosse isso eu chamaria o 112.