terça-feira, 4 de maio de 2010

Terça, Flashback VI ( Porto (Re)visitado, da Brasileira ao Magestic )

E porque sou uma apaixonada por café, cafés, chávenas de café e porque o Carlos do Crónicas do Rochedo dedica este mês aos cafés com a rubrica A Rua dos Cafés, aproveito para trazer ao blogue esta minha paixão, o café.
(Sobre o café também há uma surpresa preparada entre o Desvios e o Outras Escritas. É anterior ao lançamento do tema do Carlos, mas foi agendada para uma data mais tarde... coincidências Bloguistas, das boas...)


Il Cafè di Roma. Lê-se na vidraça da esquina do edifício, do edifício da Brasileira!
Esta foi a primeira, e única suponho a 'degenerar'. A de Braga, continua ela mesma depois de umas refrescantes obras na primavera passada. A de Lisboa, não conheço o suficiente para avaliar, mas pelo que diz o Alberto aqui, continua digna do seu nome.

Há muitos anos, quase três décadas, que este café deixou de ser um café. Na década de 80, depois de umas obras de remodelação, numa das partes a da direita da imagem, passou a ter um balcão, onde as pessoas tomavam o café de pé.






Esta parte, onde se vêm ainda as cadeiras antigas, era dedicada à restauração. No exterior, bem por baixo da pala, durante o verão tinha uma esplanada. Que bem se estava!


Depois acabou de vez, a Brasileira. E se no Imperial, ficou a águia à porta a lembrar a quem passa que um dia foi ali o café Imperial, da Brasileira ficou a pala e dois andares acima, já acusando o pasmar do tempo: 'O melhor café do mundo é o café da Brasileira'.
Agora já é tarde para saber!



Do outro lado da rua, bem na curva, tem o Teatro Sá da Bandeira. Não quis olhar para lá! Da forma que o vi há poucos meses atrás, não iria encontrar um bom cenário!

Queria tomar café. Decidi então subir a rua Passos Manuel, já não com a ideia no Magestic. Depois dos outros dois, decidi que tomaria o café no fórum FNAC ou mesmo mais acima no Via Catarina.
Quando cheguei ao cruzamento da Rua Santa Catarina com Passos Manuel, olhei para a esquerda.
Lá estava o Magestic. As pessoas sentadas na esplanada, os empregados a servirem às mesas. Tudo como antes. Nada de nomes sobrepostos, só mesmo o Magestic de sempre. Recente, mas já de um passado, só mesmo a esplanada, que não desilude.

Mesmo assim quis ir para o interior, sentar-me nos recentemente restaurados sofás de couro, apoiar os cotovelos nas mesas de mármore e olhar, olhar, olhar tudo em volta e rever cada pormenor.


E que bem me soube, este café, Delta, tomado numa chávena VA, no interior do Café Magestic.
Afinal nem tudo acabou!


(Fotos minhas, Agosto 2010)

1 comentário:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Tomei alguns cafezinhos na Brasileira, mas os meus poisos eram outros, alguns já desaparecidos, como o Saban, lembra-se?